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02zappletv Apple cria locadora virtual de filmes e renova linha de iPods nos EUA

Jobs apresenta a nova Apple TV em evento em San Francisco, nos EUA.

 (Foto: Paul Sakuma/AP)

A Apple apresentou nesta quarta-feira (1) o novo modelo da Apple TV que permite alugar filmes e seriados de TV sem a necessidade de armazenar os vídeos em um disco rígido, criando uma locadora virtual para os usuários. No evento realizado em San Francisco, Steve Jobs, o CEO da empresa, revelou também a nova linha de iPods, a nova versão do iTunes com a rede social de música Ping, e o lançamento do sistema operacional para o iPhone e iPod touch, o iOS 4.1.

É tradição da empresa de Steve Jobs lançar novas versões da linha de iPods em encontros anuais para a imprensa. Pela primeira vez, a Apple disponibilizou streaming ao vivo do evento, mas só para equipamentos da empresa, como Macs, iPhones, iPod Touch ou iPad.

Buscando sucesso com a Apple TV, tocador de mídias digitais, Jobs apresentou o novo modelo, menor do que o anterior, que chegará ao mercado nos próximos dias custando US$ 99. A novidade é que o aparelho permite alugar seriados de TV e filmes que são assistidos por meio de streaming, sem a necessidade de armazenar o conteúdo em um disco rígido.

Os filmes custarão cerca de US$ 5 (lançamentos) e os seriados, US$ 0,99. Ainda, será possível enviar para a Apple TV vídeos, músicas e fotos armazenados nos computadores e iPads. Segundo a assessoria de imprensa da Apple, a empresa não comercializa no Brasil a Apple TV.

Novo iOS

Segundo Jobs, mais de 120 milhões de aparelhos, que usam o sistema iOS, foram vendidos no mundo. De acordo com dados da empresa, 6,5 bilhões de aplicativos foram baixados até o momento, ou seja, 200 apps por segundo.

No iOS 4.1 para iPhone e iPod touch, que deve ser lançado nos próximos dias, a Apple corrigiu as falhas do sensor de proximidade, de Bluetooth e da performance do iPhone 3G. O iPhone 4, com a atualização, se torna compatível com fotos HDR.

O sistema operacional permite que os gamers possam jogar on-line por meio de conexões Wi-Fi e Bluetooth, ter “conquistas” e ver rankings pela internet. Jobs anunciou que o sistema operacional do iPad, iOS 4.2, chega em novembro.

iPods

Antes de mostrar as novas versões dos iPods, Jobs anunciou que 275 milhões de aparelhos desse tipo foram vendidos desde o lançamento. O primeiro iPod apresentado foi o shuffle. Segundo Jobs, a terceira versão não tinha os botões e, por isso, não foi muito bem aceito pelo público. O novo modelo retorna com os botões e está ainda menor do que o primeiro, mas com bateria de 15 horas. O novo shuffle conta com cinco cores, 2 GB de espaço e o preço é US$ 49.

Depois, Jobs mostrou a nova versão do iPod nano. Para a 4º geração, a Apple reduziu o seu tamanho, eliminando o clickwheel e trazendo uma tela sensível ao toque. Ele possui um clip para prender na roupa como o usado no shuffle. Segundo Jobs, o nano se tornou 46% menor e 42% mais leve e a bateria dura 24 horas. O preço é de US$ 149 (8GB) e US$179 (16GB).

No Brasil, a assessoria de imprensa da companhia divulgou que os iPods shuffle e nano devem chegar em duas semanas. O primeiro vai custar R$ 299 (2GB). O segundo será vendido por R$ 549 (2GB) e R$ 649 (16GB).

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Novo iPod nano possue tela sensível ao toque e clip para prender o aparelho na roupa.

(Foto: Paul Sakuma/AP)

O iPod touch, o mais popular da linha de acordo com a Apple com 1,5 bilhão de games comprados, recebeu uma versão mais fina, com a tela “retina display”, a mesma usada no iPhone 4, com mais definição, uma câmera frontal, o FaceTime (conversa por meio de vídeo) e 40 horas de bateria. Os preços: US$ 229 (8GB), US$ 299 (32GB) e US$ 399 (64GB).

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Steve Jobs apresente o Ping, rede social de música da Apple

 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)

iTunes

O programa de músicas da Apple, o iTunes foi renovado. A versão 10 do software, já disponível para download, apresenta a rede social Ping. Ela permitirá que os fãs fiquem conectados com as músicas de seus artistas favoritos, além de poder descobrir novas canções.

“Um dos principais fatores que nós focamos no novo iTunes é a ‘descoberta’. Como descobrimos sobre algo novo? As pessoas estão sempre perguntando, o que meus amigos estão escutando? Quais as novidades dos meus artistas favoritos?”, disse Jobs. Por isso, para o iTunes 10, a Apple anunciou o lançamento do Ping, definida pela empresa como uma rede social de música.

Segundo Jobs, 11,7 bilhões de músicas já foram baixadas a partir do programa, mais de 450 milhões de episódios de TV, 100 milhões de filmes e 35 milhões de livros. Outra novidade é que o logo do iTunes 10 foi trocado, sendo retirado o desenho do CD, já que ele foi ultrapassado há tempos pelos MP3s.

Fonte G1

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Pensar é Transgredir

Publicado por Tulio em 23 março, 2010.

Pensar é Transgredir
 
 

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar!”

O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.

Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.

Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.

Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

Lya Luft

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Sandália dita a moda dos pés no São João

Publicado por Tulio em 4 julho, 2009.

Havaianas fabrica todo ano pares do calçado com tema junino. Estampa tem a assinatura do artista campinense Fred Ozanan.

A sandália Havaianas dita a moda dos pés no arraial do Parque do Povo, em Campina Grande (PB). Há pelo menos cinco anos a fábrica Alpargatas, com sede na cidade, estampa as “legítimas” com desenhos temáticos e que fazem menção ao que é considerado “O maior São João do Mundo”. A versão “matuta” do calçado tem a assinatura do artista e chargista Fred Ozanan, que é campinense. 

Foto: Glauco Araújo/G1

 O título de “O Maior São João do Mundo” vai escrito no solado da sandália, que também apresenta desenhos estilizados de ícones da festa junina. A cada ano o modelo se renova e surpreende os turistas. O estande da Havaianas no Parque do Povo já é ponto de visita garantido.

 Por dia, centenas de pares são vendidos e o calçado ainda pode ser entregue em casa, junto com um cartão-postal também temático. É uma forma de diminuir o volume da bagagem para quem leva a sandália de lembrança para familiares e amigos. A peça custa R$ 19,99 e, antes mesmo do término do São João, algumas numerações já acabaram.  A fábrica de Campina Grande produz sete pares por segundo e é a responsável pelos calçados vendidos no país e no mundo. Nos Estados Unidos custam em média U$ 24.00 e a cada verão, as revistas de moda divulgam  as sandálias brasileiras em suas páginas.

 Glauco Araújo/G1

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