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Chico Xavier e a alma do Brasil

Publicado por Tulio em 6 março, 2010.

 
 
Oito anos depois de sua morte, o mito do médium mineiro está vivo, forte e será renovado por uma onda de filmes que celebram o centenário de seu nascimento. O que explica essa popularidade?
 

Ique Esteves
O ator Nelson Xavier como Chico, em cena do filme
que será lançado no mês que vem.

Como se explica que um homem pobre, doente e semi-instruído, nascido mulato no início do século passado, em um rincão distante de Minas Gerais, viesse a se tornar, ao longo de seus 92 anos de vida, e sobretudo depois dela, uma espécie de mito brasileiro – um nome capaz de emocionar, motivar e organizar as pessoas em torno de uma fé e do trabalho filantrópico que ela inspira? O que havia na personalidade e nas ideias daquele homem careca, estrábico, sempre de peruca e óculos escuros, que se expressava com a fala pausada e amanteigada dos mineiros, capaz de sobreviver a sua morte em 2002 e transformá-lo em objeto de culto, de estudo e de interesse crescente dos meios de comunicação? Por que o celibatário ao mesmo tempo doce e obstinado, que se dizia capaz de conversar com os mortos e foi perseguido e ridicularizado por isso, conseguiu expressar tão bem a alma brasileira a ponto de tornar-se, ele mesmo, um ícone popular e uma figura respeitada mesmo entre aqueles que não compartilham de suas polêmicas convicções?

As respostas a essas perguntas, se elas existirem, talvez surjam no decorrer deste ano, quando se celebra, com uma onda de filmes, o centenário de nascimento de Chico Xavier, o médium mais conhecido do mundo e uma das personalidades mais queridas dos brasileiros.

No dia 2 de abril, data de seu nascimento em 1910, estreará Chico Xavier – O filme. Baseado no best-seller de Marcel Souto Maior, As vidas de Chico Xavier, e dirigido pelo blockbuster Daniel Filho, o longa-metragem vai ocupar 300 salas, promete lotar os cinemas e apresentar ao grande público (sobretudo aos jovens)uma história que, se fosse roteiro de ficção, seria classificada de inverossímil. Ou, no mínimo, exagerada. Garoto pobre do interior perde a mãe aos 5 anos, é maltratado na infância e começa a ver espíritos; escreve livros que seriam ditados por grandes nomes da literatura já mortos e ganha projeção nacional ao psicografar mensagens de pessoas que já morreram para parentes inconsoláveis. Lança mais de 400 obras literárias, que vendem 50 milhões de exemplares – mas doa tudo para a caridade. Sem boa saúde, trabalha sem parar e vive de seu salário do Ministério da Agricultura até morrer. Sem ser católico, vira quase um santo.

Felipe Varanda
Célida Diniz, de Pedro Leopoldo, com cartas de Chico Xavier.

O filme que conta sua vida – e tem Ângelo Antônio e Nelson Xavier vivendo o médium em duas fases – não será o único a estrear neste ano. Pelo menos outras quatro produções ligadas ao espiritismo – e ao médium – devem abocanhar boa bilheteria, inaugurando uma onda espírita no cinema nacional e popularizando ainda mais sua figura. Pode-se dizer que o trailer desta grande tendência foi Bezerra de Menezes – O diário de um espírito. No fim de 2008, o filme, com roteiro ruim e arrastado, levou aos cinemas mais de 300 mil espectadores ao mostrar a trajetória do chamado Médico dos Pobres, outro ícone da religião de Chico Xavier. A explicação: a força do espiritismo no país, que teria, de acordo com a Federação Espírita Brasileira (FEB), cerca de 20 milhões de adeptos. Agora, novos filmes de alguma forma ligados ao médium estão para ser lançados (leia o quadro na próxima página). Um deles tem potencial especial para o sucesso: Nosso lar, de Wagner de Assis, baseado no livro mais vendido de Chico, promete efeitos especiais feitos no Canadá, reproduzindo o cenário da vida no além, foco dessa obra que relata o lugar para onde iriam os espíritos depois da morte.

Chico Xavier sempre foi um campeão de audiência. Em 1971, ele participou do programa Pinga-fogo, numa entrevista que deixou 75% dos televisores brasileiros ligados na TV Tupi. No Natal daquele mesmo ano, uma nova participação do médium foi veiculada por um pool nacional de quatro emissoras. Chico ganhou uma projeção que o mineirinho de Pedro Leopoldo, filho de mãe lavadeira e pai vendedor de bilhetes de loteria, ambos analfabetos, jamais conseguiria imaginar. Em 2000, foi eleito O Mineiro do Século, numa promoção da TV Globo local. Em 15 dias, 2,5 milhões de pessoas escolheram seu nome, por meio da internet e do telefone. Em 2006, ÉPOCA fez uma pesquisa entre os leitores sobre quem seria O Maior Brasileiro da História. Para votar, por meio do site, havia opções como Ruy Barbosa, Getúlio Vargas, Pelé e Ayrton Senna – além da opção Outros. Chico Xavier ficou em primeiro, com 36% dos votos, quase o dobro do segundo colocado, Senna. Todos os seus votos foram escritos na lacuna em branco – um resultado que mostra a admiração dos brasileiros por sua figura ao mesmo tempo paternal e misteriosa.

Fonte: Época

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‘Sinto em meus ossos que é hora de parar’, diz Oprah

Publicado por Tulio em 20 novembro, 2009.

Foto: AP
A apresentadora Oprah anunciar o fim de seu programa

Oprah Winfrey, a personalidade mais popular da TV americana, anunciou que vai mesmo encerrar seu programa em 2011 porque “sente em seus ossos que isso é a coisa certa a fazer”, após 25 anos no ar. Oprah pediu a seu público que não acredite em rumores sobre as razões de sua partida.

“Este programa tem sido minha vida, e eu o amo o suficiente para saber quando é a hora certa de dizer adeus. Sinto em meus ossos que é hora de parar e 25 anos é um bom número, sinto isso em meu espírito. É o número perfeito, é o momento exatamente certo”, disse Winfrey durante o programa desta sexta-feira (20), em seu estúdio em Chicago.Durante sua longa carreira na liderança dos talk shows da televisão, as flutuações no peso da apresentadora e em seus relacionamentos pessoais viraram tópicos dos tabloides, e vários comentaristas já se perguntaram se ela não estaria se cansando do trabalho incessante – apenas para vê-la emagrecer e reativar a popularidade de seu programa.

“Nos próximos dias é possível que vocês ouçam muitas especulações na imprensa sobre as razões de eu estar tomando essa decisão agora. Serão na maior parte apenas conjeturas”, disse ela. Oprah soluçou uma vez e enxugou uma lágrima durante o anúncio de 3,5 minutos que fez, ao fim do programa, que é gravado ao vivo. Sua platéia, formada principalmente por mulheres, a ovacionou em pé e a abraçou quando ela se misturou à multidão.

Ela não divulgou quais serão seus planos para depois de seu programa chegar ao fim, em setembro de 2011, mas observadores da televisão dizem que ela pode transferir-se para a rede de TV a cabo OWN, ou Oprah Winfrey Network, joint venture com sede em Los Angeles que ela formou com a Discovery Communications. A OWN chegará a mais de 70 milhões de residências.Transmitido desde Chicago em estações da ABC em todos os Estados Unidos e mais de 140 outros países, “The Oprah Winfrey Show” é um dos programas mais rentáveis da televisão. É o talk show diurno de maior audiência nos Estados Unidos, tendo tido a média de 7,1 milhões de espectadores este ano.

O programa ajudou Oprah, que nasceu em 1954 de mãe solteira na zona rural do Mississippi, a acumular uma fortuna estimada pela revista Forbes em 2,3 bilhões de dólares, além de estar na base de um império do entretenimento que produz talk shows de televisão, filmes e a revista de estilo O, the Oprah Magazine.Oprah Winfrey tem 55 anos e recebeu uma indicação ao Oscar pelo papel coadjuvante que representou no filme de 1985 “A cor púrpura”. Ela é considerada uma das grandes formadoras de opinião nos Estados Unidos. O apoio público que deu no ano passado ao candidato presidencial Barack Obama foi visto como grande força a ter ajudado a campanha do candidato democrata.

Fonte: G1

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Ação civil pública tem como alvo o McDonald´s, o Bob´s e o Burger King.
Procurador alega que brinquedo incita o consumo de comida muito calórica.

Foto: Divulgação
Brinquedos vendidos em novembro na rede McDonald’s
 
O Ministério Público Federal em São Paulo entrou com uma ação civil pública para que três grandes redes de fast food suspendam as promoções que vêm com brinquedos porque eles influenciariam crianças na compra de lanches. O argumento é o de que esses alimentos são muito calóricos e contribuem para problemas como a obesidade infantil.

Autor da ação, o procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo alega que os lanches, compostos por hambúrgueres, batatas fritas e refrigerantes, fazem do brinquedo “um prêmio” para o consumo de um alimento que traz risco à saúde de meninos e meninas. A ação tem como alvo as redes McDonalds, Bob’s e Burger King e suas promoções: McLanche Feliz, Lanche Bkids e Trikids (respectivamente). 

Araújo argumenta que a estratégia de marketing das três empresas “incita o consumo e fideliza o consumidor infantil a um produto altamente calórico”. Ainda de acordo com ele, “a associação com o brinquedo retira o fundamento de escolha do alimento”, como consta na nota divulgada nesta segunda.
Para o MPF, o direito do consumidor limita as possibilidades do marketing infantil. Com a venda dos brinquedos, a compra seria influenciada não propriamente pelas qualidades do lanche, “mas pela criação abusiva de associações emocionais estranhas ao processo alimentar”, afirma Araújo. Para ele, a alimentação “é fundamental na formação da personalidade da criança”.
 

 

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