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Queda de aparelho de TV mata criança em creche de Brasília

Publicado por Tulio em 2 setembro, 2010.

televisao Queda de aparelho de TV mata criança em creche de Brasília

Um menino de pouco mais de 3 anos morreu após ser atingido por um aparelho de televisão e um móvel na tarde desta quinta-feira (2), em uma creche de Brasília.

Após o acidente, o menino foi levado a um hospital, mas morreu por traumatismo craniano. O episódio ocorreu na manhã desta quinta (2) na creche Jesus Livre, na Asa Sul, em Brasília. A reportagem do G1 procurou a creche, mas não conseguiu falar com o responsável pela instituição.

De acordo com a Polícia Civil, as crianças estavam em uma área de recreação da creche sob a supervisão de uma monitora. A televisão estava em um local provisório porque o aparelho que fica na parede estava em manutenção.

Segundo a polícia, a monitora estava ocupada com outras crianças, quando duas delas tentaram pegar o controle remoto sobre o móvel de madeira onde estava a TV.

Em seguida, o aparelho de TV e o móvel caíram sobre as crianças. Uma delas sofreu um golpe na cabeça, mas passa bem. O menino de 3 anos morreu, após sofrer o impacto da queda da TV de 29 polegadas e do móvel.

A 1ª Delegacia de Polícia do DF instaurou um inquérito para apurar o fato. O delegado Watson Warmling afirmou que a investigação tem o objetivo de descobrir se houve negligência de funcionário da creche ou se o caso foi um acidente.

Segundo o delegado, a monitora, funcionários e administradores da creche foram ouvidos pela polícia. Pais de duas crianças também prestarão depoimentos. Ainda na manhã desta quinta (2), foi realizada uma perícia no local, mas o relatório ainda não foi concluído.

A creche Jesus Livre, onde ocorreu o incidente, é uma instituição filantrópica ligada a uma igreja da Asa Sul, bairro de Brasília.

Fonte G1

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Você confia nas ervas medicinais?

Publicado por Tulio em 2 setembro, 2010.

04306325800 Você confia nas ervas medicinais?

Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, questiona a eficácia das plantas e dos fitoterápicos e cria uma enorme polêmica

Drauzio Varella na Amazônia, onde há 15 anos coleta plantas para testá-las contra o câncer. “Se eu usasse esses extratos nos meus pacientes, seria criminoso”, diz

O uso de plantas medicinais é um dos traços da cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios de determinado chá ou de medicamentos à base de plantas, os fitoterápicos. E não só no Brasil. Os fitoterápicos movimentam no mundo US$ 14 bilhões por ano. São obtidos de plantas e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo etc. Estima-se que no Brasil esse mercado gire em torno de US$ 400 milhões por ano e empregue 100 mil pessoas. De todos os remédios colocados nas prateleiras das farmácias brasileiras, 2,8% são feitos de vegetais. E as vendas crescem em torno de 12% ao ano, segundo a consultoria do setor farmacêutico IMS Health. No setor dos medicamentos sintéticos, chamados de alopáticos, o crescimento é menor, de 5%.

Os consumidores de ervas medicinais e fitoterápicos acreditam que eles são tão seguros e eficazes quanto as drogas convencionais vendidas nas farmácias ou distribuídas nos postos de saúde. Mas talvez não sejam. É o que Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, promete discutir na série “É bom pra quê?”, que estreia neste domingo no Fantástico.

Há duas semanas, Drauzio falou sobre o assunto a ÉPOCA On-line. Criticou a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. Condenou a política do Ministério da Saúde de distribuição de medicamentos fitoterápicos no SUS e a lista de 66 plantas medicinais preparada pela Anvisa para orientar o uso de chás. A reação foi imediata. Drauzio foi acusado de ser mal-intencionado, de estar a serviço da indústria farmacêutica, de tentar atrapalhar a candidatura de Dilma Rousseff. A polêmica explodiu, envolvendo médicos, consumidores e até o Ministério da Saúde.

Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, publicou uma carta aberta atacando o médico do Fantástico. “Achamos precipitada a sua opinião ao afirmar que a indicação de plantas e fitoterápicos é um erro”, disse ele. Drauzio respondeu: “Condeno a falta de estudos clínicos dignos desse nome. Enquanto admitirmos esse empirismo irresponsável, a fitoterapia jamais será levada a sério no Brasil.” No site de ÉPOCA, houve mais de 240 comentários sobre o assunto, a maioria esmagadora atacando Drauzio. No Twitter, foi criado um movimento Cala a Boca, Drauzio.

“Pelo conteúdo das críticas que recebi depois da publicação da entrevista, posso antever o que acontecerá quando a série for ao ar. Paciência”, disse o médico. Drauzio pesquisa o potencial farmacológico das plantas há 15 anos. Faz expedições à Amazônia em busca de substâncias que possam demonstrar alguma eficácia contra o câncer. É um trabalho demorado. Até agora, as plantas coletadas deram origem a 2.200 extratos. Desses, 190 apresentaram alguma atividade contra células tumorais e oito serão testados em animais. Daí a desenvolver uma droga útil para seres humanos há um longo caminho. “Se eu tratasse meus pacientes de câncer com os extratos que mostraram atividade contra células malignas em nosso laboratório, seria considerado criminoso”, diz. “Por que essa regra não vale para os que receitam produtos que não passaram pelos estudos de toxicidade e pelas avaliações clínicas exigidas dos medicamentos convencionais?” Esse é o cerne da controvérsia. ÉPOCA investigou os fatos e os mitos que animam a discussão do assunto.

ELA ACREDITA

04306341700 Você confia nas ervas medicinais?

Maria de Fátima e o suco de berinjela que toma todos os dias: “Melhorei a alimentação, mas o que baixou meu colesterol foi ele”

Fitoterápicos são remédios iguais aos outros?

Não. Ervas e chás são usados há milhares de anos. À medida que a química foi se desenvolvendo, os pesquisadores começaram a isolar das plantas os princípios ativos responsáveis pela ação medicinal. Essas substâncias foram sintetizadas em laboratório. Ou seja: foram criadas a partir da imitação da estrutura química das plantas. Deram origem a drogas importantíssimas, alopáticas, como a morfina e a aspirina. Diferentemente das ervas, os fitoterápicos são classificados como remédios. São obtidos exclusivamente de vegetais e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo, cápsulas etc. Para conseguir registrá-los como medicamentos, os fabricantes devem provar que conseguem manter a qualidade e a concentração do princípio ativo presente na planta. “Não é fácil manter a qualidade de um fitoterápico porque ele contém centenas de substâncias”, diz João Ernesto de Carvalho, coordenador da divisão de farmacologia e toxicologia do Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp. Quem toma 100 miligramas de aspirina sabe que está tomando 100 miligramas de ácido acetilsalicílico. Com os fitoterápicos é diferente. “Dependendo da época do ano e do tipo de extrato, é difícil manter a quantidade e a mesma concentração do princípio ativo”, diz Carvalho.

Fitoterápicos passam pelos mesmos testes científicos das drogas alopáticas?

Em termos. Existem milhares de estudos feitos com espécies usadas em fitoterapia, entre as quais as oito distribuídas no SUS: alcachofra, aroeira, cáscara-sagrada, garra-do-diabo, guaco, isoflavonas da soja e unha-de-gato. A maioria dos estudos, porém, foi feita em animais ou com pequeno número de pacientes, por curtos períodos. Os poucos estudos feitos com centenas de pacientes não trazem conclusões inequívocas sobre a eficácia das substâncias. Se o fabricante de uma nova droga sintética tentasse aprová-la com base nesse tipo de evidência, não conseguiria. O desenvolvimento de uma nova droga sintética consome cinco etapas, cerca de dez anos de pesquisa e milhões de dólares. Na chamada fase III, a droga em investigação é comparada ao tratamento existente. Para ser aprovada, precisa comprovar que é tão boa ou melhor que o remédio já disponível. Nessa fase, a droga é testada em um grupo de até 1.000 voluntários. “Pesquisamos as evidências científicas relacionadas aos oito fitoterápicos oferecidos no SUS. Não encontramos estudos desse tipo”, diz Daniel Deheinzelin, professor da Faculdade de Medicina da USP.Se os benefícios das ervas medicinais não foram comprovados pela ciência ocidental, significa que eles não existem?Não. É possível que existam benefícios não comprovados, a julgar pelo uso tradicional e milenar de ervas no cuidado da saúde. É razoável supor que existam fatos verdadeiros sobre nosso corpo que não possam ser comprovados sequer pelo método adotado nos estudos clínicos mais confiáveis. Isso significa que devemos propagar todas as crendices que aparecem? Não. Uma das histórias mais populares no Brasil é a de que suco de berinjela reduz o colesterol. Depois que uma experiência de laboratório foi mostrada num programa de TV, há mais de dez anos, o “remédio” natural ganhou, para muita gente, status de verdade científica. A dona de casa Maria de Fátima Farias Bosco, de 51 anos, mora em Macaé, Rio de Janeiro, e usa vários ingredientes naturais para cuidar da saúde. Seu colesterol baixou de 258 para 191 depois que ela reduziu os doces e a carne vermelha e começou a tomar suco de berinjela. Quem levou a fama de santo remédio? A berinjela, é claro. “Descobri o suco no Dr. Google. Foi um ótimo remédio, mas minha médica não acreditou”, diz. Indivíduos têm o direito de acreditar no que bem entendem. A situação fica perigosa quando a crendice é chancelada pelas autoridades. Foi o que aconteceu na África do Sul, onde 18% da população adulta tem o vírus da aids. O ex-presidente Thabo Mbeki pregava o combate à doença com uma dieta à base de beterraba, batata, suco de limão e alho. A doença se espalhou.

A fitoterapia e as ervas medicinais são recursos para os pobres?

Em termos. A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, disse, recentemente, que a medicina tradicional baseada em ervas tem seu valor e reduz o sofrimento de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. “Essa é a realidade, mas não é o ideal”, afirmou. “Estimamos que 60% das crianças que vivem em alguns países africanos recebem ervas para tratar a febre provocada pela malária. Mas a malária pode matar em 24 horas e as drogas modernas melhoram enormemente as chances de sobrevivência.” Os remédios naturais desempenham importante papel social, mas a adoção deles pelos governos de países como o Brasil pode ser questionada. “Não cabe às autoridades responsáveis pela saúde adotar métodos de tratamento que não têm eficácia demonstrada. Elas não podem criar uma medicina para rico e outra para pobre, baseada em tratamentos baratinhos e sem ação”, afirma Drauzio. Ele diz ter visitado em Belém uma “farmácia viva”, nome dado aos locais de cultivo e distribuição de plantas medicinais. “Lá existe uma plantinha que chamam de insulina. Chega uma pessoa pobre e ignorante e mandam tomar a planta, em vez do remédio receitado pelo médico”, afirma. O Ministério da Saúde diz estar trabalhando num projeto de regulamentação das farmácias vivas para coibir práticas inadequadas. Segundo o ministério, os fitoterápicos e as ervas não substituem o modelo de assistência farmacêutica baseado nos medicamentos convencionais. Seriam apenas mais uma opção de tratamento entre as oferecidas pelo SUS.

Fitoterápicos, ademais, não são usados apenas por pobres. Representam a primeira escolha de milhões de pessoas em países desenvolvidos como a Alemanha e os Estados Unidos. Os adeptos enxergam duas grandes vantagens. Primeira: os remédios costumam ser mais baratos que os alopáticos. Segunda: os profissionais que receitam esse tipo de tratamento têm mais disposição para ouvir angústias. Se muitos alopatas nem sequer olham os doentes nos olhos, a atenção que os especialistas em fitoterapia oferecem faz toda a diferença.

ELE ALERTA

04306340800 Você confia nas ervas medicinais?

O farmacêutico Roberto Adati, fotografado em São Paulo. Ele sofreu uma reação alérgica: “Não é verdade que tudo o que é natural não faz mal”

O que é natural não faz mal?

Errado. A natureza tem venenos poderosos. É importante que o médico saiba quando o paciente está em tratamento alopático e, ao mesmo tempo, toma ervas ou fitoterápicos. O farmacêutico Roberto Adati, de 41 anos, acredita no valor dessas substâncias. Tem mestrado e doutorado no tema. Ainda assim foi surpreendido por uma manifestação inesperada. Há cinco anos, estava meio abatido e pediu ao médico uma alternativa natural. Começou a tomar cápsulas de erva-de-são-joão, usada para combater sinais de depressão leve. Depois de 20 dias, surgiram sintomas de alergia: pele vermelha e irritada e edemas. Em outra ocasião, usou unha-de-gato para aliviar dores musculares. Também sofreu alergia. “Vegetais têm princípios ativos e químicos que estimulam o sistema biológico, e podem levar a efeitos adversos como qualquer medicamento.”

Doenças graves podem ser curadas com fitoterápicos e plantas medicinais?

Não. Nenhum chá, erva, alimento ou fitoterápico é capaz de curar a aids, o diabetes, o câncer. O uso desses produtos pode aliviar sintomas. O problema é que também pode atrasar o diagnóstico de problemas graves. No caso do câncer, há outro complicador. Muitos pacientes abandonam os alopáticos ou usam produtos alternativos junto com o tratamento convencional. Em geral, a doença avança. “O potencial das plantas é grande, mas ainda é preciso avançar uma série de degraus na pesquisa científica para ter certeza de que são eficazes”, diz José Augusto Rinck Júnior, oncologista do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

Falta investimento na pesquisa de fitoterápicos?

Sim. O Brasil tem atualmente 119 laboratórios produzindo medicamentos fitoterápicos. Há 512 remédios feitos de vegetais aprovados pela Anvisa, derivados de 162 espécies. É pouco, diante da biodiversidade do país. Das 250 mil plantas catalogadas no mundo, 55 mil estão aqui. A Europa toda tem só 11 mil ervas registradas. “Não é só um patrimônio genético. É também um patrimônio cultural”, diz Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit). Segundo ele, as grandes multinacionais não se interessam pelos fitoterápicos porque eles não geram patente. Já os pequenos produtores de fitoterápicos não têm condições de investir no estudo de ervas desconhecidas. “Não temos fôlego financeiro para aplicar em produtos novos”, diz a empresária Poliana Emília Botelho Silva, da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina). Se testados com rigor científico e usados com critério, os fitoterápicos e as plantas medicinais podem contribuir para melhorar as condições de saúde da população. E também para o crescimento econômico do Brasil. Nesse ponto, não há controvérsia.

Fonte Época

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Brasil é 3º maior emissor de spams

Publicado por Tulio em 31 agosto, 2010.

Spams 242x300 Brasil é 3º maior emissor de spams

O Brasil é o terceiro maior emissor de mensagem eletrônicas não solicitadas, mais conhecidos como spams, de acordo com levantamento da consultoria norte-americana Shoposo. Segundo a empresa especializada em segurança na internet, endereços brasileiros de correio eletrônico enviam 5,5% desse tipo de e-mails. O Brasil fica atrás só dos Estados Unidos, que envia 15,2% dos spams, e da Índia, com 7,7%.

O envio das mensagens não solicitdas é um dos tipos de contravenção cometida na internet. As mensagens não solicitadas muitas vezes contêm programas que permitem que criminosos acessem dados pessoais de usuários da internet e os utilizem para cometer fraudes.

O envio desses e-mails com a propagação de conteúdo malicioso é chamada de worm. O worm corresponde a 14,5% dos incidentes na internet cometidos entre abril e junho de 2010, segundo o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br). De acordo com a entidade, as varreduras de computadores conectados à rede em busca de informação de usuários é o incidente mais recorrente. São 51,8% dos casos reportados.

O delegado da Polícia Federal Carlos Eduardo Sobral, que participou do evento desta manhã, afirma que os crimes na internet crescem à medida em que o uso do computador se populariza no Brasil. Segundo Sobral, além de ser o terceiro maior emissor de spams, o país é o quarto ou o quinto maior difusor da pornografia infantil na internet. “Ao mesmo tempo que nós nos inserimos no mundo digital, não conseguimos evitar o crescimento da criminalidade”, afirmou o delegado.

Os dados apurados pela Sophos foram apresentados hoje (31) durante o seminário Crimes Eletrônicos – A Urgência da Lei, realizado na Câmara Americana de Comércio (Ancham), em São Paulo. No evento, representantes da polícia, da Justiça, do setor empresarial e de usuários da internet debateram formas de combater os crimes online.

Agência Brasil

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site1 Brasileiros 24 horas se oferecem em sites e jornais espanhóis

Anúncios oferecem homens e mulheres brasileiros em todas as regiões

 (Foto: Reprodução)

Assim como o grupo que foi detido nesta terça-feira (31), em uma operação da polícia espanhola, é comum ver brasileiros se oferecendo como modelos, massagistas ou garotos de programa em páginas eletrônicas e impressas do país. Os chamados “homens 24 horas” são descritos como incansáveis e capazes de se manterem ativos mais tempo que outros rapazes.

E se engana quem pensa que os anúncios se limitam aos chamados paraísos do sexo, como Marbella, Ibiza ou Palma de Mallorca. Os textos oferecem homens e mulheres brasileiros em todas as regiões. Desde cidades turísticas como Madri, Barcelona e Cadiz até zonas menos conhecidas para nós, como Murcia, Jerez, Coruña e Castellón.

A reportagem do G1 ligou para mais de 15 anúncios, mas só conseguiu falar diretamente com os gigolôs em duas chamadas. Na primeira, atendeu um brasileiro, jovem de Santa Catarina que vive em Marbella há quatro anos e não quis se identificar.

Segundo ele, é possível ganhar 10 mil euros com um cliente em poucas horas ou ficar algumas semanas sem fazer programa. No chalé onde ele trabalha, cobra 300 euros por hora, mas o catarinense atende também por anúncios de internet pela metade do preço. “Eu tenho boa aparência, olhos azuis, mas já vi gente cobrando 50 euros a hora”, conta.

Ele diz que seus amigos só conhecem seu emprego como segurança e que não tem nenhum cafetão explorando o que ganha. Por isso, não acredita que as vítimas encontradas na ação desta terça da polícia sejam obrigadas a se drogar. “Não conheço ninguém que seja forçado a usar cocaína e Viagra, mas todo mundo consome nesse nosso meio”, afirma.

A reportagem também conversou com um rapaz carioca de 30 anos que diz ter ido para a Espanha em busca de trabalho e acabou na prostituição depois do início da crise econômica. “Ganhamos bem, e quem usa drogas recebe mais dinheiro porque está ativo mais horas”, explica. “Todos sabem o que vão fazer aqui e para mandar dinheiro para a familia e se livrar das dívidas com os cafetões, precisam estar sempre prontos para um programa. É instinto de sobrevivencia”, completa.

Desarticulação

A polícia da Espanha desarticulou a primeira rede de tráfico de homens, a maioria provenientes do Brasil. Ao todo, 14 pesoas foram presas em diferentes províncias da Espanha, segundo comunicado da polícia divulgado nesta terça.

As investigações começaram em fevereiro. As prisões foram feitas em Palma de Mallorca, Madri, Barcelona, Alicante e León. Segundo a polícia, os homens “eram aliciados no Brasil e a organização dava uma ‘bolsa de viagem’ e passagem aérea que era comprado com cartões de crédito clonados”. Na maioria das ocasiões, os jovens chegavam a aeroportos de outros países, e só depois eram levados à Espanha.

As vítimas viajavam enganadas quanto às condições de trabalho e, sobretudo, quanto aos valores que teriam devolver à organização por conta de despesas de viagem.

No início, os jovens eram informados de que só deveriam custear a passagem, quando na realidade eram exigidas quantias que em algumas ocasiões superavam os quatro mil euros. Ao chegarem na Espanha, os brasileiros eram recebidos pelo líder da rede, que distribuía os homens em diferentes casa e ofereciam cocaína, poppers e viagra.

De acordo com o comunicado da polícia, a rede atraía clientes por meio de anúncios em jornais e páginas da internet, onde as fotos dos homens eram exibidas. Os jovens deviam entregar ao dono do apartamento ou ao encarregado 50% dos lucros, além de 200 euros pelo alojamento e manutenção.

Se os homens se negassem ou causavam algum tipo de problema, os responsáveis pela rede faziam ameaças, inclusive de morte.

Além de delitos contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, relativos à prostituição, contra os direitos dos trabalhadores e formação de quadrilha, os principais responsáveis estão acusados de fornecer drogas e outras substâncias ilegais, tanto a clientes quanto às vítimas.

Fonte G1

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Miguel Nicolelis: “Sinto-me decepcionado”

Publicado por Tulio em 31 agosto, 2010.

625543 Miguel Nicolelis: “Sinto me decepcionado”

Miguel Nicolelis é considerado um dos maiores pesquisadores do planeta na área de neurociências

O cientista brasileiro Miguel Nicolelis, de 49 anos, é considerado um dos maiores pesquisadores do planeta na área de neurociências e, por diversas vezes, lembrado para o Prêmio Nobel. Ele lidera pesquisas que podem, por exemplo, representar avanços históricos no tratamento do Mal de Parkinson e implantou em Natal um Instituto Internacional de Neurociências (IINN), que já captou investimentos superiores a R$ 100 milhões e que pretende ser a semente da futura “Cidade do Cérebro”, uma estrutura científica, cultural, econômica e social estimada em mais de R$ 1 bilhão. Não faltam, portanto, motivos para estímulo na carreira de Nicolelis. No entanto, ele revela uma decepção: desde a instalação do IINN, há sete anos, o Instituto nunca recebeu o apoio devido dos poderes públicos estadual e municipal, nem dos políticos potiguares em geral. O neurocientista que acredita que a força do pensamento pode superar as barreiras geográficas e, de certa forma, provou isso instalando um centro de conhecimento de ponta em um Estado pequeno como o Rio Grande do Norte, não esperava deparar com o obstáculo da “falta de visão”. Miguel Nicolelis esteve em Natal na última semana e concedeu entrevista exclusiva ao repórter Wagner Lopes, da TRIBUNA DO NORTE, na qual falou sobre o projeto, as novidades e, principalmente, as dificuldades enfrentadas pelo IINN.

Em junho foi assinada pela UFRN a ordem de serviço (R$ 32 milhões) para a obra dos dois primeiros prédios do futuro Campus do Cérebro, em Macaíba. Isso mostra um projeto já consolidado?

Sem dúvida. O Campus deve ser um dos maiores investimentos do Ministério da Educação no momento. Existe um interesse de todas as partes para que esteja concluído no próximo ano. Vamos ter um instituto de pesquisas e uma escola de ensino regular funcionando nesses prédios.

E o que os governos locais podem fazer para contribuir?

Acho que precisa de quase tudo. Esse é hoje o maior projeto científico do Brasil. Com certeza o de maior repercussão fora do país, tanto que conseguimos doações inéditas. Ainda tenho por mim que nem o estado, nem o município têm ideia de que esse projeto pode ser um agente transformador da economia local.

Há problemas?

Algo que podemos mencionar é que há sete anos a sede do instituto funciona nessa rua de terra (Francisco Luciano, em Candelária, próximo à empresa Via Sul). Entra prefeito, sai prefeito, nos prometem o asfalto, e nada muda. Recebemos gente do mundo inteiro, ganhadores do Prêmio Nobel, embaixadores de outros países, e a rua continua deste jeito. O que as pessoas pensam quando vêm a Natal, com todos os problemas que a cidade tem, e veem uma iniciativa desse tamanho em um rua de terra? As pessoas dos Estados Unidos, da Europa, do Japão, visitam esses prédios e ficam maravilhadas. E a primeira pergunta que fazem é como é que o governo local não asfalta nem a rua.

E quando se fala em turismo na cidade deveria se pensar também nesse público selecionado?

Esse turismo atual não traz dinheiro nenhum. Vejo esses ônibus de turismo andando por Natal, fazendo “city tour”, deixando migalhas na cidade e às vezes deixando problemas seríssimos, que nem vale a pena citar, enquanto a gente tenta criar uma economia de conhecimento que pode trazer bilhões de reais ao longo do tempo. E tudo é difícil, tudo é uma dificuldade. As pessoas falam, nos tratam muito bem, sou muito bem recebido, mas do ponto de vista operacional, se isso fosse feito no estado de São Paulo, em outro estado, outro país… Essas demandas são mínimas e não estamos pedindo nada de outro mundo. São 200 metros de asfalto. A RN que chegava no instituto lá em Macaíba foi recuperada, mas não tinha mais condições de passar automóveis. Havia risco de mortes devido às crateras. Eu mesmo perdi dois pneus do carro nas idas até lá. Mas aqui na frente do instituto, aqui em Natal, eu categorizaria como uma vergonha. O município também nos pediu um projeto para outra escola aqui em Natal (o IINN já conta com uma na Cidade da Esperança). Fizemos o projeto e nunca tivemos resposta. Então me pergunto se as pessoas não percebem a importância disso. Acho que depois de sete anos não há muitas dúvidas de que somos sérios.

Se não fosse o benefício social proporcionado à população, o senhor já falaria em arrependimento por instalar o Instituto em Natal?

Olha, não digo arrependimento porque a população de Natal tem sido muito carinhosa e nossos mil alunos, mais os quinhentos da nova escola, mais os 1.200 da escola de tempo integral, nos mantêm estimulados, a todos nós que trabalhamos. Somos mais de 100 pessoas que vieram do Brasil inteiro para cá, mas nunca imaginei o grau de desinteresse que a gente encontraria do poder público.

Decepção talvez?

Diria que em quase oito anos, que a gente completa em março, com exceção da UFRN e da nova administração e, pontualmente, da administração passada de Macaíba, realmente me sinto decepcionado com o poder público e a classe política local.

Falta entendimento da importância do projeto ou falta interesse em apoiá-lo?

É uma ótima pergunta. Esse é um projeto que já é o maior investimento, não tem nada feito no Rio Grande do Norte, do ponto de vista tecnológico, com um grau de investimento desse montante. Só o MEC, que é uma fração do projeto, já investiu R$ 42 milhões e tem a perspectiva de dobrar esse investimento. Os investimentos todos que estamos trazendo para Natal não têm nada igual no Estado. Ouso dizer que, com a exceção da Petrobras, não tem nenhuma outra iniciativa capaz de transformar a economia do estado de uma economia primaria, de um turismo com baixo valor agregado, uma economia agrária, em uma economia baseada em conhecimento e tecnologia, que transformaria completamente o perfil do Rio Grande do Norte. Sendo que o experimento educacional que promovemos já é reconhecido pelo MEC como uma grande iniciativa. Inauguramos agora uma escola na Bahia e, de cara, tivemos um investimento alto do governo de lá. Então fico pensando, poxa, a gente focou aqui, criou o instituto aqui, trouxe tudo para cá, e tem outros estados dispostos a levar a gente para lá, oferecendo tudo que a gente não tem aqui. A escola em Serrinha (BA) é maravilhosa. O governador da Bahia veio aqui, nos recebeu lá. Aceitou o nosso projeto, que era de R$ 5 milhões. Nunca tivemos nada parecido aqui. Fico imaginando: será que os governantes não pensam em como criar empregos de valor agregado, educar o povo?

Natal e o Rio Grande do Norte podem perder muitas estruturas que poderiam ser erguidas aqui e vão sendo atraídas por outros Estados?

Sim. A gente não vai desistir nunca, mas às vezes dá um desânimo. Não pelo que a gente faz, porque o que está sendo feito é maravilhoso, as crianças, nossos cientistas, as mulheres que recebemos em nosso centro de saúde. E Natal com tantos problemas de saúde e a gente com um centro tão moderno e não conseguimos parcerias.

E hoje o senhor vê alguma forma de convencimento dos políticos em relação à importância do Instituto ou de mostrar o que é o IINN?

O mundo inteiro sabe o que é. Todas as revistas mundiais, os órgãos de imprensa mundiais sabem. A inauguração da escola em Serrinha foi matéria de capa da Folha de São Paulo, maior jornal do país. Vira e mexe o projeto está sendo mostrado nas TVs daqui e de fora do Brasil. Tenho falado sobre o projeto e, onde chego, as pessoas já me perguntam sobre o Instituto de Natal. E não estou falando em qualquer lugar, falo na Academia Francesa de Ciências, na Universidade de Harvard, onde fui convidado só a falar sobre o instituto, que é um experimento que até os americanos estão interessados em entender o que está acontecendo aqui. Sinto uma total e completa falta de visão de futuro. Não tenho nenhuma filiação partidária, então posso falar que os políticos brasileiros, pelo menos os que vejo atuar aqui, têm uma visão muito provinciana, imediatista, de assistencialismo, em função de problemas que aparecem agudamente e ninguém pensa que vamos ter filhos, netos e eles vão precisar de empregos e de uma qualidade de vida melhor que a nossa.

Se o senhor não vê isso de parte do poder público, há alguma esperança em relação à iniciativa privada?

Bom, até agora a iniciativa privada do Estado também, com exceção de pequenas e pontuais parcerias, que começam, mas não tem continuidade… O único lugar do Brasil que não consegui estabelecer parcerias privadas de longo prazo foi no estado do Rio Grande do Norte.

E certamente a “Cidade do Cérebro” é uma oportunidade econômica relevante?

Isso. A ideia, além dos primeiros prédios, é termos outras iniciativas educacionais, culturais, científicas. E o último passo é construir um parque tecnológico e científico, a “Cidade do Cérebro”, alavancada no Campus do Cérebro. Estamos falando de um investimento de uma magnitude, falando de forma conservadora, da ordem de R$ 1 bilhão, entre nossos projetos e das empresas de fora do Brasil que estão dispostas a investir. Só que a gente às vezes traz contato do exterior e as pessoas não conseguem falar com ninguém aqui. Ou elas falam e não tem interlocutor no poder público. Continuo me perguntando: o que teria acontecido se tivéssemos levado esse projeto para o interior de São Paulo, ou para Salvador, ou para Belo Horizonte, ou Porto Alegre? Como a gente estaria sendo tratado? Como os governantes locais estariam vendo um projeto que já captou, com todos os investimentos, mais de R$ 100 milhões, chegando a quase R$ 125 milhões e com a perspectiva de atingir alguns bilhões de reais em toda sua vida?

Tivemos aqui, recentemente, a instalação do Instituto Internacional de Física…

O Instituto de Física é um grande exemplo. Do ponto de vista acadêmico é uma enorme conquista para a região. Agora, é um instituto que não tem uma visão social, nem uma perspectiva de transformação econômica. De repente, não tem comparação. E uma das razões que o Instituto de Física veio para cá foi porque teve a noção, a informação, de que nós tínhamos vindo para cá e, por essa razão, se sentiu que havia condições de se estabelecer aqui. Mas o desbravador da porteira foi a gente. E a gente fica sabendo, por exemplo, que existe a possibilidade de se ter um curtume lá perto do Campus do Cérebro. Essa notícia está se espalhando e, se for verdade, é um atentado à lógica. Imagina a gente trazendo gente do mundo inteiro e alguém quer colocar um matadouro de boi do lado de nosso instituto, com urubu em volta, carcaça de animais. É pior que a rua de barro. Na rua de barro você pelo menos passa de trator. De onde saem essas ideias? Acho que nosso instituto não só trouxe um salto acadêmico e contribui, por exemplo, com o trabalho desenvolvido pelo professor Ivonildo (Rego) na UFRN, o MEC se dispôs a fazer investimentos que não tinha feito, a fazenda de Jundiaí que não utilizava seu potencial se transformou em um polo de investimentos. Temos um projeto educacional que pretende trabalhar as crianças desde o pré-natal até a pós-graduação, de maneira a preparar essas gerações do estado a serem líderes e atuarem na “Cidade do Cérebro”.

Então o senhor não esperava essas barreiras políticas?

No fundo não acha que sejam barreiras políticas. O presidente entende o projeto, o ministro da Ciência, da Educação, o da Saúde. Os políticos que têm uma visão ampla do Brasil são os maiores apoiadores do projeto. Me contaram na Harvard que sempre que o presidente fala sobre projetos científicos, menciona o instituto, o que é uma honra muito grande. Ele veio aqui, viu as crianças, viu o que a gente está tentando fazer. Então não acredito que seja a falta de um diálogo político, acho que é falta de visão mesmo, de imaginar que a política moderna não é provinciana, é globalizada. É só andar na praia de Ponta Negra, ou pelo interior do estado, que você percebe que, ou as economias locais se inserem no mundo globalizado com aquilo que melhor temos a oferecer, que no caso brasileiro é o talento humano, ou a gente fica pra trás, só com as migalhas do sistema econômico e financeiro. A ciência, a tecnologia e o conhecimento é uma indústria que o Brasil ainda não expandiu, Pôr turista em ônibus para passear pela Via Costeira é migalha. Esse estado, esse povo, essa região, essa cultura, merecem muito mais.

E com relação às pesquisas, como andam os estudos?

As pesquisas continuam e temos resultados maravilhosos. Temos um cronograma na pesquisa de Parkison e resultados preliminares que confirmam nossos estudos do ano passado, em saguis. Temos de acabar, repetir, ter certeza absoluta.

E quando começam os testes em humanos?

Se for repetido em todos os animais o mesmo resultado que tivemos no começo, e que foi o mesmo obtido em roedores, no início do próximo ano estaremos levando isso para a prática clínica. Seria um processo extremamente rápido, em dois anos de um estudo de roedores passando para o teste clínico e graças à comprovação que foi feita aqui (em Natal).

E como está a vinda do supercomputador para Natal?

Há problemas de importação de equipamentos de grande porte, mas estamos solucionando os problemas e fazendo o que tem de ser feito, porque aqui leva mais tempo que em qualquer lugar do mundo.

E isso já representa algum atraso no cronograma que haviam montado?

Não, já tínhamos previstos os trâmites burocráticos e agora é só um questão de preencher toda a papelada. É uma máquina enorme, de umas seis toneladas e de vários milhões de dólares. É um computador doado pelo governo suíço que já tem três anos, mas é uma máquina única.

E qual a previsão agora?

Algum momento deste segundo semestre.

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0003 300x225 Espanha desarma rede de exploração sexual de homens saídos do Brasil

Imagem divulgada pela Polícia Nacional da Espanha mostra a rede de exploração sexual de homens descoberta no país

A polícia da Espanha desarticulou a primeira rede de tráfico de homens, a maioria provenientes do Brasil. Segundo comunidado da polícia, os brasileiros recebiam cocaína, popper (uma droga para estimulação sexual) e viagra “para se prostituírem 24 horas por dia”. Ao todo, 14 pesoas foram presas em diferentes províncias da Espanha, segundo comunicado da polícia divulgado nesta terça-feira (31).

As investigações começaram em fevereiro. As prisões foram feitas em Palma de Mallorca, Madri, Barcelona, Alicante e León. Segundo a polícia, os homens “eram aliciados no Brasil e a organização dava uma ‘bolsa de viagem’ e passagem aérea que era comprado com cartões de crédito clonados. Na maioria das ocasiões, os jovens chegavam a aeroportos de outros países, e só depois eram levados à Espanha.

As vítimas viajavam enganadas quanto às condições de trabalho e, sobretudo, quanto aos valores que teriam devolver à organização por conta de despesas de viagem.

No início, os jovens eram informados de que só deveriam custear a passagem, quando na realidade eram exigidas quantias que em algumas ocasiões superavam os quatro mil euros. Ao chegarem na Espanha, os brasileiros eram recebidos pelo líder da rede, que distribuía os homens em diferentes casa e ofereciam cocaína, popper e viagra.

De acordo com o comunicado da polícia, a rede atraía clientes por meio de anúncios em jornais e páginas da internet, onde as fotos dos homens eram exibidas.

Os jovens deviam entregar ao dono do apartamento ou ao encarregado 50% dos lucros, além de 200 euros pelo alojamento e manutenção.

Se os homens se negassem ou causavam algum tipo de problema, os responsáveis pela rede faziam ameaças, inclusive de morte.

Além de delitos contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, relativos à prostituição, contra os direitos dos trabalhadores e formação de quadrilha, os principais responsáveis estão acusados de fornecer drogas e outras substâncias ilegais, tanto a clientes quanto às vítimas.

Fonte: France Presse e Efe

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praca sao francisco Praça de Sergipe é eleita patrimônio da humanidade pela Unesco

Praça São Francisco é o 18º local brasileiro a ser incluído em lista da entidade

(Foto: Divulgação)

A praça São Francisco, localizada na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, foi eleita patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão, foi tomada em reunião do comitê de patrimônio mundial da humanidade da Unesco, que acontece em Brasília (DF) desde o dia 26 de julho

A candidatura da praça para o posto foi aceita pela entidade em março de 2007. Desde então, foram analisadas as potencialidades do local e suas condições para figurar entre os patrimônios da humanidade.

A praça foi construída há mais de quatrocentos anos no município de São Cristóvão, que foi a primeira capital do estado de Sergipe. O local apresenta influências portuguesas e espanholas. Prédios como o palácio do período colonial e o convento de São Francisco continuam com praticamente a mesma feição de quando foram construídos. O local é palco de manifestações folclóricas e artísticas na cidade.

Segundo o Ministério da Cultura, a praça São Francisco é a 18ª localidade brasileira a figurar entre os patrimônios mundiais da Unesco.

Fonte G1

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consumo Economia individual de energia tem grande impacto sobre
meioambiente

Desligar as luzes, diminuir o tempo que a TV fica ligada e usar ciclos mais curtos na lavadora de roupas tem um impacto muito maior na redução das emissões de dióxido de carbono do que se pensava, segundo um novo estudo realizado por cientistas do Imperial College London, na Grã-Bretanha.

O estudo mostra que o valor usado pelas autoridades governamentais para estimar a quantidade de dióxido de carbono economizada pela redução do consumo de eletricidade pelas famílias é até 60 por cento muito baixo do que é na realidade.

Emissões das usinas elétricas

As usinas elétricas que fornecem eletricidade têm taxas variadas de emissão de dióxido de carbono, dependendo do combustível que usam: as que queimam combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) têm emissões maiores do que aquelas movidas por energia nuclear ou eólica.

O Dr. Adam Hawkes, autor do novo estudo, afirma que os governos devem acompanhar a evolução das taxas de emissão de carbono pelas centrais elétricas para garantir que as decisões políticas para reduzir as emissões sejam baseadas em indícios científicos sólidos.

Outro dado importante, segundo ele, é que apenas as usinas movidas a combustíveis fósseis são capazes de responder instantaneamente às mudanças na demanda de energia elétrica.

Excluir as centrais com taxas baixas de emissões de carbono, como a eólica e as centrais nucleares, e centrar a atenção sobre aquelas que lidam com a flutuação da demanda, segundo ele, resulta em um dado de emissão mais preciso.

Importância da economia individual de energia

O Dr. Hawkes estimou em 0,43 kg a emissão de dióxido de carbono por quilowatt/hora de eletricidade consumida. Este número é 60 por cento menor do que as taxas oficiais calculadas entre 2002 e 2009, que alcançam 0,69 kg de dióxido de carbono por quilowatt/hora.

Isto significa, segundo o pesquisador, que as políticas estão subestimando o impacto gerado pela redução individual no uso da eletricidade.

Apesar de que a maioria dos governos incentive a economia de energia e a adoção de eletrodomésticos mais econômicos, o dado mostraria que as medidas estão calculando resultados muito aquém do que aqueles que serão efetivamente obtidos – provavelmente inibindo a adoção de políticas mais agressivas.

“Contudo, isto também atua no sentido inverso: um pequeno aumento na quantidade de eletricidade que usamos pode significar um aumento nas emissões muito maior do que pensávamos, então precisamos ter certeza de que estamos fazendo tudo o que podemos para reduzir a uso de eletricidade,” conclui o Dr. Hawkes.

Fonte: Inovação Tecnológica

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Conheça os sutiãs mais bizarros do mundo

Publicado por Tulio em 26 agosto, 2010.

A artista Laura Ann Jacobs criou uma série de sutiãs inusitados. Ela produziu cem peças, que incluem também corpetes e sapatos, em diferentes formatos. Um dos sutiãs criados pela artista é inspirado em caranguejo, enquanto um corpete traz “caracóis” no lugar dos bojos. Os itens foram colocados à venda no Reino Unido, segundo a agência “Barcroft Media”.

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Sutiã foi inspirado em um caranguejo.

 (Foto: Laura Ann Jacobs/Barcroft Media/Getty Images)

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Peça curiosa criada pela artista Laura Ann Jacobs.

 (Foto: Laura Ann Jacobs/Barcroft Media/Getty Images)

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Corpete traz espécie de ‘caracóis’ no lugar dos bojos.

 (Foto: Laura Ann Jacobs/Barcroft Media/Getty Images)

Fonte G1

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0grande pp1 Medo de intervenção na Amazônia é paranoia, dizem americanos

Reportagem do jornal ‘New York Times’ questiona a

posse brasileira da Amazônia e gera discussões

sobre possibilidade de intervenção internacional

(Foto: Reprodução/New York Times)

Quando visitou o Brasil em 2003, no início da invasão do Iraque, o advogado americano Mark London ficou chocado com faixas que viu penduradas pela capital do país. O pesquisador estudava a Amazônia brasileira havia décadas, era autor de um livro pioneiro sobre o assunto nos Estados Unidos, e se viu diante de frases que alegavam que, depois do Iraque, o alvo dos americanos seria o Brasil, por conta da floresta e das suas reservas de água, o que achou absurdo.

A experiência dele é comum entre quase todos os estudiosos norte-americanos que se debruçaram sobre a importância da região amazônica para o Brasil para o mundo. Mais de dez pesquisadores brasilianistas e de geopolítica que estudam a Amazônia sob a ótica americana e constatou que eles sempre dizem se ver diante do que consideram uma desconfiança excessiva e desnecessária, fruto do que acham ser “paranoia” dos brasileiros.

Na opinião de London, há uma desconexão entre o que os brasileiros acham que é a opinião americana sobre a Amazônia e a realidade dos que os EUA pensam sobre a região. “A paranoia é real. Isso é completamente sem sentido. Não há nenhuma sugestão de que vamos invadir, ocupar, intervir de nenhuma forma. Temos problemas suficientes intervindo em países inimigos, porque criaríamos um problema com nossos amigos? Não há razões para intervir na Amazônia tanto quanto não há de intervir em Paris, na França”, disse London.. Advogado, London é co-autor dos livros “Amazon”, publicado em 1985, e “A última floresta” (Ed. Martins), em que o tema foi atualizado em 2007.

Essa interpretação de que os brasileiros se preocupam demais é compartilhada por pesquisadores mais conservadores, como o diretor do Instituto Stratfor, George Friedman, e por acadêmicos de esquerda, como a professora Barbara Weinstein, da New York University. Segundo os pesquisadores, não existem planos norte-americanos para uma invasão da Amazônia. A ideia de uma intervenção direta no território brasileiro é tratada como irreal até mesmo pelo discurso oficial do governo dos Estados Unidos, ignorada pela grande mídia e vista como impossível, obra de ficção ou até paranoia de pessoas que acreditam em “teorias da conspiração”, segundo pesquisadores tanto da região quanto das relações entre os dois países envolvidos na questão.

“Isso é absurdo”, disse, rindo, a professora Weinstein, da NYU. “Eu mesma sou muito crítica em relação aos Estados Unidos, mas acho que essa preocupação não é nada real.” Weinstein é uma das pesquisadoras mais prolíficas da história do Brasil nos Estados Unidos. Ligada desde 2007 à NYU, ela já passou períodos em Yale e Princeton, e escreveu livros que tratam da questão ambiental da Amazônia, da história da exploração de borracha no norte do pais, da formação da classe trabalhadora no Brasil, e atualmente pesquisa as questões de regionalismo, com a predominância de São Paulo sobre o resto do país. Ela é autora, entre outras obras e artigos, de “(Re)formação da Classe Trabalhadora no Brasil, 1920-1964″ (Editora Cortez) e “A Borracha na Amazônia: Expansão e Decadência, 1850-1920″ (EDUSP).

“Eu mesma sou muito crítica em relação aos Estados Unidos, mas acho que essa preocupação não é nada real”

Barbara Weinstein, historiadora

Segundo ela, a região em que fica a maior floresta tropical do mundo é reconhecida como território brasileiro, e muitas vezes confundida com a totalidade do país, sendo uma das primeiras imagens evocadas ao se pensar na ideia de Brasil. Além disso, é o governo brasileiro que é cobrado pela forma como trata a Amazônia, seja por questões ambientais ou geopolíticas. O discurso mais comum nos Estados Unidos é de admiração pela vastidão da floresta, de mistério envolvendo sua imensidão, mas de distância, não de intervenção.

De acordo com Nikolas Kozloff, autor de um dos estudos mais recentes publicados nos Estados Unidos sobre a Amazônia, a ideia de que pode haver uma intervenção americana na Amazônia brasileira é o tipo de teoria conspiratória em que só brasileiros acreditam. “Falei com muitas pessoas de diferentes vertentes políticas, de direita e esquerda, e jamais ouvi ninguém defender este tipo de coisa, nem falar sobre o assunto”, disse ao G1. Ele pessoalmente está mais ligado à esquerda, e diz que não existe nenhum tipo de ameaça como esta temida pelos brasileiros.

Kozloff publicou em abril seu terceiro livro sobre a América Latina: “No Rain in the Amazon: how south america’s clime change affects the entire planet” (Sem chuva na amazônia: como a mudança climática na América do Sul afeta o planeta inteiro), lançado depois de escrever sobre a trajetória de Hugo Chávez e, em seguida, sobre a “onda rosa” de governos de esquerda na América Latina.

Não há possibilidade de uma intervenção americana no Brasil, mas a America Latina adora a fantasia da ação direta dos Estados Unidos, pois isso sempre serviu para explicar os fracassos do continente. Os Estados Unidos sempre foram os vilões.”

George Friedman, especialista em geopolítica

A interpretação de que questões relacionadas à Amazônia e ao ambiente podem motivar conflitos é exagerada segundo o especialista em geopolítica George Friedman, fundador e diretor da Stratfor, empresa privada de inteligência e previsão em geopolítica global e economia. Ele é autor de quatro livros sobre estes temas, e é reconhecido como especialista em segurança nacional norte-americana e inteligência de guerra. Apontado como conservador e mais ligado à direita, Friedman escreveu “Os próximos 100 anos”, livro publicado em 2009 e que se tornou um dos mais vendidos na lista do “New York Times”, em que usa uma análise detalhada da história do mundo para fazer uma previsão do futuro.

“Não há possibilidade de uma intervenção americana no Brasil, mas a America Latina adora a fantasia da ação direta dos Estados Unidos, pois isso sempre serviu para explicar os fracassos do continente. Os Estados Unidos sempre foram os vilões. Em muitos casos, o país nem foi tão influente, mas foi visto desta forma. A ideia de que o governo dos Estados Unidos está pensando em intervir no Brasil é irracional. Os brasileiros pensam nisso, não os americanos”, disse, em entrevista ao G1. A justificativa de Friedman é de que a Amazônia é uma responsabilidade do Brasil e não cabe aos Estados Unidos se envolverem nem mesmo na proteção ambiental da região.

Na mídia

Mesmo com a negativa veemente de pesquisadores em relação ao risco de intervenção internacional no território brasileiro, há outros fatores que geram preocupação no Brasil e que criam nos Estados Unidos uma impressão de que os brasileiros são paranóicos com a Amazônia. Para muitos americanos, além de não darem conta totalmente de controlar a região, querem evitar de qualquer forma que esta seja a impressão americana.

De quem é esta floresta tropical, afinal?”

‘The New York Times’

Um exemplo disso foi um texto de 2008 no “New York Times”, o jornal mais relevante dos Estados Unidos, que usava como gancho a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, uma semana antes, para discutir a preocupação brasileira com a posse da Amazônia. O título da reportagem, “Whose Rain Forest is this, Anyway?”, algo que pode ser traduzido livremente para “De quem é esta floresta tropical, afinal?” tem uma carga de “ameaça” muito mais forte de que o resto do texto. Por mais que tenha alguns juízos de valor e algumas informações vagas, a reportagem aparenta ser respeitosa e correta. O G1 entrou em contato com o correspondente, mas ele respondeu que não poderia dar a opinião dele por não ter autorização do “Times” para dar entrevistas a respeito da visão editorial que tem do Brasil.

O início da reportagem alega que o Brasil passou sua história “olhando nervosamente” para os mapas do território pouco habitado da Amazônia, e que por isso a colonização desse espaço foi uma prioridade dos anos 1960 e 70, como questão de segurança nacional. O texto passa então a comentar casos em que a propriedade da Amazônia supostamente haviam sido questionados publicamente, que “reacendem velhas atitudes de protecionismo territorial e vigilância contra invasores externos”, diz. Segundo ele, “muitos” tratam as estratégias do governo para a região como “paranoica”.

O governo brasileiro divulgou uma resposta oficial ao artigo do “New York Times” uma semana depois da sua publicação, e em discurso oficial do presidente Lula. “O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono, e o dono é o povo brasileiro. São seringueiros, pescadores e nós que somos brasileiros”, disse Lula na abertura do 20º Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro .

Preocupação saudável

Por mais que haja a visão norte-americana de que os brasileiros são paranoicos, nem todos os pesquisadores acham exagerada a preocupação do país com a proteção do seu território na Amazônia. Colin MacLachlan, especialista no Brasil formado na Universidade da Califórnia em Los Angeles, faz referência ao assunto. MacLachlan alega que a preocupação brasileira em ter respeito internacional não é exagerada por conta da gigantesca proporção do território e do enorme trabalho para garantir a soberania sobre ele. A afirmação faz parte do livro “A History of Modern Brazil: The Past Against the Future” (Uma história do Brasil moderno: O passado contra o futuro), lançado em 2003. O combate ao tráfico de drogas na Colômbia, diz o livro, com ajuda norte-americana, coloca em risco o território brasileiro, para onde poderiam fugir os produtores que ficam na fronteira norte do país. Isso levaria a guerrilha para o território brasileiro e deixaria ainda mais clara a noção de fraqueza no controle da região.

“A fronteira por terra do Brasil tem 16.503 km e passa por todos os países sul-americanos exceto Chile e Equador. A fronteira amazônica (11 mil km) parece a mais vulnerável. Pouco populosa e fracamente ligada ao sul, a região historicamente se definiu de forma diferente do resto do Brasil pela comunidade internacional. Seu impacto exótico nos primeiros exploradores europeus nunca desapareceu”, diz. Segundo ele, mudanças nas definições do que constitui motivo para guerra ou intervenção na era pós Guerra Fria tornou difícil medir a reação internacional. Ações e situação que anteriormente poderiam ser consideradas questões internas agora têm potencial de se transformar em problemas transnacionais.

Nas circunstâncias atuais, concordo que é impossível uma intervenção na Amazônia. Mas não podemos prever o futuro e não sabemos como o mundo vai reagir em caso de um problema mais serio na região no futuro.”

Daniel Zirker, cientista político

Um pesquisador americano que defende o direito brasileiro de se preparar para evitar qualquer tipo de problema em relação à soberania da Amazônia é Daniel Zirker, diretor da faculdade de Artes e Ciências Sociais e professor de Ciência Política da Universidade de Waikato, na Nova Zelândia, Daniel Zirker serviu no Corpo de Paz dos Estados Unidos no Nordeste do Brasil no início dos anos 1970. Ele concedeu entrevista por telefone, desde a Nova Zelândia. Segundo ele, não é possível prever uma ação dos EUA no Brasil, não há motivos para isso, mas os brasileiros, especialmente entre os militares, têm razões para se sentirem ameaçados.

Após atuar como diretor de estudos ambientais da universidade Estadual de Montana, entre 2002 e 2003, e como presidente do comitê de pesquisas sobre as forças armadas da Associação de Ciência Política Internacional, Zirker se consolidou como um dos mais importantes pesquisadores das relações político militares entre Brasil e Estados Unidos, levando em consideração especialmente a questão da soberania brasileira da Amazônia e os riscos de uma intervenção internacional na floresta. “Nas circunstâncias atuais, concordo que é impossível uma intervenção na Amazônia. Mas não podemos prever o futuro e não sabemos como o mundo vai reagir em caso de um problema mais serio na região no futuro. Hoje não vejo nenhuma razão para os EUA invadirem uma área da Amazônia. Ao mesmo tempo, muitos europeus e americanos declararam sua preocupação que a Amazônia seja cuidada”.

Fonte G1

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