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furacao620 Costa Leste dos EUA recebe alerta com aproximação de furacão Earl

Embarcação é atingida por ondas em Sopers Hole perto de Tortola, nas Ilhas Virgens, durante a passagem do furacão Earl

Um alerta de furacão foi emitido nesta terça-feira (31) para a maior parte da costa do estado americano da Carolna do Norte devido à aproximação do furacão Earl, que atingiu a categoria 4 da escala Saffir-Simpson, que vai até 5, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

Segundo o centro de estudos, a chegada do ciclone, em ventos regulares de 215 quilômetros por hora, pode ocorrer em até 48 horas. O comunicado de alerta foi emitido para as cidades da região que vai de Surf City até Duck, incluindo Pamlico e Albermarle Sounds.

O furacão deve se deslocar paralelamente à populosa costa leste dos EUA durante o próximo feriado prolongado no país (Dia do Trabalho, segunda-feira), mas qualquer desvio a oeste pode provocar a desocupação de áreas costeiras, ou pode mesmo levar a tempestade para o continente.

O Earl deve passar raspando pelas ilhas Outer Banks (Carolina do Norte) na quinta-feira à noite, causando fortes chuvas, mar agitado, ressacas e ventos fortes num trecho de litoral que vai da Carolina do Norte até o Canadá.

Ainda é cedo para dizer se o furacão passará perto de Nova York. No fim de semana, ele fez uma curva em alto mar a leste da metrópole.

Esse é o segundo grande furacão da temporada de tempestades de 2010 no Atlântico. Às 15h de terça-feira (hora de Brasília), ele se deslocava a oeste-noroeste no meio do mar, 275 quilômetros a leste das ilhas Turcos e Caicos, território britânico ao sul das Bahamas.

O furacão Earl não ameaça as instalações de gás e petróleo no golfo do México.

Na segunda-feira, o Earl arrancou postes, árvores e telhados ao passar perto de Porto Rico. Houve inundações, mas sem vítimas.

“Tivemos bastante sorte. Não fomos diretamente atingidos … não foi tão sério quanto poderia”, disse o governador de Porto Rico, Luis Fortuno, à CNN.

Fiona

A tempestade Fiona segue um percurso semelhante ao do Earl, porém mais a leste. Às 15h, estava 540 quilômetros a leste das ilhas Sotavento (Caribe), e também deve ficar distante do golfo do México.

Com ventos regulares de 65 quilômetros por hora, Fiona mal pode ser considerada uma tempestade tropical. O furacão Earl, muito mais violento, está atrapalhando seu desenvolvimento, pois agita o mar e leva água fria para a superfície –a água quente é o “alimento” das tempestades.

As tempestades estão separadas por uma distancia de 1.450 quilômetros, mas Fiona se desloca bem mais rapidamente. “Se ficarem realmente perto, o Earl pode na verdade engolir e de certa forma matar (Fiona)”, disse o meteorologista Barry Bexter, do CNF.

Fonte G1

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O tempo e o cérebro

Publicado por Tulio em 29 abril, 2010.

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.           
           
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.
                         
Por alguns dias,
sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
                       
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.               
           
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:              
            
Nosso cérebro é extremamente otimizado.          
            
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
             
            
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.              
            
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar   
conscientemente tal quantidade.               
           
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.              
           
É quando você se sente mais vivo.             
            
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.               
            
Se você entendeu estes dois pontos
, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.               
           
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
                       
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
                     
Como acontece?             
            
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
                       
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa…
São apagados de sua noção   de passagem do tempo…
                      
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
                       
Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
                       
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
                      
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a…
         
            ROTINA
                       
Não me entenda mal.
                        
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
                       
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:  M & M      (Mude e Marque).
           
            
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou  registros com fotos.
                       
Mude de paisagem, (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar
quente, um ano, e frio no  seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

                       
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).         
        
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.         
           
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
                       
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
                       
Beije diferente sua paixão e viva momentos diferentes. E JAMAIS ESQUECA DE ESTAR APAIXONADO. NAO DESISTA NUNCA DO SEU GRANDE AMOR. BUSQUE-O AONDE ELE ESTIVER. CORRA, VOE, SEJA FELIZ.
                       
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.             
           
Seja diferente.             
            
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos….. em outras palavras…… V-I-V-A.   !!!           
           
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.              
            
E se tiver a sorte de ter alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.   
           
           
Cerque-se de amigos.               
            
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.               
            
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
                        
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
          
E SCR E VA   em tAmaNhos     diFeRenTes    e   em   CorES di fE rEn tEs  !

CRIE,  RECORTE,  PINTE,  RASGUE,  MOLHE,  DOBRE,  PICOTE,

Colaboração:  Andréa Meireles

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BRASILEIRO É ASSIM …

Publicado por Tulio em 21 fevereiro, 2010.

pinoccio BRASILEIRO É ASSIM ...

Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
Estaciona nas calçadas, até mesmo debaixo das próprias placas de proibição. 
Suborna, ou tenta subornar, quando é pego cometendo infração. 
Troca voto por qualquer coisa: cesta básica, areia, cimento, tijolo,  dentadura. 
Fala ao celular enquanto dirige.  Trafega pela direita nos acostamentos durante um  congestionamento.
Pára em filas duplas, triplas, em frente às escolas 
Viola a lei do silêncio. 
Dirige após consumir bebida alcoólica. 
Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
Espalha mesas, churrasqueira, banca de camelô nas calçadas. 
Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho. 
Faz gato de luz, de água e de tv a cabo.
Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda, também para pagar menos imposto.
Escreve que a cor da pele é mais morena, para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou $10, pede nota pra $20.
Comercializa os objetos doados em campanhas pós-catástrofes.
Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
Compra produto piratas com a plena consciência de que são piratas.
Substitui o catalisador do carro por um que de catalisador só tem a casca.
Mente a idade do filho para que passe por baixo da roleta do ônibus sem pagar passagem.
Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
Freqüenta caça-níqueis e faz  fezinha no jogo do bicho.
Leva das empresas onde trabalha pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis, etc, disquetes, cds, papel, cartucho,  material de limpeza, como se isso   não fosse roubo

Leva pra casa “emprestado” equipamentos da repartição onde trabalha e não devolve.
Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das  empresas onde trabalha.
Falsifica tudo, tudo mesmo. Só não falsifica o que ainda não foi inventado.
Quando volta do exterior, nunca fala a verdade quando o policial pergunta o que traz na bagagem.
Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
Gostam de “ser mais sabidos que os outros”.
E querem que os políticos sejam honestos.
Ora, os políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo.

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Mudança de Hábito

Publicado por Tulio em 1 fevereiro, 2010.

 

xixi 1 Mudança de Hábito

O secretário de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, disse que vai intensificar a fiscalização nos blocos e bandas para evitar que os foliões façam xixi no meio da rua. Mesmo com a quadruplicação do número de banheiros químicos no circuito dos blocos – este ano são quatro mil unidades - ainda é possível flagrar gente urinando pelas calçadas.

Na passagem dos blocos neste domingo (31), pelo menos onze pessoas foram flagradas e levadas para a delegacia.

“Vamos ter agentes percorrendo os blocos. Quando identificarmos pessoas urinando nas ruas, essas pessoas serão levadas à delegacia por ato obsceno. É inadmissível que uma pessoa use a via pública ou a porta da casa de outras pessoas como banheiro público. Se a necessidade justificasse, quem tem fome poderia roubar. E esse não é o caso”, disse o secretário.

Segundo Bethlem, todos os bairros onde há desfile de blocos têm banheiros químicos. A Secretaria vai intensificar também a operação de trânsito. Este ano, a Riotur fez uma programação para impedir que vários blocos saiam simultaneamente, no mesmo horário. Algum transtorno sempre existirá, de acordo com o secretário, mas em menor proporção.

Fonte G1

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 Foto: Divulgação/Seind
Linda Vargas vai estudar na The George Washington University
 
A índia Lindomar da Silva Vargas, 34 anos, da tribo marubo, recebeu um convite para fazer mestrado na Trachetenberg School Policy and Public Administration, da George Washington University. Ela será a primeira índia a participar do programa mundial que forma líderes políticos, intitulado Alumi Small Grants Announcement, na mesma universidade por onde já passaram Barack Obama, Bill Clinton e Fernando Henrique Cardoso.

Ela está no penúltimo período do curso de administração pública na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Linda, como é conhecida, foi beneficiada com as cotas destinadas aos povos indígenas no estado. Em junho deste ano, ela já esteve nos Estados Unidos, a convite do governo norte-americano, para falar sobre política indígena no Amazonas.

“Quero primeiro pensar na minha conclusão de curso. De qualquer forma, acredito que seja um passo importante para fazer com que minha possível passagem pelos Estados Unidos, estudando em um local de formação de líderes políticos mundiais, possa refletir em benefícios para o povo de minha tribo. Esse seria meu maior sonho”, disse Linda.

Ela lembrou do encontro de meia hora que teve com Barack Obama, em junho deste ano. “Vários representantes indígenas do mundo todo estiveram presentes. A conversa foi muito rápida e suficiente apenas para me identificar e falar um pouco sobre meu povo”, afirmou a índia marubo.

Ameaçada de morte 

Linda nasceu em Atalaia do Norte (AM), na tribo marubo. “Vivi na cabeceira do Rio Curuçá, no Vale do Javari, até meus 9 anos, quando descobri que só estava viva por causa de minha mãe.” Ela revelou que, por tradição da cultura marubo, o primeiro filho de um casal indígena deveria nascer homem e herdar os dons curativos do pai. “Nasci mulher e não receberia esse dom. Meu pai quis me matar, mas minha mãe lutou pela minha vida.”

Ao saber do desejo de seu pai em matá-la quando ainda era bebê, Linda disse que ficou revoltada, mas que a dor maior veio dias depois, ao descobrir que o pai, na condição de dexá-la viver, a prometeu em casamento a um índio da tribo. “Soube que não poderia escolher com quem casar e me revoltei ainda mais. Não conseguia entender por que teria de casar com um índio que já tinha três mulheres. Eu seria a quarta esposa”, disse ela.

Decidida, Linda disse  que, apesar dos 9 anos de idade, entrou na Floresta Amazônica e fugiu da tribo. “Entrei em uma picada, que nem sabia para onde me levaria. Corri muito, mas os índios descobriram que eu tinha fugido e, como andam muito rápido no meio da selva, conseguiram me capturar e levar de volta para a tribo. Meu pai me prometeu uma grande festa de casamento, mas não quis.”

Iniciação escolar

Um missionário religioso que atuava na região da tribo marubo intercedeu e a levou para estudar em um colégio de freiras em Cruzeiro do Norte (AC). “Terminei o que hoje seria o Ensino Fundamental, e quase virei freira. Como não queria a vida religiosa, saí da escola após a conclusão dos estudos. Em seguida, conheci um coronel do Exército, com quem me casei. Me separei aos 20 anos ao descobrir que ele queria virar índio e ter mais de uma mulher”, brincou Linda. 

Ela se mudou para Porto Velho, onde terminou o Ensino Médio e conheceu o pai de seus filhos, Andreza, de 12 anos, e Marlon, de 11 anos. “Minha família me descobriu novamente e pediu para me buscar. Depois de tanto tempo, eles já tinham evoluído e eu também tinha amadurecido. Conversamos, mas decidi ir para Manaus.”

Rumo aos Estados Unidos

Linda disse que entrou na Universidade do Estado do Amazonas em 2006 por meio do sistema de cotas e pretende concluir o curso de administração pública em 2010. “Eu aceitei a bolsa de mestrado, mas tem um pequeno detalhe que precisa ser negociado. Tenho dois filhos e não falo inglês perfeitamente.”

Enquanto se prepara para aprimorar o conhecimento da língua inglesa, Linda assumiu o cargo de chefe do departamento de Orçamento e Finanças da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind). Ela controla um orçamento de R$ 3 milhões, em 2009, mas que pode alcançar R$ 10 milhões em 2010, segundo o secretário Jecinaldo Sateré, titular da pasta.

Fonte G1

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Criança que ronca e sofre apneia rende menos na escola

Publicado por Tulio em 19 janeiro, 2010.

Crianças que roncam ou que sofrem apneia do sono (interrupções da respiração) apresentam menor rendimento escolar e alterações na memória e atenção, aponta estudo do Ambulatório de Otorrinolaringologia Pediátrica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) apresentado no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia Pediátrica.

Estima-se que de 15% a 28% das crianças com até 10 anos respirem pela boca e ronquem. E acredita-se que de 1% a 3% delas também tenham apneia. A pesquisa dividiu 81 crianças de 6 a 12 anos que respiram pela boca em três grupos: as que roncam, as que têm apneia e o grupo controle. Todas fizeram polissonografia.

Depois, essas crianças responderam a uma prova de aprendizagem que avaliou a memória imediata, a susceptibilidade a interferências e a memória de reconhecimento. Os resultados mostram que o grupo que ronca e que tem apneia do sono apresentou resultados muito piores de aprendizagem e de memória.

  Editoria de Arte/Folha Imagem  
0930038 Criança que ronca e sofre apneia rende menos na escola

Segundo o otorrinolaringologista Luc Weckx, um dos autores do estudo, isso significa que a memória imediata e o nível de atenção estão prejudicados nas crianças com distúrbios do sono. “Esse prejuízo pode estar relacionado não só à diminuição do oxigênio no sangue por causa da interrupção da respiração, mas também ao maior número de despertares noturnos, com consequente fragmentação do sono”, diz.

As três principais causas de ronco e apneia em crianças são rinite alérgica (inchaço dos cornetos nasais e entupimento das vias aéreas), crescimento da adenoide (carne esponjosa na parte de trás do nariz) e aumento das amígdalas.

Segundo o pneumologista Geraldo Lorenzi-Filho, diretor do Laboratório do Sono do InCor (Instituto do Coração de São Paulo), o crescimento da adenoide e das amígdalas normalmente acontece junto e provoca um estreitamento da garganta, dificultando a passagem do ar e causando o ronco. Nesse caso, o tratamento inclui a retirada cirúrgica da adenoide e das amígdalas. “Quanto mais cedo a criança fizer a cirurgia, melhor”, diz. Quando há rinite, usa-se medicamentos.

O otorrinolaringologista Michel Cahali, professor colaborador da Universidade de São Paulo, concorda. “O índice de resolutividade da cirurgia é grande. O ronco infantil é facilmente tratado e pelo menos 90% dos casos são resolvidos.” Se a criança continuar dormindo de boca aberta e respirando pela boca, o ronco pode persistir. Mas sessões de fonoaudiologia ensinam a criança a respirar corretamente.

Alerta aos pais

Para Luc Weckx, quando a criança apresenta problemas na escola, vários fatores devem ser avaliados, incluindo a qualidade do sono. “Depois de descartar problemas auditivos, de visão, neurológicos ou psicológicos, o pediatra deve avaliar se a criança respira pela boca e se está dormindo bem”, afirma.

Segundo Cahali, o problema é bastante comum e muitas vezes passa despercebido pelos pais. “Os pais precisam observar o sono da criança, que deve seguir um ritmo natural. Se ele não tiver uma sequência, a criança ficará cansada, irritada e inquieta durante o dia. Isso afetará o rendimento escolar.”

FERNANDA BASSETTE  ( Folha de S.Paulo )

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Como o cérebro percebe o tempo

Publicado por Tulio em 19 janeiro, 2010.

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O ano de 2010 chegou como uma surpresa para muita gente. Quer dizer que os anos 90 já passaram? Uma década. Mesmo?

Pois é, passou rápido, como se tivéssemos adiantado o filme da vida. Esse sentimento é, em geral, mais forte em dezembro e janeiro. É aí que percebemos que não conseguimos realizar alguns de nossos objetivos para o ano novo, os velhos hábitos continuam, aquela prometida viagem não aconteceu. A academia, aqueles livros, ficaram para o próximo ano.

A sensação do tempo passando é relativa. Depende de uma série de variáveis, incluindo como você lida com a situação. A verdade é que a ciência ainda não tem uma resposta conclusiva sobre como isso ocorre em nosso cérebro. Uma teoria sugere que existam algumas células nervosas especializadas em contar intervalos de tempo. Outra sugere que existe uma série de redes neuronais responsáveis por processos fisiológicos que agiriam como um relógio interno.

De qualquer forma, ambas as teorias concordam que o cérebro não consegue calibrar corretamente eventos que acontecem em intervalos de tempo distantes entre si. Dados experimentais sugerem que o cérebro interpreta o tempo passando mais rapidamente caso você esteja envolvido em uma tarefa desafiadora, que requer mais de você. Estimulantes, como a cafeína, tendem a induzir a sensação de que o tempo passa mais rápido. Por outro lado, trabalhos complexos, mas enfadonhos, causam a sensação de que o tempo se arrasta lentamente.

Além disso, eventos emocionais, como a morte de um parente querido, parecem mais recentes do que realmente são. Às vezes, nosso cérebro erra por meses, ou até anos. Segundo o filósofo Martin Heidegger, o tempo persiste meramente como uma consequência de diversos eventos. Parece óbvio, mas a ciência tem mostrado que o inverso também é verdadeiro: se poucos eventos vêem à mente, então a percepção do tempo não persiste. Ou seja, o cérebro subestima a passagem do tempo.

Experimentos feitos com estudantes universitários testaram a habilidade do cérebro de estimar quando um determinado evento havia realmente ocorrido. Foram usados exemplos populares do noticiário da TV americana, como a morte de um artista famoso ou a renúncia de um político. Em média, os estudantes subestimaram por três meses quanto tempo havia passado desde o episódio real.Esses dados não foram vistos como uma total surpresa. Num exemplo clássico, o explorador Frances Michel Siffre viveu durante 2 meses dentro de uma caverna, isolado do exterior e sem dicas de passagem do tempo, como algum resquício da luz do dia. Ao final do período, estava convencido de que havia ficado apenas 25 dias. Sem evidências externas, o cérebro tende a condensar o tempo.

Interessante notar que a forma pela qual o cérebro fixa o tempo relativo dos eventos é por meio da memória. Assim, quanto mais memórias os estudantes do estudo acima tinham sobre determinado evento, menos precisa ficava a estimativa do cérebro. É mesmo contraintuitivo: quando mais memórias associadas sobre um determinado evento, mais longe parece estar o evento original.Se esse mecanismo é conservado entre as espécies, é possível que alguns animais não sintam a passagem do tempo como nós, pois não têm o mesmo tipo de memória de longo prazo. Ou seja, não têm consciência temporal. Para um peixe-dourado, cuja memória dura alguns segundos, o tempo não passa, só existe presente.

Essa mesma dinâmica pode explicar por que parece que os filhos dos outros envelhecem mais rapidamente do que os nossos. Ora, os pais acompanham cada resfriado, prova de escola e birra dos próprios filhos, unindo uma série de memórias ou estímulos contínuos. Com os filhos dos outros, o número de eventos associados a eles é reduzido.

Isso explica a sensação de aceleramento do tempo em janeiro. Resoluções do ano passado que foram esquecidas representam apenas um único estímulo de memória. Ao contrário, as resoluções que saíram do papel e realmente entraram em prática serviram como estímulos independentes, desacelerando o tempo. Enfim, se essa década de 90 passou rápido para você, talvez esteja na hora de parar de sonhar e concretizar novos desafios.

Alysson Muotri

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Herbert Vianna diz que música substitui vida sexual

Publicado por Tulio em 1 julho, 2009.

Divulgação  /.Divulgação

Herbert Vianna: vida transformada, mas tranquila com os filhos

Em uma entrevista reveladora à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, deste domingo, 14, o líder do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna contou um pouco da vida que leva na banda e ao lado dos filhos desde que ficou paraplégico, há oito anos, em um acidente de ultraleve que matou também sua mulher.

Durante passagem pela capital paulista, onde apresentou a turnê “Brasil Afora”, Herbert contou que sempre reza com os filhos antes de dormir e que são eles que ajudam a cuidar cantor.“Antes de dormir, damos as mãos e rezamos. É muito natural e luminoso o carinho e o entusiasmo dos meus filhos. Eles lidam bem melhor do que eu com a perda da Lucy”, contou sobre Luca, 16, Hope, 12 e Phoebe, de 9 anos.O cantor falou também sobre relacionamentos e contou que os namoros que teve aconteceram em um estágio em que ainda não era ele mesmo. Estava tonto, confuso e bastante carente.“Eu dava um beijo, fazia alguma coisa. Mas não aconteceu de eu sentir alegria romântica”, diz.”Além disso, tem a questão da condição física, porque eu não tenho sensibilidade, ereção”, disse ele que afirmou ainda que sexo não lhe faz falta.

 

 

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