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Justin Bieber, o Fenômeno teen na internet

Publicado por Tulio em 7 abril, 2010.

Foto: AP

Justin Bieber, a nova sensação pop teen, durante show em Washington
 

O astro teen do momento, Justin Bieber, estreia em disco no Brasil nesta semana com “My worlds”, álbum que reúne o EP “My world” e o disco “My world 2.0”. Astro masculino mais novo a chegar ao topo do top 100 norte-americano desde Stevie Wonder, o cantor de 16 anos é o novo fenômeno pop entre adolescentes de todo o mundo.

Com um milhão de cópias do seu EP de estreia nos EUA, ele acumula 63 milhões de audições no MySpace e seu clipe mais acessado, “One time”, tem mais de 66 milhões de visualizações apenas na sua página oficial no Youtube.

A maior comunidade brasileira do astro no orkut em quase 500 mil participantes, e no Twitter ele costuma ficar entre os assuntos mais comentados diariamente – sua página oficial dem 1,7 milhão de seguidores, e é atualizada pelo próprio astro. Suas fãs chegaram a desconfiar que estariam sendo censuradas no serviço de microblog quando ele desapareceu dos “trending topics” neste domingo (4), mas ele voltou a figurar na lista nesta segunda-feira (5).

Como boa parte dos novos talentos da música, o jovem canadense deve grande parte do sucesso à internet. Ele começou a carreira postando no YouTube suas versões de músicas de artistas como Justin Timberlake, Chris Brown e Stevie Wonder, e foi descoberto pelo produtor Scooter Braun. Ele levou Bieber para Atlanta, onde foi apresentado ao cantor Usher, que garantiu um contrato com o selo Island em 2008.

 
 
 

Foto: Divulgação

 

Capa do disco “My Worlds”
 
 
Seu sucesso chegou inclusive aos altos postos da política norte-americana. Malila e Natasha, filhas do presidente dos EUA Barack Obama, são fãs do garoto, e ele foi convidado a se apresentar nesta segunda-feira (5) na festa anual de Páscoa da Casa Branca. “Estou na Casa Branca!”, comemorava Bieber em seu Twitter.    

Diferente de artista como Jonas Brothers e Myley Cyrus, que apareceram em séries e filmes da Disney antes do sucesso nas paradas, Bieber é um fenômeno espontâneo, argumentam seus defensores. “As suas fãs se interessaram por ele porque o viram antes dos videoclipes e da festa da mídia, quando era só um cantor, em sua casa”, explica Ryan Good, um de seus tutores, ao “Guardian”. “Ele começou a falar com as fãs, sendo honesto com elas, e a sua fama se multiplicou a partir daí”, conta Steve Bartels, presidente da Island.

Para o cantor, as preocupações não são sobre como ele chegou ao topo, mas para onde ele vai após tanto sucesso. “Estou vivendo o momento, mas estou sempre pensando sobre o que vou fazer no futuro”, declarou Biever em entrevista ao site da revista “New York”. “Eu tento sempre ouvir o que Michael Jackson tinha a dizer, o que Usher e Justin Timberlake têm a dizer, como eles se saíam em entrevistas e como eles conseguiram se transformar de astros adolescentes em astros adultos”.

Fonte :IG

 
 

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Brasil dá início a acordo previdenciário com os EUA

Publicado por Ed Torres em 25 agosto, 2009.

Brasil/USA

O Ministério da Previdência Social inicia em Washington, a negociação de um acordo previdenciário que poderá beneficiar 1,3 milhão de trabalhadores brasileiros que residem nos Estados Unidos e 30 mil americanos que vivem no Brasil. O forte interesse do governo brasileiro em formalizar um acordo de seguridade social com aquele país, que recebe a maior comunidade brasileira no exterior, será reafirmado aos dirigentes americanos pelo secretário-executivo do ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas.

Gabas cumprirá agenda na capital americana, na quinta-feira e na sexta-feira (27 e 28). Ele participará de reuniões no Departamento de Estado Americano, no Departamento de Trabalho – ao qual a previdência social americana está subordinada – e terá audiência com diretores da Social Security Administration (SSA), órgão similar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Caberá ao secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, coordenar os trabalhados da equipe brasileira que debaterá com os técnicos americanos os termos do acordo. Essas reuniões ocorrem de hoje até sexta-feira. A apresentação dos sistemas previdenciários do Brasil e dos Estados Unidos marca o início da negociação e, na sequência, os representantes dos dois países passarão a discutir os termos da minuta de acordo, já elaborada pelo governo americano e analisada pelo Ministério da Previdência nas últimas semanas. O governo brasileiro também já encaminhou nota técnica aos Estados Unidos, respondendo a diversos questionamentos do governo americano sobre o sistema de previdência brasileiro.

A expectativa de Schwarzer é a de que a negociação avance rapidamente, pelo interesse recíproco dos dois países em garantir a cobertura previdenciária a seus respectivos trabalhadores. “A grande receptividade já demonstrada pelo governo americano nos contatos iniciais sobre a negociação nos faz crer num diálogo amistoso e produtivo para os próximos dias”, disse. Outro fator que agilizará a negociação, segundo o secretário, é a clareza e objetividade da minuta de acordo elaborada pelo governo americano, além da grande convergência do documento com os padrões internacionais.

A previsão é a de que nova rodada de negociação ocorra no Brasil, ainda no segundo semestre de 2009 ou no início de 2010.

Parceria comercial – A importância da formalização de um acordo de previdência com os Estados Unidos se confirma pela forte relação econômica entre os dois países. Segundo dados do Banco Central, entre 2001 e 2006, os investimentos brasileiros nos EUA tiveram crescimento de 175%. Também segundo o BC, em 2008, o fluxo de investimento americano no Brasil somou U$ 6,9 bilhões, 15,8% de todo o investimento internacional feito no país.

Outros dados indicam que, ainda em 2008, os produtos americanos representaram 14,9% da importação brasileira, num valor de U$ 25,8 bilhões, enquanto a exportação do Brasil para aquele país somou U$ 27,7 bilhões, 14% do total.

Os setores da economia brasileira que mais recebem investimentos americanos são a indústria – química, eletrônica, de comunicação e telecomunicações – e os serviços.

Os Estados Unidos também foram, em 2008, o país que mais enviou trabalhadores ao Brasil. Dos 44 mil vistos de trabalho concedidos, 5,8 mil (13,2%) foram para americanos.

Fonte: Portal do Governo Brasileiro

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Foto: Reprodução/TV Globo

Multidão celebra o Brazilian Day, festa da comunidade imigrante em N Y

Oito meses antes do início, em abril, da contagem oficial da população dos EUA pelo censo do próximo ano, rádios e TVs voltadas para imigrantes brasileiros no país fazem campanha para que estes participem do processo e sejam incluídos nos dados oficiais do governo norte-americano.

A intenção é fazer com que os brasileiros sejam contados para que o grupo possa se fortalecer politicamente, passando a ser visto como relevante para a sociedade norte-americana, explicou o brasileiro Álvaro Lima, diretor de pesquisas e assessor para desenvolvimento econômico da Prefeitura de Boston, cidade que reúne a maior comunidade brasileira nos EUA.

O número de brasileiros vivendo nos Estados Unidos passa de 1 milhão, mas nos dados oficiais do governo daquele país constam apenas aproximadamente um quarto deles, o que fragiliza o grupo politicamente e faz com que as cidades em que vivem não estejam financeiramente estruturadas para oferecer todos os serviços a eles.

Foto: Reprodução

Modelo de formulário usado pelo censo na contagem da população dos EUA

O contraste se dá porque as políticas públicas do governo norte-americano são baseadas em dados do censo, e muitos imigrantes brasileiros não responderam à última pesquisa, realizada em 2000.

“O censo sempre subestima as populações de baixa renda e imigrantes, que respondem menos ao questionário. É preciso um esforço muito grande para que as pessoas respondam ao censo”, explicou Lima, que coordena parte do trabalho na região de Boston, no estado de Massachusetts, que mais concentra brasileiros no país, cerca de 330 mil pessoas. Segundo ele, o censo do próximo ano vai ter a mesma dificuldade de registrar o número total de imigrantes, e por isso a campanha de conscientização começou mais cedo.

“Muitos imigrantes têm medo de responder ao censo, mesmo que seja totalmente anônimo.” O censo não distingue entre brasileiros com documentação ou sem, explicou, não sendo um risco para a população que vive ilegalmente no país. “As pessoas têm medo, mesmo assim, e por isso é importante a mobilização dos brasileiros, para mostrar que não há risco.”

O diretor do Centro do Imigrante Brasileiro é um dos que têm suspeitas, e defende até mesmo um boicote ao censo.

A segurança dos imigrantes, mesmo ilegais, é algo ressaltado também pela diretora regional do Census Bureau em Boston, Kathleen Ludgate. Ela explica que a confidencialidade é obrigatória e que, por lei, não se pode distribuir as respostas individuais para nenhuma agência governamental. “Nenhuma outra agência do governo tem acesso às informações do censo, que são protegidas por lei, e a Justiça sempre acatou a proteção ao sigilo”, disse. Ela é coordenadora do trabalho do censo nos estados de Connecticut, New Hampshire, Vermont, Maine, Rhode Island, parte de Nova York e Porto Rico.

Segundo dados do próprio censo, a lei federal Title 13 proíbe a divulgação de dados pessoais coletados por 72 anos. Nenhuma agência governamental, nem mesmo o presidente dos Estados Unidos tem acesso privilegiado aos dados pessoais coletados pelo censo e a lei Title 13 esá acima de qualquer mandado judicial.

Contagem

A contagem da população norte-americana, que acontece a cada dez anos, é feita de uma forma diferente da brasileira. Enquanto no Brasil os recenseadores fazem toda a contagem visitando a população de casa em casa, lá, uma primeira contagem é feita pelo correio. O censo envia formulários a todos os endereços e aguarda as respostas, que são registradas. Os recenseadores visitam apenas as casas de quem não respondeu ao formulário.

As estatísticas do censo dizem que a população atual dos Estados Unidos deve ser de pouco mais de 307 milhões de pessoas. Segundo o Ministério de Relações Exteriores, os Estados Unidos são o país que atrai mais brasileiros, e o número de imigrantes do Brasil é de 1,24 milhão, segundo levantamento dos postos consulares.Apesar disso, o censo norte-americano de 2000, o último realizado, apontou que havia apenas 212 mil brasileiros no país, e o levantamento por amostragem realizado em 2007 apontava 342 mil pessoas, o que torna o grupo menos relevante na hora em que são tomadas as decisões de política pública pelos governos nacional e local.

Pelos dados oficiais do censo registrados pelo governo norte-americano, há mais de 30 milhões de imigrantes vivendo no país. De acordo com esses números, a comunidade brasileira é apenas a 24ª na lista de grupos estrangeiros no país, liderada de longe pelos mexicanos, com mais de 11 milhões de imigrantes. Se os Estados Unidos contabilizassem todos os 1,24 milhão de brasileiros, a comunidade do país seria a 5ª maior, perdendo apenas para México, China, Filipinas e Índia.“O censo impacta a população porque vários recursos do governo federal são distribuídos para os estados e para as cidades com base na população. Então, se alguém não é contado, o recurso recebido é menor de que a população que depende dele”, explicou Lima.

Todas as fórmulas do governo federal que levam em consideração a população, seja saúde, educação e uma série de programas federais, dependem da correção dos dados. “Se os imigrantes não respondem ao censo, o dado do governo fica errado e a distribuição de verba é feita de forma equivocada.”

Segundo a diretora do censo, um outro fator relevante é que várias formas de representação política do país são planejadas com base na população. É importante saber o número real de brasileiros pelo censo para que o grupo esteja representado politicamente de forma correta. Ela explicou, entretanto, que o governo não checa os dados enviados pela população pelo correio, e que o censo se baseia no que for respondido. “Não há resposta errada. O que estiver preenchido é o que vai ser levado em conta”, explicou.

Contando brasileiros

Segundo Lima, apesar da grande importância de todos os brasileiros responderem ao censo, a contagem a ser realizada no próximo ano tem problemas.

“Os brasileiros não vão aparecer nos dados da contagem como ‘brasileiros’ [não há essa alternativa], mas como ‘outros’, pois o censo não inclui esta categoria [brasileiros] de imigrante”, explicou. Mas, no formulário, há um campo em branco no qual o imigrante pode escrever ali a nacionalidade. Ludgate alegou ser impossível ter opção de todos os grupos estrangeiros que vivem nos EUA, mas disse que os brasileiros podem preencher por escrito esta origem na parte adequada.

Segundo ele, é importante que o imigrante registre que é brasileiro, para que se possa pedir uma tabulação especial. “Não é garantido, mas pelo menos há o registro. Mas é preciso que todos respondam ao censo.”

“Toda classificação do censo, historicamente, é um processo político. O primeiro censo dos EUA só incluía homens brancos, donos de propriedade. Depois incluíram mulheres, incluíram negros, depois entrou uma categoria de hispânicos. Hoje, como há vários novos grupos, existe um movimento para se aumentar o número de categorias no registro do censo”, explicou.

A diretora do Census Bureau explicou que a participação no censo pode tornar a comunidade brasileira mais forte politicamente. “Os brasileiros podem se fazer mais visíveis para o governo”, disse.Segundo Lima, registrar o número real de brasileiros que vivem no país é mais um passo para que o grupo legitime sua luta por direitos junto ao governo.

Fonte G1

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