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Rio disputa título de destino mais sexy do mundo

Publicado por Tulio em 1 setembro, 2010.

 

Beijo em Ipanema1 Rio disputa título de destino mais sexy do mundo

Cariocas aproveitam um domingo de sol em Ipanema, na Zona Sul do Rio

Um ano após ser eleito o melhor destino gay do planeta, o Rio volta a participar de um concurso, entre as principais cidades do mundo. Agora a cidade concorre na categoria “destino mais sexy”. A disputa será contra Barcelona (Espanha), Tel Aviv (Israel) e as cidades americanas Key West (Flórida), Las Vegas (Nevada) e Palm Springs (California). A cidade eleita como mais sexy em 2009 foi Paris.

A votação é livre pela internet no site do concurso, que é organizado pelo TripOutGayTravel.com, em parceria com o Logo, canal voltado para o público LGBT, os mesmos do concurso de 2009, que elegeu a cidade como melhor destino gay.

Na disputa por melhor destino gay do planeta, o Rio superou os concorrentes Barcelona, Buenos Aires, Londres, Montreal e Sydney.

“Com mais essa indicação, o Rio vai se firmando como um destino gay friendly de ponta. Trata-se de um mercado importante e que se identifica com a natureza da cidade, que é festiva, mas também acolhedora e hospitaleira. Aqui, as mais diversas tribos convivem em harmonia, o que comprova nosso imenso potencial para atender a este segmento. Vamos continuar investindo nesse mercado, que movimenta bilhões de dólares anualmente com viagens”, comemorou o secretário de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello.

Outra brasileira na disputa é a boate The Week do Rio e de São Paulo, que concorre como melhor bar gay. Em 2009, a The Week concorreu, mas somente com a filial paulista, mas o prêmio ficou com a The Abbey, em Hollywood.

Fonte G1

 

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Por Dentro do Cérebro…

Publicado por Tulio em 29 agosto, 2010.

cerebro Por Dentro do Cérebro...

O neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho conta os avanços nos tratamentos de doenças como o mal de Parkinson, e como evitar aneurisma e perda de memória.

E projeta, ainda, o futuro próximo, quando boa parte do sistema neurológico estará sob controle do homem.

Chegar à casa do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, no alto da Gávea, no Rio de Jane iro, é uma emoção. A começar pela vista deslumbrante da cidade, passando pelos macacos que passeiam pelos galhos até avistar as orquídeas que caem em pencas das árvores, colorindo todo o jardim.

Cada uma dessas flores foi presente de um paciente do médico, que sua mulher, Isabel, replantou na parte externa da casa.

Ou seja: a competência desse médico, com 33 anos de profissão, que dedica sua vida à medicina com a paixão de um garoto, pode ser contada em flores. E são muitas.

Filho do lendário neurocirurgião Paulo Niemeyer, pioneiro da microneurocirurgia no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer, Paulo escolheu a medicina ainda adolescente.

Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Jane iro (UFRJ).

Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres.

De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina.

Ao todo, sua formação levou 20 anos de empenho absoluto. Mas a recompensa foi à altura. Apaixonado por seu ofício, Paulo chefia hoje os serviços de neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Jane iro e da Clínica São Vicente, onde atende e opera de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas no curso de pós-graduação em neurocirurgia da PUC-Rio.

Por suas mãos já passaram o músico Herbert Vianna – de quem cuidou em 2001, depois do acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral do Rio -, o ator e diretor Paulo José, a atriz Malu Mader e, mais recentemente, o diretor de televisão Estevão Ciavatta – marido da atriz Regina Casé que, depois de um tombo do cavalo, recupera-se plenamente -, além de centenas de outros pacientes, muitos deles representados pelas belas flores que enchem de vida o seu jardim.

 PODER: Seu pai também era neurocirurgião. Ele o influenciou?

PAULO NIEMEYER: Certamente. Acho que queria ser igual a ele, que era o meu ídolo.

PODER: Seu pai trabalhou até os 90 anos. A idade não é um complicador para um neurocirurgião? Ela não tira a destreza das mãos, numa área em que isso é crucial?

PN: A neurocirurgia é muito mais estratégia do que habilidade manual. Cada caso tem um planejamento específico e isso já é a metade do resultado. Você tem de ser um estrategista..

PODER: O que é essa inovação tecnológica que as pessoas estão chamando de marcapasso do cérebro?

PN: Tem uma área nova na neurocirurgia chamada neuromodulação, o que popularmente se chama de marcapasso, mas que nós chamamos de estimulação cerebral profunda. O estimulador fica embaixo da pele e são colocados eletrodos no cérebro, para estimular ou inibir o funcionamento de alguma área. Isso começou a ser utilizado para os pacientes de Parkinson. Quando a pessoa tem um tremor que não controla, você bota um eletrodo no ponto que o está provocando, inibe essa área e o tremor pára. Esse procedimento está sendo ampliado para outras doenças. Daqui a um ou dois anos, distúrbios alimentares como obesidade mórbida e anorexia nervosa vão ser tratados com um estimulador cerebral. Porque não são doenças do estômago, e sim da cabeça.

PODER: O que se conhece do cérebro humano?

PN: Hoje você tem os exames de ressonância magnética, em que consegue ver a ativação das áreas cerebrais, e cada vez mais o cérebro vem sendo desvendado.

Ainda há muito o que descobrir, mas, com essas técnicas de estimulação, você vai entendendo cada vez mais o funcionamento dessas áreas. O que ainda é um mistério é o psiquismo, que é muito mais complexo. Por quê um clone jamais será igual ao original?

Geneticamente será a mesma coisa, mas o comportamento depende muito da influência do meio e de outras causas que a gente nunca vai desvendar totalmente.

PODER: Existe uma discussão entre psicanalistas e psiquiatras, na qual os primeiros apostam na melhora por meio da investigação da subjetividade, e os últimos acreditam que boa parte dos problemas psíquicos se resolve com remédios. Qual é sua opinião?

PN: Há casos de depressão que são causados por tumores cerebrais: você opera e o doente fica bem. Há casos de depressão que são causados por deficiência química: você repõe a química que está faltando e a pessoa fica bem. Numa época em que se fazia psicocirurgia existiam doentes que ficavam trancados num quarto escuro e, quando faziam a cirurgia, se livravam da depressão e nunca mais tomavam remédio. E há os casos que são puramente psíquicos, emocionais, que não têm nenhuma indicação de tomar remédio.

PODER: Já existe alguma evolução na neurologia por causa das células-tronco?

PN: Muito pouco. O que acontece com as células-tronco é que você não sabe ainda como controlar. Por exemplo: o paciente tem um déficit motor, uma paralisia, então você injeta lá uma célula-tronco, mas não consegue ter certeza de que ela vai se transformar numa célula que faz o movimento. Ela pode se transformar em outra coisa, você não tem o controle ainda.

PODER: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar melhor?

PN: Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma. Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral.

Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma seqüela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes de ele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso o que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha, não é?

PODER: Você não vê contraindicações na manipulação dos processos naturais da vida?

PN: O que é perigoso nesse progresso todo é que, assim como vai criar novas soluções, ele também trará novos problemas. Com a genética, por exemplo, você vai fazer um exame de sangue e o resultado vai dizer que você tem 70% de chance de ter um câncer de mama. Mas 70% não querem dizer que você vai ter, até porque aquilo é uma tendência. Desenvolver depende do meio em que você vive, se fuma, de muitos outros fatores que interferem. Isso vai criar um certo pânico. E, além do mais, pode criar problemas, como a companhia de seguros exigir um exame genético para saber as suas tendências. Nós vamos ter problemas daqui para a frente que serão éticos, morais, comportamentais, relacionados a esse conhecimento que vem por aí, e eu acho que vai ser um período muito rico de debates.

PODER: Você acredita em que, na hora em que as pessoas puderem decidir geneticamente a sua hereditariedade e todo mundo tiver filhos fortes e lindos, os valores da sociedade vão se inverter e, em vez do belo, as qualidades serão se a pessoa é inteligente, se é culta, o que pensa?

PN: Mas aí você vai poder escolher isso também. Esse vai ser o problema: todo mundo vai ser inteligente. Isso vai tirar um pouco do romantismo e da graça da vida. Pelo menos diante do que a gente está acostumado. Acho que a vida vai ficar um pouco dura demais, sob certos aspectos. Mas, por outro lado, vai trazer curas e conforto.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

PODER: Paciente famoso dá mais trabalho?

PN: A revista New England Journal of Medicine publicou um artigo sobre as complicações do tratamento vip, mostrando que o perigoso nesse tipo de tratamento é que você muda a sua rotina. Eles deram o exemplo do papa João Paulo 2º e do ex-presidente norte-americano Ronald Regan, que levaram tiros. E mostraram momentos em que eles quase morreram porque, quando chega um doente desses, o hospital pára, todo mundo quer ver e ajudar, a sala de cirurgia fica lotada, o cirurgião deixa de fazer um exame que devia ser feito porque pode doer… O doente vip acaba influindo nas decisões médicas pela importância que tem, e isso pode complicar o tratamento. Ele tem de ser tratado igualzinho ao doente comum para poder dar certo.

PODER: Já aconteceu de você recomendar um procedimento e a pessoa não querer fazer??

PN: A gente recomenda, mas nunca pode forçar. Uma coisa é a ciência, e outra é a medicina. A pessoa, para se sentir viva, tem de ter um mínimo de qualidade. Estar vivo não é só estar respirando. A vida é um conjunto. Há doentes que preferem abreviar a vida em função de ter uma qualidade melhor. De que adianta ficar ali, só para dizer que está vivo, se o sujeito perde todas as suas referências, suas riquezas emocionais, psíquicas.

É muito difícil, a gente tem de respeitar muito.

PODER: Como é o seu dia-a-dia?

PN: Eu opero de segunda a sábado de manhã, e de tarde atendo no consultório. Na Santa Casa, que é o meu xodó, nós temos 50 leitos, só para pessoas pobres. Eu opero lá duas vezes por semana. E, nos outros dias, na Clínica São Vicente. O que a gente mais opera são os aneurismas cerebrais e os tumores. Então, é adrenalina todo dia. Sem ela a gente desanima e o cérebro funciona mal. (risos)

PODER: Você é workaholic?

PN: Não é que eu trabalhe muito, a minha vida é aquilo. Quando viajo, fico entediado. Depois de alguns dias, quero voltar. Você perde a sua referência, está acostumado com aquela pressão, aquele elástico esticado.

PODER: Como você lida com a impotência quando não consegue salvar um paciente?

PN: É evidente que depois de alguns anos, a gente aprende a se defender. Mas perder um doente faz mal a um cirurgião. Se acontece, eu paro com o grupo para discutir o que se passou, o que poderia ter sido melhor, onde foi a dificuldade. Não é uma coisa pela qual a gente passe batido. Se o cirurgião acha banal perder um paciente é porque alguma coisa não está bem com ele mesmo.

PODER: Como você lida com as famílias dos seus pacientes?

PN: Essa relação é muito importante. As famílias vão dar tranquilidade e confiança para fazer o que deve ser feito. Não basta o doente confiar no médico, o médico também tem de confiar no doente. E na família. Se é uma família que cria caso, que é brigada entre si, dividida, o cirurgião já não tem a mesma segurança de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes o doente não tem como opinar, está anestesiado e no meio de uma cirurgia você encontra uma situação inesperada e tem de decidir por ele. Se tem certeza de que ele está fechado com você, a decisão é fácil. Mas se o doente é uma pessoa em quem você não confia, você fica inseguro de tomar certas decisões. É uma relação bilateral, como num casamento. Um doente que você opera é uma relação para o resto da vida.

PODER: Você acredita em Deus?

PN: Não raramente, depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando você acaba de operar, vai até a família e diz: “Ele está salvo”. Aí, a família olha pra você e diz: “Graças a Deus!”. Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.

PODER: Como você relaxa?

PN: Estudando. A coisa de que mais gosto de fazer é ler. Sábado e domingo, depois do almoço, gosto de sentar e ler, ficar sozinho em silêncio absoluto.

PODER: E o que gosta de ler?

PN: Sobre medicina ou história. Agora estou lendo um livro antigo, chamado Bandeirantes e Pioneiro, do Vianna Moog, no qual ele compara a colonização dos Estados Unidos com a do Brasil. E discute porque os Estados Unidos, com 100 anos a menos que o Brasil, tiveram um enriquecimento e um progresso tão rápidos. Por que um país se desenvolveu em progressão geométrica e o outro em progressão aritmética.

ENTREVISTA COM O NEUROCIRURGIÃO PAULO NIEMEYER FILHO

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Novo estádio do Corinthians receberá jogos da Copa de 2014

Publicado por Tulio em 28 agosto, 2010.

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Terreno onde será o estádio do Corinthians, em Itaquera

(Foto: Reprodução)

A Confederação Brasileira de Futebol e o Governo do Estado de São Paulo decidiram nesta sexta-feira que o novo estádio do Corinthians será sede paulista dos jogos da Copa de 2014. Ainda não está garantido que o local receberá a abertura do Mundial. O projeto inicial previa um estádio com capacidade para 48 mil pessoas. A Fifa exige o mínimo de 65 mil lugares para o primeiro jogo da Copa. O clube paulista já teria pronto um projeto para deixar o estádio em conformidade com o padrão Fifa para a abertura.

O estádio será construído em Itaquera, zona leste de São Paulo, onde hoje fica o centro de treinamento do Corinthians.

O presidente corintiano, Andrés Sanches, deve anunciar oficialmente a construção do estádio no Show da Virada, que vai comemorar o centenário do clube, na noite da próxima terça-feira, em São Paulo. O Timão completa 100 anos na quarta-feira, dia 1º de setembro, e a confirmação do estádio deve ser o ápice da festa marcada para o Anhangabaú, no centro da cidade.

Na noite desta sexta-feira, durante sessão solene na Câmara Municipal paulistana em homenagem aos 100 anos do Corinthians, Sanches não confirmou a notícia e se disse até “surpreso”. Mas afirmou que, se o clube tiver um novo estádio, “automaticamente (ele) receberá jogos da Copa do Mundo”. E prometeu que a torcida do clube vai ficar sabendo de “uma grande notícia” durante o Show da Virada.

- Estão todos esperando por uma grande novidade. Até pelo que saiu na imprensa. Do que está aí, muita coisa é verdade. Mas tem coisa que não é bem assim. A grande notícia será dada na terça-feira, na grande festa do Centenário, com a presença do presidente (Lula), do governador (Alberto Goldman), do prefeito (Gilberto Kassab) e de toda a nação corintiana.

Sanches afirmou que o projeto inicial é que o estádio corintiano tenha capacidade de 48 mil lugares. Mas disse “estar aberto para conversar” sobre uma possível ampliação, que permitiria à arena receber a partida de abertura do Mundial. O mínimo exigido pela Fifa para o primeiro jogo da competição é 65 mil.

- O Corinthians jamais deixaria a cidade de São Paulo na mão. Não tem cabimento a abertura ficar fora de São Paulo – afirmou o presidente corintiano.

O dirigente estimou o prazo de conclusão das obras: final de 2012 ou início de 2013.

CBF descarta Morumbi, e autoridades, construção em Pirituba

Em nota oficial, o Governo do Estado de São Paulo informou que o presidente da CBF foi consultado sobre a realização da abertura da Copa no Morumbi, e que a opção estava completamente excluída pela Fifa e pelo Comitê Organizador Local.

Segundo a nota, o governador Alberto Goldman informou ao presidente da CBF que não foi possível viabilizar a construção de um estádio no complexo de eventos que será construído em Pirituba. Então, Goldman e o prefeito Gilberto Kassab foram consultados sobre a hipótese de a abertura da Copa ser realizada no novo estádio corintiano.

Ainda na nota, Governo do Estado e Prefeitura informam que não serão aplicados recursos públicos na construção de estádios.

Andrés se recusa a falar sobre o assunto

Nesta sexta-feira, durante sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo em homenagem ao centenário corintiano, Andrés Sanches despistou sobre o assunto.

- Tem que perguntar para o Ricardo Teixeira (presidente da CBF) e para o governador de São Paulo (Alberto Goldman) – disse ele, negando-se a fazer qualquer comentário sobre o novo estádio.

Poucas horas antes da sessão na Câmara, Andrés Sanches criou polêmica ao falar sobre o assunto. Disse em um evento com estudantes universitários que sua “primeira responsabilidade é não deixar a Copa ir para o Morumbi”. Depois, em nota oficial no site do clube, se arrependeu de ter feito o que classificou como uma “brincadeira”.

- (Sanches) torce para que o clube se acerte com a Fifa para a realização de partidas da Copa do Mundo de 2014 no estádio do Morumbi – dizia o comunicado.

Confira a íntegra da nota oficial do Governo do Estado de São Paulo

Na tarde desta sexta-feira, o governador Alberto Goldman, o prefeito Gilberto Kassab e o coordenador do Comitê Organizador Paulista da Copa 2014, o secretário estadual de Economia e Planejamento Francisco Vidal Luna, estiveram com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Na reunião, o presidente da CBF foi consultado mais uma vez sobre a realização da abertura da Copa no Estádio do Morumbi, e informou que esta opção estava totalmente excluída pela FIFA e pelo Comitê Organizador Local da Copa 2014.

O presidente Ricardo Teixeira foi então informado que, apesar de todos os esforços, não foi possível viabilizar a construção de um estádio para a Copa 2014 no complexo de eventos e feiras que será construído em Pirituba.

O governador e o prefeito foram então consultados pelo presidente da CBF sobre a hipótese de a abertura da Copa 2014 ser realizada em novo estádio a ser construído pelo Sport Club Corinthians Paulista, em uma área em Itaquera. Goldman e Kassab reiteraram a disposição de proporcionar o apoio necessário para que São Paulo possa receber a abertura da Copa do Mundo.

O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo reafirmaram a decisão de não aplicar recursos públicos para a construção de estádios.

ALBERTO GOLDMAN – Governador do Estado de São Paulo

GILBERTO KASSAB – Prefeito da Cidade de São Paulo

RICARDO TEIXEIRA – Presidente da Confederação Brasileira de Futebol

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Paulista comanda Sony Ericsson nas Américas

Publicado por Tulio em 10 abril, 2010.

 Paulista comanda Sony Ericsson nas Américas

Anderson Teixeira é o principal executivo para as Américas da Sony Ericsson

A rotina do executivo brasileiro Anderson Teixeira se transformou num constante entrar e sair de aeroportos. Na mesma semana, ele pode passar por Hartsfield-Jackson, em Atlanta, nos Estados Unidos, seguir para o AICM da Cidade do México, tomar cafezinho no Ezeiza, em Buenos Aires, Argentina, e esquentar cadeira no El Prat, em Barcelona, na Espanha. Teixeira tem feito de três a quatro viagens internacionais por semana para conhecer os países onde atua.

Fonte IG

O executivo paulista de 45 anos assumiu em janeiro último, sem alarde, o posto de principal executivo para as Américas da Sony Ericsson, a fabricante nipo-sueca de celulares. Oficialmente, o nome do cargo é presidente para os Estados Unidos e Canadá e head para a América Latina (em português, cabeça das operações). No aspecto prático, no entanto, atua mesmo como presidente de todo o continente. Cabe a ele decidir os rumos da companhia desde a pequena cidade de Alert, no extremo Norte do Canadá, a Punta Arenas, no Sul do Chile. Sob sua gestão estão dois dos maiores e mais rentáveis mercados de celulares no mundo, Estados Unidos e Brasil. Pode-se dizer que as milhagens aéreas que vem acumulando são uma espécie de símbolo de ascensão profissional. “Poucas empresas tem brasileiros em posto de destaque nos Estados Unidos, o maior mercado do mundo”, diz Dominique Einhorn, sócio diretor da Heidrick & Struggles. “Teixeira faz parte de um time particular.”

 A nova função promete ser o maior desafio da carreira de Teixeira. Não apenas por causa da abrangência geográfica do cargo, que inclui uma área com 35 países. O ponto nevrálgico está no momento em que a promoção ocorre. A gestão do executivo brasileiro precisa superar a pior crise financeira dos países ricos em 80 anos e as fragilidades da própria Sony Ericsson. No ano passado, a empresa acumulou prejuízo líquido de 836 milhões de euros e registrou uma retração de 40% nas vendas. Terminou 2009 com uma participação média de mercado de 5% – três pontos percentuais a menos do que os 8% registrados no final de 2008. O mercado chegou a ventilar que a joint venture poderia até ser desfeita. “Foi uma ano difícil, de perdas’, diz Teixeira. “Mas estamos preparando terreno para recuperar os lucros.”

Desde 2008, a Sony Ericsson vive um processo de corte de custos que impõe uma reestruturação nas operações. Já demitiu mais de 2,5 mil funcionários. Uma das mudanças foi justamente a unificação das Américas sob um único gestor – e nessa reestruturação Teixeira foi alçado ao posto de principal executivo no continente. Para entender porque uma companhia com raízes no Japão e na Suécia encarrega um brasileiro para recuperar fatias de mercados em países tão importantes, em um momento tão delicado, é preciso entender como ele chegou onde está.

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Me adiciona. E me empresta algum

Publicado por Tulio em 3 abril, 2010.

Rogério Cassimiro

Eldes Mattiuzzo, criador do site Fairplace. O ex-executivo do Unibanco quer desbravar o mercado de empréstimos pela internet no Brasil

 

Conseguir dinheiro emprestado, mundo afora, ficou bem mais difícil no período que se seguiu à explosão da crise financeira internacional, em 2008. Por medo de calote, os bancos dos países desenvolvidos passaram a emprestar menos e com juros mais altos. O ambiente inóspito para a maioria dos negócios representou uma bela oportunidade para um grupo de iniciativas inovadoras: os sites que promovem empréstimos entre pessoas pela internet. Esse tipo de crédito, que coloca indivíduos em contato e dispensa a intermediação de bancos, engatinhava desde 2005. Com a crise, disparou.

 A empresa de consultoria Gartner calcula que o total de negociações do tipo passou dos US$ 650 milhões, com sites nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha e na China. Em 2010, o Brasil vai entrar nessa conta, com a abertura do primeiro site local de empréstimos entre pessoas.

 A iniciativa é do economista paulista Eldes Mattiuzzo. Ele conheceu o serviço em 2008, no site americano Prosper, um dos pioneiros no segmento. Foi um momento de inflexão para Mattiuzzo, que gostou do conceito e, em março de 2009, depois de 14 anos trabalhando no Unibanco, deixou o emprego para iniciar o negócio próprio. Usou a experiência dos seis anos em que trabalhou na área de crédito para criar o Fairplace, que está no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da USP e deverá ir ao ar nesta semana. O site tenta desbravar um mercado virgem, repleto de incertezas que vão das questões regulatórias até o nível de desconfiança do usuário brasileiro.

 Sites como o Fairplace são uma espécie de híbrido de redes sociais, como Facebook e Orkut, e sites de leilão, como o Mercado Livre. Eles reúnem pessoas interessadas em tomar empréstimos com outras interessadas em emprestar dinheiro. Há dois motivos principais para que alguém decida oferecer dinheiro na internet. O primeiro é o lucro: um empréstimo de risco médio para outra pessoa dá retorno de cerca de 3% ao mês em juros – mais vantajoso que a poupança, o CDB e outros investimentos de renda fixa, que não chegam a 1% ao mês (todo investimento de renda fixa se baseia em empréstimo de dinheiro para o governo, para o banco ou para outras empresas). O segundo motivo para emprestar é mais filosófico. Em sites como o Fairplace, o investidor avalia os perfis de quem precisa de dinheiro e escolhe para qual finalidade prefere emprestar. Ele pode decidir ajudar um estudante a comprar livros ou um vendedor de sucos a comprar uma máquina nova.

 Para tentar conseguir um empréstimo, o interessado deve escrever um perfil, informar quanto deseja, o motivo do pedido e a taxa de juros que se dispõe a pagar. Além disso, o site pesquisa seu histórico de crédito e dá a ele uma classificação, numa escala de bons ou maus pagadores – os melhores, de baixo risco de calote, deverão pagar cerca de 1,2% de juros ao mês, e os piores, de alto risco, cerca de 8%, mas isso estará aberto a negociação. O potencial emprestador lê os diversos pedidos de empréstimo e escolhe aqueles cujo motivo, remuneração e nível de risco lhe agradem. As duas partes podem negociar as condições antes de fechar o acordo, e ambas pagam um porcentual ao site pelo serviço (leia no quadro abaixo) .

 O que definirá o acordo é a lei de oferta e procura. Quem pede um empréstimo mas tem um histórico de pagamentos ruim (de alto risco), ou oferece juros muito baixos, ou quer destinar o dinheiro a um motivo desinteressante provavelmente não conseguirá muitos lances em seu leilão. Do outro lado da mesa de negociação, quem quiser emprestar dinheiro exigindo juros altos demais, com risco baixíssimo e para fins muito específicos talvez não realize nenhum negócio, porque outros emprestarão em condições mais amigáveis.

 No exterior, os sites já superam os primeiros dilemas e começam a se sofisticar. Alguns se propõem a gerar lucro para os emprestadores; outros, a facilitar empréstimos filantrópicos, com juros mínimos. Um próximo passo podem ser as transações móveis. “Pelo telefone, os emprestadores poderão fazer transferências diretamente para aqueles tomadores já conhecidos e confiáveis”, diz Matt Flannery, fundador do site americano Kiva.

 O site brasileiro ainda precisa conquistar a confiança dos usuários em questões mais prosaicas, como a segurança. A promessa é de alta seletividade. “Quem não seria aprovado para um empréstimo bancário não conseguiria dinheiro no Fairplace”, afirma Mattiuzzo. A avaliação de risco será terceirizada e feita pela empresa especializada Serasa Experian. O site vai conferir se o mesmo computador fez mais de um cadastro no site e se o usuário se encontra onde afirma estar. Os empréstimos poderão variar entre R$ 1.000 e R$ 10 mil. Segundo Mattiuzzo, o atrativo do site não será a facilidade de conseguir crédito, e sim as vantagens financeiras, com juros mais baixos ao tomador e retorno mais alto ao emprestador.

Fonte: Época

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Uma canção para o Haiti

Publicado por Tulio em 11 março, 2010.

As feridas abertas pelo terremoto do Haiti pareciam implorar cuidado daquelas mãos já “calejadas” pelos pronto-socorros do Brasil. Por isso, enquanto os tamborins eram esquentados para o carnaval brasileiro, duas médicas e uma enfermeira deixaram a folia, suas casas, seus trabalhos, seus filhos e seus amores para trás.Elas partiram para uma missão voluntária (a primeira em suas carreiras) e descobriram nos escombros da terra devastada que instinto feminino e cuidado materno são “remédios universais”, os mais eficientes para tratar até mesmo dores tão intensas como as de uma amputação.

No Dia Internacional da Mulher, as histórias de Ellen Pereira, 49 anos, Celina Jaworski, 49 anos e Luciane Cavagioni, 43, retratam que mesmo as turbulentas jornadas duplas de mães, filhas, profissionais dedicadas, amigas e amantes deixam espaço para solidariedade.

Chamado especial

Tudo começou com um comunicado virtual. Foi o bastante para reunir profissionais de saúde que nunca haviam se visto por uma mesma causa.A anestesiologista carioca Ellen Pereira estava com a fantasia da Mangueira – escola de samba do seu coração – comprada. Mas desistiu de deixar a cidade Boituva, interior paulista, para desfilar na Sapucaí assim que recebeu o e-mail da Associação Médica Brasileira (AMB).

A mensagem recrutava voluntários para ajudar a resgatar vida na tragédia que, em 12 de janeiro, matou mais de 230 mil pessoas. O mesmo e-mail mexeu com a enfermeira paulista Luciane.Ela tinha o pescoço “ameaçado” pelo limite do prazo para a entrega da tese de doutorado. Esqueceu, no entanto, até o que era Universidade de São Paulo (USP) – faculdade onde estuda – no momento em que viu a convocação na internet.

Mensagem idêntica fez Celina, também anestesiologista, desmarcar os compromissos, pessoais e profissionais, previamente agendados. Após ler o texto no computador, ela só precisou dos olhares de aceitação – e orgulho – dos filhos, de 16 e 18 anos, para deixar Curitiba e correr rumo ao serviço voluntário em meio aos haitianos.

Thanks, merci, obrigada

Ellen, Luciane e Celina toparam participar do grupo de 16 profissionais brasileiros que passaram 15 dias cuidando das vítimas do terremoto do Haiti. Sem salário em troca. Em comum, não falam inglês, nem francês (idioma oficial do Haiti) e muito menos o creolle (crioulo) – dialeto local. Por isso, as três partilharam o receio de como seria a comunicação com os sobreviventes haitianos amputados, órfãos, sozinhos e sem moradia. “Faremos mímica?”, cogitou Luciane.

 Uma canção para o Haiti
 
Precariedade: transporte, hospedagem e alimentação improvisadas

Foto: Denison Moreira

A preocupação com a língua foi companhia durante as 72 horas de viagem, gastas entre o Aeroporto Internacional de São Paulo, de onde embarcaram, até Porto Príncipe, capital haitiana. Mas ao pisar no Haiti, o medo do idioma desapareceu.

O hospital onde elas foram trabalhar fica na cidade de Les Cayes – distante 200 quilômetros de Porto Princípe. Para chegar até lá, o grupo usou uma van coberta pela bandeira brasileira. No caminho, escutaram o povo gritar “Ronaldo, Ronaldo”. O nome do jogador soou como uma senha, interpretada assim pelas médicas e enfermeira: “Sim, nós confiamos em vocês”. Nas 14 horas de viagem pela estrada de terra, rodeada por pedaços de concreto dos bairros destruídos, o que marcou foram os sorrisos que brotavam onde as mulheres pensavam só encontrar tristeza. “Soube ali que nós nos daríamos muito bem”, diz Luciane.

Hora de arregaçar as mangas

O grupo brasileiro se hospedou no próprio hospital de Les Cayes. Celina, Ellen e Luciane montaram barracas em frente à unidade de saúde. Era ali, sem muito conforto, que dormiram as “cinco horas livres” que tinham diariamente. Em um dia, eram 12 cirurgias, em média. No intervalo entre uma operação e outra, era preciso lavar o chão, arrumar os materiais, esterilizá-los e organizar tudo.

No Haiti não há saneamento básico e nem chuveiro elétrico. O banho, portanto, era frio e com água suja. Logo de cara as três souberam que o hidrante precisaria ser substituído por repelente, a tática para afastar os milhões de mosquito e a temida malária. A comida, uma mistura de arroz, feijão e carne, tinha aparência indescritível. Luciane sentiu falta da pizza.

Surge o melhor remédio

Como o grupo das médicas e da enfermeira era o segundo que chegava ao Haiti, o trabalho era de “rever a tragédia”. Elas tratavam a infecção das feridas há dias suturadas, arrumavam as cirurgias que não haviam dado certo, pensavam em outras formas de recuperação, amputavam membros.

  Uma canção para o Haiti
Ellen com uma paciente: música para a alma

Foto: Denison Moreira

Mas se Ellen, Celina e Luciane não precisaram “desbravar” o atendimento de saúde no Haiti, elas tiveram de dar conta de outro desafio. A “ficha” do Haiti já havia caído para todos. As mães já sabiam que a saudade dos filhos que não lograram sair dos escombros seria eterna. Os órfãos tinham de aceitar que os pais não estavam só dormindo. O tempo tinha passado, as doações já eram mais escassas e o mundo já havia começado a esquecer o Haiti.

Em meio a essa dificuldade, surge então o melhor remédio. Floresceu de um choro, dolorido e sincero. A médica Ellen estava no centro cirúrgico quando uma criança, muito ferida, chegou com medo das injeções que precisava tomar.Os gritos suscitaram uma compaixão coletiva. Ellen, então, pegou o menino no colo e repetiu o que fez tantas vezes com seu filho quando bebê (técnica não esquecida, mesmo passados 18 anos).

A médica, relembrando os velhos tempos, começou a cantar uma canção de ninar (Frere Jacques, no caso). Cantarolou no ouvido da criança machucada por minutos. O menino, aos poucos, ficou mais calmo. Abriu um sorriso e aceitou a medicação. “Carinho de mãe é universal”, falou um haitiano, resumindo o que todos haviam pensado. A canção virou praxe. Ellen cantava para crianças, Celina para adultos, Luciane para todo mundo. Os abraços entre profissionais de saúde e pacientes ficaram mais frequentes e a “canção remédio” virou procedimento oficial.

Passaram 15 dias, de muito trabalho e muita cantoria. As olheiras das médicas e da enfermeira já estavam mais visíveis. Estava na hora de voltar para casa e a decisão de partir, consideraram as três, foi muito mais difícil do que a de ir para o Haiti.

A volta para casa

No último dia de trabalho, Celina, Ellen e Luciane abraçavam cada paciente. As mulheres haitianas, em resposta ao carinho, quiseram fazer trancinhas rastafári no cabelo das profissionais e elas toparam o novo visual. Foi a despedida que reuniu os momentos mais marcantes da “experiência terremoto”.

Elas viram nascer o sorriso no rosto de uma mulher que durante os 15 dias, não mexeu os olhos, não falou, quase não comeu. “Isso porque”, explicou Ellen, “ela havia ouvido os gritos do marido e do filho pedindo socorro enquanto estavam embaixo dos escombros”. O tempo passou, a ajuda não veio, os gritos pararam. “Aquela mulher não conseguiu salvar sua família e parecia ter morrido com eles”. No último dia, quando a médica estava indo embora, a paciente esboçou vida. “Ela pegou a minha mão e colocou no coração dela. Até ameaçou um sorriso”, conta.

Não foi a única expressão de gratidão. Celina, Ellen e Luciane, que tanto temeram a dificuldade no idioma, testemunharam o povo haitiano enrolar a língua, fazer esforço só para, em bom português, dizer “obrigado”.

Mulheres, não heroínas

Na última quinta-feira, dia 4 de março, as médicas e a enfermeira voltaram ao Brasil. Ellen pôde finalmente abraçar e parabenizar o filho (aquele, que de certa forma ajudou a criar o “remédio universal”) por ter passado no vestibular.

 Uma canção para o Haiti
 
A enfermeira Luciane e seu grupo tiveram de lidar com as feridas psicológicas da tragédia

Foto: Tricia Vieira/FOTOARENA

Celina também beijou seus filhos e tratou de correr para o consultório, torcendo para que seus pacientes a perdoassem por ter cancelado as consultas, de forma tão repentina, para atender no Haiti. Já Ellen marcou reunião com a orientadora do doutorado na manhã seguinte ao seu retorno e tranquilizou a mãe. “Não mãe, eu não vou para o Chile ajudar no terremoto de lá. Fica calma”.

Todas elas disseram que, em breve, vão voltar para o Haiti. Rejeitam o título de heroínas. Afirmam que são “só mulheres”. E mesmo com tantos afazeres que ficaram pendentes com a participação na missão, as três toparam parar o que estavam fazendo para conversar com o Delas. Isso porque o trabalho brasileiro e voluntário no país haitiano está ameaçado. Se as equipes continuarem sem patrocínio, outras mulheres como elas não terão chance de ser protagonistas de histórias pungentes como a de Celina, Luciane e Ellen.

Fonte: Época

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Mestres da gambiarra reciclam computadores ‘no fim da linha’

Publicado por Tulio em 9 fevereiro, 2010.

Foto: Mirella Nascimento/G1

Movimento MetaReciclagem transforma doações de computadores sem uso em novas máquinas, robôs ou peças de artesanato e de arte. Foto: Mirella Nascimento

A vida útil de um computador não termina quando surgem novas tecnologias. Com algum conhecimento de informática, automação e um toque de gambiarra, é possível “ressuscitar” equipamentos eletrônicos tidos como acabados.

Computadores velhos se tornam matéria-prima para outras máquinas, recicladas para uso numa sala de aula ou numa cooperativa. Um PC que não consegue rodar programas novos movimenta um pequeno robô feito com peças reaproveitadas. Celulares estragados, fios que não conduzem mais informações e relógios que não acertam mais as horas viram peças de artesanato e de arte.

 Em oficinas organizadas pelo movimento MetaReciclagem em um dos prédios do Parque da Juventude, na Zona Norte de São Paulo, centenas de pessoas aprendem a “aproveitar melhor a tecnologia”. 

“A gente trabalha com material que está sendo subutilizado. O lixo eletrônico só é lixo porque alguém não encontrou um jeito apropriado de utilizá-lo. Quando se encontra o modo harmônico de utilizar esse lixo, ele se transforma em material de oficina, de aprendizado, de desenvolvimento”, diz Ricardo Guimarães, de 21 anos, técnico em automação que faz parte do grupo. 

O MetaReciclagem começou com uma lista de discussão em 2002. Das conversas virtuais, surgiu o movimento que se espalhou pelo Brasil. Sem sedes fixas, mas com presença em diversas cidades, o grupo recebe computadores e peças de artigos eletrônicos usados para montar laboratórios de informática – como o que ocupa um espaço do programa Acessa SP, do governo estadual, no parque da capital paulista. 

Muitos computadores doados para o MetaReciclagem funcionam, mas ficaram defasados. “De dez computadores que chegam, se cinco funcionam mais ou menos, a gente consegue tirar material dos outros e montar um que funcione perfeitamente”, exemplifica Guimarães. As máquinas recicladas são doadas a entidades, organizações ou cooperativas que participam das oficinas.

Além de servirem para montar “novas máquinas”, as peças que ainda funcionam podem ser transformadas em robôs. Nas oficinas de robótica, os alunos aprendem sobre mecânica, eletrônica, software livre e programação. Quando não serve mais como peça de um equipamento eletrônico, a sucata digital vira arte na mão de pessoas como Glauco Paiva, que também ministra oficinas.

“O que não é reciclado a gente vai transformando em outras coisas. Trabalhamos muito com a gambiarra, com a vontade de cada um de produzir, com como a gente torna isso uma coisa bacana e devolve para sociedade com uma cara legal. Acho que essa é a grande pegada da oficina”, analisa. 

Coletivo de designers aposta na gambiarra

Em Minas Gerais, um grupo de designers também usa a gambiarra para criar desde 2008. Em uma oficina de Belo Horizonte, o coletivo Gambiologia transforma lixo em diversão. Um dos objetos preferidos de Lucas Mafra, um dos integrantes do grupo, é um Atari Punk Console feito a partir de uma caixa de charutos. A caixinha, capaz de emitir sons semelhantes aos do videogame Atari 2600, tornou-se um clássico do “faça você mesmo”, com tutoriais divulgados em sites como o YouTube. 

  ”A gambiarra é uma ode ao improviso e à livre invenção. Especialmente para nós, brasileiros, essa habilidade para reinvenção de objetos do cotidiano surge de forma muito natural”, analisa Fred Paulino, que classificou o momento atual de descentralização do conhecimento como “Período Gambiolítico”.

O grupo também vê a reciclagem de equipamento eletrônico como uma alternativa ao descarte. “Vivemos em uma cultura cada vez mais consumista, onde somos praticamente obrigados a ter equipamentos sempre atualizados. A Gambiologia é uma forma de repensar esse consumo, transformando resíduos em desuso em produtos funcionais ou não, mas sempre inovadores, com a estética gambiológica”, define o designer.

Fonte G1

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Jabuticaba, nossa pequena notável

Publicado por Tulio em 28 outubro, 2009.

Jaboticaba21 Jabuticaba, nossa pequena notável

Depois que o Açaí invadiu o mercado americano e japonês, a jabuticaba, nossa pequena notável!!! Fruta 100% brasileira, está sendo muito cogitada. Tão discreta no quintal de casa, ela contém teores espantosos de substâncias protetoras do peito. Ganha até da uva, e provavelmente do vinho que é festejado no mundo inteiro por evitar infartos.

Você vai conhecer agora uma revelação científica, e das boas, que acaba de cair do pé.

A química Daniela Brotto Terci nem estava preocupada com as coisasque se passam com o coração. Tudo o que ela queria, em um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, era encontrar na natureza pigmentos capazes de substituir os corantes artificiais usados na indústria alimentícia.

E, claro, quando se fala em cores a jabuticaba chama a atenção.
Roxa? Azulada? Cá entre nós, jabuticaba tem cor de… jabuticaba.
Mas o que tingiria a sua casca? A cientista quase deu um pulo para trás ao conferir: “enormes porções de antocianinas”, foi a resposta.

Desculpe o palavrão, mas é como são chamadas aquelas substâncias que, sim, são pigmentos presentes nas uvas escuras e, conseqüentemente, no vinho tinto, apontados como grandes benfeitores das artérias.

Daniela jamais tinha suspeitado de que havia tanta antocianina ali, na jabuticaba, aliás, nem ela nem ninguém.
“Os trabalhos a respeito dessa fruta são muito escassos”, tenta justificar a pesquisadora, que também mediu a dosagem de antocianinas da amora.

Ironia, o fruto da videira saiu perdendo no ranking, enquanto o da jabuticabeira…

Dê só uma olhada (o número representa a quantidade de miligramas das benditas antocianinas por grama da fruta):

  • jabuticaba: 314
  • amora: 290
  • uva: 227

As antocianinas dão o tom. ‘Se um fruto tem cor arroxeada é porque elas estão ali’, entrega a nutricionista Karla Silva, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, no Rio de Janeiro. No reino vegetal, esse tingimento serve para atrair os pássaros.

E isso é importante para espalhar as sementes e garantir a perpetuação da espécie’, explica Daniela Terci, da Unicamp.
Para a Medicina, o interesse nas antocianinas é outro. “Elas têm uma potente ação antioxidante”, completa a pesquisadora de Campinas. Ou seja, uma vez em circulação, ajudam a varrer as moléculas instáveis de radicais livres. Esse efeito, observado em tubos de ensaio, dá uma pista para a gente compreender por que a incidência de tumores e problemas cardíacos é menor entre consumidores de alimentos ricos no pigmento.

Ultimamente surgem estudos apontando uma nova ligação: as tais substâncias antioxidantes também auxiliariam a estabilizar o açúcar no sangue dos diabéticos.

Se a maior concentração de antocianinas está na casca, não dá para você simplesmente cuspi-la. Tudo bem, engolir a capa preta também é difícil. A saída, sugerida pelos especialistas, é batê-la no preparo de sucos ou usá-la em geléias. A boa notícia é que altas temperaturas não degradam suas substâncias benéficas.

Os sucos, particularmente, rendem experiências bem coloridas. A nutricionista Solange Brazaca, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, interior paulista, dá lições que parecem saídas da alquimia. “Misturar a jabuticaba com o abacaxi resulta numa bebida azulada”, ensina. “Já algumas gotas de limão deixam o suco avermelhado”. As variações ocorrem devido a diferenças de pH e pela união de pigmentos ácidos.

Mas vale lembrar a velha máxima saudável: bateu, tomou. “Luz e oxigênio reagem com as moléculas protetoras”, diz a professora. Não é só a saúde que sai perdendo: o líquido fica com cor e sabor alterados.

Aliás, no caso da jabuticaba, há outro complicador. Delicada, a fruta se modifica assim que é arrancada da árvore. “Como tem muito açúcar, a fermentação acontece no mesmo dia da colheita”, conta a engenheira agrônoma Sarita Leonel, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. A dica é guardá-la em saco plástico e na geladeira. Agora, para quem tem uma jabuticabeira, que privilégio!

A professora repete o que já diziam os nossos avós: “Jabuticaba se chupa no pé”.

O branco tem seu valor

A bioquímica Edna Amante, do laboratório de frutas e hortaliças da Universidade Federal de Santa Catarina, destaca alguns nutrientes da parte branca e mais consumida da jabuticaba. “É na polpa que a gente encontra ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ainda nos ajuda a eliminar toxinas”.

Ufa! E não só nessa polpa, mas também na casca escura, você tem excelentes teores de pectina. “Essa fibra tem sido muito indicada para derrubar os níveis de colesterol, entre outras coisas”, conta a nutricionista Karla Silva. A pectina, portanto, faz uma excelente dobradinha com as antocianinas no fruto da jabuticabeira.. Daí o discurso inflamado dessa especialista, fã de carteirinha: “A jabuticaba deveria ser mais valorizada, consumida e explorada”.

Nós concordamos, e você?

A jabuticabeira

Nativa do Brasil, ela costuma medir entre 6 e 9 metros e é conhecida desde o período do descobrimento. “A espécie é encontrada de norte a sul, desde o Pará até o Rio Grande do Sul”, diz o engenheiro agrônomo João Alexio Scarpare Filho, da ESALQ. Segundo ele, a palavra jabuticaba é tupi e quer dizer “fruto em botão”.

A invenção é esta: vinho de jabuticaba. O nome não deixa de ser uma espécie de licença poética, já que só pode ser denominado vinho pra valer o que deriva das uvas. Mas, sim, existe um fermentado feito de jabuticaba que, aliás, já está sendo exportado.

“O concentrado da fruta passa um ano inteiro em barris de carvalho”, conta o farmacêutico-bioquímico Marcos Antônio Cândido, da Vinícola Jabuticabal, em Hidrolândia, Goiás.

A jabuticaba é a matéria-prima de delícias já conhecidas, como a geléia e o licor, e também de uma espécie de vinho. Quem provou a bebida garante: é uma delícia.

Em 100 gramas ou 1 copo:

  • Calorias 51
  • Vitamina C 12 mg
  • Niacina 2,50 mg
  • Ferro 1,90 mg
  • Fósforo 14

Tire proveito da jabuticaba

Atributos, para essa fruta tipicamente brasileira, são o que não faltam. Vitaminas, fibras e sais minerais aparecem nela ao montes.

Agora, para melhorar ainda mais esse perfil nutritivo, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas descobriram que ela está cheia de antocianinas, substâncias que protegem o coração.

Mais uma razão para que a jabuticaba esteja sempre em seu cardápio.

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A praia do carioca começa na Lapa

Publicado por Tulio em 28 setembro, 2009.

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São 4h50 da madrugada na escura Rua do Senado, na Lapa. Até os mais renitentes boêmios já entregaram os pontos. Não se vê viva alma, a não ser em frente ao sobrado número 273, onde cerca de 50 pessoas aguardam a abertura da fábrica do tradicional biscoito de polvilho Globo. Daqui a algumas horas, o sol estará brilhando na orla, mas a praia do carioca nasce ali, na escura Rua do Senado.

O primeiro da fila chegou às 2h. Fausto Ferreira da Silva, 80 anos, compra biscoitos para vender na Praia do Leblon há oito, desde que deixou o emprego de cozinheiro num restaurante do Centro.

 

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– O produto é bom! – empolga-se. – Esse biscoito é dinheiro em caixa. Criança de um ano já aponta o dedinho quando a gente passa – diz o vendedor, que paga R$ 25 por um saco de 50 unidades.

Pontualmente às 5h, um senhor franzino, de fala mansa mas articulada e segura, chega para abrir a fábrica. Milton Ponce segue essa rotina desde 1962, quando decidiu ampliar a produção da padaria Globo, em Botafogo. Paulista, ele chegara ao Rio em 1954, trazendo de uma panificação antiga do bairro do Ipiranga a fórmula que junta polvilho, ovos, leite, açúcar, sal, gordura hidrogenada e água.

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– Muita gente pergunta por que não aumento a produção. Quase todos os dias, recebo propostas de franquia, mas isso aqui é como um bolo que você faz na sua casa. Segundo ele, sua maior satisfação é fornecer um meio de vida a milhares de pessoas que vendem o biscoito nas praias do Rio e pelas ruas da cidade.

- Muita gente aposentada ou desempregada vem aqui comprar o biscoito e sobrevive da venda.

Milton diz que o segredo do sucesso são seus funcionários – 18 no turno da manhã e quatro à tarde – que chegam a produzir 15 mil saquinhos com dez rosquinhas cada durante o verão.

– Tenho funcionários comigo a 42, 38, 35 anos. Aquele está aqui desde os 11 – conta, enquanto aponta para o forneiro Ednaldo Valdevino do Nascimento, 36.

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Levado à fábrica por dois tios, ele acorda todos os dias às 3h20 para trabalhar.

– A carcaça já calejou com esse horário.

Mas quem mete mesmo a mão na massa é Jailton da Silva Cardoso, que exercita os músculos e a sensibilidade dos dedos para achar o ponto certo. Como não pode usar luvas, sua maior preocupação é com a higiene.

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– Se colocar numa batedeira a massa queima porque não leva fermento – explica. – Já tentei usar luvas, mas elas impedem que eu saiba o ponto exato.

Milton brinca com a fidelidade dos funcionários.

– Tem uma senhora aqui que, se eu demitir, dá um jeito de entrar pelo telhado. A maioria das empresas erra quando troca os empregados que ganham mais. Eu valorizo essa equipe.

Seu calcanhar de aquiles é o empacotamento nos saquinhos de papel vendidos nas praias – os únicos que resistem à ação do sol.

– Já procuramos na Itália e na Alemanha, mas não existem máquinas para esse trabalho.

Ver empacotadores como William da Silva Torres atuando é um espetáculo. Numa velocidade tão grande que suas mãos desaparecem, ele enche um saco em menos de cinco segundos.

Apesar de não ser carioca, Milton já incorporou o espírito gozador e não liga para os apelidos de biscoito de vento ou “me engana que eu gosto”:

– Devemos muito do nosso sucesso à essa irreverência.

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Herbert Vianna diz que música substitui vida sexual

Publicado por Tulio em 1 julho, 2009.

Divulgação  /.Divulgação

Herbert Vianna: vida transformada, mas tranquila com os filhos

Em uma entrevista reveladora à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, deste domingo, 14, o líder do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna contou um pouco da vida que leva na banda e ao lado dos filhos desde que ficou paraplégico, há oito anos, em um acidente de ultraleve que matou também sua mulher.

Durante passagem pela capital paulista, onde apresentou a turnê “Brasil Afora”, Herbert contou que sempre reza com os filhos antes de dormir e que são eles que ajudam a cuidar cantor.“Antes de dormir, damos as mãos e rezamos. É muito natural e luminoso o carinho e o entusiasmo dos meus filhos. Eles lidam bem melhor do que eu com a perda da Lucy”, contou sobre Luca, 16, Hope, 12 e Phoebe, de 9 anos.O cantor falou também sobre relacionamentos e contou que os namoros que teve aconteceram em um estágio em que ainda não era ele mesmo. Estava tonto, confuso e bastante carente.“Eu dava um beijo, fazia alguma coisa. Mas não aconteceu de eu sentir alegria romântica”, diz.”Além disso, tem a questão da condição física, porque eu não tenho sensibilidade, ereção”, disse ele que afirmou ainda que sexo não lhe faz falta.

 

 

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