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Christiane Torloni diz como superou a morte do filho

Publicado por Tulio em 4 abril, 2010.

tor Christiane Torloni diz como superou a morte do filho

Em “Chico Xavier”, o filme que conta a história do médium mais famoso do Brasil, em cartaz desde ontem nos cinemas do país, a atriz Christiane Torloni vive Glória, uma mãe que perdeu o filho, assassinado acidentalmente por um amigo. Infelizmente, Christiane conhece bem essa dor, e não só da ficção. Seu filho Guilherme morreu aos 12 anos, em um acidente com o carro que a própria Christiane dirigia. Hoje, quase 20 anos depois, ela se firmou como uma das atrizes de maior destaque da televisão brasileira. Mas diz que chegou a pensar em desistir da carreira enquanto enfrentava os primeiros momentos do luto. “Se meu instrumento de trabalho é o coração, como eu iria trabalhar com o coração despedaçado?”. Mas como é possível se recuperar de uma tragédia dessas? “Você tem de aprender a viver de novo sem um pedaço de você”, diz Christiane, que empresta a própria garra a seus personagens, sempre marcados pela persistência e pela força. Reservada, Christiane raramente fala sobre a perda do filho. Mas aceitou contar ao Mulher 7×7 , de sua casa, no Rio de Janeiro, sua história de superação.

Após a morte do filho, em 1991, Christiane e Leonardo, irmão gêmeo de Guilherme, fecharam-se em um auto-exílio em Portugal. O país despertara a curiosidade de Guilherme alguns meses antes do acidente, quando a mãe fora divulgar a novela Kananga do Japão. Com a morte de Guilherme, Christiane sentiu que lá era o lugar em que deveria “aprender a viver sem um pedaço”. Nos três anos em que passou além-mar, dedicou-se ao teatro em Portugal e veio ao Brasil para gravar a minissérie “Noivas de Copacabana”. Quando decidiu voltar definitivamente ao Brasil, aceitou um papel que era, no mínimo, um desafio: viver a Dinah, de “A Viagem”. A novela de Ivani Ribeiro, baseada no espiritismo, conta a história de um casal que morre e volta a se encontrar em outro plano. “Se eu não estivesse recuperada, não teria conseguido fazer a novela. Mas a dor de perder um filho não passa nunca. Já faz muito tempo e a única coisa que mudou foi a minha capacidade de lidar com a dor.”

E como é que se faz isso? “Você quer que eu lhe dê uma bula! Isso não existe”, diz Christiane com a voz firme, aquela que eu conheço de suas personagens cheias de determinação das novelas. Mas, quando sua memória parece tocar aqueles primeiros dias de coração despedaçado, como ela diz, sua voz se abranda. Tem o tom de resignação que só alguém que mergulhou em sua própria dor pode ter. “É preciso ser humano”, diz. “Ter paciência com o tempo, com você, com a dor. Isso é ser humano. Mas as pessoas não se dão mais esse direito.” Leia a entrevista na íntegra a seguir.

 

Christiane Torloni em cenas do filme "Chico Xavier"
Christiane Torloni em cenas do filme “Chico Xavier”

 Perder um filho é uma das piores dores que um ser humano pode enfrentar. Como você conseguiu se refazer dessa tragédia?
Christiane Torloni – Uma mãe que perde um filho ficará para sempre de luto. Não existe ex-mãe. Vai fazer 20 anos que o Guilherme morreu. É muito tempo. Mas a única coisa que mudou foi a minha capacidade de lidar com a dor. Você precisa continuar vivendo, dia após a dia, lutar para vencer um de cada vez. É a mesma filosofia dos Alcoólicos Anônimos: “só por hoje”.

Muitas pessoas que perderam um ente querido dizem se sentir um peso para os amigos e para a família porque não podem mais falar sobre o assunto para não chatear ninguém. Você sentiu isso?
Existe muito essa cultura do “vamos lá, vamos para frente”. Mas é preciso respeitar essa pessoa porque ela está em dor. Chega a ser uma dor física. Precisamos ter paciência com a avalanche de emoções que se seguirão para se adaptar a um coração que nunca mais vai ser o mesmo. E o ser humano tem passado por cima dessa necessidade de se recolher, não quer ficar triste. Mas é dessa dor que vai vir a força para superar. Não se aprende só na alegria, mas também com a dor. Nesse momento, temos de ser humanos: ter paciência com o tempo, com você, com a dor. Isso é ser humano. Mas as pessoas não se dão mais esse direito.

E você conseguiu se dar esse direito?
Eu saí do Brasil, mudei para Portugal com o meu filho Leonardo. Entrei em uma viagem profunda, me respeitei. Fiz aquilo que os antigos faziam: encarei dar tempo ao tal do tempo. Ele é um remédio quando a gente tem paciência. Isso foi me dando força a voltar a trabalhar. Enquanto eu ainda morava em Portugal, voltei para fazer uma participação na minissérie “Noivas de Copacabana”, mas não foi legal. Eu ainda não estava bem. Estava em dúvida se continuaria sendo atriz. Se meu instrumento de trabalho é o coração, como eu iria trabalhar com o coração despedaçado?

Como você decidiu seguir com a carreira?
Algumas pessoas que aparecem nas nossas vidas são como anjos. O Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então um dos diretores da TV Globo) ficava me monitorando para saber se estava tudo bem, quando eu gostaria de voltar. A TV Globo me mandava cartas de pessoas que me escreviam e que tinham passado pela mesma experiência. Recebi até cartas psicografadas dizendo para eu não desistir. Eu fui para Portugal para ficar sozinha, mas, no fundo, eu não estava sozinha. Uma rede amorosa se formou em volta de mim. Quando Wolf Maia me convidou para participar de “A Viagem”, eu decidi aceitar antes de saber sobre o que era. Fazer a novela foi muito difícil, mas eu consegui porque havia transformado aquela dor.

Qual conselho você dá para uma pessoa que está passando por esse momento agora?
O melhor conselho é continuar vivendo. Tenha calma e vá sobrevivendo. Essa entrevista, por exemplo, não é para me promover. É porque ela pode ser útil para alguém, pode ajudar alguém. É por isso que eu também aceitei fazer o filme sobre o Chico Xavier.

Fonte: Época

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BBB

Publicado por Tulio em 9 fevereiro, 2010.

bbb8 BBB

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há depior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é  a realidade em busca do IBOPE: é putaria ao vivo!!!

Veja como Pedro Bial  tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a nordestina sorridente, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, daética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados. Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, econseguem sobreviver a isso todo santo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou  ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores ) Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de  telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um artigo de Jabor, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…,  estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

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Hans Neleman

Para acertar as medidas, milhares de brasileiros tomam sibutramina. Podem estar correndo sérios riscos

Quem vai ao médico em busca de uma solução para emagrecer costuma sair do consultório com três recomendações: dieta balanceada, atividade física e, frequentemente, sibutramina (Reductil é a marca mais famosa). O remédio, que atua no cérebro e aumenta a sensação de saciedade, é a principal escolha dos médicos que prescrevem drogas contra a obesidade. Esse comportamento pode começar a mudar.

A droga foi retirada do mercado na Europa depois da revelação de que ela eleva o risco de problemas cardiovasculares. Um estudo realizado com cerca de 10 mil pacientes durante seis anos revelou um aumento de 16% na incidência de infarto e derrame em pessoas que já tinham histórico de problemas cardiovasculares e tomaram o medicamento. Nenhuma morte foi verificada. O estudo completo ainda não foi publicado. A agência que regulamenta medicamentos nos Estados Unidos, a FDA, decidiu não proibir a venda do remédio. Mas exigiu uma alteração na bula para tornar mais explícito o alerta de que pessoas com hipertensão e outros problemas cardíacos (leia na ilustração abaixo) não devem tomar sibutramina. No Brasil, a bula do medicamento menciona como possíveis eventos adversos a elevação da pressão arterial e arritmias cardíacas. Mas a única contraindicação diz respeito às pessoas com histórico de anorexia ou bulimia. No ano passado, a Anvisa recebeu 37 notificações de eventos adversos – 14 relacionadas a problemas cardiovasculares. Não houve mortes. Em fevereiro, o órgão deverá decidir se amplia as restrições de venda ou se até mesmo proíbe a substância no país.

O maior desafio que os médicos enfrentam é determinar em quais pacientes os benefícios superam os riscos. Segundo as autoridades sanitárias europeias, a perda de peso proporcionada pela sibutramina é modesta (de 2 a 4 quilos em média) e não compensaria os riscos. “A arte da medicina é avaliar riscos”, diz o cardiologista Raul Dias Santos Filho, do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. “Sozinha, a droga não garante grande perda de peso. Se o paciente tiver fatores de risco para doença cardiovascular, mesmo que ela não tenha se manifestado, talvez seja melhor não tomar o remédio.”

A maioria dos endocrinologistas espera que a droga continue liberada no Brasil. “Se esse remédio for proibido, vamos perder um produto extremamente útil no combate à obesidade”, diz Ricardo Meirelles, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. “Mas o alerta sobre os riscos em pacientes cardiopatas precisa se tornar mais explícito no Brasil”, diz. Como ocorre com várias outras classes de medicamentos, a sibutramina é consumida no Brasil por muito mais gente do que deveria. Em 2009, foram vendidas 6,9 milhões de caixinhas. O consumo cresceu mais de dez vezes desde 2005, impulsionado principalmente pelo lançamento de genéricos. A droga só deveria ser vendida com retenção de receita, mas nem sempre isso acontece. “Muitas pessoas conseguem fraudar receitas, sem acompanhamento médico. Correm sérios riscos”, diz o cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo. Quando o assunto é remédio, o jeitinho brasileiro pode ser fatal.

  Reprodução

Fonte: Ims Health Do Brasil

  Reprodução

Cristiane Segatto

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Foto: Raul Zito/G1
Joyce Peu superou a depressão e um transtorno alimentar
e hoje ajuda quem passa pelos mesmos problemas.
 
 Quando tinha 17 anos, Joyce Peu sentia tristeza profunda, sofria com tonturas, dores de cabeça e tinha sentimento de desespero. Acreditando que era “gorda e disforme” a então adolescente passou a restringir ao máximo a alimentação e aumentar religiosamente a carga de exercícios. Era um quadro preocupante, de depressão associada a um transtorno alimentar tão disfarçado quanto perigoso. Hoje, aos 29 anos, Joyce não apenas superou a doença: ela criou um grupo de apoio a meninas com transtornos alimentares, se formou psicóloga, atende pacientes e pesquisa o assunto.

No clima da atual novela das oito, “Viver a Vida”, a Rede Globo está promovendo uma campanha para lembrar que a vida vale a pena ser vivida, apesar das dificuldades e dos obstáculos cotidianos. Venha Viver a Vida dá nome a uma série de reportagens que mostra histórias de superação, em que momentos de tristeza dão lugar à esperança. Venha Viver a Vida reúne casos exemplares, vividos por gente famosa e por anônimos.Como na maioria dos casos de depressão e transtornos alimentares, os primeiros sintomas de Joyce surgiram sorrateiros, quando ela tinha 14 anos. “Começei a eliminar alimentos gordurosos do meu cardápio e a me dedicar com muito comprometimento à prática de atividade física. A perda do peso excessivo ocorreu; a melhora na forma como eu me autoavaliava, não”, conta ela.

O caso não chamou a atenção da família nem causou alarme nos (seis) médicos que ela procurou, porque Joyce nunca apresentou os chamados “sintomas clássicos” de um distúrbio alimentar. Ela nunca forçou vômito, nunca usou remédios para emagrecer nem chegou a ser magra demais.“Era, aos olhos alheios, a personificação de um estilo de vida saudável. Eu, no entanto, sabia que a forma como eu me relacionava comigo, sobretudo em relação ao meu corpo, não era saudável”, conta ela. Depois de sofrer com remédios passados por um psiquiatra que, segundo ela, “não deu a devida relevância aos sintomas alimentares”, Joyce procurou a ajuda de um serviço de atendimento especializado nesse tipo de transtorno. Foi aí que que sua vida começou a mudar.

“Não costumo usar os termos ‘cura’ e ‘recuperação’. Encaro as situações pelas quais passei como constituintes disto que sou. Os sintomas foram ‘gritos’ de desespero que berrei e os quais tentei ouvir com a melhor acuidade possível. Fazer uma cisão entre doença e saúde é, ao meu ver, inviável, tanto quanto separar aquilo que eu fui disto que eu sou hoje. Quem há de dizer que não é saudável aquele que, em sofrimento, expressa a sua dor e procura ajuda?”, conta a hoje psicóloga.

‘Sinto Muito’

Em 2002, quando ainda estava em tratamento, Joyce criou o grupo virtual “Sinto Muito”.

“Eu participava de outros grupos do gênero e achava muito interessante o uso da internet como possibilidade de expressão de conflitos que, assim, mostravam-se não apenas individuais, mas também sintomas sociais. O problema era que o que se expressava em tais grupos era, em sua maior parte, uma ‘gritaria’ ensurdecedora: por estar em sofrimento extremo e não conseguir identificar aquilo que as fazia gritar, as pessoas acabavam por reforçar os sintomas umas das outras”, conta ela.

Joyce tentou transformar o “Sinto Muito” em um grupo diferente. Deu certo. “Tento conter a verborragia sobre os sintomas e incentivar que as pessoas procurem entender o que faz com que os sintomas estejam presentes”, afirma.

Mas o segredo do sucesso da iniciativa é um só: Joyce fala com as participantes dp grupo não como psicóloga, mas como alguém que já esteve onde elas estão. “Faço questão de, ainda que seja psicóloga especialista na área, colocar-me numa relação horizontal com os demais”, explica.

No grupo, há abertura para falar de tudo. As jovens são livres para conversarem sobre o que quiserem, longe dos ouvidos possivelmente censuradores de pais, amigos e médicos. Ali, elas podem tanto pedir socorro quanto simplesmente contar que não querem socorro, sem qualquer tipo de julgamento. Joyce orienta a todas, uma por uma, publicamente, através do e-mail tambemsintomuito@yahoo.com.br.

A experiência ensinou a jovem que ignorar os problemas nunca é a solução mais adequada e que a verdadeira sabedoria é saber “entender” o outro. “Se tenho à minha frente um paciente, quero me desfazer de tudo que sei e ouvir apaixonadamente a história que ele tem a me contar sem a intenção de enquadrá-lo num ou noutro transtorno, Mais do que verificar se o sintoma que ele apresenta é de anorexia, de bulimia ou de algo sem nome – o que para mim equivaleria a tipificar o ‘grito’ dele -, interessa-me saber o que faz com que ele apresente aquele sintoma, ou seja, o que faz com que ele ‘grite’, e ajudá-lo a decifrar o enigma existente no sintoma”, diz Joyce.

“E se, à minha frente, estiver minha imagem refletida no espelho, quero poder enxergar quem sou sem necessitar desesperadamente dos olhos alheios para reafirmar o que vejo e quero, ainda, sentir prazer e orgulho pela minha trajetória”, conta.O conselho de Joyce para quem passa pelo que ela já passou? “’Grite’, sim, e procure decifrar por que grita”.

Fonte G1

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Foto: cortesia Steve Morgan

Parte frontal do Glacial Helheim, na Groenlândia a perda de gelo seria 100% maior não fosse o efeito moderador de nevascas e de recongelamento de chuvas. (Foto: cortesia Steve Morgan)

A Groenlândia perdeu entre 2000 e 2008 nada menos que 1.500 gigatoneladas de gelo. É como se 3 milhões de edifícios de gelo do tamanho do World Trade Center tivessem sumido do mapa em menos de uma década.Esse derretimento resultou em um aumento médio no nível do mar de 0,46 milímetro por ano. Entre 2006 e 2008, a elevação média do nível do mar saltou para 0,75 milímetro, com uma perda de gelo acumulada de 273 gigatons anuais (ou 546 mil “WTC’s de gelo”).

Se não fosse o efeito compensador da precipitação de neve e de recongelamento, a perda de gelo na Groenlândia depois de 1996 teria dobrado.O estudo, liderado por Michiel van den Broeke, do Instituto de Pesquisa Marinha e Atmosférica da Universidade Utrecht, na Holanda, está na edição mais recente da revista “Science”.

Foto: Cortesia da Universidade de Utrecht

Estudo foi liderado por Michiel van den Broeke, do Instituto de Pesquisa Marinha e Atmosférica da Universidade Utrecht, Holanda (Foto: Cortesia da Universidade de Utrecht)

Os pesquisadores usaram dois métodos totalmente independentes de checagem. Um confirmou os números do outro, o que prova a consistência dos resultados. O primeiro consiste na observação dos movimentos de gelo; o segundo, medições por meio de satélite.Também participaram cientistas do Instituto Meteorológico Real dos Países Baixos e da Universidade de Tecnologia Delft (Holanda), Universidade de Bristol (Reino Unido), Universidade da Califórnia (campus de Irvine) e Jet Propulsion Laboratory da Nasa, em Pasadena, Califórnia.

Fonte Revista Science

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Desemprego nos EUA sobe a 10,2% em outubro

Publicado por Tulio em 6 novembro, 2009.

Foto: AP

Desempregado busca vaga em anúncios em agência em São Francisco

A economia norte-americana perdeu 190 mil empregos em outubro, o que elevou a taxa de desemprego do país a 10,2%, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Departamento de Trabalho do país. As maiores perdas foram em vagas na construção, manufatura e no varejo. Em setembro, o desemprego era de 9,8%.

A alta no desemprego veio apesar dos dados sobre a economia mostrarem que o país já saiu da recessão: no terceiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,5%.

Foto: Editoria de Arte/G1

 

A taxa atual é a maior desde os 10,2% registrados em abril de 1983. Foi a primeira vez desde aquele ano que este indicador ultrapassou a marca simbólica dos 10%. O desemprego já cresceu 5,8 pontos percentuais desde março de 2007. Em outubro, o número de desempregados cresceu em 558 mil pessoas, para 15,7 milhões. Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, o número de desempregados aumentou em 8,2 milhões de pessoas.

Setores

Na construção, houve perda de 62 mil vagas em outubro. Desde o início da recessão, o setor já fechou 1,6 milhão de postos de trabalho.
Na manufatura, foram 61 mil empregos perdidos no mês passado, somando 2,1 milhões de vagas perdidas desde dezembro de 2007. No varejo, 40 mil vagas foram fechadas.

Fonte G1

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Você sabe enrolar seu chefe?

Publicado por Tulio em 22 outubro, 2009.

Dicas  O enrolador precisa saber delegar tarefas e mostrar-se impaciente

 

Na sexta-feira 16 de outubro, os americanos comemoram o Dia Nacional do Chefe. Muitos profissionais certamente não têm o que comemorar, afinal lidar com os gestores não é tarefa fácil. Mas existem aqueles que conseguem levar o chefe no papo e ainda se dar bem na empresa, conseguindo promoções de cargo, aumento de salários, benefícios diferenciados, entre outros privilégios.

Embora a situação pareça absurda, ela é mais real do que se pode imaginar, diz o consultor de Recursos Humanos João José da Costa. Costa trabalhou 50 anos na área e afirma que cansou de ver profissionais que não fazem nada nas empresas além de enrolar o chefe.
Toda essa “experiência” ele conta no recém-lançado livro Como enrolar seu chefe e progredir na empresa (Editora Matrix –128 páginas, R$22). Costa batizou esse tipo de pessoa de “Enrolador de Classe” e listou 35 nobres atitudes que as levam merecer esse título, entre elas ser um bom “marqueteiro”, saber delegar tarefas e mostrar-se impaciente e temperamental.

“Enrolar no trabalho não é ficar horas no banheiro além do necessário, ir ao fumódromo a toda hora ou andar bem devagar nos corredores da empresa”, diz Costa. “O bom enrolador atua muito bem em seus relacionamentos com os executivos do poder da empresa. Eles têm o poder da sedução”, diz Costa. Segundo o consultor, os motivos que levam uma pessoa a ser um enrolador, além da pura folga, claro, são diversos: preguiça permanente ou temporária, falta de carga de trabalho, insegurança, desmotivação, acomodação por tempo de casa, revolta ou indignação por ao ter o seu talento reconhecido ou perda da tão esperada promoção.

Seja qual for o motivo, para se dar bem nesse tipo de situação é preciso ter certa técnica. Faça um teste para você descobrir se sabe enrolar seu chefe. Cuidado: seu superior pode aparecer na hora em que estiver enrrolando e não gostar muito dá atividade. Se isso ocorrer, coloque a teoria de Costa na prática: dê uma enrolada para parecer que está trabalhando.

Danilo Casaletti

 

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Herbert Vianna diz que música substitui vida sexual

Publicado por Tulio em 1 julho, 2009.

Divulgação  /.Divulgação

Herbert Vianna: vida transformada, mas tranquila com os filhos

Em uma entrevista reveladora à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, deste domingo, 14, o líder do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna contou um pouco da vida que leva na banda e ao lado dos filhos desde que ficou paraplégico, há oito anos, em um acidente de ultraleve que matou também sua mulher.

Durante passagem pela capital paulista, onde apresentou a turnê “Brasil Afora”, Herbert contou que sempre reza com os filhos antes de dormir e que são eles que ajudam a cuidar cantor.“Antes de dormir, damos as mãos e rezamos. É muito natural e luminoso o carinho e o entusiasmo dos meus filhos. Eles lidam bem melhor do que eu com a perda da Lucy”, contou sobre Luca, 16, Hope, 12 e Phoebe, de 9 anos.O cantor falou também sobre relacionamentos e contou que os namoros que teve aconteceram em um estágio em que ainda não era ele mesmo. Estava tonto, confuso e bastante carente.“Eu dava um beijo, fazia alguma coisa. Mas não aconteceu de eu sentir alegria romântica”, diz.”Além disso, tem a questão da condição física, porque eu não tenho sensibilidade, ereção”, disse ele que afirmou ainda que sexo não lhe faz falta.

 

 

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