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Ferrari anuncia recall da 458 Italia por causa de incêndios

Publicado por Tulio em 1 setembro, 2010.

ferrari 1 home Ferrari anuncia recall da 458 Italia por causa de incêndios

Ferrari 458 Italia foi apresentado em São Paulo em abril

A fabricante de veículos de luxo Ferrari anunciou, nesta quarta-feira (1º), o recall das unidades do novo modelo 458 Italia produzidas até julho. Segundo a companhia, os carros em todo o mundo passarão por uma vistoria após cinco casos de incêndio com o modelo.

De acordo com o anúncio da companhia, o problema estaria na cola adesiva usada para fixar o painel de isolamento de calor à estrutura do carro. De acordo com o comunicado da Ferrari, o adesivo pode pegar fogo sob altas temperaturas e causar incêndio no compartimento do motor.

Mais de 1,2 mil unidades do modelo já foram entregues em todo o mundo. Os proprietários que tiveram seus superesportivos queimados serão substituídos por outro novo e as demais unidades envolvidas serão verificadas no recall.

A solução encontrada pela fabricante foi criar um novo painel de isolamento preso com rebites e não com a cola adesiva.

O modelo foi apresentado no mercado brasileiro em abril deste ano, mas as vendas ainda não começaram, segundo a importadora oficial Via Italia. O modelo é oferecido no país por R$ 1,5 milhão. De acordo com a importadora oficial da marca italiana, a estimativa é de que até o final do ano sejam comercializadas 20 unidades da 458 Italia no mercado brasileiro.

Fonte G1

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fridaposter1 Pai entra na Justiça após escola mostrar filme com sexo a crianças

Cartaz do filme ‘Frida’: pivô de polêmica

(Foto: Divulgação)

Um filme passado na aula de artes de um colégio em Itanhaém, a 106 km de São Paulo, fez um pai indignado entrar com uma representação no Ministério Público contra a instituição de ensino privada. O motivo: cenas de sexo apresentadas para crianças menores de 12 anos.

A transmissão do filme “Frida”, que conta a história da polêmica pintora surrealista mexicana Frida Kahlo, aconteceu no último dia 9 e, segundo o corretor de imóveis Jefferson Lima, de 44 anos, abalou emocionalmente sua filha de 11 anos. “Ela chegou da escola chorando e contou que passaram um filme pornográfico”, disse. A obra é classificada para pessoas com mais de 14 anos.

Lima foi até o colégio para conferir se a denúncia da menina procedia. Lá, pediu para assistir à película e ficou chocado. “Cenas de promiscuidade, patifaria. Não condiz com a idade das crianças”, afirmou.

Segundo o corretor, a escola chegou a enviar uma carta se desculpando. Isso, porém, não basta para ele. “Queria que a coordenadora e a professora fossem punidas por isso.” Apesar de já ter mudado a garota de colégio, o pai afirma que a menina ainda está impressionada com o que viu. “Acorda assustada, chora muito. Ela precisa de psicólogo”, comentou.

Evangélico da Igreja Bola de Neve, ele afirmou que esse tipo de obra não passa na televisão de sua casa. “E o colégio disse que tudo o que minha filha viu lá passava na televisão. (…) A mente dela foi obstruída”, reclamou. Ele afirma que não quer chamar a atenção com o caso. “Entrei na Justiça pelo constrangimento pelo qual minha filha passou.”

Segundo o defensor de Lima, o advogado José Ribeiro de Andrade, não há motivações financeiras na medida. “A família quer retratação e as providências cabíveis. A Justiça que irá decidir o que será feito.”

Fonte G1

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60% dos fumantes com câncer não conseguem abandonar o cigarro

Publicado por Tulio em 27 agosto, 2010.

2492628442098197538cigarros 60% dos fumantes com câncer não conseguem abandonar o cigarro

Seis a cada dez fumantes com câncer não conseguem parar de fumar mesmo depois de saber que estão doentes. O dado foi detectado em levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e divulgado nesta quinta-feira (26).

O tabagismo prejudica a função pulmonar, o que aumenta o risco de complicações durante a radioterapia. Além disso, dificulta a cicatrização, eleva a pressão arterial e o risco de doenças cardiovasculares.

Outro problema provocado pelo cigarro é a interferência na quimioterapia. Para quem é tabagista, o efeito de alguns remédios pode ser bem menor.

Para contornar o problema – 35% dos pacientes atendidos pelo instituto são fumantes – foi adotada a estratégia de distribuição de gomas de nicotina e adesivos.

Fonte G1

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A Jatobá e a Sustentabilidade

Publicado por Tulio em 26 agosto, 2010.

jatoba 62424 A Jatobá e a Sustentabilidade

Ao final de um evento de premiação das Empresas mais Sustentáveis do ano, em que atuei como Mestra de cerimônias , desci do palco e fui abordada por um dos convidados:

-Seu nome é artístico?

Achei graça da pergunta e expliquei a origem do batismo.

- Artístico? Não. Jatobá é uma família de novos cristãos vinda de Portugal em 1564, fugindo da perseguição religiosa aos judeus.

- Achei interessante a coincidência: a moça do tempo, que fala das questões ambientais, ter nome de árvore!

- E que árvore! Repliquei, orgulhosa.

Aí confesso que cedi à vaidade:

- O Jatobá é a árvore que mais sequestra carbono da atmosfera. Ela é considerada a faxineira do ar, na medida em que aspira dióxido de carbono (CO2) e, assism, livra a atmosfera de grandes quantidades do principal gás responsável pelo aumento do efeito estufa na Terra.

No caminho de volta pra casa, me lembrei do dia em que a tal “coincidência”, por ser uma Jatobá e gostar dos temas relacionados ao meio-ambiente, se havia revelado.

Dois anos antes dessa noite, fui convidada para assistir à palestra do mais famoso ambientalista e ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore. De passagem por São Paulo, ele falaria para um público seleto sobre a crise climática mundial, mostraria as evidências de mudanças dramáticas e radicais no mundo provocadas pelo aquecimento global.

Antes, porém, tratei de ver o documentário que projetou suas idéias, “Uma verdade inconveniente”, mais tarde ganhador do Oscar. Naquele momento nascia a semente da minha inquietude. Fiquei alarmada ao saber da rápida escalada da concentração de CO2 nos ares, o que estava transformando o planeta numa panela de pressão.

No auditório do Ibirapuera, o mestre atualizava dados científicos e , junto com o alerta , lançava um apelo por uma mudança de hábitos da humanidade. Senti uma espécie de chamamento. Saí convencida de que o acaso não existe. Deveria honrar meu sobrenome.

Por força da profissão, já transmitia as notícias da meteorologia e observava parte daquelas mudanças significativas no padrão mundial do clima. Uma maior duração e frequência de fenômenos, como tempestades severas, secas, furacões, ciclones…e o ineditismo, nesta nossa era, do derretimento de quase todas as geleiras do mundo e a consequente elevação do nível do mar, com implicações na fauna e na flora.

Entendi que era a resposta da natureza em fúria pela sobrecarga imposta em nome do desenvolvimento econômico.

Acreditei que poderia contribuir para dar destaque ao tema e , quem sabe, sensibilizar as pessoas quanto ao processo destrutivo da Terra, cuja maior vitima, por ironia, seria mesmo a raça humana.

Resolvi estudar mais profundamente o assunto, de início , por conta própria. A pesquisa me levou a grandes obras de cientistas, como James Lovelock e Tim Flannery, e a de estudiosos brasileiros que participaram do IPCC.

Em pouco tempo estava tatando do assunto no GNT, canal de tv a cabo, numa série de programas sobre Sustentabilidade chamada “Um mundo pra chamar de seu”. A ideia era convencer as pessoas de que pequenas atitudes, como reciclar o lixo, economizar água e energia, reduzir o consumo de carne e de bens em geral, e deixar o carro na garagem poderiam reduzir a pegada de carbono: a quantidade de CO2, metano e outros gases que lançamos todos os dias na atmosfera. Em última instância, a mensagem era a de que temos que cuidar da Casa em que habitamos, para que Ela possa acolher nossos filhos e netos, reproduzindo os milagres da vida que hoje ainda testemunhamos.

No ano passado, iniciei um Mestrado na USP sobre Gestão e Tecnologias Ambientais, fonte preciosa de pesquisa sobre aspectos que pretendo trazer à discussão.

Neste espaço, quero a sua parceria para continuar esta missão ecológica. Afinal, predestinação se respeita. Uma Jatobá não pode ignorar o peso deste nome, não é mesmo?

Fonte G1

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Carinho é ingrediente da receita do melhor pastel de SP

Publicado por Tulio em 26 agosto, 2010.

 

pastel1 Carinho é ingrediente da receita do melhor pastel de SP

Vencedores do concurso do melhor pastel de São Paulo trabalham em família

Com jeito tímido, Helena Midori Agena e Silva, dona da barraca de pastel Agena, vencedora do concurso Melhor Pastel de São Paulo, disse que não tem segredo para a receita de seus pastéis. “A gente faz com carinho e dedicação. Sempre prezei pela qualidade, limpeza, bom atendimento e a família sempre junto. Não fiz nada de especial para ganhar o concurso”, contou.

O resultado do concurso Melhor Pastel de São Paulo Foram dez finalistas entre 230 participantes. Trinta e cinco jurados técnicos e 70 VIPs (pessoas que representaram bairros de São Paulo) fizeram parte do júri.

O marido, Benedito Paulino Silva, acompanhado de um dos dois filhos do casal, foi quem recebeu das mãos do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o título e o cheque no valor de R$ 8 mil. “Vou dar parte deste dinheiro para os funcionários e melhorar a barraca”, disse Benedito, também proprietário da barraca Agena.

Para o prefeito, que comeu pelo menos três pastéis antes do resultado do concurso, a iniciativa dá uma visibilidade maior às barracas. “O concurso dá visibilidade aos pastéis da capital até mesmo para os turistas. Com o concurso, as barracas dão uma importância maior às questões de higiene e qualidade”, disse Kassab.

Além da premiação do melhor pastel de São Paulo, a barraca também ganhou o prêmio de melhor pastel da Zona Leste I. A barraca fica na Rua Tales de Mileto às sextas-feiras, mas a família também tem uma em Atibaia, onde trabalha aos fins de semana.

Helena conta que começou a trabalhar na barraca de pastéis com o pai há 36 anos. Depois de quatro, conheceu o marido, que começou a trabalhar junto. “Quando fui ver, ele já estava perto. Hoje os homens [marido e dois filhos de 22 e 26 anos] cuidam da massa e eu do recheio”, disse.

Depois do resultado do concurso, a barraca da família Agena lotou. “Vim saber se realmente é bom. E está aprovado. A massa é sequinha, o de queijo é uma delícia. Se tiver ainda, vou experimentar o de carne. Muito bom mesmo”, afirmou Altamir Santos, motoboy de 28 anos.

Para Helena, parte do dinheiro vai servir para pagar as contas. “A outra parte deixo o marido resolver”, disse.

Segundo lugar

Segunda colocada neste ano e primeira no ano passado, na primeira edição do concurso, Maria Kuniko Yonaha não ficou triste com o resultado. Além de ganhar os R$ 2 mil da segunda posição, ela também levou a premiação do melhor pastel da Zona Norte com a barraca Pastel da Maria.

“Acho que está certo, não é legal ganhar todo ano. Só meus funcionários que ficaram decepcionados porque R$ 6 mil ficariam para eles e R$ 2 mil para caridade. Com os R$ 2 mil que ganhei, vou comprar carne e cerveja para a gente comemorar. Um dia é da caça e outro é do caçador”, contou.

Com muito bom humor, Maria se mostrou bastante alegre ao receber os prêmios. Neste ano ela disse que melhorou o tempero e disponibilizou melhorias para os clientes. “Coloquei lenço umedecido e lixo reciclado na minha barraca.”

Dos R$ 8 mil que ganhou em 2009, uma parte foi dada aos funcionários e a outra fez reformas na barraca. “Para o próximo ano quero pensar em mais novidades, mas estou contente. Todo mundo merece ganhar. Sei que fiz o meu melhor”, disse Maria.

O terceiro lugar ficou com a barraca Yamashiro, que também levou a premiação do melhor pastel da Zona Sul e o prêmio de R$ 1 mil.

Veja onde encontrar o pastel vencedor do concurso e os outros finalistas:

Barraca Agena

Sexta-feira: Rua Tales de Mileto, 392, Cidade AE Carvalho

Pastel da Maria

Terça-feira: Praça Charles Muller, Pacaembu

Quarta-feira: Rua Capitão Manoel Novaes, Jardim São Bento

Quinta-feira: Praça Charles Muller, Pacaembu

Sábado: Alameda Subtenente Francisco Hierro, 351, Parque Novo Mundo

Domingo: Rua dos Trilhos, Mooca

Barraca Yamashiro

Sexta-feira: Rua Luiz Gomes Cardim Sangiardi, Aclimação

Domingo: Viaduto Mateus Torloni, Jabaquara

Fonte G1

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O SOTAQUE DAS MINEIRAS

Publicado por Tulio em 19 agosto, 2010.

 minasgerais O SOTAQUE DAS MINEIRAS

 Felipe Peixoto Braga Netto (1973) afirma que não é jornalista, não é publicitário, nunca publicou crônicas ou contos – não é, enfim, literariamente falando, muita coisa, segundo suas próprias palavras. Paulistano, mora em Belo Horizonte e ama Minas Gerais. Ele diz que nunca publicou nada, mas a crônica que abaixo foi extraída do livro ‘As coisas simpáticas da vida’, Landy Editora, São Paulo (SP) – 2005, pág. 82.

O Sotaque das Mineiras

 O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar.Afinal,se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo das moças de Minas ficou de fora?

 Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ‘ouvi-la faz mal à saúde’. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: ‘só isso?’. Assino, achando que ela me faz um favor.

 Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

 Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas… Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho. Não dizem: pode parar, dizem: ‘pó parar’ Não dizem: onde eu estou?, dizem: ‘onde queu tô.’

 Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem -lingüisticamente falando – apenas de uais, trens e sôs.

 Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro – metaforicamente falando, claro – ele é bom de serviço. Faz sentido…

 Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar praoutra: ‘cê tá boa?’ Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário. …

 Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: – Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc..) O verbo ‘mexer’, para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

 Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: ‘- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.’

 Esse ‘aqui’ é outra delícia que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer ‘olá, me escutem, por favor’. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

 Mineiras não dizem ‘apaixonado por’. Dizem, sabe-se lá por que, ‘apaixonado com’. Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: ‘Ah, eu apaixonei com ele…’. Ou: ‘sou doida com ele’ (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro).

 Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas.

 Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: – ‘Eu preciso de ir.’ Onde os mineiros arrumaram esse ‘de’, aí no meio, é uma boa pergunta.. Só não me perguntem! Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório.

 No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Agarrar é agarrar, ora!

 Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará :’- Ai, gente, que dó.’

 É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras… Não vem caçar confusão pro meu lado! Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro ‘caça confusão’. Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele ‘vive caçando confusão’.

 Ah, e tem o ‘Capaz….’ Se você propõe algo a uma mineira, ela diz: ‘capaz’ !!! Vocês já ouviram esse ‘capaz’? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer ‘ce acha que eu faço isso’!? com algumas toneladas de ironia.. Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: ‘ô dó dôcê’. Entendeu? Não? Deixa para lá.

 É parecido com o ‘nem..’.Já ouviu o nem…’? Completo ele fica: ‘- Ah, nem….’ O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: ‘Meu amor, Cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?’. Resposta: ‘nem….’ Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

 Preciso confessar algo: minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão.

 Se você, em conversa, falar: ‘Ah, fui lá comprar umas coisas…’.. – Que’ s coisa? – ela retrucará. O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o ‘que’!

 Ouvi de uma menina culta um ‘pelas metade’, no lugar de ‘pela metade’. E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: – Ele pôs a culpa ‘ni mim’.

 A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas… Ontem , uma senhora docemente me consolou: ‘preocupa não, bobo!’.. E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: ‘não se preocupe’, ou algo assim. Fórmula mineira é sintética. e diz tudo.

 Até o tchau, em Minas, é personalizado. Ninguém diz tchau, pura e simplesmente. Aqui se diz: ‘tchau pro cê’, ‘tchau pro cês’. É útil deixar claro o destinatário do tchau…

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013 Quase 60 mil brasileiros são vítimas do tráfico de pessoas por ano

A cada ano, cerca de 60 mil brasileiros são vítimas das redes internacionais de tráfico de pessoas e têm como principais destinos a Espanha, Portugal e Suíça, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (18) pela Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), ligada ao Ministério da Justiça. A grande maioria das vítimas, segundo os dados oficiais, são mulheres de famílias de baixa renda com 18 a 25 anos de idade. Nos destinos, elas costumam ser obrigadas a se prostituir.

“Os traficantes mantêm o poder sobre elas, que devem as passagens, a estadia e a alimentação, fazendo com que se submetam ao que eles querem”, disse coordenador nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas da SNJ, Ricardo Lins, à “Agência Brasil”.

A ONU diverge dos dados da secretaria e estima que 100 mil pessoas sejam vítimas do tráfico de pessoas no Brasil a cada ano. Segundo Lins, as Nações Unidas incluem em sua estatística pessoas que deveriam ser catalogadas como imigrantes ilegais e não como vítimas do tráfico de pessoas.

De acordo com a Agência Brasil, a SNJ enviará neste semestre técnicos aos estados do Acre, Ceará, Pará, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, São Paulo e Bahia para mapear o problema.

Fonte Agencia EFE

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Casamento, smoking e biquíni para pets

Publicado por Tulio em 21 abril, 2010.

Ilustração Fido Nesti

Eis o que será tendência nas próximas estações: tricô, estampas étnicas, acessórios de pele ou couro sintético e bijuterias com pérolas. Sim, essa é a sessão de bichos. O mercado pet chegou a um ponto de especialização que recorre a termos similares aos da moda para gente. Em São Paulo, os mais “bem vestidos” já encontram roupas sob medida e modelos de alta costura. Para usar onde? A agenda social também anda cada vez mais concorrida.

Em alguns casos, o capricho chega a ser maior do que com o vestuário das pessoas. A estilista Meggy Figer, proprietária da Queen Pet, desenhou uma capa de chuva para os bichos enfrentarem “esse tempo louco”. O modelo de vinil por fora e algodão por dentro é feito sob medida para evitar que parte do corpo fique de fora ou que sobre pano – como às vezes acontece com as capas dos humanos. “Também tem bolso interno e dois elásticos, que podem ser usados para prender na perna em dias de vento”, completa. Entre vestidos e acessórios “comuns”, a loja também oferece modelos para eventos, como um casamento com traje social: há opções de smoking e trajes para “dama de honra”, de R$ 50 a R$ 200.

Cães e gatos podem colocar um biquíni para curtir praia e piscina. A Pickorruchos oferece o modelo em amarelo, azul e turquesa. “A lycra usada foi arrematada de um lote oferecido para a Rosa Chá”, diz a diretora de marketing, Jessey Mottola. O empresário Toni Bueno, da Inés Pet-à-Porter (tel. 3064-9889), acha lógico que as peças se pareçam com as das pessoas. “Os bichinhos precisam do mesmo conforto e qualidade que nós precisamos. Nas minhas roupinhas não tem um fio puxado”, diz. Para a coleção outono-inverno, Bueno lançou uma linha de tricô com estampas exclusivas.

Fonte IG

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Transtorno Bipolar: extremos opostos

Publicado por Tulio em 11 abril, 2010.

 

 Transtorno Bipolar: extremos opostos

Catarina escreve o blog A Bipolar, convive com a bipolaridade há quatro anos

Catarina estava eufórica. Queria tomar chuva e não teve medo de colocar metade do corpo para fora da janela do apartamento.

“A água parecia limpar a minha alma, tirando as coisas ruins. Eu poderia ter caído, mas na hora nem pensei nisso. A gente perde a noção do perigo”, relata a analista administrativa de operações, de 27 anos, que há quatro recebeu o diagnóstico de bipolaridade.

O dentista Welser Minucci Guimaraes injetou anestésicos na própria veia. Foi encontrado pela secretária, desacordado, e levado a um hospital. Anos depois, tomou diversos medicamentos. Desta vez foi a esposa que o salvou. “A angústia á tão grande que você não suporta mais aquele sentimento em você”, relata. Depois das crises, o diagnóstico: transtorno bipolar.

Bipolar assim como Catarina e Welser, Willian Hideo Katahira, após o término do casamento de oito anos, estava pronto para pular de uma ponte de São Paulo quando foi salvo por um homem de nome Severino que passava pelo local. Tempos depois, a família teve de interná-lo ao descobrir um caderno onde ele escrevia como pretendia se matar.

Pessoas bipolares têm episódios alternados de euforia e depressão, ambos perigosos. Estimativas da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB) apontam que até 50% dos portadores da doença tentam o suicídio pelo menos uma vez na vida e 15% realmente se suicidam.

Evitar que eles cheguem a essas situações extremas é um dos grandes desafios dos psiquiatras. “Esses pacientes tentam o suicídio em momentos de muito sofrimento e angústia, que podem aparecer de uma hora para outra. Por isso, é importante educá-los para que eles mesmos possam identificar quando uma crise se aproxima”, avalia o psiquiatra Ricardo Moreno, presidente da ABTB e coordenador do núcleo de doenças afetivas do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Identificar a crise, no entanto, é mais complexo do que parece. “Essa é uma das partes mais difíceis depois de aceitar a doença: atingir o autoconhecimento. Queria muito ter um botão que me avisasse quando estou up ou down demais, mas não tenho. Eu percebo detalhes pequenos, mas quando já estou na crise, nunca quando ela está chegando.”

Há alguns meses, durante uma viagem, os amigos repararam que Catarina falava e gesticulava muito. “Nesse momento parei para me avaliar, para ver se estava só feliz ou entrando em euforia”, relata. Para Moreno, é comum que as alterações sejam percebidas pelos outros. “Os sinais são diferentes do que a pessoa é usualmente, não é tristeza, alegria, mal-estar. Os episódios são percebidos pelos outros como sendo algo novo e diferente do indivíduo e os sintomas de uma crise são bem definidos e duram de uma semana a mais.”

Sintomas

Em geral, na fase de euforia, a pessoa fica exageradamente bem-humorada, com elevada autoestima, agitada, fala demais, dorme de menos e parece estar descontrolada. “Tenho mais medo da euforia do que da depressão, é nela que eu faço estragos. Todas as coisas que tiveram mais consequências foram feitas na euforia, porque ela te dá muita coragem”, relata Welser.

Na fase da depressão, o portador da doença chora compulsivamente e sem motivo aparente, tende a querer ficar quieto, sem conversar, dorme bastante e não tem vontade de fazer nada. “Eu tive uma crise de depressão muito forte depois que perdi o meu emprego. Não tinha energia, não queria voltar ao trabalho de jeito nenhum, só chorava e tremia”, relata Willian.

De acordo com estimativas da ABTB, 15 milhões de brasileiros são portadores da doença em seus dois níveis. O tipo I é caracterizado pela alternância entre depressão e mania/euforia, e atinge cerca de 1% da população. No tipo II, que tem como característica a depressão e episódios mais leves de euforia, a prevalência pode chegar a até 8% da população.

Suporte familiar e preconceito

A doença traz sofrimento e prejuízos tanto para quem tem o problema quanto para os familiares. Por ser uma doença da mente, e ainda pouco compreendida pela sociedade, é comum bipolares enfrentarem o preconceito de família e amigos. “O bipolar é visto pelas pessoas de forma geral como um fresco, uma pessoa sem vontade. As pessoas não entendem que a oscilação de humor é forte e impede que ele faça as coisas. Eu já ouvi de amigos: ‘você não tem nada. Eu também um dia estou mais triste e outro mais feliz, a vida é assim.’”, descreve Willian.

Com Catarina e Welser não foi diferente. “Meu pai fala que eu tenho que me esforçar para pensar positivo e não desanimar, meus irmãos vivem em seus mundos, ignoram o assunto e falam que eu sou mimada. Minha mãe se faz de amiga, mas na primeira oportunidade, me critica e me julga, dizendo que tudo é culpa minha.”, diz ela. O psiquiatra que acompanha o tratamento de Welser foi indicado pelo irmão, que é cardiologista e ouviu falar no diagnóstico. Mas deixou claro até onde iria: “se eu me envolver, estou perdido”, disse o irmão. “É uma pena que haja tanta ignorância. A família não sabe como lidar e precisa ser educada para isso. Algumas atitudes podem piorar o quadro da pessoa ”, afirma Moreno.

Genética

Em muitos casos, os membros mais próximos da família não conseguem dar apoio justamente por que também sofrem da doença, mas desconhecem o fato. A bipolaridade tem uma forte característica genética: segundo dados da ABTB, 50% dos portadores da doença tem algum familiar afetado em maior ou menor grau. No Grupo de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do HC-SP, as pesquisas tentam definir marcadores para identificar quem tem predisposição à bipolaridade e consequentemente tratá-la precocemente.

“Não é só genética que levará um indivíduo a ter ou não a doença, mas os filhos têm 25% de chance de tê-la se um dos pais a tiver e de 50% a 75% se mãe e pai tiverem a bipolaridade”, afirma o psiquiatra.

Mas a probabilidade não fez com que Welser a desistisse de ter filhos. Pai de um adolescente e duas crianças, ele prefere não pensar na possibilidade deles desenvolverem a doença e opta por uma boa conversa. Para o psiquiatra, essa pode ser uma boa medida. “Assim como temos fatores de risco, temos fatores de proteção que podem impedir a manifestação da doença. Uma família estruturada, um ambiente protegido e saudável podem ser determinantes”, avalia.

Tratamentos

A bipolaridade não tem cura, mas tem tratamento – que deve ser feito durante toda a vida – e controle. “O transtorno é uma doença complexa e os medicamentos estabilizadores de humor são os principais tratamentos. Mas também é fundamental que a pessoa faça psicoterapia, tenha uma orientação nesse sentido”, recomenda Ricardo Moreno.

Para o psiquiatra, o principal problema com relação aos tratamentos é a adesão dos pacientes. Ao sair de uma crise, o bipolar tende a deixar de lado os medicamentos e achar que pode continuar sem tomá-los. Além dos remédios, o médico aponta que uma mudança no estilo de vida é essencial para que o tratamento seja realmente eficaz. “Tem de dormir bem, não deve ingerir álcool ou drogas de nenhum tipo, reduzir drasticamente o consumo de bebidas estimulantes como o café e aprender a lidar com os fatores de estresse do cotidiano”, recomenda.

“Você é taxado de louco por frequentar o psiquiatra, mas se vai ao cardiologista, você é doente. Pressão alta não tem cura, mas precisa ser controlada através de remédios. Com a bipolaridade não é diferente, as pessoas precisam entender isso”, afirma Catarina, que também encontrou na escrita uma forma de “tratamento”. Quase diariamente ela escreve em seu blog, A Bipolar. Assim como ela, Willian criou o blog Bipolar Brasil, que começou como um diário e hoje reúne informações sobre a doença.

Fonte IG

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Em 30 anos, Tamar solta 10 milhões de tartarugas marinhas

Publicado por Tulio em 10 abril, 2010.

Foto: Divulgação/Tamar-CE

Filhotes serão soltos neste sábado (10) para celebrar 30 anos do Projeto Tamar (Foto: Divulgação/Tamar-CE)

 

Como parte das comemorações dos 30 anos do Projeto Tamar, neste sábado (10), bases de todo o país realizam uma soltura simbólica do filhote de número 10.000.000. A marca foi alcançada nesta última temporada, 2009/2010. A soltura acontecerá inclusive nos estados onde há mais de uma base, como é o caso de Bahia, Sergipe e Espírito Santo.

Segundo o Projeto, as primeiras tartarugas marinhas nascidas sob a proteção do Tamar, há 30 anos, atingiram só agora a maturidade sexual e estão retornando à praia onde nasceram para depositar sua primeira desova. Portanto, os filhotes que nesta temporada seguem para o mar representam a segunda geração protegida pelo Tamar.

A soltura em todo o país ocorre às 16h. No Ceará, no entanto, será às 10h, segundo a assessoria de imprensa do Tamar no estado. As solturas de filhotes à beira-mar são tradicionalmente organizadas durante as temporadas anuais, contando com a participação de turistas e as comunidades locais.

O Projeto Tamar está presente em nove estados brasileiros: Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. São protegidos cerca de 1,1 mil quilômetros de praias, através de 23 bases de pesquisa mantidas em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso de tartarugas marinhas, no litoral e nas ilhas oceânicas.Por ano, cerca de 20 mil ninhos são protegidos, gerando aproximadamente um milhão de filhotes.

Fonte G1

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