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terremoto china foto14 Número de mortos por terremoto já é o maior desde tsunami de 2004

O ano de 2010 pode ficar marcado por um recorde trágico: aquele em que mais pessoas morreram vítimas de terremotos. Apenas nos quatro primeiros meses, as vítimas de tremores já somam 223.542, segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS na sigla em inglês), que monitora terremotos em todas as regiões do globo.

O número é inferior apenas a 2004, quando 227.898 morreram após o tremor de magnitude 9.1 que atingiu a costa de Sumatra, na Indonésia, e foi seguido por um tsunami que atingiu 13 países no Oceano Índico.

 Veja terremotos que mais mataram desde 2000 Ano Local Magnitude Número de mortos Total de mortos no ano

2010 Haiti 7.0 222.570 223.542

2009 Sumatra, Indonésia 7.5 1.117 1.787

2008 Sichuan, China 7.9 87.587 88.011

2007 Pisco, Peru 8.0 514 709

2006 Java, Indonesia 6.3 5.749 6.605

2005 Paquistão 7.6 80.361 82.364

2004 Costa de Sumatra, Indonésia 9.1 227.898 228.802

2003 Irã 6.6 31.000 33.819

2002 Afeganistão 6.1 1.000 1.685

2001 Índia 7.7 20.023 21.357

2000 Sumatra, Indonésia 7.9 103 231

*Fonte: USGS (Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA)

Embora o governo do Haiti tenha divulgado um número de mortos superior ao provocado pelo tsunami de 2004, o USGS considera o número de mortes confirmadas pela Coordenação de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Nesta terça (13), um forte terremoto de 6,9 graus de magnitude atingiu a província de Qinghai, na China, deixando ao menos 589 mortos e cerca de 10 mil feridos. Foi o terceiro maior do ano em número de vítimas, segundo o centro americano, mas de efeito menos danoso se comparado ao abalo que devastou o Haiti em 12 de janeiro – matando mais de 223 mil pessoas.

Para o pesquisador de terremotos João Willy Corrêa Rosa, sismólogo da UnB (Universidade de Brasília), o tremor teve efeito reduzido se levada em conta a população da China – onde vivem mais de 25% da população mundial – e a região, “uma das mais sísmicas”. “A região fica no encontro da placa da Índia com a da Ásia, a mesma que causou a formação [da cordilheira] do Himalaia”.

O grande número de mortos por terremotos até agora também não indicam uma atividade sísmica acima da média em 2010, segundo o sismólogo. “Não há atividade acima da média. Terremotos como o do Chile [de 8.8 de magnitude] ocorrem uma vez a cada dez anos. Já um como este do Tibete ou o do Haiti ocorrem dez por ano”, diz.

A explicação, afirma o sismólogo, é que o número de mortos não é determinado pela magnitude do tremor e, sim, por fatores como a profundidade (quanto mais superficiais, maiores podem ser os danos) e a proximidade de áreas mais habitadas.

“O terremoto do Haiti, apesar de grande, não foi dos maiores. O terremoto do Chile teve 30 vezes mais energia liberada que o do Haiti ou este no Tibete. No caso haitiano, houve a infelicidade de o epicentro estar embaixo da maior cidade [Porto Príncipe]. Além de ser um país pobre, com casas mal construídas, o que ocasionou as centenas de milhares de mortos”, afirma.

Previsão

Já no caso do terremoto na Indonésia em 2004 – o maior em número de mortos e afetados – colaborou o fato de que a costa do Oceano Índico, à época, ainda não tinha um sistema de alerta de tsunami.

“O tsunami é um fenômeno que nós conseguimos prever que vai haver, mas não ocorre cada vez que tem um terremoto no mar. Tem que haver condições específicas. O de 2004 aconteceu num local que não tinha rede de alerta instalado, o que pegou a população desprevenida.”

Segundo João Willy Corrêa Rosa, embora a tecnologia disponível desde então permita monitorar áreas com maior risco de terremoto e os tsunami, que são conseqüência dos tremores, ainda não é possível prever os abalos.

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praca sao francisco Praça de Sergipe é eleita patrimônio da humanidade pela Unesco

Praça São Francisco é o 18º local brasileiro a ser incluído em lista da entidade

(Foto: Divulgação)

A praça São Francisco, localizada na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, foi eleita patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão, foi tomada em reunião do comitê de patrimônio mundial da humanidade da Unesco, que acontece em Brasília (DF) desde o dia 26 de julho

A candidatura da praça para o posto foi aceita pela entidade em março de 2007. Desde então, foram analisadas as potencialidades do local e suas condições para figurar entre os patrimônios da humanidade.

A praça foi construída há mais de quatrocentos anos no município de São Cristóvão, que foi a primeira capital do estado de Sergipe. O local apresenta influências portuguesas e espanholas. Prédios como o palácio do período colonial e o convento de São Francisco continuam com praticamente a mesma feição de quando foram construídos. O local é palco de manifestações folclóricas e artísticas na cidade.

Segundo o Ministério da Cultura, a praça São Francisco é a 18ª localidade brasileira a figurar entre os patrimônios mundiais da Unesco.

Fonte G1

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A Jatobá e a Sustentabilidade

Publicado por Tulio em 26 agosto, 2010.

jatoba 62424 A Jatobá e a Sustentabilidade

Ao final de um evento de premiação das Empresas mais Sustentáveis do ano, em que atuei como Mestra de cerimônias , desci do palco e fui abordada por um dos convidados:

-Seu nome é artístico?

Achei graça da pergunta e expliquei a origem do batismo.

- Artístico? Não. Jatobá é uma família de novos cristãos vinda de Portugal em 1564, fugindo da perseguição religiosa aos judeus.

- Achei interessante a coincidência: a moça do tempo, que fala das questões ambientais, ter nome de árvore!

- E que árvore! Repliquei, orgulhosa.

Aí confesso que cedi à vaidade:

- O Jatobá é a árvore que mais sequestra carbono da atmosfera. Ela é considerada a faxineira do ar, na medida em que aspira dióxido de carbono (CO2) e, assism, livra a atmosfera de grandes quantidades do principal gás responsável pelo aumento do efeito estufa na Terra.

No caminho de volta pra casa, me lembrei do dia em que a tal “coincidência”, por ser uma Jatobá e gostar dos temas relacionados ao meio-ambiente, se havia revelado.

Dois anos antes dessa noite, fui convidada para assistir à palestra do mais famoso ambientalista e ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore. De passagem por São Paulo, ele falaria para um público seleto sobre a crise climática mundial, mostraria as evidências de mudanças dramáticas e radicais no mundo provocadas pelo aquecimento global.

Antes, porém, tratei de ver o documentário que projetou suas idéias, “Uma verdade inconveniente”, mais tarde ganhador do Oscar. Naquele momento nascia a semente da minha inquietude. Fiquei alarmada ao saber da rápida escalada da concentração de CO2 nos ares, o que estava transformando o planeta numa panela de pressão.

No auditório do Ibirapuera, o mestre atualizava dados científicos e , junto com o alerta , lançava um apelo por uma mudança de hábitos da humanidade. Senti uma espécie de chamamento. Saí convencida de que o acaso não existe. Deveria honrar meu sobrenome.

Por força da profissão, já transmitia as notícias da meteorologia e observava parte daquelas mudanças significativas no padrão mundial do clima. Uma maior duração e frequência de fenômenos, como tempestades severas, secas, furacões, ciclones…e o ineditismo, nesta nossa era, do derretimento de quase todas as geleiras do mundo e a consequente elevação do nível do mar, com implicações na fauna e na flora.

Entendi que era a resposta da natureza em fúria pela sobrecarga imposta em nome do desenvolvimento econômico.

Acreditei que poderia contribuir para dar destaque ao tema e , quem sabe, sensibilizar as pessoas quanto ao processo destrutivo da Terra, cuja maior vitima, por ironia, seria mesmo a raça humana.

Resolvi estudar mais profundamente o assunto, de início , por conta própria. A pesquisa me levou a grandes obras de cientistas, como James Lovelock e Tim Flannery, e a de estudiosos brasileiros que participaram do IPCC.

Em pouco tempo estava tatando do assunto no GNT, canal de tv a cabo, numa série de programas sobre Sustentabilidade chamada “Um mundo pra chamar de seu”. A ideia era convencer as pessoas de que pequenas atitudes, como reciclar o lixo, economizar água e energia, reduzir o consumo de carne e de bens em geral, e deixar o carro na garagem poderiam reduzir a pegada de carbono: a quantidade de CO2, metano e outros gases que lançamos todos os dias na atmosfera. Em última instância, a mensagem era a de que temos que cuidar da Casa em que habitamos, para que Ela possa acolher nossos filhos e netos, reproduzindo os milagres da vida que hoje ainda testemunhamos.

No ano passado, iniciei um Mestrado na USP sobre Gestão e Tecnologias Ambientais, fonte preciosa de pesquisa sobre aspectos que pretendo trazer à discussão.

Neste espaço, quero a sua parceria para continuar esta missão ecológica. Afinal, predestinação se respeita. Uma Jatobá não pode ignorar o peso deste nome, não é mesmo?

Fonte G1

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Epístola da desobediência

Publicado por Tulio em 19 abril, 2010.

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Vento contra. ‘A Igreja está na pior crise de credibilidade desde a Reforma’, afirma Hans Küng ao justificar sua mensagem ao episcopado mundial. Foto: Stefano Rellandini/Reuters

 

Veneráveis bispos:

Joseph Ratzinger, atual papa Bento XVI, e eu éramos os mais jovens teólogos no Concílio Vaticano II (1962-1965). Agora somos os mais velhos e os únicos ainda em plena atividade. Sempre entendi meu trabalho teológico como um serviço prestado à Igreja Católica Romana. Por essa razão, por ocasião do quinto aniversário da eleição do papa Bento XVI, faço este apelo a vocês numa carta aberta. Ao fazê-lo, sou motivado por meu profundo respeito por minha Igreja, que agora se encontra envolvida na pior crise de credibilidade desde a Reforma. Queiram me desculpar pela forma de carta aberta. Infelizmente, não tenho outro meio para alcançá-los.

Minhas esperanças e as de tantos católicos de que o papa pudesse encontrar seu caminho para promover uma renovação em curso da Igreja e uma reaproximação ecumênica no espírito do Concílio Vaticano II infelizmente não se confirmaram.

Seu pontificado mais perdeu que aproveitou oportunidades. Perdeu-se a oportunidade de reaproximação com as igrejas protestantes; de uma reconciliação duradoura com os judeus – em vez disso, recolocou bispos notoriamente antissemitas e cismáticos em comunhão com a Igreja; de um diálogo com muçulmanos numa atmosfera de confiança mútua; de reconciliação com os povos indígenas colonizados da América Latina; de ajudar os povos da África permitindo o uso do controle da natalidade para combater a superpopulação e preservativos para combater a disseminação do HIV. Perdeu-se a oportunidade de fazer do espírito do Concílio Vaticano II a bússola de toda a Igreja Católica.

 Este último ponto, respeitáveis bispos, é o mais sério de todos. Por diversas vezes, este papa acrescentou qualificativos aos textos conciliares e os interpretou contra o espírito dos padres do Concílio:

- Trouxe os bispos da tradicionalista Sociedade Pio X de volta à Igreja sem nenhuma precondição;

- Promove a Missa Tridentina medieval por todos os meios possíveis;

- Recusa-se a pôr em vigor a reaproximação com a Igreja Anglicana, exposta em documentos oficiais pela Comissão Internacional Anglicana-Católica Romana;

- Reforçou ativamente as forças anticonciliares na Igreja nomeando funcionários reacionários para postos-chave na Cúria, enquanto nomeava bispos reacionários por todo o mundo.

O papa Bento XVI parece cada vez mais afastado da vasta maioria dos membros da Igreja que presta cada vez menos atenção a Roma e, na melhor hipótese, se identifica somente com seu pároco ou bispo local.

Sei que muitos de vocês estão aflitos com essa situação. Em sua política anticonciliar, o papa recebe pleno apoio da Cúria Romana. A Cúria é competente para reprimir críticas no episcopado e na Igreja como um todo e para desacreditar críticos por todos os meios a sua disposição. Com a volta à pompa e ao espetáculo absorvendo a atenção da mídia, as forças reacionárias em Roma tentaram nos apresentar como uma Igreja forte chefiada por um “Vigário de Cristo” absoluto que combina os poderes legislativo, executivo e judiciário da Igreja em suas mãos apenas. Mas a política de restauração de Bento fracassou. Todos os seus aparecimentos espetaculares, viagens demonstrativas e declarações públicas não conseguiram influenciar as opiniões da maioria dos católicos em questões controversas. Isso é particularmente verdadeiro com respeito a questões de moralidade sexual. Mesmo os encontros papais com a juventude, frequentados sobretudo por grupos carismáticos conservadores, não conseguiram conter a drenagem dos que saem da Igreja nem atrair mais vocações para o sacerdócio.

Vocês em particular, como bispos, têm razões para um profundo pesar: dezenas de milhares de padres renunciaram ao ministério desde o Concílio Vaticano II, a maioria em razão da regra do celibato. Vocações para o sacerdócio, mas também para ordens religiosas, irmandades e irmandades laicas estão em queda – não só quantitativamente como qualitativamente. A resignação e a frustração estão se espalhando rapidamente tanto pelo clero como pelos leigos atuantes. Muitos sentem que foram abandonados com suas necessidades pessoais e muitos estão profundamente deprimidos com a situação da Igreja. Em muitas de suas dioceses é a mesma história: igrejas cada vez mais vazias, seminários vazios e paróquias vazias. Em muitos países, em razão da falta de padres, cada vez mais paróquias estão sendo fundidas, com frequência contra a vontade de seus membros, em “unidades pastorais” maiores em que os poucos pastores sobreviventes ficam absolutamente sobrecarregados. Isso é antes uma falsa reforma da Igreja que uma reforma de fato!

E agora, por cima dessas crises, surge um escândalo que clama ao céu – a revelação do abuso clerical de milhares de crianças e adolescentes, primeiro nos Estados Unidos, depois na Irlanda, e agora na Alemanha e outros países. E para piorar as coisas, o tratamento dado a esses casos deu lugar a uma crise de liderança sem precedente e um colapso da confiança na liderança da Igreja.

As consequências de todos esses escândalos para a reputação da Igreja Católica são desastrosas. Líderes importantes da Igreja já admitiram isso. Numerosos pastores e educadores inocentes e comprometidos estão sofrendo com o estigma da suspeita que agora se estende sobre a Igreja.

Vocês, reverendos bispos, precisam enfrentar a questão: que acontecerá com nossa Igreja e suas dioceses no futuro? Não é minha intenção esboçar um novo programa de reforma da Igreja. Isso eu já fiz muitas vezes tanto antes como depois do Concílio. Desejo apenas lhes apresentar seis propostas que estou convencido de que são apoiadas por milhões de católicos que não têm voz na atual situação.

1. Não se calem: mantendo o silêncio ante tantas ofensas graves vocês também se mancham com a culpa. Quando sentirem que certas leis, diretrizes e medidas são contraproducentes, vocês devem dizê-lo em público. Enviem a Roma não profissões de sua devoção, mas apelos em favor da reforma!

2. Comecem a reforma: muitos na Igreja e no episcopado se queixam de Roma, mas eles próprios não fazem nada. Quando pessoas não frequentam mais a igreja numa diocese, quando o público é mantido na ignorância sobre as necessidades do mundo, quando a cooperação ecumênica é reduzida ao mínimo, então a culpa não pode ser simplesmente atribuída a Roma. Quer sejam bispos, padres, leigos ou leigas – todos podem fazer algo pela renovação da Igreja dentro da própria esfera de influência, seja ela grande ou pequena. Muitas das grandes realizações que ocorreram nas paróquias individuais e na Igreja em geral devem sua origem à iniciativa de um indivíduo ou de um pequeno grupo. Como bispos, vocês deveriam apoiar essas iniciativas e, especialmente considerando a situação presente, deveriam responder às justas queixas dos fiéis.

3. Ajam de maneira colegiada: após debates acalorados e contra a persistente oposição da Cúria, o Concílio Vaticano II decretou a colegialidade do papa e dos bispos. Ele o fez no sentido dos Atos dos Apóstolos, em que Pedro não agia sozinho sem o colégio dos apóstolos. Na era pós-conciliar, porém, o papa e a Cúria ignoraram esse decreto. Dois anos apenas após o Concílio, o papa Paulo VI emitiu sua encíclica defendendo a controversa lei do celibato sem nenhuma consulta aos bispos. Desde então, a política papal e o magistério papal continuaram agindo da velha maneira não colegial. Mesmo em matérias litúrgicas, o papa governa como um autocrata sobre e contra os bispos. Ele fica feliz de se cercar deles desde que não sejam mais que figurantes no palco, sem nenhuma voz nem direito de voto. É por isso que, veneráveis bispos, vocês não deveriam agir sozinhos, mas na comunidade dos outros bispos, dos padres e dos homens e mulheres que constituem a Igreja.

4. A obediência incondicional só é devida a Deus: embora em sua consagração episcopal vocês tenham tido de fazer um juramento de obediência ao papa, sabem que a obediência incondicional não deve jamais ser prestada a nenhuma autoridade humana; ela só é devida a Deus. Por essa razão, vocês não deveriam se sentir impedidos por seu juramento de falar a verdade sobre a crise atual que enfrentam a Igreja, sua dioceses e seu país. Seu modelo deveria ser o apóstolo Paulo, que ousava discordar de Pedro como em “resisti-lhe francamente, porque era censurável”! (Gálatas 2:11). Pressionar as autoridades romanas no espírito da fraternidade cristã pode ser permissível e até necessário quando elas não se colocam à altura do espírito do Evangelho e de sua missão. O uso do vernáculo na liturgia, as mudanças dos regulamentos que governam casamentos mistos, a afirmação de tolerância, democracia e direitos humanos, a abertura para uma atitude ecumênica, e muitas outras reformas do Vaticano II só foram alcançados pela pressão tenaz de baixo para cima.

5. Trabalhem por soluções regionais: o Vaticano com frequência tem feito ouvidos surdos a demandas bem fundamentadas do episcopado, dos padres e da laicidade. Isso é mais razão ainda para se buscar soluções regionais sábias. Como todos vocês sabem, a regra do celibato, que foi herdade da Idade Média, representa um problema particularmente delicado. No contexto atual do escândalo dos abusos sexuais, a prática tem sido cada vez mais posta em questão. Contra a vontade expressa de Roma, uma mudança pareceria pouco possível; mas não há razão para uma resignação passiva. Quando um padre, após considerações maduras, deseja se casar, não há razão porque ele deva renunciar automaticamente a seu ministério quando seu bispo e sua paróquia ficarem do seu lado. Conferências episcopais individuais poderiam tomar a frente com soluções regionais. Seria melhor, porém, buscar uma solução para toda a Igreja, portanto.

6. Peçam um concílio: assim como a conquista da reforma litúrgica, liberdade religiosa, ecumenismo e diálogo entre religiões requereu um concílio ecumênico, agora é necessário um concílio para resolver a escalada de problemas que pede uma reforma. No século anterior à Reforma, o Concílio de Constança decretou que concílios deveriam ser realizados a cada cinco anos. Mas a Cúria Romana conseguiu contornar essa decisão. Está fora de dúvida que a Cúria, temendo uma limitação de seu poder, faria qualquer coisa a seu alcance para impedir a realização de um concílio na presente situação. Assim, cabe a vocês promoverem o apelo por um concílio ou ao menos por uma assembleia representativa de bispos.

Com a Igreja em crise profunda, este é meu apelo a vocês, veneráveis bispos: ponham em ação a autoridade episcopal que foi reafirmada pelo Concílio Vaticano II. Nesta situação urgente, os olhos do mundo estão voltados para vocês. Incontáveis pessoas perderam sua confiança na Igreja Católica. Somente admitindo aberta e honestamente esses problemas e realizando resolutamente as reformas necessárias a confiança poderá ser recuperada. Com o devido respeito, eu lhes rogo que façam a sua parte – com seus colegas bispos até onde for possível, mas também sozinhos se preciso for – no “destemor” apostólico (Atos 4:29, 31). Deem a seus fiéis sinais de esperança e encorajamento e deem a nossa Igreja uma perspectiva para o futuro.

Com calorosas saudações na comunidade da fé cristã,

Do seu, Hans Küng

* Hans Küng, teólogo suíço, é escritor e professor emérito de teologia ecumênica na universidade tübingen, alemanha, escreveu este artigo para o New York Times

 Fonte : O Estadão, Tradução de Celso M. Paciornik

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‘Estou na infância da velhice’, diz Caetano Veloso

Publicado por Tulio em 17 abril, 2010.

Caetano Veloso

 

Para Caetano Veloso, o tempo ajuda a melhorar, a se renovar e a incorporar aprendizagens para seguir desfrutando de uma música que deu ao cantor reconhecimento mundial. “Estou na infância da velhice. Sem querer, dediquei toda a minha vida à música popular e foi algo muito bom porque desde muito pequeno adorava cantar”, disse Caetano à AFP, em uma série de entrevistas via e-mail, antes de sua chegada a Miami para um show na terça-feira (20).

Caetano, de 67 anos, conta que quando era jovem tinha outros interesses, como a literatura e o cinema, mas que a música foi se impondo em sua vida com força.

Ele diz que se sente “agradecido”, como “se uma mulher bonita o tivesse escolhido”, e que, por isso, trabalha “como se não tivesse dado ainda tudo que ela merece”.

O mais popular e reconhecido músico brasileiro contemporâneo mencionou o crescimento da música em espanhol nos Estados Unidos e a influência da brasileira, e disse que a entrada de sua obra no mercado americano não é um objetivo que o motiva.

“Não penso em ganhar ou perder espaço nos Estados Unidos, e sim, em poder fazer uma música melhor do que a que fiz até agora. Vejo o futuro de uma perspectiva mais brasileira, que não depende muito dos Estados Unidos”.

Em relação ao restante do continente, ele diz que o “Brasil é um estranho e enorme país onde as pessoas falam português”, o que o diferencia da grande onda hispânica ou do mercado latino que vem influenciando os americanos.

No entanto, a música brasileira conta com figuras como “Carmen Miranda, João Gilberto, Tom Jobim e Milton Nascimento” que são conhecidos e admirados por muitos em um país que fala inglês e que é o mais poderoso do mundo, e isso é muito valorizado por nós”, completou.

Reggaeton e funk carioca

Sobre as novas tendências musicais, Caetano diz gostar do “reggaeton e também do funk carioca”, apesar de considerar um estilo “muito menos polido”.

E em relação às novas gerações de músicos no Brasil, afirma que se deve prestar atenção tanto na cantora de samba e bossa nova Roberta Sá, como nas bandas alternativas Babe Terror e Rabotnik.

Pensa em Miami como um lugar em que há forte impacto da música latina e diz que em seu show, no teatro Fillmore de Miami Beach, espera encontrar muitos imigrantes hispânicos e brasileiros que vivem na cidade, mas também alguns “jovens americanos que me descobriram através de David Byrne, Beck, David Longstreth, Devendra Banhart e Panda Bear, que se interessaram pela minha música”.

A apresentação em Miami tem também uma sensação especial porque é sua primeira visita aos EUA desde que o presidente Barack Obama, por quem sente um “particular afeto”, chegou à Casa Branca.

“O look de Obama encanta tanto a mim como às minhas irmãs, porque se parece muito com nosso pai, que era um mulato elegante, com as orelhas de abano”, disse.

“Acredito que sua chegada à presidência é um grande acontecimento”, completou Caetano, que valoriza as conversas iniciadas por Washington com a Rússia para reduzir os arsenais nucleares e o possível fechamento de Guantánamo, mas lembra: “os Estados Unidos não podem apagar no Afeganistão as mentiras do Iraque”.

Fonte G1

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Os sabichões de Wall Street

Publicado por Tulio em 12 abril, 2010.

 Os sabichões de Wall Street

The Big Short: Inside the Doomsday Machine, de Michael Lewis, 266 páginas, editora W.W. Norton & Co., preço nos EUA: US$ 27,95

A crise financeira mundial de 2008 – que, segundo estimativas de economistas, teria resultado em prejuízos de muitos trilhões de dólares e que já custou ao contribuinte americano bilhões de dólares em ajuda por parte do governo – não foi provocada por alguma guerra ou recessão e sim por uma desgovernada máquina de dinheiro criada pelo homem, construída em cima de modelos matemáticos equivocados que nem mesmo a maioria dos executivos de finanças conseguia entender.

Impulsionadas por muita ganância e pouca atenção, empresas de Wall Street vinham transformando crédito imobiliário com base em subprimes – empréstimos concedidos a pessoas com garantias mínimas de crédito e pouca documentação – em produtos financeiros exóticos e tóxicos que lhes geraram fortunas em operações de revenda e lavagem de dinheiro, e tudo isso foi possível graças às mesmas agências de classificação de riscos que supostamente deveriam policiar os riscos.

A insanidade destas crescentes e altamente alavancadas transações de derivativos de crédito imobiliário persistiu mesmo quando a qualidade de empréstimos obscuros se tornava cada vez mais duvidosa, mesmo quando o estouro da bolha imobiliária americana se tornava cada vez mais provável.

O perigo claro e eminente apresentado por tal edificação insana, construída sobre as fundações instáveis dos financiamentos de subprimes, não foi previsto pelos altos executivos dos principais bancos americanos. Tampouco pelos órgãos reguladores, pelos oficiais do Tesouro ou pelo Fed. Ele foi previsto, porém, por um punhado de investidores perplexos diante da loucura que presenciavam em Wall Street e que usaram suas habilidades de premonição para fazer fortuna a partir da calamitosa crise do sistema financeiro. Algumas de suas estórias são contadas por Michael Lewis no livro “The Big Short”.

Ninguém compõe uma narrativa em torno do dinheiro e das finanças com maior maestria que Lewis, autor de “Liar’s Poker” – obra que se tornou um retrato clássico da Wall Street da década de 1980. Em seu novo livro, de leitura bastante agradável, ele não tenta tecer uma visão geral da crise financeira: o que ele propõe é abrir uma pequena janela para observarmos as calamidades por meio de histórias de alguns renegados espertos que ganharam dinheiro em cima da convicção de que o sistema estava podre.

Ao fazer isso, Lewis se depara com o mesmo problema encontrado pelo repórter de Wall Street Gregory Zuckerman em seu livro “The Greatest Trade Ever” – que conta a história de John Paulson, gestor de hedge fund que ganhou US$15 bilhões em 2007 ao prever a bolha imobiliária. Nas duas obras o leitor se vê em uma posição em que toma partido de pessoas que, apesar de mais espertas ou com maior capacidade de antever o futuro do que os primeiros responsáveis pela tragédia, tentaram lucrar (enxergando uma oportunidade rara, como dizem alguns) ao apostar no colapso de nosso sistema financeiro.

 Os sabichões de Wall StreetFoto: Bloomberg via Getty Images/Bloomberg

Michael Lewis, autor do novo best seller, sobre a crise do subprime em Wall Street: prosa ao estilo do sarcástico Tom Wolfe, escritor de Fogueira das Vaidades

Ainda assim, Lewis é sagaz ao usar as histórias de seus personagens para explicar a ganância, as idiossincrasias e as hipocrisias de um sistema notavelmente carente de uma supervisão séria, com empresas que “desdenhavam a necessidade de regulamentações governamentais nos momentos prósperos, “mas” insistiam em receber ajuda do mesmo governo nos momentos de crise”.

Lewis argumenta que as raízes da crise de 2008 podem ser encontradas no livro “Liar’s Poker”, da década de 1980, quando foram desenvolvidos produtos financeiros complexos – como os derivativos de crédito imobiliário. Ele também insinua que tais instrumentos financeiros (que tinham nomes do tipo “obrigação de dívida colateralizada sintética”) se tornaram cada vez mais obscuros e complexos para ajudar a mascarar que os mesmos tinham sido desenvolvidos em torno de concessões de créditos cada vez mais suspeitas. Os financiamentos eram concedidos “com muito pouca ou nenhuma garantia”, exigindo pouquíssima documentação e com taxas de juros ajustáveis que inchavam depois de dois anos – e tais financiamentos eram concedidos a trabalhadores migrantes e a imigrantes pobres que mal falavam inglês.

Como descreve Lewis, empresas de Wall Street tinham a habilidade de “esconder os riscos ao complicá-los” e ao conseguir que as agências de classificação de riscos, especialmente a Moody’s e  a Standard & Poor’s, concedesse a classificação de triplo A para títulos de baixíssima qualidade.

Ele pergunta: “Estaria a Moody’s e a Standard & Poor’s disposta a abençoar 80% de um conjunto de créditos imobiliários de alto risco com a mesma classificação de triplo A que concedia às dívidas do Tesouro americano?”. Ele dá a entender que as empresas de Wall Street sabiam como jogar com o sistema; elas sabiam como fazer com que as agências de classificação de risco (ávidas por cobrar altas taxas por seus serviços) classificassem títulos arriscados inadaquedamente. Ele observa que a maioria dos modelos de avaliação era baseada em preços de imóveis em alta e usavam “um passado inexpressivo através de estatísticas distorcidas para prever o futuro” – foi assim que “toda a cadeia alimentar de intermediários da máquina dos subprimes” conseguiu enganar a si mesma.

Escrevendo em uma prosa ligeiramente ao estilo Tom Wolfe, Lewis faz um trabalho colorido ao introduzir o leitor ao mundo Darwiniano do mercado de títulos. Ele escreve: “Um investidor que passou do mercado de ações para o mercado de títulos era como uma criaturinha peluda que cresceu em uma ilha sem predadores e foi removida para uma cova cheia de serpentes venenosas”. Ele tece retratos igualmente vivazes dos personagens centrais de sua história. Ele remarca que todos eles eram figuras estranhas ou excêntricas – pessoas impermeáveis à tomada de decisões em grupo ou à sabedoria convencional e, como ele diz, “cada um deles tinha algo a dizer sobre o estado do sistema financeiro, e também sobre a natureza das pessoas que sobrevivem a acidentes”.

Steve Eisman é um deles. Ele começou como um “republicano estridente” e estava prestes a “se tornar o primeiro socialista do mercado financeiro” quando começou a se convencer, cada vez mais, de que “toda uma indústria, chamada finança do consumidor, “basicamente” existia para roubar das pessoas”. Eisman e sua equipe “tinham profundo conhecimento do mercado imobiliário americano e de Wall Street”, escreve Lewis, e ao ir fundo em análises de crédito de financiamentos imobiliários (que, a princípio, deveriam ter sido feitas antes dos empréstimos serem criados), eles perceberam que poderiam fazer fortuna com a venda a descoberto das piores ações.

Tem também a história de Michael Burry, médico vítima da síndrome de Asperger, cuja obsessão se tornou investir na criação de um fundo com o dinheiro proveniente de um pequeno acordo recebido por sua família com a morte de seu pai – ocasionada por um erro de diagnóstico médico. Burry mergulhou nos estudos do mercado de títulos em 2004 e se convenceu de que os padrões de concessões de empréstimos haviam caído de forma tão alarmante que ele poderia ganhar dinheiro com os subprimes do crédito imobiliário. Lewis relata que, no fim de 2007, “Burry teria realizado lucros de mais de US$ 720 milhões” para seu fundo.

E por fim há o “hedge fund banda de garagem”, criado por Jamie Mai e Charlie Ledley em 2003 com uma conta na corretora Schwab contendo US$110 mil e instalado em uma edícula nos fundos da casa de um amigo na cidade de Berkeley, na Califórnia. Lewis escreve que Ledley acreditava que a melhor maneira de ganhar dinheiro em Wall Street era apostando em algo que o pessoal de Wall Street não acreditava que pudesse acontecer. Neste caso, seus instintos contrários lhe disseram que, nas palavras de Lewis, “os mercados estavam predispostos a subestimar a probabilidade de mudanças dramáticas”.

Quatro anos e meio mais tarde, a economia americana encontrava-se em crise e, segundo Lewis, o fundo comandado por Ledley, Mai e Bem Hocket teria lucrado mais de US$ 80 milhões.

Fonte NY Times

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Navratilova revela ter câncer de mama

Publicado por Tulio em 7 abril, 2010.

Agência/Getty Images

Em Indian Wells, Navratilova entrou em quadra para um amistoso em prol das vítimas no Haiti

Martina Navratilova sofre com câncer de mama. A tenista, hoje com 53 anos, fez a revelação à revista americana “People”. A doença foi diagnosticada em fevereiro, durante uma mamografia de rotina, que constatou um nódulo no seio esquerdo. Os médicos dizem que os prognósticos são excelentes, já que o problema foi detectado em estágio inicial.

Campeã de 18 títulos de Grand Slam em simples, Navratilova já teve o nódulo removido e passará por seis semanas de radioterapia em maio.
- Eu chorei. Eu me sentia no controle de minha vida e meu corpo, e então isso aparece, e tudo fica fora das minhas mãos – revelou à revista.

Segundo a médica Shelley Hwang, cirurgiã ouvida pela “People”, a chance de alguém morrer de carcinoma ductal in situ, tipo de câncer que foi diagnosticado em Navratilova, é de apenas 1%.Longe do circuito mundial desde 2006, quando, aos 49 anos, conquistou dois títulos de duplas, Navratilova nunca deixou a raquete de lado. Este ano, ela entrou em quadra em Indian Wells para uma partida amistosa em prol das vítimas do terremoto no Haiti. Navratilova fez dupla com a belga Justine Henin.

Fonte G1

 

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Corrupção no futebol é semelhante a Máfia

Publicado por Ed Torres em 30 março, 2010.

FIFA

Em poucos meses a Copa do Mundo, organizada pela FIFA, será realizada na África do Sul. O torneio com duração de dois meses, é o maior evento esportivo mundial. É também o mais corrupto, de acordo com o reporter investigativo britânico Andrew Jennings.

Apesar de evidências irrefutáveis de atividades ilegais, numa escala tipicamente associada ao crime organizado, os diretores da FIFA são apoiados por governos que se dizem contra a corrupção, inclusive os Estados Unidos. Os lucros auferidos são “lavados” por bancos que supostamente adotam as medidas legislativas anti-lavagem de dinheiro, afirma Jennings.

As transgressões da FIFA são totalmente ignoradas por jornalistas, cujo o amor pelo futebol e o receio de ter o acesso às partidas do mundial, parecem pesar mais do que informar ao público o que está realmente acontecendo, adiciona o jornalista.

“O esporte tornou-se tão grande e popular para o público que está fora da aplicação da lei e dos tribunais”, diz Jennings.

De acordo com o repórter, duas pessoas estão envolvidas diretamente aos esquemas da corrupção: o cidadão suíço Sepp Blatter, quem, como presidente da FIFA, governa o esporte globalmente. E Jack Warner, de Trinidade & Tobago, responsável pelo esporte nas Américas do Norte, Central e Caribe.

Coletivamente eles desviaram milhões de dólares através de uma cultura de propinas e corrupção, com relação ao processo de escolha dos países que são escolhidos para sediar o torneio a cada quatro anos, além de direitos de transmissão, vendas de ingressos e produtos, alega Jennings.

“Acordos são feitos no escuro com pouca transparência ou responsabilidade, envolvendo parentes e amigos que normalmente ganham contratos de maneiras inapropriadas. Investigações das atividades suspeitas são sempre paralizadas por Blatter e seus associados,” diz Jennings. “É imoral, aético, ilegal, francamente sinistro”.

Um exemplo concreto é que a venda dos ingressos da Copa Mundial está sendo administrada por um “cartel operado pelo sobrinho do Blatter e dois outros amigos”. Um outro exemplo é que há clara evidência que Jack Warner desviou milhões de dólares dos jogadores que representam Trinidad & Tobago na Copa Mundial de 2006, escondendo cerca de US$24 milhões de dólares em vendas de produtos, que deveriam ter sido divididos.

“Completamente corrupto, Warner rouba em todos os níveis do jogo, regionalmente e no mundo inteiro”, disse Jennings. “Vinte anos atrás ele era um pobre professor. Agora ele é um multi-milionário, controlando 35 das 208 associações nacionais da FIFA. Ele é intocável. Ele foi recebido calorosamente pela Casa Branca no último verão.

Fonte: 8th Annual OffshoreAlert Financial Due Diligence Conference

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BrasiliaMap Quatro capitais brasileiras estão entre as mais desiguais do mundo

Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília são as cidades mais desiguais do Brasil, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que será divulgado nesta sexta-feira (18), no Rio de Janeiro. Em comparação às cidades no mundo, só perdem para três cidades sulafricanas, que lideram a lista de desigualdade: Buffalo City, Johannesburgo e Ekurhuleni.

Esse é um dos dados que serão apresentados no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio, onde vai acontecer, na próxima semana, o V Forum Urbano Mundial da ONU. Este ano o tema em debate é o crescimento das cidades e as políticas públicas que precisam ser implementadas para o cidadão ter seus direitos garantidos, como o acesso à moradia. Segundo a ONU, mais da metade da humanidade hoje vive em cidades.

As cidades citadas apontaram um valor de Gini, baseado na renda, superiror a 0,60. Esse índice varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade entre o que as pessoas ganham).No documento, a ONU ressalta que quando o índice de Gini tem como base o gasto em consumo, reflete menos desigualdade do que quando se baseia em renda.

Favelização diminuiu

De acordo com o relatório, 227 milhões de pessoas em todo o mundo deixaram as favelas na última década. O documento afirma que o Brasil conseguiu reduzir sua população favelizada em 16% desde 2000. Cerca de  10,4 milhões de pessoas melhoraram as condições de vida nesses 10 anos.O documento afirma ainda que China e Índia também melhoraram as condições de moradia de suas populações. Só na Índia, 125 milhões de pessoas saíram das favelas entre 2000 e 2010.

Fonte G1

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vacina1 Esclarecimento do Ministério da Saúde sobre a vacina contra Influenza H1N1

Um e-mail que está  circulando sobre a vacinação contra Influenza H1N1 é  falacioso e nocivo à saúde pública brasileira. Entre outras coisas, fala do mercúrio como componente da vacina e outras citaçõ es completamente fora da realidade.

A verdade é que 300 milhões de pessoas já receberam a vacina no Hemisfério Norte, sem efeitos colaterais consideráveis.

Aconteceu alguma coisa similar a esse  e-mail na época da campanha rubéola. Havia um e-mail apócrifo dizendo que o Governo pretendia esterilizar todas as pessoas em idade reprodutiva, justamente o segmento coberto por aquela imunização.

Felizmente a campanha foi um sucesso e o Brasil está prestes a receber o certificado de País Livre da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita.

Graças às campanhas de imunização o Brasil já está também livre da Poliomielite e da Varíola.  Essas ‘teorias da conspiração” têm o único propósito de provocar pânico e prejudicar as campanhas de imunização.

O Ministério orienta que quem receber esse e-mail deve responder à origem e aos destinatários copiados de  que se trata de informação irresponsável e prejudicial à saúde pública brasileira.

Veja as respostas a  algumas citações que podem deixar as pessoas em dúvida.  As pessoas devem buscar orientação pelos canais oficiais. Nesse caso, o Ministério da saúde e  da O MS – Organização Mundial da Saúde.

Perguntas/respostas

  1. A vacina contém mercúrio?
    Não. A vacina não contém mercúrio em sua composição.

  2. A vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema imunológico do indivíduo?
    A empresa Sanofi Pasteur, parceira do Instituto Butantan, utiliza esqualeno como componente de um de seus adjuvantes. Mas é  importante lembrar que o esqualeno, ao contrário dos mitos que surgem a respeito desta substância, é retirado do fígado do tubarão e assemelhados. O esqualeno é um super complemento alimentar, assim como o óleo de fígado de bacalhau e a emulsão de Scott.

  3. A vacina contém células cancerígenas de animas, que podem provocar a doença nos humanos?
    A vacina não contém células animais em sua preparação final e muito menos células cancerígenas.

  4. As indústrias farmacêuticas receberam imunidade judicial quanto a qualquer ação ocasionada por efeitos da vacina, como morte e invalidez?
    O Ministério da Saúde não assinou nenhum termo de imunidade judicial com nenhuma indústria ou empresa. As empresas são responsáveis pelos seus produtos.

  5. Apenas uma dose da vacina não imuniza a pessoa!
    Todas as evidências e estudos confirmam que uma dose de 7,5 microgramas ou mais de vacina, protege contra a Influenza H1N1. Nas crianças de 6 meses até menores de 2 anos, a vacina é aplicada em duas ½ doses para maior segurança da saúde da criança.

  6. O Timersol, presente na vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica?
    A vacina não causa autismo. E o Timersol  usado na concentração utilizada para a conservação da vacina, não provoca danos ao ser humano.

  7. A Influenza H1N1 é uma criação de laboratório para enriquecer a indústria farmacêutica?
    Não há nenhuma evidência quanto a estas especulações. Em todas as novas doenças e novos vírus que surgem pelo mundo, surgem também, em contrapartida boatos semelhantes, que não favorecem em nada no combate às doenças, assim como na tentativa de diminuir os danos causados por elas, na população.

  8. A pessoa pode ter uma anafilaxia, reação alérgica, potencialmente fatal, após tomar a vacina?
    Essa reação pode ocorrer em casos muito raros. Mas é importante observar que a anafilaxia pode acontecer na aplicação de qualquer vacina. Não é uma reação exclusiva da Influenza H1N1. A vacina é contra-indicada a quem tem alergia a ovo.

  9. A vacina provoca a síndrome de Guillain-Barré?
    Não há evidências da síndrome de Guillain-Barré, decorrentes da vacina de Influenza H1N1, desde o ano passado. Assim como não há evidências da ocorrência de Guillain-Barré desde o início da vacinação contra Influenza Sazonal, a gripe comum. O único indício encontrado desta doença, ocorreu em 1976, nos Estados Unidos.

  10. As vacinas compradas pelo Brasil fazem parte de produtos que ficaram encalhados em outros países?
    As vacinas adquiridas pelo Ministério da Saúde são produtos com registro na Anvisa. Os lotes adquiridos estão dentro do prazo de validade. As compras das vacinadas foram negociadas no final do ano passado e estão sendo entregues ao Governo Brasileiro, de acordo com cronograma combinado, independente da situação dos outros países.

  11. A vacina pode causar danos, como malformação ao feto, em grávidas que se vacinarem?
    Não há qualquer relato ou evidência de malformação fetal em decorrência da vacina contra Influenza H1N1.

  12. A vacina provoca paralisia dos nervos?
    Não há qualquer evidência de que a vacina contra Influenza H1N1 provoque qualquer tipo de paralisia.

    Marcier Trombiere
    Chefe da Assessoria de Comunicação Social
    Ministério da Saúde


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