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Você confia nas ervas medicinais?

Publicado por Tulio em 2 setembro, 2010.

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Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, questiona a eficácia das plantas e dos fitoterápicos e cria uma enorme polêmica

Drauzio Varella na Amazônia, onde há 15 anos coleta plantas para testá-las contra o câncer. “Se eu usasse esses extratos nos meus pacientes, seria criminoso”, diz

O uso de plantas medicinais é um dos traços da cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios de determinado chá ou de medicamentos à base de plantas, os fitoterápicos. E não só no Brasil. Os fitoterápicos movimentam no mundo US$ 14 bilhões por ano. São obtidos de plantas e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo etc. Estima-se que no Brasil esse mercado gire em torno de US$ 400 milhões por ano e empregue 100 mil pessoas. De todos os remédios colocados nas prateleiras das farmácias brasileiras, 2,8% são feitos de vegetais. E as vendas crescem em torno de 12% ao ano, segundo a consultoria do setor farmacêutico IMS Health. No setor dos medicamentos sintéticos, chamados de alopáticos, o crescimento é menor, de 5%.

Os consumidores de ervas medicinais e fitoterápicos acreditam que eles são tão seguros e eficazes quanto as drogas convencionais vendidas nas farmácias ou distribuídas nos postos de saúde. Mas talvez não sejam. É o que Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, promete discutir na série “É bom pra quê?”, que estreia neste domingo no Fantástico.

Há duas semanas, Drauzio falou sobre o assunto a ÉPOCA On-line. Criticou a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. Condenou a política do Ministério da Saúde de distribuição de medicamentos fitoterápicos no SUS e a lista de 66 plantas medicinais preparada pela Anvisa para orientar o uso de chás. A reação foi imediata. Drauzio foi acusado de ser mal-intencionado, de estar a serviço da indústria farmacêutica, de tentar atrapalhar a candidatura de Dilma Rousseff. A polêmica explodiu, envolvendo médicos, consumidores e até o Ministério da Saúde.

Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, publicou uma carta aberta atacando o médico do Fantástico. “Achamos precipitada a sua opinião ao afirmar que a indicação de plantas e fitoterápicos é um erro”, disse ele. Drauzio respondeu: “Condeno a falta de estudos clínicos dignos desse nome. Enquanto admitirmos esse empirismo irresponsável, a fitoterapia jamais será levada a sério no Brasil.” No site de ÉPOCA, houve mais de 240 comentários sobre o assunto, a maioria esmagadora atacando Drauzio. No Twitter, foi criado um movimento Cala a Boca, Drauzio.

“Pelo conteúdo das críticas que recebi depois da publicação da entrevista, posso antever o que acontecerá quando a série for ao ar. Paciência”, disse o médico. Drauzio pesquisa o potencial farmacológico das plantas há 15 anos. Faz expedições à Amazônia em busca de substâncias que possam demonstrar alguma eficácia contra o câncer. É um trabalho demorado. Até agora, as plantas coletadas deram origem a 2.200 extratos. Desses, 190 apresentaram alguma atividade contra células tumorais e oito serão testados em animais. Daí a desenvolver uma droga útil para seres humanos há um longo caminho. “Se eu tratasse meus pacientes de câncer com os extratos que mostraram atividade contra células malignas em nosso laboratório, seria considerado criminoso”, diz. “Por que essa regra não vale para os que receitam produtos que não passaram pelos estudos de toxicidade e pelas avaliações clínicas exigidas dos medicamentos convencionais?” Esse é o cerne da controvérsia. ÉPOCA investigou os fatos e os mitos que animam a discussão do assunto.

ELA ACREDITA

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Maria de Fátima e o suco de berinjela que toma todos os dias: “Melhorei a alimentação, mas o que baixou meu colesterol foi ele”

Fitoterápicos são remédios iguais aos outros?

Não. Ervas e chás são usados há milhares de anos. À medida que a química foi se desenvolvendo, os pesquisadores começaram a isolar das plantas os princípios ativos responsáveis pela ação medicinal. Essas substâncias foram sintetizadas em laboratório. Ou seja: foram criadas a partir da imitação da estrutura química das plantas. Deram origem a drogas importantíssimas, alopáticas, como a morfina e a aspirina. Diferentemente das ervas, os fitoterápicos são classificados como remédios. São obtidos exclusivamente de vegetais e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo, cápsulas etc. Para conseguir registrá-los como medicamentos, os fabricantes devem provar que conseguem manter a qualidade e a concentração do princípio ativo presente na planta. “Não é fácil manter a qualidade de um fitoterápico porque ele contém centenas de substâncias”, diz João Ernesto de Carvalho, coordenador da divisão de farmacologia e toxicologia do Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp. Quem toma 100 miligramas de aspirina sabe que está tomando 100 miligramas de ácido acetilsalicílico. Com os fitoterápicos é diferente. “Dependendo da época do ano e do tipo de extrato, é difícil manter a quantidade e a mesma concentração do princípio ativo”, diz Carvalho.

Fitoterápicos passam pelos mesmos testes científicos das drogas alopáticas?

Em termos. Existem milhares de estudos feitos com espécies usadas em fitoterapia, entre as quais as oito distribuídas no SUS: alcachofra, aroeira, cáscara-sagrada, garra-do-diabo, guaco, isoflavonas da soja e unha-de-gato. A maioria dos estudos, porém, foi feita em animais ou com pequeno número de pacientes, por curtos períodos. Os poucos estudos feitos com centenas de pacientes não trazem conclusões inequívocas sobre a eficácia das substâncias. Se o fabricante de uma nova droga sintética tentasse aprová-la com base nesse tipo de evidência, não conseguiria. O desenvolvimento de uma nova droga sintética consome cinco etapas, cerca de dez anos de pesquisa e milhões de dólares. Na chamada fase III, a droga em investigação é comparada ao tratamento existente. Para ser aprovada, precisa comprovar que é tão boa ou melhor que o remédio já disponível. Nessa fase, a droga é testada em um grupo de até 1.000 voluntários. “Pesquisamos as evidências científicas relacionadas aos oito fitoterápicos oferecidos no SUS. Não encontramos estudos desse tipo”, diz Daniel Deheinzelin, professor da Faculdade de Medicina da USP.Se os benefícios das ervas medicinais não foram comprovados pela ciência ocidental, significa que eles não existem?Não. É possível que existam benefícios não comprovados, a julgar pelo uso tradicional e milenar de ervas no cuidado da saúde. É razoável supor que existam fatos verdadeiros sobre nosso corpo que não possam ser comprovados sequer pelo método adotado nos estudos clínicos mais confiáveis. Isso significa que devemos propagar todas as crendices que aparecem? Não. Uma das histórias mais populares no Brasil é a de que suco de berinjela reduz o colesterol. Depois que uma experiência de laboratório foi mostrada num programa de TV, há mais de dez anos, o “remédio” natural ganhou, para muita gente, status de verdade científica. A dona de casa Maria de Fátima Farias Bosco, de 51 anos, mora em Macaé, Rio de Janeiro, e usa vários ingredientes naturais para cuidar da saúde. Seu colesterol baixou de 258 para 191 depois que ela reduziu os doces e a carne vermelha e começou a tomar suco de berinjela. Quem levou a fama de santo remédio? A berinjela, é claro. “Descobri o suco no Dr. Google. Foi um ótimo remédio, mas minha médica não acreditou”, diz. Indivíduos têm o direito de acreditar no que bem entendem. A situação fica perigosa quando a crendice é chancelada pelas autoridades. Foi o que aconteceu na África do Sul, onde 18% da população adulta tem o vírus da aids. O ex-presidente Thabo Mbeki pregava o combate à doença com uma dieta à base de beterraba, batata, suco de limão e alho. A doença se espalhou.

A fitoterapia e as ervas medicinais são recursos para os pobres?

Em termos. A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, disse, recentemente, que a medicina tradicional baseada em ervas tem seu valor e reduz o sofrimento de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. “Essa é a realidade, mas não é o ideal”, afirmou. “Estimamos que 60% das crianças que vivem em alguns países africanos recebem ervas para tratar a febre provocada pela malária. Mas a malária pode matar em 24 horas e as drogas modernas melhoram enormemente as chances de sobrevivência.” Os remédios naturais desempenham importante papel social, mas a adoção deles pelos governos de países como o Brasil pode ser questionada. “Não cabe às autoridades responsáveis pela saúde adotar métodos de tratamento que não têm eficácia demonstrada. Elas não podem criar uma medicina para rico e outra para pobre, baseada em tratamentos baratinhos e sem ação”, afirma Drauzio. Ele diz ter visitado em Belém uma “farmácia viva”, nome dado aos locais de cultivo e distribuição de plantas medicinais. “Lá existe uma plantinha que chamam de insulina. Chega uma pessoa pobre e ignorante e mandam tomar a planta, em vez do remédio receitado pelo médico”, afirma. O Ministério da Saúde diz estar trabalhando num projeto de regulamentação das farmácias vivas para coibir práticas inadequadas. Segundo o ministério, os fitoterápicos e as ervas não substituem o modelo de assistência farmacêutica baseado nos medicamentos convencionais. Seriam apenas mais uma opção de tratamento entre as oferecidas pelo SUS.

Fitoterápicos, ademais, não são usados apenas por pobres. Representam a primeira escolha de milhões de pessoas em países desenvolvidos como a Alemanha e os Estados Unidos. Os adeptos enxergam duas grandes vantagens. Primeira: os remédios costumam ser mais baratos que os alopáticos. Segunda: os profissionais que receitam esse tipo de tratamento têm mais disposição para ouvir angústias. Se muitos alopatas nem sequer olham os doentes nos olhos, a atenção que os especialistas em fitoterapia oferecem faz toda a diferença.

ELE ALERTA

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O farmacêutico Roberto Adati, fotografado em São Paulo. Ele sofreu uma reação alérgica: “Não é verdade que tudo o que é natural não faz mal”

O que é natural não faz mal?

Errado. A natureza tem venenos poderosos. É importante que o médico saiba quando o paciente está em tratamento alopático e, ao mesmo tempo, toma ervas ou fitoterápicos. O farmacêutico Roberto Adati, de 41 anos, acredita no valor dessas substâncias. Tem mestrado e doutorado no tema. Ainda assim foi surpreendido por uma manifestação inesperada. Há cinco anos, estava meio abatido e pediu ao médico uma alternativa natural. Começou a tomar cápsulas de erva-de-são-joão, usada para combater sinais de depressão leve. Depois de 20 dias, surgiram sintomas de alergia: pele vermelha e irritada e edemas. Em outra ocasião, usou unha-de-gato para aliviar dores musculares. Também sofreu alergia. “Vegetais têm princípios ativos e químicos que estimulam o sistema biológico, e podem levar a efeitos adversos como qualquer medicamento.”

Doenças graves podem ser curadas com fitoterápicos e plantas medicinais?

Não. Nenhum chá, erva, alimento ou fitoterápico é capaz de curar a aids, o diabetes, o câncer. O uso desses produtos pode aliviar sintomas. O problema é que também pode atrasar o diagnóstico de problemas graves. No caso do câncer, há outro complicador. Muitos pacientes abandonam os alopáticos ou usam produtos alternativos junto com o tratamento convencional. Em geral, a doença avança. “O potencial das plantas é grande, mas ainda é preciso avançar uma série de degraus na pesquisa científica para ter certeza de que são eficazes”, diz José Augusto Rinck Júnior, oncologista do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

Falta investimento na pesquisa de fitoterápicos?

Sim. O Brasil tem atualmente 119 laboratórios produzindo medicamentos fitoterápicos. Há 512 remédios feitos de vegetais aprovados pela Anvisa, derivados de 162 espécies. É pouco, diante da biodiversidade do país. Das 250 mil plantas catalogadas no mundo, 55 mil estão aqui. A Europa toda tem só 11 mil ervas registradas. “Não é só um patrimônio genético. É também um patrimônio cultural”, diz Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit). Segundo ele, as grandes multinacionais não se interessam pelos fitoterápicos porque eles não geram patente. Já os pequenos produtores de fitoterápicos não têm condições de investir no estudo de ervas desconhecidas. “Não temos fôlego financeiro para aplicar em produtos novos”, diz a empresária Poliana Emília Botelho Silva, da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina). Se testados com rigor científico e usados com critério, os fitoterápicos e as plantas medicinais podem contribuir para melhorar as condições de saúde da população. E também para o crescimento econômico do Brasil. Nesse ponto, não há controvérsia.

Fonte Época

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Currículo em inglês deve destacar resultados

Publicado por Tulio em 30 agosto, 2010.

Untitled 1 262x300 Currículo em inglês deve destacar resultados

Currículo em inglês é mais do que uma simples tradução do escrito em português, alertam especialistas, sobretudo para quem quer disputar vagas no exterior. Para impressionar, o candidato deve focar nos seus resultados, tanto na vida acadêmica quanto na profissional.

Ter um currículo em inglês não é necessidade só daqueles que pretendem trabalhar fora do Brasil. De acordo com a consultora da DMRH Naamisis Campos, mesmo em seleções nacionais, pessoas de outros países podem ser destacadas para avaliar as habilidades descritas no currículo. “A demanda é grande para multinacionais dentro do país. E cada vez mais as pessoas se relacionam com a matriz, de maneira global, por isso, precisam do idioma”, diz.

“As empresas que estão se internacionalizando estão contratando pessoas para trabalhar lá fora. E multinacionais em outros países buscam nossos profissionais porque temos características de capacidade e flexibilidade, pois passamos por muitas crises econômicas”, destaca Irene Azevedo, consultora da DBM Brasil.

Resultados devem ser mostrados

De acordo com Naamisis, ao mencionar a experiência profissional, o candidato deve citar as atividades exercidas juntamente com os resultados obtidos. “Já na vida acadêmica pode-se colocar que atuou em um projeto dentro da faculdade, que fez trabalho voluntário, que foi até capitão do time de futebol, e os benefícios gerados com essas atividades”, sugere.

“No currículo os resultados são fundamentais, pois garantem a solidez da experiência. Podemos ser responsáveis por diversas atividades, mas o que garante que somos profissionais com valor no mercado são as realizações”, afirma Irene.

Ho Mien Mien, sócia-fundadora da Outliers, escola de idiomas focada no desenvolvimento da carreira, ensina que, na descrição das atividades e resultados deve-se começar a frase com verbo, e não com pronome pessoal. ”Coloque ‘Landed 5 new large accounts that generated extra income to the company’ em vez de ‘I landed 5 new large accounts’”, diz. Veja ao fim da página os termos equivalentes para algumas palavras-chave no currículo.

Naamisis diz que em setores que exigem conhecimentos técnicos, como a área de tecnologia da informação (TI), é recomendável mencionar os cursos realizados na área. “Se as empresas procuram por conhecimentos específicos os cursos no currículo são muito valorizados.”

Segundo a consultora, quando o candidato exerceu sempre o mesmo cargo em diferentes empresas é importante que ele coloque as atividades exercidas e os resultados em todos os empregos porque nesse caso o recrutador irá avaliar a profundidade do conhecimento em cada experiência profissional.

Disposição das informações

Em relação à disposição das informações no currículo, Naamisis diz que não existe um padrão a ser seguido. “O que importa é que as experiências profissionais sejam listadas das mais recentes para as mais antigas.”

Segundo Irene Azevedo, os tópicos do currículo em inglês podem ser listados da mesma forma que no elaborado em português. Ela recomenda colocar os dados pessoais, depois o objetivo profissional, as principais qualificações, experiência profissional, formação acadêmica, os idiomas e as informações adicionais. Nesse último caso, podem ser colocados, por exemplo, prêmios conquistados e publicações de trabalhos de especialização, mestrado ou doutorado, cursos extracurriculares (somente os relevantes), hobbies e trabalhos voluntários.

Irene ressalta que o candidato pode fazer um resumo de suas qualificações logo após o objetivo profissional para chamar a atenção do selecionar. “Aí o recrutador vai na experiência profissional para comprovar o que foi dito no sumário das qualificações.”

A consultora da DBM diz que podem ser colocadas ali as habilidades desenvolvidas nas funções exercidas e também cursos de MBA ou pós-graduação na área almejada. Outra recomendação é descrever sucintamente as empresas nas quais trabalhou porque os executivos de fora podem não conhecer as companhias brasileiras.

Evite mencionar estado civil

A especialista diz que no currículo em inglês não é recomendado colocar sexo, idade, estado civil e filhos porque essas informações são vistas como forma de discriminação no exterior.

“Como o currículo é a primeira visão que a empresa terá da pessoa, sugiro não colocar essas informações, pois não será pelo fato de ser ou não casada que a pessoa será escolhida ou eliminada do processo seletivo. Essas informações a mais só poluirão o currículo.”

Cuidado com ‘inglês fluente’

Irene diz que alguns erros de grafia ou gramaticais são relevados pelo selecionador, dependendo do cargo. “Mas se o candidato diz que é fluente ele deve ser cuidadoso para não cometer erros”, afirma. De acordo com a consultora, se o candidato coloca “good knowledge” (bom conhecimento) para descrever o nível do seu inglês, isso significa que ele será capaz de responder às perguntas feitas em inglês. Por isso, não se deve mentir na hora de colocar o grau de conhecimento da língua inglesa no currículo.

Pouca experiência

Irene recomenda ao candidato com pouca experiência que valorize a sua formação acadêmica. “Vale colocar viagens ao exterior e intercâmbios”, diz. Naamisis diz que a experiência fora do país deve ser mencionada, mesmo que seja em cargos como garçom, monitor de parque de diversão, babá ou auxiliar de limpeza, por exemplo. Nesse caso, essas experiências são colocadas na parte de atividades extracurriculares. “Vale pela experiência de vida”, diz.

Ho Mien Mien indica que sejam colocados trabalhos voluntários, hobbies, cursos extracurriculares, prêmios obtidos na faculdade, sempre com foco no que é relevante para a vaga almejada. “Nos Estados Unidos isso é muito valorizado, mas não se estenda demais, principalmente para não exceder o número de páginas no currículo”, aconselha.

Apresentação

Irene diz que a carta de apresentação do currículo ou mensagem no corpo do e-mail deve ser adaptada de acordo com o cargo almejado. “No CV sempre há um sumário das qualificações que em tópicos descrevem as principais habilidades do candidato. Na carta essas habilidades devem ser mencionadas e acrescentam-se qualidades de acordo com o objetivo profissional.”

Veja o modelo padrão recomendado pela consultora:

“I am an executive with solid professional experience in companies of Electricity Services, such as NAME and NAME.

My career was guided to companies management having performed investments of US$ 700 million and operated business of US$ 1.2 billion of annual revenue.

I have a great knowledge of senior management of companies, having been elected member of several Executive Boards with solid expertise of different business areas: Financial, Accounting, Control, Logistic, HR and Administrative.

I have obtained success in the selection, creation and conduction of high productivity teams for the overcome of results with focus on the optimization of the operations and I have also coordinated global teams guided to the business development with interchange of information and use of synergies.

Due to a strong leadership in commercial and legal negotiations, I have successfully developed international and financing agreements.

I have degrees in Civil Engineering and Business Administration with MBA at BSP in partnership with University of Toronto. I am Fluent in English and I have good knowledge of Spanish.

Attached you will find my résumé and I am at your disposal to better detail my professional e personal skills”.

CONHEÇA PALAVRAS EQUIVALENTES EM INGLÊS PARA TERMOS DE CURRÍCULO

Melhorei Improved

Economizei Saved

Gerei Generated

Realizei Accomplished

Trouxe novos clientes Landed new customers

Criei Created

Implementei Implemented

Gerenciei Managed

Maiores realizações Major accomplishments

Receita Revenue

Lucro Profit

Custo Cost

Estágio Internship

Estagiário Intern

Formação Acadêmica Education background

Experiência Profissional Professional experience (ou background)

Objetivo Objective

R$ 500 mil R$ 500 K

ONG NGO

Trabalho voluntário Volunteered work

Curso extracurricular Extracurricular course

Fonte: Ho Mien Mien, sócia-fundadora da Outliers

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CBF indicou Fielzão para sediar a Copa sem ver o projeto

Publicado por Tulio em 30 agosto, 2010.

maqueteestadiocorinthians30 CBF indicou Fielzão para sediar a Copa sem ver o projeto

Maquete do Fielzão

 (Foto: Divulgação)

O projeto do estádio do Corinthians apenas será apresentado oficialmente nesta terça-feira, mas já começa a causar polêmica. Em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”, o presidente do clube, Andres Sanches, afirmou que o Fielzão foi indicado para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014 sem ter sido avaliado pela CBF, governo e prefeitura de São Paulo.

- Nem Ricardo Teixeira, nem ninguém dos governos federal, estadual e municipal, viu o projeto. Só o Corinthians, a Odebrecht (construtora responsável pelo estádio) e os arquitetos. Nós temos credibilidade. Vocês podem não acreditar, mas nós temos. E eu não vou fazer como algumas pessoas fizeram e brincar com coisa muito séria. A partir do momento que eu falei, internamente, que o Corinthians tinha um projeto muito bom, todo mundo acreditou. Eu não vou ficar jogando pra lá e pra cá e daqui a seis meses falar que infelizmente não era como foi dito. Não sou irresponsável – disse Sanches ao jornal, acrescentando que o presidente do Brasil, Lula, não teve papel “decisivo” na operação.

O projeto do Fielzão mostra capacidade para 48 mil pessoas no estádio. Porém, de acordo com regras da Fifa, a sede da abertura da Copa precisa ter, no mínimo, 60 mil lugares. Sanches admite a possibilidade de aumentar o número de assentos na arena corintiana, mas diz que o clube não pagará pelos custos extras.

- Para aumentar o estádio, tem que sentar com o Corinthians, com o Comitê Organizador Local [COL], e decidir o que fazer. Quem bancaria? O COL, patrocinadores, sei lá, o Corinthians não. No Corinthians tudo é grande. Tem que fazer uma coisa que pode aumentar. O Corinthians vai deixar preparado pra 70 mil, 80 mil lugares, quanto for preciso. Mas o projeto é para 48 mil.

O presidente do Timão acredita que a maior capacidade do estádio vai ser boa para a torcida, que poderá lotar o Fielzão, o que possibilitará a manutenção da arena.

- Já temos 52 mil pagantes do fiel torcedor. Quem sabe um estádio maior tenha média de 50, 60 mil pessoas por jogo. Mas você não tem a experiência de um estádio decente no Brasil. Vai ser outro mundo. Tem que deixar tudo preparado.

Fonte G1

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graziella1620 Civis não deveriam ser maiores vítimas, diz brasileira no Iraque

A brasileira Graziella Piccolo (de verde), da Cruz Vermelha, atende familiares de presos em posto americano em Basra, em agosto de 2009

(Foto: Arquivo pessoal)

Enquanto as últimas tropas de combate americanas deixam o Iraque neste mês, para uma categoria de profissionais o trabalho pode estar apenas começando. Focados nos esforços de estabilização e assistência aos iraquianos, os trabalhadores que atuam em organizações de ajuda humanitária têm papel fundamental na reconstrução do país devastado por sete anos de guerra.

“O que pra nós é mais importante é trabalhar na conscientização de que civis não deveriam ser maiores vítimas”, diz a brasileira Graziella Piccolo, integrante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no Iraque, que se prepara para mudar para Bagdá antes do fim do ano.

Responsável pela comunicação da missão da organização no Iraque desde abril do ano passado, ela divide o tempo hoje entre Amã, capital da Jordânia, e visitas semanais a várias cidades iraquianas atingidas pelo conflito. A retirada das tropas, afirma, não deve afetar diretamente o trabalho.

“Temos diálogo com diferentes atores envolvidos num conflito armado. Faz parte da forma de atuar. Isso independe da presença de um número A ou B de tropas. Se a situação se degenerar de uma forma que ninguém gostaria ou se houver uma rejeição à nossa presença, os movimentos serão reduzidos e vamos ter que questionar nossa presença ou não. Mas a retirada não é causa disso. Trabalhamos em vários contextos onde você tem que cruzar a linha de fogo”, diz.

Na organização desde 1995, Graziella sabe do que está falando. A missão no Iraque é sua sétima na Cruz Vermelha. Antes, enfrentou a rebelião indígena e camponesa em Chiapas, no sul do México; esteve na conflitada Croácia recém-independente; viu de perto a guerrilha do Sendero Luminoso no Peru, os conflitos no Uzberquistão-Quirguistão, a briga entre grupos insurgentes em Uganda, na África, e a guerra no Afeganistão.

Neste meio tempo, ela conheceu o marido, o médico italiano Luca Falqui, que faz parte das equipes da Cruz Vermelha que trabalham nas prisões. Os dois se casaram em Cabul. O fato de ter estado no Afeganistão até dezembro de 2008, hoje o principal foco da política de segurança americana, fez diferença para a brasileira, já acostumada a toques de recolher e a circular em regiões conflituosas sem escolta ou coletes de segurança -uma das regras da organização para aproximar os profissionais da população atingida.

“Mas cada contexto é único e o Iraque também tem sua situação particular. Houve eleições, mas o governo não se formou completamente. Este momento de vácuo [político], dificulta um pouco, causa muita frustração nas pessoas. Houve uma redução dos conflitos em relação a 2006 a 2007, mas em junho e julho tiveram atentados importantes”, relata Graziella. O último mês de julho foi considerado o mais violento no Iraque desde 2008.

“Blocos de concreto”

Coordenadora de operações da organização Médicos Sem Fronteiras, a médica italiana Freya Raddi acompanhou a mudança sofrida pelo Iraque nos anos de guerra durante duas missões ao país, em 2004 e 2008.

“Comparada com a cidade que eu conheci em 2004, Bagdá mudou muito: é uma cidade que pode ser descrita como ‘blocos de concreto’, erguidos para ‘proteger’ a população da crescente violência sectária em 2006 e 2007. Isso mudou a paisagem da cidade, mas como sempre, os iraquianos reagiram positivamente pintando os muros”, conta.

A primeira missão de Freya no Iraque foi também a sua primeira na organização, quando atuou coordenando a equipe responsável pela administração e finanças em Bagdá. Nos anos seguintes, a médica também teve a oportunidade de trabalhar em Basra, a segunda maior cidade iraquiana, onde o Médicos Sem Fronteiras inaugurou um centro para atender a população, em 2008.

“Nas áreas mais afetadas pela violência, a população sofre não apenas pela falta de serviços básicos, como água potável e eletricidade, mas também pelo risco de serem atingidas por algum atentado. Ameaças de bombas estão presentes todo dia e ele têm de lidar com revistas constantes, frustração e medo”, recorda.

Também para a italiana, que esteve novamente no Iraque este ano, a retirada das forças americanas não devem impedir o trabalho das organizações humanitárias, a despeito da situação “ainda volátil” devido a não formação de um governo e os recentes atentados que se seguiram à saída das tropas. “Nós continuamos o trabalho que estamos fazendo desde que eu retornei do Iraque em 2008, mantendo-se vigilantes com a situação de segurança, como em todos os conflitos que atuamos”, diz.

Reconstrução

Otimistas quanto à capacidade de reconstrução do país, tanto Graziella Piccolo quanto Freya Raddi citam a população iraquiana como prova da capacidade de resistência após sete anos de conflito.

“É um povo fascinante. O Iraque foi o berço da cultura no Oriente. Tem lugares que podem se desenvolver de uma foram rápida, avançada. O norte do país é muito avançado, Bagdá tem sua grandiosidade. Apesar de terem enfrentado um período de fuga de cérebros, os iraquianos têm um nível de formação e educação muito altos”, diz a brasileira.

“A vida continua no Iraque, o povo segue tocando suas vidas. A força do povo iraquiano para tentar ter uma vida normal é impressionante”, corrobora a italiana.

Fonte G1

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Rabino israelense diz que Abbas e palestinos deveriam morrer

Publicado por Tulio em 29 agosto, 2010.

rabino eleicao Rabino israelense diz que Abbas e palestinos deveriam morrer

O rabino Ovadia Yosef, líder religioso do partido Shas, vota em eleição de 2009 em Israel

(Foto: AP)

Um influente rabino israelense disse que Deus deveria enviar uma praga contra os palestinos e seu líder, pedindo sua morte num violento sermão antes do início das negociações de paz no Oriente Médio na próxima semana.

“Abu Mazen e todas essas pessoas malignas deveriam desaparecer da terra”, disse o rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido religioso Shas – que faz parte do governo -, num sermão na noite de sábado, chamando o presidente palestino pelo seu nome popular.

“Deus deveria atacá-los e a esses palestinos – malvados que odeiam Israel – com a praga”, declarou o rabino de 89 anos em seu sermão semanal frente a fiéis, que teve partes transmitidas pelo rádio israelense no domingo.

O clérigo israelense fez comentários semelhantes antes. O mais conhecido foi em 2001, quando pediu a aniquilação dos árabes e disse que era proibido ter piedade deles. Depois ele afirmou que estava se referindo apenas a “terroristas” que atacam os israelenses.

Seus comentários mais recentes não tiveram respostas imediatas de líderes palestinos nem israelenses.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e Abbas devem retomar negociações diretas de paz na quinta-feira em Washington, na primeira reunião do tipo em 20 meses, num processo de paz que inclui compromissos de ambas as partes para evitar provocações.

Fonte Reuters

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construcao Documentário mostra brasileiros na reconstrução de Nova Orleans

Marcio Passos, de Bauru, deixou mulher e dois filhos no Brasil para trabalhar nas obras de reconstrução dos prédios de Nova Orleans.

(Foto: Divulgação )

Logo depois da passagem do furacão Katrina, que arrasou Nova Orleans há exatamente cinco anos, em 29 de agosto de 2005, milhares de imigrantes chegaram à cidade para trabalhar na reconstrução, entre eles muitos brasileiros.

A trajetória de dois desses brasileiros é uma das histórias retratadas no recém-concluído documentário Land of Opportunity (Terra da Oportunidade), de Luisa Dantas, que durante quase cinco anos acompanhou oito personagens em meio aos esforços para recuperar a cidade.

O vendedor de carros Marcio Passos, de Bauru, deixou mulher e dois filhos no Brasil para trabalhar nas obras de reconstrução dos prédios de Nova Orleans.

Elza França tinha como objetivo juntar dinheiro com o trabalho como faxineira para comprar uma casa e voltar para as três filhas, que ficaram no Brasil.

O filme mostra ainda um estudante cuja família foi desalojada pelo furacão, três ativistas, um arquiteto e o idealizador de uma horta urbana, histórias que revelam diferentes ângulos do longo processo de reconstrução de Nova Orleans.

“A oportunidade é o tema que une todas as histórias”, diz Luisa, nascida em Nova York e filha de pais brasileiros.

“A mídia geralmente retrata essas pessoas como vítimas. Eu queria apresentar uma visão alternativa, mostrar pessoas fortes, sobreviventes.”

Mudança

A presença dos brasileiros no filme ocorreu quase por acaso. Durante as filmagens, a diretora acabou percebendo que havia muitos trabalhadores do Brasil entre os imigrantes nos canteiros de obras.

Segundo ela, a participação dos imigrantes foi fundamental para a reconstrução de Nova Orleans, e os brasileiros tiveram um papel importante nesse processo.

“Antes do Katrina, Nova Orleans tinha uma população latina muito pequena”, diz Luisa.

A cineasta morava em Los Angeles na época da tragédia. Logo depois do Katrina, foi enviada a Nova Orleans para rodar um vídeo institucional, a convite de uma ONG.

A ideia era ficar algumas semanas, mas no segundo dia, Luisa percebeu que queria contar uma história maior.

Em julho de 2006, mudou-se para Nova Orleans, ao lado do fotógrafo Micheal Boedigheimer.

“Achava que ia ficar aqui seis meses ou um ano. Aos poucos, foi ficando claro que ia ser muito mais”, diz Luisa.

Exibição

Em quase cinco anos, foram 1,5 mil horas de material, que a cineasta teve de condensar em 95 minutos.

“De cada história maravilhosa, muitas foram deixadas de fora”, diz.

Nesta semana, o documentário foi exibido em alguns países da Europa, pelo Canal Arte. Nos Estados Unidos e no Brasil ainda não há previsão de exibição.

As histórias relatadas no filme e também as que ficaram de fora podem ser conferidas no site www.landofopportunitymovie.com, que tem o cineasta americano Spike Lee como consultor.

Apesar da oportunidade surgida com a reconstrução da cidade, os dois brasileiros retratados no documentário não atingiram ainda os objetivos que os atraíram para Nova Orleans.

Marcio Passos voltou a Bauru em 2008, pressionado pela mulher que havia ficado no Brasil. Os dois acabaram se separando.

Elza França permanece nos Estados Unidos e ainda não conseguiu juntar dinheiro suficiente para comprar a casa para a família.

Fonte BBC

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Pianista sem braços faz sucesso na China

Publicado por Tulio em 27 agosto, 2010.

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Liu, de 23 anos, teve os braços amputados aos 10 anos de idade

(Foto: BBC)

Liu, de 23 anos, teve os braços amputados aos 10 anos de idade depois de ser eletrocutado enquanto brincava de esconde-esconde com os amigos.

A apresentação do pianista no programa China’s Got Talent, ou A China tem Talento, rendeu aplausos de pé e lágrimas do público.

O jovem só começou a tocar piano no final da adolescência, quando decidiu que queria sr músico ao invés de fazer faculdade.

Liu usa os pés para navegar na internet, comer, se vestir e escovar os dentes. Ele diz não ter interesse em braços protéticos.

Fonte BBC

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Fotógrafo cego esloveno tem exposição em São Paulo

Publicado por Tulio em 26 agosto, 2010.

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Filósofo, cineasta e fotógrafo, o esloveno Evgen Bavcar é considerado um dos mais importantes artistas contemporâneos. Cego desde os 12 anos, ele foi um dos protagonistas do documentário Janela da Alma, de João Jardim e Walter Carvalho, em 2002, e tem agora uma exposição com 15 de suas fotos em São Paulo.

A mostra Estética do (in)visível tem 10 imagens em preto e branco e cinco coloridas do esloveno, além de trabalhos dos alunos do curso de fotografia para deficientes visuais oferecido pelo Senac.A exposição tem miniaturas das imagens feitas em relevo, o que permite ao público deficiente visual “enxergar” as obras. “A luz do espírito nos permite fotografar o invisível”, diz Bavcar, que também é doutor em estética pela Universidade de Sorbonne, em Paris.

Bavcar nasceu em 1948 e perdeu a visão em dois acidentes diferentes: o primeiro em uma queda e o segundo envolvendo uma mina terrestre. Naturalizado francês, está sempre com um chapéu preto de abas largas e um pequeno espelho na lapela – “para matar a curiosidade das mulheres que perguntam se estão bonitas”. A técnica utilizada depende da foto. Ele faz os retratos sozinho, medindo com o braço a distância até o fotografado e posicionando a máquina na altura dos olhos. Para fotos mais complexas, precisa de um ajudante, que lhe descreve e monta o que será fotografado. “Descrição é algo vital, tem toda uma metodologia”, conta. Não se trata, no entanto, de uma descrição convencional. “A arte de exprimir com palavras uma realidade visual é como um caminho pelo invisível”, discorre. Sobre o resultado final, Bavcar diz que a descrição do objeto fotografado é diferente do que aparece na foto, “não coincide nunca, é como o amor”. Perguntas especificas, o fotógrafo não responde, “tecnicamente não digo tudo, é um segredo”.

Fonte G1

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México adota lei contra sacola plástica que prevê prisão

Publicado por Tulio em 19 agosto, 2010.

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Uma lei que entrou em vigor na Cidade do México prevê multas e prisão para comerciantes que distribuírem gratuitamente sacolas plásticas a consumidores.

A lei prevê detenção de até 36 horas e multas entre 57.460 pesos mexicanos (cerca de R$ 7,9 mil) e 1.149.200 pesos (R$ 159,4 mil) aos infratores.

A lei estabelece também que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas que forem biodegradáveis.

Com a medida, o governo diz que espera reduzir o consumo diário estimado de 20 milhões de sacolas plásticas.

‘Caça às bolsas’

A Lei dos Resíduos Sólidos foi aprovada em agosto de 2009, prevendo o prazo de um ano para sua implementação.

A mudança vem sendo criticada por diversos setores, desde a Associação Nacional das Indústrias de Plástico até o Partido Verde.

Alguns estabelecimentos comerciais também anunciaram que não vão acatar a lei e continuarão fornecendo as sacolas gratuitamente.

Em uma coletiva, a conselheira jurídica do governo da capital mexicana, Letícia Bonifaz, disse que a nova lei não pretende lançar uma “caça às bolsas”, mas sim apenas reduzir seu uso.

Por sua vez, a líder do partido governista PAN na Assembleia Legislativa da capital, Maria Gómez del Campo, pediu aos moradores da Cidade do México que adotem uma cultura de reciclagem e disse que uma possível flexibilização da lei não é negociável.

Metano

O deputado Alberto Couttlolenc (PV) disse à repórter Inma Gil, da BBC Mundo, que o governo precisa definir quais são as tecnologias aceitáveis para a produção das bolsas e o que vem a ser exatamente uma “sacola biodegradável”.

O parlamentar também cobrou um melhor esclarecimento sobre como será a fiscalização e como o consumidor pode identificar a sacola correta.

“Como o comerciante que continuar dando as sacolas vai ser punido? Quem vai receber a multa com 36 hora de prisão, a mulher no caixa, o diretor da empresa?”, questionou, ressaltando o que diz ser lacunas na legislação.

O governo disse que mais detalhes relacionados a lei devem ser divulgados nas próximas semanas.

Fonte BBC

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1sorb Suprema Corte dos EUA decide mudar alerta a detidos pela polícia

Ernesto Miranda, suspeito que deu origem ao alerta de direitos Miranda, lido pela polícia dos Estados Unidos desde os anos 1960

(Foto: AP)

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu revisar e mudar uma das instituições mais famosas da Justiça norte-americana. O “Miranda warning rights” (alerta de direitos Miranda), aquela frase repetida pelo cinema americano, em que policiais alertam os detidos que eles “têm o direito de permanecer calados”, deve ser usada da forma já conhecida somente por mais algumas semanas.

A decisão deve mudar a forma como policiais, advogados e suspeitos de cometer crimes interagem. Críticos reclamam que isso vai retirar dos americanos um direito ao qual todos já estão acostumados

A Corte alegou que não vai eliminar a necessidade de os policiais alertarem os suspeitos dos seus direitos, mas que está “polindo” a forma como ela é utilizada.

“Nos últimos 20 ou 25 anos, enquanto a Corte foi se tornando mais conservadora em assuntos de lei e ordem, estava afastando o alerta e fazendo o possível para facilitar a aceitação de confissões que a polícia arranca de suspeitos”, disse, Jeffrey L. Fisher, co-diretor do comitê Amicus da Associação Nacional de Advogados de Defesa Criminal. .

A decisão de que suspeitos deveriam ser alertados dos seus direitos nos Estados Unidos surgiu em 1966, depois que a polícia interrogou Ernesto Miranda, que era suspeito de sequestro e estupro em Phoenix. Ele servia para alertar as pessoas em custódia da polícia de que eles tinham o direito de ficar calados e de ter um advogado, mesmo que não pudessem pagar um. A declaração de alerta tem variações em alguns Estados do país, mas a versão mais popular diz: “Você tem o direito de permanecer calado. Qualquer coisa que você diga pode e será utilizado contra você em uma corte legal. você tem o direito de falar com um advogado. Se você não puder pagar um advogado, um será apontado para você. Você entende esses direitos como eles foram lidos para você?”.

Desde o ano 2000, a suprema Corte havia decidido manter a obrigação de o alerta ser lido para os suspeitos. A decisão atual não deve acabar com a leitura dos direitos.

Fonte Época

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