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Você se acha bonito?

Publicado por Tulio em 7 novembro, 2009.

Antes de responder à pergunta do título, mande sua foto para o site BeautifulPeople. Ou não…

 Reprodução

Durante três dias, na semana passada, meu nível de atratividade oscilou de bom a sofrível. A votação, que deveria durar 48 horas, não foi encerrada no prazo e não obtive o veredicto final a tempo do fechamento desta edição. Mas a linha laranja na qual estou agora mostra que preciso dar uma melhorada no visual se quiser ser aceita sem tropeços no site BeautifulPeople. Criado em 2002 na Dinamarca, a rede social acaba de chegar ao Brasil. Trata-se de uma espécie de Facebook no qual só entram pessoas consideradas bonitas. E quem decide isso são as 360 mil pessoas que já conseguiram entrar. O aspirante manda um perfil com foto e tem sua aparência julgada por participantes do sexo oposto durante as 48 horas seguintes (ou mais, uma vez que o site não funciona bem). Nesse tempo, o candidato tem direito a navegar para acompanhar sua classificação.

Para ser aceito é preciso ter 51% dos votos pelo menos na linha verde-clara, que garante um consolador “o.k.”. Verdade seja dita: não é muito agradável ver seu índice de aprovação em direção ao vermelho absoluto. Por isso, se você não for modelo nem tiver autoestima inabalável (e não for pressionada pelo chefe a escrever uma reportagem), não há motivos para se submeter a essa possível humilhação pública e globalizada. Muita gente, obviamente, tem outra opinião. Nos primeiros três dias de operação no Brasil, o site recebeu 70 mil novos candidatos, segundo o economista Robert Occhino Hintze, fundador do BeautifulPeople. Desses, somente 25 mil entraram. O porcentual é de 35,7%. Mas Hintze diz que até o final desta semana o número será dez vezes maior. “Apenas 20% das pessoas que se candidatam ao BeautifulPeople conseguem entrar. No Brasil, o índice de aprovação é de 45%”, afirma, contrariando seus próprios números. “A impressão geral de que os brasileiros são bonitos está sendo comprovada.” O.k., ele deve dizer isso em todos os países, mas ainda faz bem para o ego. Mas há outras vantagens em passar pelo vestibular da beleza? Sim, informa um texto do site: “Ter a oportunidade de se relacionar apenas com pessoas atraentes”. Politicamente incorreto? “Sim, mas reflete a realidade. Todos querem estar com indivíduos atraentes. Só não têm coragem de dizer”, afirma Hintze. O que eu posso dizer, depois de navegar pelo site, é que nem os bonitos são tão bonitos nem seus comentários são muito interessantes. Ou seria despeito de uma (quase) reprovada?

Aprovados
Candidatos capricham nas fotos. Mulheres de biquíni e homens sem camisa são sucesso garantido

 Reprodução

Fonte Revista Época

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Chica da Silva, a Escrava Excêntrica.

Publicado por Luciano Becheleni em 29 outubro, 2009.

chica Chica da Silva, a Escrava Excêntrica.

Francisca da Silva de Oliveira, a famosa Chica da Silva, foi uma escrava alforriada, que viveu no arraial do Tijuco, atual Diamantina, Minas Gerais, durante a segunda metade do século XVIII.

Mulata formosa, prendada estéticamente, fora propriedade do Padre Rolim, Inconfidente Mineiro, até ser alforriada por este, a pedido do novo Contratador de Diamantes, João Fernandes de Oliveira.

Acerca da Chica, corria no Tijuco a boca miúda, algumas lendas, causos interessantes, modus vivendi.

Era amancebada com o homem mais famoso destas plagas, o Contratador João Fernandes de Oliveira, com o qual teve 13 filhos. O Contratador já era um homem rico, dono de uma quadra inteira de casas no bairro do Chiado, em Portugal, e várias quintas. Por estas plagas, e pelo cargo que ocupava, aumentou muito sua fortuna.

O contratador João Fernandes construiu um Palácio com vinte e um cômodos, onde havia um jardim com plantas exóticas, cascatas artificiais. Como a Chica da Silva não conhecia o mar, João Fernandes mandou formar um lago artificial e construir um navio à vela, que navegava no lago transportando os convidados das grandes festas que oferecia à sociedade local. Essas festividades eram animadas por uma orquestra particular e pelas apresentações de teatro.

A Chica da Silva era semi analfabeta, mas tornou-se uma mulher riquíssima, freqüentava a Igreja carregada por escravos em Liteiras, com um séquito de 10 mucamas finamente bem vestidas e ornadas com jóias e Diamantes.

Uma vez, mandou arrancar todos os dentes de uma escrava que lhe servia, simplesmente porque o seu amante elogiou os dentes da dita escrava.

Também era famosa a blague que dizia: O peido que minha sinhá deu, foi ela não, fui eu. Quando a Chica da Silva soltava um pum, prontamente uma escrava assumia a autoria.

A Igreja do Carmo

João Fernandes de Oliveira o contratador amancebado com uma escrava Chica da Silva, desentendeu-se com os membros da Ordem Terceira do Carmo, que estavam a construir a Igreja do Carmo, tendo que arcar sozinho, com as despesas da Construção, e foi assim que ordenou a construção da Torre mestre nos fundos da Igreja, para que sua amada pudesse freqüentar a Igreja, visto que, era Lei naquela época; os escravos, mesmo os alforriados, não poderiam ultrapassar a Torre da Igreja, deveriam assistir as missas do lado de fora da Igreja. Além da Torre nos fundos da Igreja, os altares laterais, o altar mor e a nave, foram pintados a Ouro e mandou construir um lindo e potente Órgão na entrada, movido a fole, com mais de 750 cânulas, confeccionado no Tijuco por um artífice Padre.

O fato de uma escrava alforriada ter atingido posição destaque na sociedade local durante o apogeu da exploração de diamantes deu origem a diversos mitos. Chica da Silva foi uma escrava que se fez Rainha, utilizando sua beleza e apetite sexual invulgares para seduzir pessoas poderosas, entre as quais João Fernandes de Oliveira o Contratador dos Diamantes, cuja fortuna dizia-se ser maior do que a do rei de Portugal.

O Tijuco, era uma província Mineral, que sustentou Portugal por décadas a fio, com sua altíssima produção de Ouro e Diamantes, pagando inclusive a proteção Espanhola, contra pirataria Inglesa. Sustentou por longo período o fausto da Coroa Portuguesa.

E assim sendo, a província do Tijuco, transformara-se em um Estado dentro do próprio Estado, reportava-se diretamente ao Rei de Portugal. Tinha Leis próprias, não era submetido ao comando do Governador Geral da Capitania das Minas Gerais, o que causava enormes ciúmes e intrigas. Este poder exercido pelo Contratador, de vida e morte, de deportação, prisão, confisco de bens, desapropriações e o que mais necessário fosse ao bom andamento dos trabalhos exploratórios mineiros de Diamante e Ouro. Existia o famoso Livro da Capa Verde, que nunca foi encontrado, contendo todos os atos e Decretos dos Contratadores.

A exploração mineral no Tijuco, teve duas fases distintas: a primeira sobre o modelo de contrato de arrendamento, pagava-se antecipadamente uma quantia determinada em dinheiro por um lote Diamantino e o que fosse produzido naquela área, estaria livre de tributos. Em uma segunda fase, mudou-se o regime de exploração, passando ao famoso “quinto”, significava que a quinta parte do que se produzia era para a Coroa Portuguesa, um royalite de 20% sobre a produção bruta, sem descontar os custos operacionais. O “quinto”, foi um dos motivos maiores da trama da Inconfidência Mineira, que levou vários personagens ao Degredo na África, como o Padre Rolim, a morte por enforcamento de Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, a prisão do Poeta Alvarenga Peixoto e Cláudio Manuel da Costa.

Imaginem, naquela época, fizeram uma revolução por conta de 20% de impostos, e hoje, pagamos algo em torno de 38% e ninguém diz ou faz absolutamente nada.

A evasão de divisas e a sonegação dos tributos eram altíssimas e fez surgir o famoso “Santo do Pau Oco”, que eram imagens de Santo, com furos no pedestal para esconder Diamantes e contrabandear para Portugal sem pagar impostos.

Luciano Becheleni é residente de Diamantina e especialista em mineração.

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Sandália dita a moda dos pés no São João

Publicado por Tulio em 4 julho, 2009.

Havaianas fabrica todo ano pares do calçado com tema junino. Estampa tem a assinatura do artista campinense Fred Ozanan.

A sandália Havaianas dita a moda dos pés no arraial do Parque do Povo, em Campina Grande (PB). Há pelo menos cinco anos a fábrica Alpargatas, com sede na cidade, estampa as “legítimas” com desenhos temáticos e que fazem menção ao que é considerado “O maior São João do Mundo”. A versão “matuta” do calçado tem a assinatura do artista e chargista Fred Ozanan, que é campinense. 

Foto: Glauco Araújo/G1

 O título de “O Maior São João do Mundo” vai escrito no solado da sandália, que também apresenta desenhos estilizados de ícones da festa junina. A cada ano o modelo se renova e surpreende os turistas. O estande da Havaianas no Parque do Povo já é ponto de visita garantido.

 Por dia, centenas de pares são vendidos e o calçado ainda pode ser entregue em casa, junto com um cartão-postal também temático. É uma forma de diminuir o volume da bagagem para quem leva a sandália de lembrança para familiares e amigos. A peça custa R$ 19,99 e, antes mesmo do término do São João, algumas numerações já acabaram.  A fábrica de Campina Grande produz sete pares por segundo e é a responsável pelos calçados vendidos no país e no mundo. Nos Estados Unidos custam em média U$ 24.00 e a cada verão, as revistas de moda divulgam  as sandálias brasileiras em suas páginas.

 Glauco Araújo/G1

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