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paris3 300x225 Fotos de Paris Hilton e namorado fichados na prisão são divulgadas

Paris Hilton e o namorado, Cy Waits, após serem presos em Las Vegas por porte de cocaína

(Foto: AP)

Foram divulgadas no começo da noite deste sábado (28), as “mugshots” (foto tirada na cadeia para fichar o preso) de Paris Hilton e seu namorado, Cy Waits, logo após serem presos em flagrante com cocaína, em Las Vegas, nos EUA.

Na noite desta sexta-feira (27). o carro em que a socialite e o namorado estavam foi parado pela polícia, que suspeitou do cheiro de maconha que havia no veiculo. Durante a vistoria, foi encontrada uma quantidade não divulgada de cocaína.

Os dois foram encaminhados para o centro de detenção de Clark County. Paris e Waits foram soltos na manhã deste sábado (28), após pagarem fiança.

Em julho, a socialite foi presa em duas oportunidades após ser flagrada com maconha: em Ajaccio, na ilha francesa da Córsega, e na África do Sul, após o jogo entre Brasil e Holanda.

Bisneta de Conrad Hilton, fundador da cadeia de hotéis Hilton, Paris Hilton já trabalhou como modelo, cantora, atriz, estilista e estrela de reality shows na TV. Ela comanda negócios de milhões de dólares baseados em seu nome, que incluem linhas de roupas, perfumes e vinhos.

Fonte G1

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0grandeg Na volta do Iraque, veteranos dos EUA enfrentam dura adaptação

Militar americano reencontra filhos ao voltar do Iraque

para os Estados Unidos (Foto: AP)

Um batalhão de quase cem mil soldados dos Estados Unidos, o suficiente para enfrentar uma guerra, volta para casa neste mês com a retirada das tropas de combate do país no Iraque. A decisão foi comemorada como o início de fato do conflito iniciado em 2003, mas, a exemplo do que já aconteceu no fim de outras guerras lutadas pelos americanos, este retorno pode ter um efeito interno complicado para o país. Em meio a uma longa crise econômica, os americanos vão ter que reabsorver jovens treinados para a guerra, mas nem sempre para a vida em sociedade. Muitos desses veteranos têm problemas psicológicos, ou de saúde, e sua adaptação pode ser difícil, segundo psicólogos.

Por mais que nem todos os soldados que voltam aos EUA sejam dispensados, o número de veteranos da guerra deve ter um aumento acima do normal no final deste mês. “A volta de tantos soldados vai sobrecarregar o sistema, e pode trazer problemas”, disse o psicólogo Stanley Krippner, especialista em tratar distúrbios mentais de veteranos de guerras.

Krippner se baseia em estatísticas que ele mesmo analisou a respeito dos veteranos para chegar a esta conclusão. Autor de “Haunted by Combat” (Assombrados por combate), ele diz que 20% dos soldados que voltam do Iraque e se tornam veteranos têm desordem de estresse pós-traumático, um problema psicológico que precisa de tratamento e que é uma das principais causas de comportamentos extremos e depressivos. “Eles não deveriam voltar todos de uma vez”, disse, alertando que taxas de suicídio, que chegam a mais de cem por mês entre os veteranos, podem ficar ainda maiores.

Menos pessimista, Keith Armstrong, psiquiatra que coordena o Departamento de Assuntos de Veteranos na Califórnia, não acredita em problemas graves, mas diz que a sociedade americana vai precisar ajudar na adaptação desses ex-soldados. “Todos eles têm problemas para se ajustar”, disse. Segundo ele, as guerras do Iraque e do Afeganistão envolveram o trabalho de quase, 1,5 milhão de militares, e desde 2001 o país já vem se acostumando a lidar com a presença de veteranos, melhorando o cuidado oferecido.

Mas ele concorda que de fato é preciso ficar atento para dar assistência e evitar problemas envolvendo estes veteranos. “A sociedade precisa ajudar os veteranos a se readaptar”, disse, lembrando que a participação dos estados americanos na guerra não é uniforme, e que em algumas regiões é preciso uma atenção maior por haver mais veteranos.

Mais sobreviventes, mais problemas

Um maior grau de sobrevivência de soldados é o principal diferencial das guerras do século XXI em relação a conflitos do passado. Com uma maior tecnologia de proteção contra o inimigo e um maior avanço da medicina, menos militares morreram no Iraque e no Afeganistão de que em outras guerras, explicou Krippner. A sobrevivência, entretanto, faz com que haja proporcionalmente mais veteranos de guerra e um índice maior de ex-soldados com problemas psicológicos.

No passado, quando os soldados americanos voltaram da guerra do Vietnã, por exemplo, os Estados Unidos já tiveram que lidar com a readaptação deles, que tinham problemas de saúde e mentais, e que, para completar, “eram deplorados pela sociedade, que se opunha à guerra”, disse Krippner. No caso dos veteranos de hoje, há um maior respeito da sociedade em relação a quem participou da guerra, e muitos são bem-vindos, além de se prepararem melhor para o que podem encontrar ao voltar à vida longe de confrontos.

Mesmo assim, um grande número de veteranos apresenta um quadro psicológico que segundo os estudiosos ouvidos oscila entre a depressão e a agressividade, e os resultados mais graves disso são os suicídios e o envolvimento em crimes e agressões. Krippner explicou que tudo isso pode ser evitado com o tratamento corretamente aplicado, entretanto.

Segundo ele, é preciso envolver os veteranos em interações de grupo, em que eles se sintam acolhidos, parte de uma comunidade. Além disso, famílias e amigos devem ser envolvidos no processo, para que haja um sentimento de valorização deles. “Por último vem o tratamento profissional”, disse, alegando que o acompanhamento psicológico é importante, mas não necessariamente a primeira opção. “Cada caso é diferente e requer uma atenção diferente”, disse.

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Novo Besouro Brasileiro

Publicado por Tulio em 26 agosto, 2010.

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Até que enfim o novo Fusca está pronto, deu trabalho mas valeu a pena, o popular da VW está de volta…ser fiel ao modelo clássico e com toques da versão brasileira diferente do New Bettle que tem motor dianteiro pertence a um segmento superior, portanto, desnecessária a comparação entre os dois modelos. O Novo Fusca (isso mesmo, chama-se Fusca mesmo!) traz um outro conceito, seria um carro da categoria dos compactos com menos de 4 metros e motor traseiro refrigerado a água (1.4 da kombi, e talvez uma opção com motor elétrico, mas fica um projeto mais adiante) na faixa de preço de um Gol, inicialmente seria destinado ao mercado brasileiro.*

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Para melhor praticidade a tampa traseira abre por inteiro como em um hatch, uma abertura mais larga, mas um vinco oval lembra as linhas do Fusca, os leds tem um desenho de um besouro (claro que por ser um conceito dá pra brincar um pouco) o motor fica embaixo e acima um pequeno porta-malas, não muito grande mais é razoável que complementa com um espaço extra no capô que compartilha o estepe. A entrada de ar atrás da janela é estética e lembra as que existiam nos modelos brasileiros dos anos 70, a utilizada para refrigeração do motor fica escondida no estribo.*

A lente de vidro sobre os faróis não é circular, é levemente retangular, seguindo o padrão atual da marca, mas abriga um canhão de formato cônico deixando a identidade mantida, o pisca também fica dentro deste domo, a grade inferior abriga um discreto radiador para auxiliar a refrigeração do motor traseiro, método utilizado pela kombi (de radiador não tão discreto) de motor refrigerado a água. A lanterna traseira de formato oval, lembra a  dos fuscas dos anos 60.

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Quanto ao painel, algo simples, mas ao mesmo tempo diferente, um cone abriga um grande velocímetro, e nas saliências laterais o medidor de combustível e temperatura, a esquerda para versões mais equipadas o conta-giros, ao centro do painel mais ao fundo um relógio analógico. As saídas de ar são como em um periscópio de submarino e a parte de trás do painel pode ser usada como um guarda volumes.

 O Fusca tem que ser um carro de entrada, como o próprio nome da marca significa: Carro do Povo

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Americano termina caminhada de 152 dias pelos EUA

Publicado por Tulio em 26 agosto, 2010.

caminhada Americano termina caminhada de 152 dias pelos EUA

Matt Green, de 30 anos, corre em direção ao Oceano Pacífico na praia de Rockaway Beach, em seu 152º dia de caminhada pelos EUA, nesta quarta-feira (25). O americano começou seu trajeto em Rockaway Beach, bairro de Nova York, em março deste ano, e caminhou 4,8 mil km até a cidade de Rockaway Beach, no Oregon

 (Foto: Rick Bowmer/AP)

Fonte: Associated Press

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Obama se banha nas águas do litoral do Golfo do México

Publicado por Tulio em 16 agosto, 2010.

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Presidente Barack Obama e sua filha, Sasha, nadam em Alligator Point, em Panama City Beach, Flórida.

O presidente americano, Barack Obama, tomou o esperado banho nas águas do litoral do Golfo do México para demonstrar que não estão poluídas e que as praias estão prontas para receber turistas.

O presidente viajou na manhã deste sábado (14) junto com sua esposa Michelle e sua filha mais nova Sasha, para a localidade de Panama City (Flórida), para passar o fim de semana e promover o turismo local.Obama se banhou com sua filha na praia do hotel onde estão hospedados, e, para que não haja dúvidas, a Casa Branca postou no portal “Flickr” a fotografia.

A dúvida se Obama o faria ou não estava na boca da imprensa desde que foi anunciado que passaria o fim de semana no estado da Flórida. Especulava-se que o banho poderia acontecer neste domingo (15), já que no sábado o presidente tinha programado se reunir com empresários locais para conhecer de perto a realidade do vazamento.

Obama deixou sem argumentos os céticos que desconfiam que as águas do Golfo do México não estão seguras e limpas depois dos milhões de litros de petróleo que vazaram no mar após o acidente de uma plataforma de petróleo da companhia britânica British Petroleum (BP).

O mergulho de cabeça aconteceu na baía de Saint Andrew, em águas do Alligator Point, perto do restaurante onde almoçaram.

Fonte G1

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Como é feito o vinil?

Publicado por Tulio em 17 abril, 2010.

Daryan Dornelles

Corte de Acetato // Foto: Daryan Dornelles

 

No ano de 1990, o Brasil vendeu mais de 31 mil unidades de vinil. O número caiu para pouco mais de mil em 1996, o auge da substituição pelos CDs, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Disco. Mas, se você acha que o bolachão já morreu, está muito enganado. Este ano, a reabertura da Polysom, a única fábrica de vinil da América Latina, veio para mostrar que essa indústria volta a ganhar fôlego. E 2010 parece o marco da mudança deste cenário, a empresa espera produzir cerca de 200 mil discos em um ano – cerca de 10% da produção atual de LPs nos Estados Unidos.

Gradualmente, muitos artistas brasileiros voltam a publicar suas obras também no discão preto. Recentemente, Lenine, Pitty, Cachorro Grande, Fernanda Takai, Nação Zumbi, Mukeka di Rato e Dead Fish aderiram ao LP – alguns deles começaram sua carreira musical muito depois da chegada dos compact discs. O número de LPs por músico ainda é baixo, a maioria produz uma primeira leva de de 500 discos e depois pode aumentar, informa a assessoria de imprensa da Polysom.

Mas, afinal, por que voltar a fabricar o vinil se cabem muito mais músicas no CD e , agora, a música digital permite um estoque quase infinito de discografias? “Basicamente, o som do vinil tem muito mais profundidade e existem muitas possibilidades gráficas em razão do tamanho das capas – cerca de 31cm x 31 cm”, diz João Augusto, proprietário da Polysom.

Augusto, que trabalhava com LPs desde 1979 na extinta Polygram, é quem explica o processo de fabricação do vinil. Primeiro, o áudio entregue pelo cliente é analisado pelo operador do corte de acetato, que verifica se atende aos princípios básicos para um corte sem distorções ou “pulos”. Alguns defeitos podem ser corrigidas por ele mesmo no momento do corte, outros não.

 Depois, o operador do corte transfere o som de cada lado do disco, para um acetato de 14 polegadas. Após o corte, ainda verifica no microscópio – tão importante quanto a verificação auditiva – se os sulcos do disco estão preservados. Aprovado o corte, o acetato é imediatamente conduzido ao setor de galvanoplastia, para transformá-lo em matrizes de níquel para serem colocadas nas prensas.
 
Fonte:  Galileu, por Denise Dalla Colletta

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Beatles ganham nova homenagem brasileira

Publicado por Tulio em 10 abril, 2010.

 

Foto: Divulgação

Os Beatles: quarteto de Liverpool deixou de existir há 40 anos

Meu único plano agora é amadurecer”. A frase de Paul McCartney encerra um comunicado enviado à imprensa no dia 10 de abril de 1970 para divulgar seu primeiro álbum solo, “McCartney”. Na nota, há exatos 40 anos, o baixista anunciava sua saída dos Beatles e consequentemente o fim do maior fenômeno da música pop em todos os tempos.

Quatro décadas depois, uma legião de fãs e músicos ainda lamenta o fato, mas também celebra o legado deixado por McCartney, George Harrison, John Lennon e Ringo Starr. No Brasil, o produtor musical Marcelo Fróes organizou o projeto “Beatles 70″, álbum que presta tributo ao repertório gravado pela banda no ano de sua dissolução.

“Este disco fecha a trilogia que iniciei em 2008, com a celebração dos 40 anos de lançamento do ‘Álbum branco’. Na ocasião, reuni artistas brasileiros para regravar canções dos Beatles relativas ao ano de 1968. Em 2009, a festa foi para ‘Abbey road’, que também fez aniversário. O projeto ‘Beatles 69′ foi composto por três CDs, com versões para as músicas gravadas em 1969. Agora é a vez de ‘Let it be’, que também vai se tornar um quarentão no dia 8 de maio”, explicou o produtor.

Motivação especial

“Beatles 70″, que será lançado no final deste mês pelo selo Discobertas, conta com as participações de Arnaldo Antunes, Zé Ramalho, Cássia Eller, entre outros, mas, segundo Fróes, a grande motivação para a realização de mais este projeto foi a presença da dupla Sá & Guarabyra.

Foto: Marcelo Fróes/Arquivo pessoal

A dupla Sá & Guarabyra durante a gravação da música “Let it be” (Foto: Marcelo Fróes/Arquivo pessoal)

“Eles participariam do projeto anterior com Zé Rodrix, mas desistiram por causa da morte do cantor e compositor em abril do ano passado. Desta vez pude contar com os dois na faixa ‘Let it be’. Foi a primeira gravação da dupla após a morte de Zé Rodrix”, disse Fróes.

Outro destaque é a participação de Rodrigo Santos, Guto Goffi e Fernando Magalhães, baixista, baterista e guitarrista do Barão Vermelho, respectivamente, que se reuníram para recriar a canção “For your blue”, de George Harrison.”Acho que desde que o Barão entrou em recesso, em 2005, que eles não trabalhavam juntos. Rodrigo fez um dueto com uma cantora chamada Marília Bessy que ficou belíssimo”, conta o produtor.

“With a little help from my friends”

A banda de de hard rock Dr. Sin contribuiu com “Dig a pony”, de John Lennon, e fez uma referência especial. “Eles tiveram a sacada de colocar o mesmo riff de guitarra da versão que Joe Cocker gravou para “With a little help from my friends” no verso ‘All I want is you’”, relembra Fróes.

Ele adiantou ainda que um DVD com material registrado em vídeo, durante a produção dos três projetos, deve ser lançado ainda este ano. “Muita coisa foi filmada. Teremos videoclipes e mais algumas surpresas”.

Fonte G1

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Blogueira cubana pede a Lula para ir ao Brasil

Publicado por Tulio em 25 março, 2010.

 

 

  Divulgação
Yoani Sánchez com Dado Galvão, segundo o livro lançado em outubro no Brasil

A blogueira cubana Yoani Sánchez, uma das principais dissidentes do regime dos irmãos Castro, escreveu uma carta em que pede ajuda ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para poder visitar o Brasil – ela tem sido sistematicamente impedida de viajar para fora de seu país. Yoani pretende comparecer à primeira exibição de um documentário feito pelo brasileiro Cláudio Galvão da Silva sobre a vida dela e os movimentos de oposição em Cuba, entre eles as chamadas Damas de Branco. O evento deve ocorrer em junho. Na carta endereçada ao presidente, datada de 14 de março, Yoani cita a relação próxima entre Lula e os Castros para que ele interceda a seu favor. “O senhor deu recentes mostras de possuir grande confiança na boa fé do governo cubano. Alimento a esperança de que, talvez, aqueles que governam meu país queiram manter viva esta sua confiança e – para não frustrá-lo – atendam a seu pedido de que me deem a autorização para visitar o Brasil” (leia a íntegra da carta em espanhol. Ao fim deste texto, a carta está traduzida para o português).

Por telefone, Yoani afirmou que a carta não tem “intenção midiática” e que espera “tocar as fibras sensíveis e interiores” do presidente brasileiro. “Ultimamente Lula tendeu a se aproximar de uma ideologia partidária. Minha carta tenta estender uma ponte entre ele e a cidadania cubana.” Uma cópia está com o documentarista Cláudio Galvão, o Dado, que foi a Cuba em dezembro do ano passado para participar de um festival e aproveitou a viagem para contar a história da blogueira. “Foi minha mãe quem me falou de Yoani, dizendo que eu precisava falar das coisas que ela estava fazendo por Cuba”, diz Dado. Ele pretende entregá-la ao governador da Bahia, Jacques Wagner, um dos políticos mais próximos de Lula e que poderia convencer o presidente a considerar o caso de Yoani. A audiência com Wagner ainda está sendo negociada, mas pode ocorrer na próxima semana. Dado vive em Jequié, uma cidade de 150 mil habitantes no sul da Bahia, a 360 quilômetros de Salvador. É para lá que Yoani pretende ir para a estreia do documentário. “Estou convencida de não encontrar dificuldades para obter o visto de sua embaixada (do Brasil) em Havana, mas também tenho certeza de que as autoridades de meu país vão voltar a me negar a autorização de saída”, escreve Yoani.

O pedido de Yoani deve colocar Lula novamente em uma situação delicada. Há um mês, ele visitou Cuba e desembarcou em Havana no mesmo dia que o dissidente Orlando Zapata Tamayo morreu após uma greve de fome de 83 dias. Na ocasião, um grupo de opositores ao regime enviou uma carta pedindo a Lula que chamasse a atenção da comunidade internacional para a situação dos presos políticos em Cuba. Lula disse não ter recebido a carta. “As pessoas precisam parar com o hábito de fazer carta, guardar para si e depois dizer que mandaram”, afirmou. “Se essas pessoas tivessem falado comigo antes, eu teria pedido para ele (Zapata) parar a greve e quem sabe teria evitado que ele morresse.” Na conversa com ÉPOCA, Yoani classificou as declarações de Lula como “infelizes” e as creditou “a uma base na desinformação e à cega confiança nas pessoas que governam Cuba”. Segundo ela, “Lula já deve ter refletido melhor sobre o que aconteceu aqui”.

Esta não é a primeira vez que Yoani tenta vir ao Brasil. Em outubro, ela foi convidada para o lançamento da versão em português de seu livro De Cuba, com carinho. Até mesmo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso enviou uma carta ao governo cubano pedindo que Havana concedesse uma saída temporária a Yoani. Não adiantou nada. Ela não viaja para o exterior desde 2004 – já pediu autorização seis vezes, todas sem sucesso. Mas não perde o otimismo. “Enquanto o presidente Lula não mostrar que desconsiderou meu pedido, vou dar crédito a ele.”  

Leia a tradução da carta de Yoani Sánchez
 
Havana, 14 de março de 2010
Ao senhor Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de Brasil

Uma vez alguém me contou que os barcos em que se traficavam escravos africanos deixavam parte de sua carga em Cuba e outra na costa atlântica do Brasil. Assim, separavam irmãos, pais e filhos e amigos de toda uma vida. Assim, nessa bifurcação, nossos povos compartilham a mesma raiz.

Por isso nos parece tão perversa qualquer coisa que tente nos separar, por isso sonhamos que algum dia haja livre circulação entre todas as nossas nações americanas, por isso não consigo entender por que as autoridades de meu país me impedem de visitar o seu.

Na primeira ocasião, em outubro de 2009, pretendia fazer o lançamento do meu livro De Cuba com carinho, publicado pela editora Contexto. O escritório de migração que se ocupa de conceder as autorizações de saída do país aos cidadãos cubanos me informou que eu não estava autorizada a viajar. Esta era a quarta vez que me negavam esta autorização. Anteriormente, me haviam impedido de viajar à Espanha, para receber o prêmio Ortega y Gasset (de Jornalismo), em seguida para a Polônia e depois para os Estados Unidos, onde receberia a menção especial do (prêmio) Maria Moors Cabot na Universidade Columbia. Fui convocada pela segunda vez para ir ao Brasil, agora para o lançamento de um documentário sobre minha pessoa, feito por um grupo de diretores em Jequié (no interior da Bahia

). Estou convencida de não encontrar dificuldades para obter o visto de sua embaixada em Havana, mas também tenho a certeza de que as autoridades do meu país voltarão a me negar a autorização de saída.
O senhor deu recentes demonstrações de possuir grande confiança na boa fé do governo cubano. Alimento a esperança de que, talvez, aqueles que governam meu país queiram manter viva esta sua confiança e – para não frustrá-lo – atendam a seu pedido de que me deem a autorização para visitar o Brasil. O senhor somente estaria pedindo em meu nome o que para qualquer brasileiro – e para qualquer ser humano – é um direito inalienável.

Desculpe-me que lhe tenha roubado o tempo que o senhor levou para ler esta carta e me desculpe também por tê-la escrito em espanhol. Não me desculpe, porém, pela minha crença de que o senhor deseja para os cubanos os mesmos direitos que deseja ver cumpridos entre os brasileiros.

Yoani Sánchez Cordero

Fonte: Revista Época

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Obama irá ao Brasil no 2º semestre

Publicado por Tulio em 2 fevereiro, 2010.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá ir ao Brasil até meados do segundo semestre deste ano. A ideia é ampliar as relações dos Estados Unidos com a América Latina, a partir do contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, deve ser assinado um acordo de cooperação comercial entre norte-americanos e brasileiros. O acordo deve incluir temas controversos, como etanol e suco de laranja.

Antes da visita de Obama, a secretária de estado, Hillary Clinton, irá a Brasília ainda neste semestre. O objetivo é definir os termos do acordo de cooperação que deve se basear na consolidação de um mecanismo de consulta para promover o comércio e investimentos.

O documento não irá acabar com as tarifas nem com as barreiras comerciais, mas servirá como instrumento de facilitação de negociações bilaterais.As visitas de Obama e Hillary foram alinhavadas nos últimos dias entre diplomatas norte-americanos e brasileiros. Obama aguardava apenas oficializar o nome do novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para confirmar a visita a Brasília. Na quinta-feira, Shannon entrega as credenciais a Lula.

Ontem, o governo Obama fez uma cerimônia de confirmação de Shannon no cargo, no prédio do Departamento de Estado, em Washington (Estados Unidos). A solenidade reuniu cerca de 300 pessoas – entre parlamentares, representantes do governo e diplomatas.No discurso, Hillary destacou o papel do Brasil. Segundo a secretaria de estado, o presidente Lula exerce um papel de liderança regional na América Latina.

Hillary ressaltou que o governo Lula participa das principais negociações internacionais, sem esquivar-se de tema algum. Para ela, os principais destaques da atuação brasileira se devem às discussões sobre clima e energia.

Fonte Agência Brasil

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Foto: Thony Belizaire/AFP

Homem pratica ritual em julho de 2000, no norte de Porto Príncipe (Foto: Thony Belizaire/AFP )

Em meio à situação de catástrofe humanitária vivida pelos haitianos após o terremoto que devastou o país no dia 12 deste mês, o cônsul do Haiti em São Paulo foi pego numa declaração dizendo que toda aquela tragédia era culpa de uma ‘maldição’ feita ‘pelos africanos que moram lá’. Tentando associar a ‘maldição’ à ’macumba’, George Samuel Antoine quis dizer basicamente que o terremoto foi culpa do vodu – religião amplamente praticada pelos cidadãos do país. 

No dia seguinte, o cônsul pediu desculpas pelos comentários – ele ainda disse que a ‘desgraça de lá’ estava sendo ‘boa pra gente aqui’. Mas o “flagra”, segundo analistas, mostra um preconceito que há muitos anos domina a elite ocidental de maneira geral: a visão de que o vodu é uma crença primitiva e de que seria responsável pelo atraso social e até econômico do Haiti.  

Foto: Thony Belizaire/AFP 

Haitianas dançam em ritual de vodu em abril de 2004 (Foto: Thony Belizaire/AFP)

A religião existe antes mesmo da criação do país. Uma versão amplamente aceita da história da independência do Haiti, em 1804, conta que a revolta dos negros teve origem em um ritual de vodu.”O vodu é central na história haitiana e atinge a maior parte da população”, explica o antropólogo e professor do programa de pós-graduação em antropologia social da UFRJ Federico Neiburg. Segundo ele, a religião foi construída nas Américas por escravos, como o candomblé no Brasil, e mistura elementos de cultos africanos com o cristianismo. Há entidades que são associadas com santos, e datas festivas católicas que são celebradas pelos praticantes do vodu. “Junto com o vodu, surge uma língua, que é o crioulo, que também é uma mistura.” 

Apesar de o vodu estar profundamente atrelado à tradição e aos valores nacionais, houve durante muitos anos uma perseguição aos seus praticantes no Haiti. ”A elite haitiana que fez a revolução olhava mais para a França do que para a África. Esse olhar fez com que, durante quase um século, até o início do século XX, a elite haitiana tivesse uma relação paradoxal: rejeitavam o vodu, embora muitos integrantes conhecessem e até praticassem a religião. Eles colocavam a prática como a causa do atraso da nação. Isso começou a mudar na década de 1920 e 1930, no contexto da ocupação norte-americana do país. Essa ocupação (de 1915 a 1934) produziu na elite um sentimento nacionalista e uma volta do olhar para a África”, explica o professor Neiburg.

O vodu ainda sofreria um outro revés, em 1940, quando houve uma campanha contra a prática no país. A religião só foi reconhecida oficialmente pelo Estado com a promulgação da Constituição de 1987, que também reconheceu o crioulo como um dos idiomas oficiais do país.

Conheça um pouco sobre os rituais do vodu haitiano:  

Iniciação e casamento com espíritos

Segundo a cientista social e doutoranda em antropologia Flávia Dalmaso, que esteve no país presenciando cerimônias de vodu, a iniciação é feita com dança, comida e incorporação de espíritos. Mas isso tudo depois que o iniciado passa uma semana no ‘oufo’, que é local do culto. 

Os casamentos, que são realizados entre pessoas e espíritos, também são celebrados geralmente com dança e comida. Na cerimônia presenciada por Flávia, um homem se casou com um espírito que havia solicitado o matrimônio. “A pessoa que encarnou o espírito usou um vestido de cetim zul, que era a cor preferida da entidade, e o noivo estava de branco.”

Flávia disse que as cerimônias variam, mas que geralmente quem realiza o matrimônio é um ‘père’ – pessoas que fizeram o seminário católico, mas não chegaram a ser padres. Eles se vestem como padres católicos, leem preces e jogam água benta. “É uma figura muito importante no vodu. Estão presentes na iniciação, nas novenas e realizam casamentos”, explica ela.
Após se casar com um espírito, o praticante deve respeitar seu desejo e passar um dos dias da semana sozinho, sem sair com ninguém. Cerimônias e possessão

 As cerimônias de vodu haitiano têm música e dança. As mulheres geralmente usam lenços na cabeça e dançam descalças. De acordo com o antropólogo José Renato Baptista, que está terminando o doutorado sobre o vodu e ficou um ano e meio no Haiti, algumas danças são muito sensuais, valorizando o movimento dos ombros e dos quadris. ”As cerimônias são marcadas pelo ritmo, é uma música forte, muito interessante, agitada, tocada normalmente por três ou mais tambores, mais ou menos como o nosso candomblé”, explica ele.

 Já a questão da possessão, segundo ele, “é um grande mistério”. “É uma discussão profunda. Partimos do pressuposto de que aquela experiência se baseia numa verdade vivida por aquelas pessoas.” A possessão ocorre em situações específicas e, segundo José Renato, é parte fundamental da religião à medida que é uma forma de contato privilegiado com as divindades.   

 O chefe religioso é o ‘ougan’ - o equivalente ao nosso pai de santo. O equivalente feminino ao ougan é o ‘mambo’. São eles que percebem a presença das entidades – os ‘loan’. Isso pode acontecer por cartas, ou por pessoas que passam por crises pessoais. ”Essa relação com os loan pressupõe uma relação com ancestrais ou uma relação mítica. O pressuposto fundamental é servir a uma divindade. Muitas vezes esse loan é uma herança familiar, um ancestral que se manifesta, que vem para ajudar ou cuidar de seus parentes. A formação do vodu tem muito a ver com essa idéia do culto aos ancestrais”, explica o antropólogo
  

Sacrifício animal

 Diferentemente das religiões de origem africana praticadas no Brasil, no vodu haitiano o sacrifício animal é realizado publicamente. O animal é morto, seu sangue é utilizado em determinadas ações rituais e depois a carne é preparada e servida como comida na cerimônia. O sacrifício é realizado como uma oferenda para as divindades.

Foto: Thony Belizaire/AFP

O animal é sacrificado em homenagem às entidades. Depois, a carne é preparada e servida para os seguidores. Na foto, um sacrifício durante ritual em abril de 2003 (Foto: Thony Belizaire/AFP)

Zumbis 

A simbologia do zumbi é muito conhecida no Ocidente principalmente por terem sido imortalizados no cinema, em filmes como “The white zombies” (de Victor Halperin, 1932) e “A noite dos mortos vivos” (dirigido por George Romero, em 1968). O zumbi seria uma pessoa que ingere uma substância, tem uma morte aparente e, depois de enterrada, é tirada do túmulo e fica num estado letárgico sob os comandos de alguém.

 Segundo José Renato, o zumbi é, antes de tudo, um escravo. “Existe todo um mito em torno das ideias de envenenamento, de utilização de magia no Haiti. Há um preconceito construído em torno disso. Eu vivi um ano e meio no país e nunca vi um zumbi. Muitas vezes, quando alguém fala de zumbi, pode ser uma pessoa abandonada pela família, há casos de pessoas que perdem a memória e essa pessoa pode ser apropriada como um empregado não remunerado. Há uma mística em torno da figura, mas eu não duvido que exista.”

 Segundo ele, no norte do país, nas plantações de cana, fala-se que a riqueza de certos fazendeiros advem de terem muitos zumbis trabalhando. “A ideia da mão-de-obra escrava tem muito a ver com isso, é preciso contextualizar”, explica José Renato.

Fonte G1

 

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