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Brasil é 3º maior emissor de spams

Publicado por Tulio em 31 agosto, 2010.

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O Brasil é o terceiro maior emissor de mensagem eletrônicas não solicitadas, mais conhecidos como spams, de acordo com levantamento da consultoria norte-americana Shoposo. Segundo a empresa especializada em segurança na internet, endereços brasileiros de correio eletrônico enviam 5,5% desse tipo de e-mails. O Brasil fica atrás só dos Estados Unidos, que envia 15,2% dos spams, e da Índia, com 7,7%.

O envio das mensagens não solicitdas é um dos tipos de contravenção cometida na internet. As mensagens não solicitadas muitas vezes contêm programas que permitem que criminosos acessem dados pessoais de usuários da internet e os utilizem para cometer fraudes.

O envio desses e-mails com a propagação de conteúdo malicioso é chamada de worm. O worm corresponde a 14,5% dos incidentes na internet cometidos entre abril e junho de 2010, segundo o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br). De acordo com a entidade, as varreduras de computadores conectados à rede em busca de informação de usuários é o incidente mais recorrente. São 51,8% dos casos reportados.

O delegado da Polícia Federal Carlos Eduardo Sobral, que participou do evento desta manhã, afirma que os crimes na internet crescem à medida em que o uso do computador se populariza no Brasil. Segundo Sobral, além de ser o terceiro maior emissor de spams, o país é o quarto ou o quinto maior difusor da pornografia infantil na internet. “Ao mesmo tempo que nós nos inserimos no mundo digital, não conseguimos evitar o crescimento da criminalidade”, afirmou o delegado.

Os dados apurados pela Sophos foram apresentados hoje (31) durante o seminário Crimes Eletrônicos – A Urgência da Lei, realizado na Câmara Americana de Comércio (Ancham), em São Paulo. No evento, representantes da polícia, da Justiça, do setor empresarial e de usuários da internet debateram formas de combater os crimes online.

Agência Brasil

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Brasil é o segundo país mais estressado do mundo

Publicado por Tulio em 28 agosto, 2010.

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Você já notou que o dia parece ter cada vez menos horas? As ruas mais carros? Estamos sempre correndo e, mesmo assim, parece que falta tempo para tudo. O almoço é rapidinho e nos enche de culpa. Mas e a nossa saúde? Olhamos esse mundo tumultuado e percebemos que a tecnologia que está a nossa volta ajuda, e muito, a correr cada vez mais.

Cadê o sossego? A privacidade? Estamos cada vez mais ligados. Num caminho que pode levar facilmente ao estresse. Complicado é sair dele. Mas respire fundo e relaxe, porque pesquisadores seguem investigando as causas mais íntimas do problema que coloca o Brasil como o segundo país mais estressado do mundo. Só perdemos para o Japão.

E a causa para tanto estresse dos brasileiros é o trabalho.

“Sem dúvida nenhuma, no Brasil, o principal fator desencadeador de estresse é o estresse ocupacional. O estresse profissional, que afeta 69% da população brasileira. As pessoas estão cada vez mais desmotivadas e insatisfeitas com seu trabalho. Em primeiro lugar, a longa jornada de trabalho está afetando diretamente o estilo e a qualidade de vida das pessoas. As pessoas têm menos tempo. O dia continua tendo 24 horas, mas a média está sendo de 12 horas de trabalho por dia”, avalia a psicóloga do International Stress Management Association (ISMA-BR), Ana Maria Rossi.

No dia-a-dia feito de assaltos, sequestros e mortes, os profissionais que trabalham na área de segurança são os que têm o nível de estresse mais alto. Em segundo lugar, aparecem os motoristas de ônibus urbanos.

Todos os dias eles fazem tudo sempre igual. O caminho é o mesmo. E, com mais ou menos trânsito, há pressão para chegar no horário, em cada parada. Mas o motorista nunca pode descer, nem se precisar ir ao banheiro. Deve seguir a rota até o final da linha.

Em segundo lugar também estão os controladores de voos. Em terceiro, aparecem quatro categorias: executivos, que vivem a angústia de não conseguir manter o emprego. Profissionais da saúde, que fazem jornadas duplas, triplas. Operadores de telemarketing, que ganham a vida ouvindo, muitas vezes, desaforos de quem atende do outro lado da linha. E os bancários, cada vez mais assustados com os assaltos e a automatização dos bancos. Em quarto lugar vêm os professores, principalmente os que desempenham funções burocráticas.

A igreja é um lugar cheio de paz, tranqüilidade, onde o tempo parece não ter pressa. É o sentimento que a maioria de nós tem quando entra em um desses templos religiosos. Mas por incrível que pareça é aqui que estão as pessoas que mais se estressam: padres e freiras não têm o nível de estresse mais elevado, mas são os que passam a maior parte do tempo estressados.

Culpa das cobranças, da falta de privacidade, do controle dos próprios fiéis. Mas eles, os padres e as freiras, têm uma arma poderosa para não deixar o problema virar doença: a fé. É ela que ajuda a manter equilíbrio, a aceitar, ter paciência e esperança.

“O padre, como as outras forças da sociedade, se preocupa em ajudar as demais pessoas. Mas é preciso olhar com carinho para quem cuida. Cuidar do cuidador”, desabafa o padre César Leandro Padilha.

Infelizmente não é todo mundo que tem fé, ou consegue respirar fundo e seguir em frente. Trocar o ritmo de vida, não é fácil. Uma pesquisa feita nas cidades de São Paulo, Porto Alegre e Belém mostrou que apenas 10% dos entrevistados conseguiram mudar de trabalho ou de carreira pelo bem da saúde.

“O desafio é que as pessoas querem mudar de vida porque elas notam que não estão bem, ou que não estão tendo o convívio com os familiares ou o estilo de vida que elas gostariam. Mas elas não querem deixar de ter nada do que elas têm”, afirma a psicóloga.

Nos homens a vontade de mudar acontece geralmente entre os 35 e 45 anos de idade. Nas mulheres o desejo de mudança vem bem mais cedo: entre os 25 e 35 anos.

“Cada vez mais a mulher está tendo posições executivas, sendo mais cobrada, ao mesmo tempo têm aquela vontade de ter filhos, ter uma família e ela fica naquela angústia, naquele dilema entre dar um tempo na sua profissão e talvez perder algumas oportunidades e poder ser mãe. E muitas vezes fazem as escolhas com muita culpa”, explica Ana Maria.

A comerciante Ilsi Gassen Boll não teve dúvidas. Deixou para trás uma carreira de sucesso na área de informática que lhe proporcionava um alto salário e trocou tudo por uma vida mais simples, mas bem mais tranquila.

Ela conta que valeu a pena: “eu estava muito bem profissionalmente, mas minha vida particular não estava tão boa. Eu comecei a perceber que estava ficando doente, muito cansada, estressada. O sucesso profissional te absorve muito. Te deixa esquecer o que, na verdade para mim hoje, é o mais importante que é minha saúde, minha vida, minha felicidade, minha alegria”.

O novo negócio funciona na casinha charmosa do ano de 1923, onde a promessa para o cliente é de uma vida saúdável, igual a da dona da casa. As mãos que antes digitavam sem parar, hoje, na cozinha, cortam verduras e legumes. Quem diria que alguém no auge de uma carreira resolveria largar tudo começar do zero em uma virada radical?

“Resolvi mudar, parei com tudo que eu estava fazendo. Parei algum tempo e foram surgindo novas propostas, novas possibilidades e então surgiu a idéia de trabalhar com alimentação natural”, conta a comerciante.

Ilsi montou uma loja de produtos naturais. Aí veio o restaurante, depois comprou um sítio para produzir os alimentos que serve. “A gente aprendeu que temos que ficar dentro do nosso limite. O objetivo principal é o nosso bem estar”, diz Ilsi. Ela é destinada a ter sucesso no que faz. A diferença é que hoje em dia sabe quando deve parar:

Com o executivo do mercado financeiro foi diferente. Ricardo Malcon, de 60 anos, não mudou totalmente de vida, mas conseguiu administrar a vida.

“Eu comecei a reduzir a carga de trabalho, comecei a eleger as coisas que eram importantes no meu trabalho, que eu não poderia deixar de fazer e as outras comecei a afastar devagarinho. Isso levou um ano, mais ou menos. Comecei a fazer academia, comecei a caminhar e fui me dando conta que era bom”, revela o executivo.

Antes, Ricardo Malcon trabalhava 14, 15 horas por dia. “Eu vinha trabalhando muito, com o objetivo de crescer mais e ganhar dinheiro. Na verdade, a gente não se dá conta de que está estressado. A gente se sente cansado, com pouca disposição para fazer as coisas e muito sobrecarregado. A sobrecarga é terrível”, conta Ricardo.

Até pouco tempo nem ele se imaginava passeando num parque no meio da tarde. Muito menos com tempo para sentar e conversar. “Tenho uma vida melhor até para minha saúde, para o meu bem estar e até para minha família”, afirma o executivo.

Fonte Época

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A Jatobá e a Sustentabilidade

Publicado por Tulio em 26 agosto, 2010.

jatoba 62424 A Jatobá e a Sustentabilidade

Ao final de um evento de premiação das Empresas mais Sustentáveis do ano, em que atuei como Mestra de cerimônias , desci do palco e fui abordada por um dos convidados:

-Seu nome é artístico?

Achei graça da pergunta e expliquei a origem do batismo.

- Artístico? Não. Jatobá é uma família de novos cristãos vinda de Portugal em 1564, fugindo da perseguição religiosa aos judeus.

- Achei interessante a coincidência: a moça do tempo, que fala das questões ambientais, ter nome de árvore!

- E que árvore! Repliquei, orgulhosa.

Aí confesso que cedi à vaidade:

- O Jatobá é a árvore que mais sequestra carbono da atmosfera. Ela é considerada a faxineira do ar, na medida em que aspira dióxido de carbono (CO2) e, assism, livra a atmosfera de grandes quantidades do principal gás responsável pelo aumento do efeito estufa na Terra.

No caminho de volta pra casa, me lembrei do dia em que a tal “coincidência”, por ser uma Jatobá e gostar dos temas relacionados ao meio-ambiente, se havia revelado.

Dois anos antes dessa noite, fui convidada para assistir à palestra do mais famoso ambientalista e ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore. De passagem por São Paulo, ele falaria para um público seleto sobre a crise climática mundial, mostraria as evidências de mudanças dramáticas e radicais no mundo provocadas pelo aquecimento global.

Antes, porém, tratei de ver o documentário que projetou suas idéias, “Uma verdade inconveniente”, mais tarde ganhador do Oscar. Naquele momento nascia a semente da minha inquietude. Fiquei alarmada ao saber da rápida escalada da concentração de CO2 nos ares, o que estava transformando o planeta numa panela de pressão.

No auditório do Ibirapuera, o mestre atualizava dados científicos e , junto com o alerta , lançava um apelo por uma mudança de hábitos da humanidade. Senti uma espécie de chamamento. Saí convencida de que o acaso não existe. Deveria honrar meu sobrenome.

Por força da profissão, já transmitia as notícias da meteorologia e observava parte daquelas mudanças significativas no padrão mundial do clima. Uma maior duração e frequência de fenômenos, como tempestades severas, secas, furacões, ciclones…e o ineditismo, nesta nossa era, do derretimento de quase todas as geleiras do mundo e a consequente elevação do nível do mar, com implicações na fauna e na flora.

Entendi que era a resposta da natureza em fúria pela sobrecarga imposta em nome do desenvolvimento econômico.

Acreditei que poderia contribuir para dar destaque ao tema e , quem sabe, sensibilizar as pessoas quanto ao processo destrutivo da Terra, cuja maior vitima, por ironia, seria mesmo a raça humana.

Resolvi estudar mais profundamente o assunto, de início , por conta própria. A pesquisa me levou a grandes obras de cientistas, como James Lovelock e Tim Flannery, e a de estudiosos brasileiros que participaram do IPCC.

Em pouco tempo estava tatando do assunto no GNT, canal de tv a cabo, numa série de programas sobre Sustentabilidade chamada “Um mundo pra chamar de seu”. A ideia era convencer as pessoas de que pequenas atitudes, como reciclar o lixo, economizar água e energia, reduzir o consumo de carne e de bens em geral, e deixar o carro na garagem poderiam reduzir a pegada de carbono: a quantidade de CO2, metano e outros gases que lançamos todos os dias na atmosfera. Em última instância, a mensagem era a de que temos que cuidar da Casa em que habitamos, para que Ela possa acolher nossos filhos e netos, reproduzindo os milagres da vida que hoje ainda testemunhamos.

No ano passado, iniciei um Mestrado na USP sobre Gestão e Tecnologias Ambientais, fonte preciosa de pesquisa sobre aspectos que pretendo trazer à discussão.

Neste espaço, quero a sua parceria para continuar esta missão ecológica. Afinal, predestinação se respeita. Uma Jatobá não pode ignorar o peso deste nome, não é mesmo?

Fonte G1

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Assistente é acusada de envenenar atriz de novela mexicana

Publicado por Tulio em 26 agosto, 2010.

gaby 1 Assistente é acusada de envenenar atriz de novela mexicana

A polícia mexicana prendeu uma mulher acusada de ter envenenado por quatro meses uma conhecida atriz de novelas venezuelana, Gabriela Spanic.

Segundo a procuradoria de Justiça do Distrito Federal, no México, Marcia Celeste Fernández Babio, que era assistente de Spanic – conhecida no Brasil por protagonizar a novela mexicana A Usurpadora, transmitida pelo canal SBT na década de 90 – é suspeita de ter colocado cloreto de amônio nos alimentos e bebidas que a família da atriz consumia.

Fernández Babio, que é argentina, foi presa acusada de “tentativa de quatro homicídios”.

Spanic, de 36 anos, afirma que ela e sua família foram vítimas do envenenamento. A própria atriz diz que ela, seu filho, sua mãe e a babá da criança passaram mal e que sobreviveram porque procuraram um médico a tempo.

Atualmente, a atriz interpreta o papel de vilã na novela mexicana Soy tu dueña (“Sou tua dona” em tradução livre).

Spanic disse à polícia que contratou a assistente argentina em janeiro e a levou para morar em sua casa. Segundo um comunicado da promotoria, a partir de abril, ela, a mãe, o filho e um babá “começaram a ter problemas de saúde como vomito e dores de cabeça e de estômago”.

Após uma série de exames médicos, foi confirmado que eles apresentavam “altos índices de amônio” no sangue.

A polícia disse que, a longo prazo, o envenenamento sistemático poderia provocar a morte.

A polícia diz ter encontrado ampolas de cloreto de amônio no quarto da assistente e em sua bolsa. Spanic disse à polícia que começou a desconfiar da assistente ao ver que era a única que não passava mal e porque não comia ou bebia na casa.

Fernández Babio foi presa na quinta-feira, ao retornar ao México da Argentina O caso só foi divulgado nesta segunda-feira

Fonte: BBC

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O Prazo do Crédito Para Aquisição da Casa Própria Vai Expirar

Publicado por Ed Torres em 20 abril, 2010.

Crédito para aquisição da casa própria Quem estiver planejando em adquirir a casa própria pela primeira vez nos Estados Unidos, poderá obter um crédito de 10% do preço da casa. Este crédito entretanto é limitado a US$ 8,000.00.

Em Novembro de 2009 o Congresso dos Estados Unidos extendeu o crédito do imposto de no máximo US$6,500.00 (ou até 10% do preço de aquisição do imóvel) para quem reside na propriedade por longo tempo. Para estar qualificado, o contribuinte deve comprovar que ele residiu na propriedade anterior por cinco anos consecutivos, num período de oito anos, a contar da data em que a nova residência foi adquirida.

Detalhes importantes:

  1. O crédito não necessita ser ressarcido (desde que você resida na propriedade por pelo menos 36 meses).
  2. Se você qualificar-se para o crédito, poderá ainda incluí-lo na sua declaração do imposto de renda, mesmo a mesma já foi enviada. Ou então, incluí-lo na declaração do imposto em 2011.
  3. Este é um crédito real, não uma dedução. Se você qualificar-se para o crédito total, a redução pode chegar a US$8,000.00 (ou até US$6,500.00 para compradores que já adquiriram imóveis) no seu imposto deste  ano ou em 2011.
  4. Novas regras de comprovação de renda foram aprovadas, expandindo a quantidade de compradores potenciais.
  5. Se você adquiriu ou planeja adquirir uma residência nos Estados Unidos, o contrato deve ser assinado até o dia 30 de Abril de 2010 (com a data da conclusão do mesmo até o dia 30 de Junho de 2010).

Agentes imobiliários na Carolina do Norte:

Vários brasileiros residentes na Carolina do Norte são agentes imobiliários certificados e estão à sua disposição para ajudá-lo a adquirir seu imóvel residencial.

O telefone de alguns deles pode ser encontrado (ou incluído) no seguinte link: Profissionais Brasileiros na Carolina do Norte

Fonte: Realtor.com

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Posso Errar?

Publicado por Tulio em 20 abril, 2010.

angustia 3 Posso Errar?

“Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer.Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”.

Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e… surpresa! Os cabelos ficaram soltos e brilhantes – tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir. Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa – e a pergunta que não quer calar é: certa praquem? Ou: certa por quê?

O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada – e feliz – com um deles.

E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada. Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.

Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão – da traição ou do cigarro -, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom. O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pact o com o óbvio, renunciar ao inesperado.

O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios – tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.”.

Por Leila Ferreira ( Jornalista )

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Cantada amiga

Publicado por Tulio em 17 abril, 2010.

 

 Ami de mon amie 1987 2 Cantada amiga

 

Em grego antigo, língua em que foi formulada boa parte das ideias que orientam a nossa existência, a palavra philia significava, ao mesmo tempo, amor e amizade. Ela servia para explicar o sentimento que ligava dois amigos, assim como a relação entre marido e mulher.

No mundo moderno, aparentemente, essa confusão de significados desapareceu. Amor entre homem e mulher é uma coisa; amizade entre homem e mulher é outra coisa. Mas isso é só aparentemente. Na vida real ainda prevalece uma enorme confusão quando se trata da amizade entre homem e mulher. É como se ela fosse uma forma abortada de amor. Algo como um amor que não deu certo ou que ainda está esperando para acontecer. Uma espécie de philia, enfim.

Quer um exemplo? Pergunte ao marmanjo ao seu lado se é possível que um homem e uma mulher tenham uma relação exclusivamente fraterna, sem atração erótica ou a sentimentos românticos.

É bem possível que ele, num arroubo de honestidade, pergunte: você está falando de mulher bonita? Sim, pois boa parte dos homens acredita que você pode ser amigo de qualquer mulher, desde que ela não seja atraente. Ou que não dê espaço. Se ela for bonita e facilitar…
Mesmo sem dar bola nenhuma é comum que as mulheres tenham de aguentar as investidas fraternas no fim da noite. É aquele momento delicado em que o sujeito, cheio de álcool e testosterona, arremete sobre a amiga como um touro sobre a capa vermelha. Nessa hora, como diz uma amiga querida (amiga mesmo!) a mulher tem de pôr a mão no peito do sujeito e dizer, em voz alta e firme: “Amiga! Amiga! Calma!” Diz ela que funciona…

(Isso me fez lembrar uma história daquele famoso boêmio paulistano, jornalista do Crato, que, tarde da noite, diante dos protestos da moça que rechaçava seus avanços de bêbado, apelou: “Vamos estragar essa amizade, nega!” Não sei se conseguiu, mas pela frase merecia.)

Pois eu resolvi escrever sobre esse assunto, velho e batido, por uma única razão: para minha surpresa, descobri que ele ainda é motivo de inquietação para boa parte das pessoas. E que elas (quando sóbrias) têm dúvidas sinceras sobre como devem se comportar em relação aos amigos.

Dez anos depois do advento do século 21, as questões rotineiras do relacionamento entre homem e mulher continuam espantosamente parecidas com as questões que se colocavam há 25, 50 ou 70 anos. Como os limites da amizade.

Pegue uma comédia romântica dos anos 1930 e preste atenção ao enredo. O jovem e a jovem bonita começam a trama como adversários que se detestam. Aos poucos, e depois de muitas correrias e hesitações, tornam-se cúmplices. Quando sobem os créditos, claro, estão apaixonados. Ou casados.

Isso acontece em Levada da Breca, de 1938, em Harry e Sally – Feitos Um para o Outro, de 1989, e em A Verdade Nua e Crua, que passou nos cinemas neste ano.

A história da amizade que vira amor é uma espécie de conto de fadas moderno que, assim como os originais, que nos chegaram da Idade Média, repete sempre a mesma mensagem que todo mundo adora ouvir: a amizade é um estado provisório da matéria. Se tudo correr bem, e a natureza seguir seu curso, homem e mulher terminarão no altar. Modernamente, na cama. Ou, mais recentemente, no banheiro da balada. Dá no mesmo.

Outro dia essa questão apareceu na sala da minha casa.

Um dos meus velhos amigos – homem sincero e de bom coração – virou motivo de escárnio ao declarar que preferia preservar uma sólida amizade a tentar qualquer coisa com a mulher linda (e disponível) que há anos trabalha na mesma empresa que ele. As alegações dele eram boas:

“Ela é a minha amiga mais próxima. É a ela que eu recorro quando tenho de discutir qualquer problema. Temos uma relação de total franqueza um com o outro. Saímos juntos, paqueramos juntos e, no dia seguinte, trocamos confidências. Por que eu vou trocar isso tudo pelo risco de um romance que tem toda chance de dar errado? Não está faltando mulher no mundo…”

Faz sentido. Mas, em mais uma evidência da incredulidade masculina, eu mesmo desconfio até agora que ele não disse toda a verdade sobre o caso. Acho que já rolou alguma coisa e ele está sendo discreto – em outra demonstração do seu excelente caráter.

Mas prestem atenção ao exemplo trazido pelo caso: os homens resistem à ideia de que outro homem, tendo uma bela mulher ao seu alcance, desista de tentar obter sexo em nome de qualquer outro sentimento. A regra do jogo é tentar sempre, mesmo com uma amiga.

Acho isso feio, mas não vou atirar a primeira pedra. Quem aqui não é pecador? E na última semana, tendo conversado com várias amigas, descobri que elas também são ambivalentes em relação a transar com amigos. Gostam e não gostam. Pode e não pode. Querem e não querem. “Quer saber? Depende.”

Uma delas teve a primeira vez com um colega de escola muito próximo e diz que foi uma ótima iniciação. Outra transou com pelo menos dois amigos ao longo dos anos, sem grandes efeitos colaterais. Uma terceira, queridíssima, jura que beijou todos os amigos, mas não dormiu com nenhum deles – e eu me pergunto qual parte da afirmação é menos verdadeira. Enfim, parece que não se morre disso.

Tampouco se morre do inverso: namorar alguém e depois virar amigo, tendo, de vez em quando, uma recaída. Acontece. Quando não há sentimentos esquisitos, quando ninguém está romanticamente apegado, é possível explorar também essa forma de intimidade. Ou assim me dizem.

Antes de concluir, queria colocar uma opinião sobre esse assunto: acho ruim investir sobre as amigas. Não é por moralismo. Nem por bom mocismo. Tampouco por receio de “estragar a amizade”.

Acho, simplesmente, que está na hora dos homens aprenderem a separar o sentimento erótico das outras formas de afeto. Acho que é mentalmente saudável ter limites, zonas de exclusão nas quais o sujeito não precise estar preocupado em atrair. E nas quais a mulher (sobretudo a mulher…) também possa descansar do seu complicado papel de sedutora de tempo integral. Acredito que isso é importante para a integridade psíquica das pessoas. Quem fica tentando seduzir todo mundo o tempo inteiro despiroca.

A cultura masculina brasileira (e a feminina, por tabela) é complicada nesse aspecto. Somos estimulados desde pequenos a tentar transar com todo mundo. O tempo todo. Caiu na rede é peixe, diz o velho ditado. Essa tensão sexual permanente não contribui para uma relação mais relaxada e mais integra entre as pessoas. Entre homem e mulher, digo. É preciso, portanto, criar espaços preservados da contenda sexual. A amizade, por exemplo.

Acho também que esse tipo de comportamento envolve um aprendizado. O meu amigo que resiste à pressão do grupo para seduzir sua amiga demonstra uma espécie nova de sabedoria. Em alguns homens ela aparece mais tarde. Em outros, chega mais cedo. O importante é que cada um de nós, ao seu tempo, descubra que nem tudo que é bom termina em sexo. Ou em romance, como nas comédias românticas. O final feliz pode ser a amizade.

Fonte Época, por Ivan Martins

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Orientação Profissional na escola é fundamental

Publicado por Tulio em 13 abril, 2010.

Foto: Arte/G1

 

 As principais universidades do país estão organizando seus calendários para os vestibulares 2011. Em agosto, começam as inscrições para USP, ITA e Unicamp.

Embora algumas instituições realizem seleções no meio do ano, geralmente os alunos do terceiro ano do ensino médio concorrerão a uma vaga apenas no final de 2010.Isso significa que, apesar da carga de estudos que estão enfrentando, os estudantes têm que se preocupar com uma questão muito séria: que carreira concorrer nos vestibulares. Essa escolha diz respeito a um projeto de vida, que por sua vez dá um significado positivo ao empenho para passar no vestibular.

Num primeiro momento pode parecer que essa questão seja de fácil resolução. Não é. Principalmente porque se refere a um aspecto importante da vida de todos: a que se dedicar a maior parte da vida.

Para isso, a psicologia se preocupou em estudar a questão da identidade profissional e desenvolveu um corpo teórico e prático, conhecido como Orientação Profissional, que ajuda não só os jovens em conflito quanto a escolha de uma carreira, mas também profissionais que se encontram em uma encruzilhada, não sabendo que rumo seguir profissionalmente.

Nesse aspecto, as escolas que preparam os jovens para os vestibulares deveriam também se preocupar com a questão profissional e oferecer a seus alunos ferramentas para que eles possam amadurecer nisso. Não só no sentido de conhecer as profissões, que são muitas e nem sabemos o que algumas fazem. Mas de proporcionar a eles um tempo para que reflitam sobre o aspecto profissional. Muitos nunca pararam para pensar seriamente no assunto.

Um trabalho como esse deve ser oferecido aos estudantes de ensino médio, se pensarem em fazer um curso universitário; ou para alunos do ensino fundamental, considerando aqueles que pretendem fazer um curso médio técnico.Apesar de estarmos em abril, as escolas que ainda não trabalharam essa questão podem ajudar seus alunos, que com certeza em sua maioria estão angustiados.

O ideal é que esse trabalho seja feito considerando os três anos do ensino médio, quando se pretende envolver o jovem nas questões profissionais. Inicialmente, podem apenas conhecer as diferentes carreiras a serem seguidas, desde a formação universitária até a sua prática. Os guias de profissão são importantes só como ponto de partida.

A escola, com a ajuda de seus alunos, pode montar um acervo de informações das diferentes profissões para servir como material de consulta. Enquanto o montam, aprendem a pesquisar e as dúvidas e interesses vão aparecer.

Dinâmicas de grupo

No final do segundo ano do ensino médio e início do terceiro, pode-se pensar em algo mais focado. Para isso, o trabalho em grupos oferece muitas possibilidades. Através de dinâmicas de grupo, orientadas por um profissional da área da psicologia ou pedagogia, que tenha experiência com Orientação Profissional, pode-se trabalhar várias facetas envolvidas na escolha de uma carreira.

Por exemplo, propiciar o autoconhecimento e o conhecimento mais específico de algumas profissões de interesse dos jovens; explorar fantasias quanto ao futuro profissional; tornar evidente influências familiares e maneiras de lidar com elas; conhecer um pouco do mercado de trabalho, permitindo que se tome consciência das condições que poderá enfrentar. E muitos outros aspectos relacionados a realidade ocupacional e que envolvem uma escolha.

A instituição escolar não pode cruzar os braços. Ela deve ajudar seus alunos a se desenvolverem plenamente, o que inclui o prosseguimento dos estudos para que tenham uma profissão.

Ter uma profissão que se gosta e que tem a ver consigo, possibilita dar um sentido à vida e evitar muitos dissabores. Os jovens precisam de ajuda para se encontrarem. Sentir-se perdido pode levar a coisas que só aumentam o sofrimento, como as drogas. Orientá-los profissionalmente não é um luxo e sim uma necessidade.

Fonte G1: por Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga

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Foto: Emilio Sant`Anna

Dez quartos do Hospital do Servidor Público Estadual, em São Paulo, são reservados para pacientes que recebem cuidados paliativos (Foto: Emilio Sant`Anna)

 Em cima da mesa de Maria Goretti Maciel está a história de alguns dos pacientes que passaram pela Enfermaria de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual. São dois cadernos em que médicos, enfermeiros e os próprios pacientes escrevem um pouco do que vivem entre os dez quartos daquele corredor. São quase dez anos de um serviço pioneiro em São Paulo que se reafirma com o novo Código de Ética Médica que passa a valer em todo o país a partir de terça-feira (13).

Cuidados paliativos são um conjunto de técnicas médicas voltadas para pacientes com doenças graves, com o objetivo de diminuir o sofrimento físico, psicológico e espiritual. A atenção integral ao doente é o primeiro fundamento da prática que está diretamente ligada à ortotanásia e envolve médicos, enfermeiros, psicólogos e terapeutas ocupacionais.

Desde 2006, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autoriza a ortotanásia  – que diferentemente da eutanásia não prevê a interrupção da vida do paciente, mas estabelece uma série de preocupações, como a utilização dos cuidados paliativos, para garantir a morte digna. Ou seja, mesmo que a doença não tenha mais cura, o paciente continua a ser cuidado, ouvido, aliviado de sua dor e confortado.

Há vinte anos a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar que pacientes de câncer fossem tratados com os cuidados paliativos sempre que a doença não respondesse mais aos tratamentos que tentam a cura. Mas o Código de Ética Médica brasileiro não é alterado há mais tempo, desde 1988.

Agora, entre os 118 artigos que fixam os deveres dos médicos, ao lado de itens como os vetos à manipulação genética, à escolha do sexo do embrião e a qualquer tipo de relação comercial com empresas farmacêuticas, pela primeira vez os cuidados paliativos aparecem claramente.

O texto do novo código foi debatido durante mais de dois anos em audiências públicas promovidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A inclusão dos cuidados paliativos é resultado do trabalho da Câmara Técnica sobre Terminalidade da Vida e Cuidados Paliativos, da qual Maria Goretti fez parte.

O texto afirma que “é vedado ao médico abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal. Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal.”

Recomendação

Foto: Emilio Sant`Anna

Experiência dos médicos e pacientes na enfermaria é escrita em dois cadernos (Foto: Emilio Sant`Anna)

Apesar da OMS já recomendar o uso dos cuidados paliativos há bastante tempo, a prática só passou a ser mais difundida a partir de 2002 quando a organização refez a recomendação e estendeu o uso dos cuidados paliativos para todas as doenças que ameaçam a vida e não podem mais ser curadas.

Maria Goretti afirma que mesmo assim muitos médicos não fazem o que agora o Conselho Federal de Medicina estabelece como um dever ético dos profissionais e um direito do paciente. Ela diz que ainda hoje são comuns os casos em que os hospitais mandam pacientes de câncer para casa e dizem “não temos mais o que fazer”. “Quem diz que não tem mais nada o que fazer por algum paciente e manda ele voltar para casa é porque não conhece os cuidados paliativos”, diz a médica.

Ela conta que saber a verdade sobre o diagnóstico é fundamental para o paciente. Para 50% dos que passam pela porta do ambulatório, a morte será o desfecho de uma luta que geralmente já se estendeu por meses e acabou com as forças dos doentes e seus familiares.

Mesmo assim, ser internado no local não significa um caminho sem volta. Para os outros 50%, o tempo de permanência no ambulatório é de uma semana. “Eles voltam para casa, mas voltam assistidos”, explica a médica. 

Quando estão internados, os cuidados não se traduzem apenas nos rituais médicos e em comprimidos que aliviam a dor. Muitas vezes, dor maior é a incerteza do que virá.Nesta hora vale tudo para dar o conforto espiritual que os pacientes procuram. No entanto, saber ouvir o que eles têm a dizer é a primeira lição que Maria Goretti ensina para suas alunas de residência – que passaram a procurar o ambulatório com maior frequência nos últimos anos.

A expectativa dos médicos é agora transformar os cuidados paliativos em especialidade médica, assim como a cardiologia ou a pediatria, por exemplo. A médica Amanda Baptista Aranha é uma das estagiárias que foram procurar no Hospital do Servidor Público Estadual a formação que lhe falta para concluir a residência em geriatria no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

Ela conta que o hospital, ligado à Unifesp, tem o serviço de cuidados paliativos, mas ainda não está estruturado da mesma forma que no Servidor Público Estadual. Maria Goretti explica que o diferencial do hospital é ter uma enfermaria inteira dedicada aos cuidados com pacientes com doenças em estágio avançado sem prognóstico de cura. No entanto, ela espera que com o novo código mais hospitais criem serviços similares.

 Na ala criada por ela, os estagiários passam cerca de dois meses com o acompanhamento de médicos preceptores, como nas outras residências médicas. No Servidor Público Estadual, esse trabalho fica sob a responsabilidade da médica Sara Krasilic.  


A expectativa dos médicos é agora transformar os cuidados paliativos em especialidade médica


Fonte G1

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Coisas da Casa do Bem

Publicado por Tulio em 12 abril, 2010.

 Logomarca da Casa do Bem foi feita pelo voluntário Xandinho Alexandre Magno 274x300 Coisas da Casa do Bem

   Um sábado de muita luz e contentamento interior para a Casa do Bem – Dr. Fernando Rezende. Vou narrar na primeira pessoa os momentos de alegria que passei. Acordei feliz e fui pegar Marílio e alguns Capoeiristas do Bem na Vila de Ponta Negra. Onde passo as pessoas olham com carinho e, quando paro, verbalizam incentivos que brotam de corações gratos. São pais, amigos, todos sabendo das maravilhas que a Casa do Bem anda fazendo nos quatro cantos da cidade.
     Marílio entra no carro com os capoeiristas e seguimos para Mãe Luiza onde visitamos o canteiro de obras da Casa do Bem, já toda rebocada, com teto de gesso colocado, instalações elétricas e hidráulicas no ponto, faltando apenas o piso, pintura e louças diversas. De Mãe Luiza fomos receber as novas camisas das mãos de Joãozinho Rêgo, que vão ser utilizadas por jovens da Zona Norte, Macaíba e Vila de Ponta Negra. Deu para perceber? Estamos chegando em toda a cidade.
     Joãozinho que é dono da Imobiliária Tertuliano Rêgo, está sempre feliz e entregou as camisas, batemos as fotos, um cafezinho, papo agradável e, seguimos para comer na Gosto de Pão. Como vegetariano que sou, apenas olhei os jovens e Marílio – que comanda os Capoeiristas do Bem da Vila de Ponta Negra e os novos que chegam – comendo essas coisas que antes tinham vida e, agora, alimentam corpos humanos, bem, deixa para lá.
     No sábado encontramos ainda o amigo Cheiro, voluntário do Futvôlei e que assume a Escolinha de Futebol da Casa do Bem. Encontramos Éder trabalhando na digitação dos cupons fiscais e, observamos a doação de roupas, brinquedos, originárias de várias fontes, especialmente do meu amigo Pinheiro, que esteve visitando nossas futuras instalações.
     Quando parei para colocar gasolina, o frentista me disse um monte de carinho, disse que me via na TV e admirava nosso trabalho. Tive tempo de dizer a ele que naquele momento 12 Surfistas do Bem estavam em João Pessoa, participando de um campeonato de surf, patrocinados pelo amigão Elson Miranda, que doa via Cotesporte, pranchas de surf e dinheiro para esse tipo de ação. Uma alma boa e generosa que só vai sossegar quando nos ver passando no programa de Luciano Hulk. É que tem uma casa atrás da Casa do Bem e, meu sonho, é comprar a danada para ampliar nossa amada Casa do Bem. Dr. Elson acha que saindo no programa vamos conseguir adquirir este imóvel e ampliar nossa sede social.
   
Bem, abaixo escrevo as coisas que estão acontendo e o que vai acontecer em breve:

- Terça-feira agora vamos levar 40 jovens da Casa do Bem e outros de Macaíba no programa Projeto Semear no Passeio do Bem. Todos juntos vão andar de buggy pelas dunas de Genipabu, praias do litoral Norte, lagoa de Pitangui etc, tudo por causa da boa vontade de um grupo de bugueiros evangélicos e não-evangélicos do Projeto Semear.
- Estamos fechando um hotel para começar o Hotel do Bem de 2010.
- As doações para o Bazar dos Surfistas do Bem estão chegando. Pode entregar na rede de postos São Luiz.
- Recebemos doação da UAU-GO Mais Consultoria Empresarial Ltda, que vai ser utilizada na nossa Escolinha de Futebol da Casa do Bem. Grato a amiga Larissa.
- O Cursinho Cidadão começou e chegamos a 40 jovens inscritos. Em breve mostrarei fotos e apoiadores do bem. A Cyrela Plano & Plano vai dar uma ajuda para este projeto também.
- Vamos realizar mais um passeio no barco-escola Chama-Maré na próxima quinta, dia 15. Grato ao pessoal do Idema.

- O casal Humberto/Graça abraça com carinho Casa do Bem e vai começar curso de perucas, estão dando aulas de espanhol e vão ajudar ainda na digitação dos cupons fiscais. Almas boas chegando para somar.
- Gleydson e Cristina Nagahama já estão trocando figurinhas para o próximo Show Diga Sim ao Bem, no Teatro Alberto Maranhão.
- Continuo recebendo textos para o livro Letras e Imagens do Bem.
- Estarei sentando em breve com Nelson Freire e Eustachio para formatar um novo projeto: CD do Bem.
- Os demais projetos estão firmes e, cada vez mais, trabalhamos por um mundo melhor.
- Estamos fazendo campanha para conseguir equipar a Casa do Bem. A doação pode ser de cadeiras de plástico e, quem preferir depositar em nossa conta no Banco do Brasil, a agência é 1668-3 – conta 26847-X, cada cadeira dessa custa em média R$ 25,00.
- Bem, é isso, o que nos move é fazer o bem sem olhar a quem, para quem não sabe, não temos ligações políticas nem religiosas, somos idealistas, trabalhadores da luz e da paz e, acreditamos que podemos e devemos doar nosso tempo para que os demais seres possam ser mais felizes.
 
Flávio Rezende – Pres. Casa do Bem – Dr. Fernando Rezende
www.casadobem.org.br
3202-3441

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