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Você confia nas ervas medicinais?

Publicado por Tulio em 2 setembro, 2010.

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Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, questiona a eficácia das plantas e dos fitoterápicos e cria uma enorme polêmica

Drauzio Varella na Amazônia, onde há 15 anos coleta plantas para testá-las contra o câncer. “Se eu usasse esses extratos nos meus pacientes, seria criminoso”, diz

O uso de plantas medicinais é um dos traços da cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios de determinado chá ou de medicamentos à base de plantas, os fitoterápicos. E não só no Brasil. Os fitoterápicos movimentam no mundo US$ 14 bilhões por ano. São obtidos de plantas e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo etc. Estima-se que no Brasil esse mercado gire em torno de US$ 400 milhões por ano e empregue 100 mil pessoas. De todos os remédios colocados nas prateleiras das farmácias brasileiras, 2,8% são feitos de vegetais. E as vendas crescem em torno de 12% ao ano, segundo a consultoria do setor farmacêutico IMS Health. No setor dos medicamentos sintéticos, chamados de alopáticos, o crescimento é menor, de 5%.

Os consumidores de ervas medicinais e fitoterápicos acreditam que eles são tão seguros e eficazes quanto as drogas convencionais vendidas nas farmácias ou distribuídas nos postos de saúde. Mas talvez não sejam. É o que Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, promete discutir na série “É bom pra quê?”, que estreia neste domingo no Fantástico.

Há duas semanas, Drauzio falou sobre o assunto a ÉPOCA On-line. Criticou a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. Condenou a política do Ministério da Saúde de distribuição de medicamentos fitoterápicos no SUS e a lista de 66 plantas medicinais preparada pela Anvisa para orientar o uso de chás. A reação foi imediata. Drauzio foi acusado de ser mal-intencionado, de estar a serviço da indústria farmacêutica, de tentar atrapalhar a candidatura de Dilma Rousseff. A polêmica explodiu, envolvendo médicos, consumidores e até o Ministério da Saúde.

Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, publicou uma carta aberta atacando o médico do Fantástico. “Achamos precipitada a sua opinião ao afirmar que a indicação de plantas e fitoterápicos é um erro”, disse ele. Drauzio respondeu: “Condeno a falta de estudos clínicos dignos desse nome. Enquanto admitirmos esse empirismo irresponsável, a fitoterapia jamais será levada a sério no Brasil.” No site de ÉPOCA, houve mais de 240 comentários sobre o assunto, a maioria esmagadora atacando Drauzio. No Twitter, foi criado um movimento Cala a Boca, Drauzio.

“Pelo conteúdo das críticas que recebi depois da publicação da entrevista, posso antever o que acontecerá quando a série for ao ar. Paciência”, disse o médico. Drauzio pesquisa o potencial farmacológico das plantas há 15 anos. Faz expedições à Amazônia em busca de substâncias que possam demonstrar alguma eficácia contra o câncer. É um trabalho demorado. Até agora, as plantas coletadas deram origem a 2.200 extratos. Desses, 190 apresentaram alguma atividade contra células tumorais e oito serão testados em animais. Daí a desenvolver uma droga útil para seres humanos há um longo caminho. “Se eu tratasse meus pacientes de câncer com os extratos que mostraram atividade contra células malignas em nosso laboratório, seria considerado criminoso”, diz. “Por que essa regra não vale para os que receitam produtos que não passaram pelos estudos de toxicidade e pelas avaliações clínicas exigidas dos medicamentos convencionais?” Esse é o cerne da controvérsia. ÉPOCA investigou os fatos e os mitos que animam a discussão do assunto.

ELA ACREDITA

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Maria de Fátima e o suco de berinjela que toma todos os dias: “Melhorei a alimentação, mas o que baixou meu colesterol foi ele”

Fitoterápicos são remédios iguais aos outros?

Não. Ervas e chás são usados há milhares de anos. À medida que a química foi se desenvolvendo, os pesquisadores começaram a isolar das plantas os princípios ativos responsáveis pela ação medicinal. Essas substâncias foram sintetizadas em laboratório. Ou seja: foram criadas a partir da imitação da estrutura química das plantas. Deram origem a drogas importantíssimas, alopáticas, como a morfina e a aspirina. Diferentemente das ervas, os fitoterápicos são classificados como remédios. São obtidos exclusivamente de vegetais e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo, cápsulas etc. Para conseguir registrá-los como medicamentos, os fabricantes devem provar que conseguem manter a qualidade e a concentração do princípio ativo presente na planta. “Não é fácil manter a qualidade de um fitoterápico porque ele contém centenas de substâncias”, diz João Ernesto de Carvalho, coordenador da divisão de farmacologia e toxicologia do Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp. Quem toma 100 miligramas de aspirina sabe que está tomando 100 miligramas de ácido acetilsalicílico. Com os fitoterápicos é diferente. “Dependendo da época do ano e do tipo de extrato, é difícil manter a quantidade e a mesma concentração do princípio ativo”, diz Carvalho.

Fitoterápicos passam pelos mesmos testes científicos das drogas alopáticas?

Em termos. Existem milhares de estudos feitos com espécies usadas em fitoterapia, entre as quais as oito distribuídas no SUS: alcachofra, aroeira, cáscara-sagrada, garra-do-diabo, guaco, isoflavonas da soja e unha-de-gato. A maioria dos estudos, porém, foi feita em animais ou com pequeno número de pacientes, por curtos períodos. Os poucos estudos feitos com centenas de pacientes não trazem conclusões inequívocas sobre a eficácia das substâncias. Se o fabricante de uma nova droga sintética tentasse aprová-la com base nesse tipo de evidência, não conseguiria. O desenvolvimento de uma nova droga sintética consome cinco etapas, cerca de dez anos de pesquisa e milhões de dólares. Na chamada fase III, a droga em investigação é comparada ao tratamento existente. Para ser aprovada, precisa comprovar que é tão boa ou melhor que o remédio já disponível. Nessa fase, a droga é testada em um grupo de até 1.000 voluntários. “Pesquisamos as evidências científicas relacionadas aos oito fitoterápicos oferecidos no SUS. Não encontramos estudos desse tipo”, diz Daniel Deheinzelin, professor da Faculdade de Medicina da USP.Se os benefícios das ervas medicinais não foram comprovados pela ciência ocidental, significa que eles não existem?Não. É possível que existam benefícios não comprovados, a julgar pelo uso tradicional e milenar de ervas no cuidado da saúde. É razoável supor que existam fatos verdadeiros sobre nosso corpo que não possam ser comprovados sequer pelo método adotado nos estudos clínicos mais confiáveis. Isso significa que devemos propagar todas as crendices que aparecem? Não. Uma das histórias mais populares no Brasil é a de que suco de berinjela reduz o colesterol. Depois que uma experiência de laboratório foi mostrada num programa de TV, há mais de dez anos, o “remédio” natural ganhou, para muita gente, status de verdade científica. A dona de casa Maria de Fátima Farias Bosco, de 51 anos, mora em Macaé, Rio de Janeiro, e usa vários ingredientes naturais para cuidar da saúde. Seu colesterol baixou de 258 para 191 depois que ela reduziu os doces e a carne vermelha e começou a tomar suco de berinjela. Quem levou a fama de santo remédio? A berinjela, é claro. “Descobri o suco no Dr. Google. Foi um ótimo remédio, mas minha médica não acreditou”, diz. Indivíduos têm o direito de acreditar no que bem entendem. A situação fica perigosa quando a crendice é chancelada pelas autoridades. Foi o que aconteceu na África do Sul, onde 18% da população adulta tem o vírus da aids. O ex-presidente Thabo Mbeki pregava o combate à doença com uma dieta à base de beterraba, batata, suco de limão e alho. A doença se espalhou.

A fitoterapia e as ervas medicinais são recursos para os pobres?

Em termos. A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, disse, recentemente, que a medicina tradicional baseada em ervas tem seu valor e reduz o sofrimento de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. “Essa é a realidade, mas não é o ideal”, afirmou. “Estimamos que 60% das crianças que vivem em alguns países africanos recebem ervas para tratar a febre provocada pela malária. Mas a malária pode matar em 24 horas e as drogas modernas melhoram enormemente as chances de sobrevivência.” Os remédios naturais desempenham importante papel social, mas a adoção deles pelos governos de países como o Brasil pode ser questionada. “Não cabe às autoridades responsáveis pela saúde adotar métodos de tratamento que não têm eficácia demonstrada. Elas não podem criar uma medicina para rico e outra para pobre, baseada em tratamentos baratinhos e sem ação”, afirma Drauzio. Ele diz ter visitado em Belém uma “farmácia viva”, nome dado aos locais de cultivo e distribuição de plantas medicinais. “Lá existe uma plantinha que chamam de insulina. Chega uma pessoa pobre e ignorante e mandam tomar a planta, em vez do remédio receitado pelo médico”, afirma. O Ministério da Saúde diz estar trabalhando num projeto de regulamentação das farmácias vivas para coibir práticas inadequadas. Segundo o ministério, os fitoterápicos e as ervas não substituem o modelo de assistência farmacêutica baseado nos medicamentos convencionais. Seriam apenas mais uma opção de tratamento entre as oferecidas pelo SUS.

Fitoterápicos, ademais, não são usados apenas por pobres. Representam a primeira escolha de milhões de pessoas em países desenvolvidos como a Alemanha e os Estados Unidos. Os adeptos enxergam duas grandes vantagens. Primeira: os remédios costumam ser mais baratos que os alopáticos. Segunda: os profissionais que receitam esse tipo de tratamento têm mais disposição para ouvir angústias. Se muitos alopatas nem sequer olham os doentes nos olhos, a atenção que os especialistas em fitoterapia oferecem faz toda a diferença.

ELE ALERTA

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O farmacêutico Roberto Adati, fotografado em São Paulo. Ele sofreu uma reação alérgica: “Não é verdade que tudo o que é natural não faz mal”

O que é natural não faz mal?

Errado. A natureza tem venenos poderosos. É importante que o médico saiba quando o paciente está em tratamento alopático e, ao mesmo tempo, toma ervas ou fitoterápicos. O farmacêutico Roberto Adati, de 41 anos, acredita no valor dessas substâncias. Tem mestrado e doutorado no tema. Ainda assim foi surpreendido por uma manifestação inesperada. Há cinco anos, estava meio abatido e pediu ao médico uma alternativa natural. Começou a tomar cápsulas de erva-de-são-joão, usada para combater sinais de depressão leve. Depois de 20 dias, surgiram sintomas de alergia: pele vermelha e irritada e edemas. Em outra ocasião, usou unha-de-gato para aliviar dores musculares. Também sofreu alergia. “Vegetais têm princípios ativos e químicos que estimulam o sistema biológico, e podem levar a efeitos adversos como qualquer medicamento.”

Doenças graves podem ser curadas com fitoterápicos e plantas medicinais?

Não. Nenhum chá, erva, alimento ou fitoterápico é capaz de curar a aids, o diabetes, o câncer. O uso desses produtos pode aliviar sintomas. O problema é que também pode atrasar o diagnóstico de problemas graves. No caso do câncer, há outro complicador. Muitos pacientes abandonam os alopáticos ou usam produtos alternativos junto com o tratamento convencional. Em geral, a doença avança. “O potencial das plantas é grande, mas ainda é preciso avançar uma série de degraus na pesquisa científica para ter certeza de que são eficazes”, diz José Augusto Rinck Júnior, oncologista do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

Falta investimento na pesquisa de fitoterápicos?

Sim. O Brasil tem atualmente 119 laboratórios produzindo medicamentos fitoterápicos. Há 512 remédios feitos de vegetais aprovados pela Anvisa, derivados de 162 espécies. É pouco, diante da biodiversidade do país. Das 250 mil plantas catalogadas no mundo, 55 mil estão aqui. A Europa toda tem só 11 mil ervas registradas. “Não é só um patrimônio genético. É também um patrimônio cultural”, diz Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit). Segundo ele, as grandes multinacionais não se interessam pelos fitoterápicos porque eles não geram patente. Já os pequenos produtores de fitoterápicos não têm condições de investir no estudo de ervas desconhecidas. “Não temos fôlego financeiro para aplicar em produtos novos”, diz a empresária Poliana Emília Botelho Silva, da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina). Se testados com rigor científico e usados com critério, os fitoterápicos e as plantas medicinais podem contribuir para melhorar as condições de saúde da população. E também para o crescimento econômico do Brasil. Nesse ponto, não há controvérsia.

Fonte Época

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Sete bebidas tipicamente brasileiras

Publicado por Tulio em 31 março, 2010.

 

Pelas ruas de São Luis, no Maranhão, o refrigerante cor-de-rosa com notas de canela é mais popular do que a Coca-Cola. É o Guaraná Jesus. No Paraná, um refresco gasoso à base de gengibre foi batizado de Gengibirra. E tem a Cajuína, cristalina, em Teresina.

O antropólogo Raul Lody anota que, como ocorre com as comidas típicas, as bebidas regionais do Brasil são influenciadas pelo clima, a vegetação e os costumes locais. E são várias. Lody classifica esses produtos por situações. “Existem as bebidas de cotidiano (refrigerantes, refrescos e licores), as de festa (quentões, batidas), que envolvem rituais culturais, e as de partilha”, explica. “O chimarrão é assim. As pessoas se reúnem e todos partilham a mesma cuia.” Entre as artesanais, feitas em casa, o aluá é um refresco à base de casca de abacaxi ou farelo de milho muito consumido no norte e no nordeste do País.

Veja a seguir uma relação dos produtos regionais mais populares, seus ingredientes, influências e histórias.

Aluá
É um refresco de origem indígena e baixa dosagem alcoólica obtido da fermentação de casca de abacaxi, milho triturado ou arroz. Muito popular em diversas regiões do Brasil a receita artesanal tem variações no preparo e tipos de ingredientes de acordo com a localidade, mas é mesmo mais comum no norte e nordeste.

No Acre e na Amazônia é comum usar o milho triturado ou a farinha de milho, já em Belém do Pará usam cascas de frutas como o abacaxi, a raiz de gengibre (esmagada ou ralada), o açúcar (ou o caldo de cana) e o sumo do limão. O antropólogo Raul Lody tem uma receita de aluá: coloque num pote de barro milho seco maduro, rapadura, gengibre e água. Deixe descansar por três dias. Coe e sirva bem gelado. Outra versão descrita pelo escritor é a feita com casacas de abacaxi, açúcar e água. “Coloque tudo em uma garrafa e enterre-a por três dias. Também toma-se gelado”.

Cajuína
A abundância do caju no estado do Piauí originou a bebida mais popular da região. Cantada por Caetano Veloso, nos versos de Cajuína, é símbolo cultural da capital Teresina. O refresco não é alcoólico e é obtido de forma artesanal a partir do suco do caju, filtrado, clarificado e esterilizado. A cor amarelo-âmbar se deve à caramelização dos açúcares naturais da fruta. A cajuína é consumida gelada.

Chibé
Muito popular entre os caboclos paraenses, é considerada comida por muitos devido ao seu valor energético, semelhante ao da gemada. É feita com água e farinha de mandioca processada. Na cuia, coloca-se a farinha e em seguida a água e, depois, tradicionalmente, se movimenta tudo da esquerda para a direita. Os nativos tomam o chibé duas a três vezes ao dia e acreditam que ele ajuda a vencer as dificuldades da vida e a repor as energias. Às crianças costumam adicionar açúcar, mel ou rapadura.

 Sete bebidas tipicamente brasileiras
 
Foto: David Santos Jr./Foto Arena
Tereré do restaurante Sobaria, em São Paulo: a bebida é feita da erva verde seca. É bebida gelada em uma guampa (recipiente feito de chifre de boi
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Chimarrão e Tereré
Provenientes da erva mate, tanto o chimarrão quanto o tereré são típicas bebidas de partilha com algumas peculiaridades. O chimarrão do Rio Grande do Sul é como um chá feito da erva torrada e servido quente na cuia. Já o tereré, do Mato Grosso do Sul, é feito da erva verde seca. É bebido gelado em uma guampa (recipiente feito de chifre de boi). Ambos usam a bomba (canudo de metal com uma base redonda fechada e pequenos furos que filtram a erva).

O hábito de tomar o chimarrão e o tereré tem estreita ligação com os países vizinhos Paraguai e Uruguai. E o ritual que envolve a bebida também é parecido nos dois estados. As pessoas se reúnem em torno da cuia ou da guampa para saborear a bebida. No Mato Grosso do Sul, o pantaneiro costuma tomar o tereré no início da manhã e no início da tarde.

Extrato de Açaí
O açaí vem de uma palmeira muito comum no estado do Pará. Ela dá, sobretudo durante a seca, coquinhos do tamanho de uma cereja. O fruto de cor violeta-escura, quase negra, é escolhido e amassado para se tornar a bebida mais tradicional da região: o extrato de açaí, uma verdadeira paixão belenense. “É tomado com ou sem açúcar, com farinha d’água, farinha seca ou farinha de tapioca. Na forma de sorvete ou em mingaus, como se fosse leite, um leite vermelho misturado na papa de arroz, farinha de mandioca ou mandioca-puba”, explica Guta Chaves.

 Sete bebidas tipicamente brasileiras
 
Foto: David Santos Jr./Foto Arena
Gengibirra, refrigerante à base de gengibre muito popular no Paraná. No Amapá, existe uma receita artesanal e alcoólica

Gengibirra
O nome batiza alguns tipos de bebidas a base de gengibre. No Paraná, popular mesmo é a Cini Gengibirra. No processo industrial de fabricação do refrigerante a raiz descansa por um ano em decantação antes de entrar na receita.

Os locais costumam creditar à bebida efeitos de expectorante e até mesmo de afrodisíaco. Existe uma versão caseira que, além de gengibre, leva água e açúcar, fermento biológico e claras em neve para dar o efeito gasoso à bebida.

No Amapá, a Gengibirra já não é assim tão inocente. Servida nas rodas de batuque, leva gengibre ralado, fervido em um litro e meio de água com cravos da índia e açúcar caramelado. Depois de fervida a mistura, adiciona-se cachaça a gosto. Todas as versões são consumidas geladas.

 Sete bebidas tipicamente brasileiras
 
Foto: David Santos Jr./Foto Arena
Guaraná Jesus, o sonho cor-de-rosa do Maranhão

Guaraná Jesus
No Maranhão, o Guaraná Jesus é carinhosamente conhecido como o “sonho cor de rosa”. É um raro fenômeno de resistência regional às grandes marcas globais de refrigerantes. A jornalista e pesquisadora Guta Chaves conta que a fórmula da bebida é a mesma criada em 1920 num laboratório de fundo de quintal, em São Luís, pelo farmacêutico Jesus Norberto Gomes. Na época, ele tinha acabado de importar uma máquina de gaseificação.

Gomes queria produzir uma espécie de magnésia fluída, mas não deu certo e ele resolveu fazer uma bebida para os netos a partir de 17 ingredientes básicos, entre eles ervas e produtos que descobria em suas viagens pela Amazônia. O gostinho de canela adocicada e a cor diferente agradaram a molecada de toda a vizinhança e, com o tempo, a bebida caiu no gosto popular.

A história do Guaraná Jesus confunde-se com a de seu criador. Tanto que quando lhe foi exigido o registro formal do produto já conhecido informalmente por “Guaraná de Jesus”, assim permaneceu. “O refrigerante, que tem a mesma fórmula há 80, foi comprado recentemente pela Coca Cola Brasil e talvez por isso o nome tenha mudado para Cola-Guaraná Jesus”, explica a pesquisadora.

Fonte G1

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Foto: Reprodução

Parceria entre Google e Embratur divulga destinos brasileiros.
 
Uma nova ferramenta do Google une mapas e vídeos para promover destinos turísticos brasileiros no país e no mundo. Resultado de uma parceria da empresa com a Embratur, o canal Visit Brasil foi lançado nesta quarta-feira (3).

No site, os internautas já podem encontrar 88 vídeos sobre diversos pontos do Brasil, que mostram aspectos turísticos, gastronômicos e culturais da cidades, além de depoimentos de turistas que já estiveram nos locais. Todos os vídeos têm opção de legenda em 68 idiomas.

No canal, com informações prioritariamente em inglês, há três divisões para os os vídeos: destinos, testemunhos e promocional. Os destinos são divididos em praias, cultura, ecoturismo, esportes e negócios e eventos. Os testemunhos foram gravados com personalidades brasileiras e estrangeiras em diferentes cidades do mundo.  

De acordo com o diretor-geral do Google Brasil, Alex Dias, esse é o primeiro mashup de Google Maps e YouTube do mundo. Enquanto assiste a um vídeo, o usuário pode localizar no mapa os locais citados. Se em um depoimento, por exemplo, a pessoa comenta que visitou São Paulo e Manaus, um estrangeiro que nunca esteve no Brasil pode ter noção da distância entre as cidades.

 

Foto: Reprodução

Mais de 80 vídeos já estão disponíveis, em 68 idiomas.

Mas se o mapa aparece dentro do canal do YouTube, o caminho inverso não ocorre. Nas buscas no Google Maps, aparecem roteiros turísticos cadastrados, mas não os vídeos do novo canal.A ferramenta levou cerca de seis meses para ser produzida e desenvolvida pelo Google. O canal será permanentemente atualizado pela Embratur e, ainda no primeiro semestre e 2010, será permitido adicionar vídeos e depoimentos enviados por internautas.

A Embratur investe 30% de sua verba em publicidade em estratégias on-line. O órgão está presente em redes como Facebook, Twitter, Hi5 e Flickr. Jeanine Pires, presidente da Embratur, destacou a importância da internet na divulgação do turismo nacional.”A internet é um dos principais meios de informação sobre turismo. O turista que procura essas informações na web quer saber como foi a experiência de outras pessoas. A parceria com o Google surgiu da necessidade de o turista experimentar o Brasil antes mesmo de chegar aqui”, disse Jeanine.

Um estudo feito pelo órgão com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas apontou que 27,6% dos turistas estrangeiros que vieram para o Brasil em 2008 utilizaram a internet como principal fonte de informação para a viagem.

Fonte G1

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Por que homens procuram travestis?

Publicado por Tulio em 26 janeiro, 2010.

Daniel Wainstein

Márcia, travesti de classe média paulistana. “Os homens que saem comigo são héteros que topam tudo”

Mendes tem 37 anos, cabeça raspada e brinco na orelha direita. Pelos modos e pela aparência, o rapaz branco de família evangélica não se distingue de outros milhões de jovens paulistanos, exceto por uma particularidade importante: ele namora um travesti, Flávia. Os dois se conheceram há cinco anos no centro de São Paulo e, de lá para cá, constituem um casal. Na semana passada, sentado ao lado de Flávia na sala de um apartamento na Rua General Osório, Mendes explicava, em voz pausada, as bases da relação. “Nosso relacionamento é hétero”, afirma. Isso quer dizer que, no sexo, ele é a parte viril do casal, enquanto Flávia cumpre o papel de mulher. “Mas entre nós não existe só sexo. A gente tem amor e cuida um do outro.” Com cabelos negros e corpo esguio, Flávia ganha a vida se prostituindo nas ruas. Ele trabalha nas ruas como vendedor.

As palavras de Mendes revelam, sem explicar, um dos grandes mistérios da sexualidade moderna: a sedução exercida pelos travestis. Desde meados dos anos 70, quando despontaram nas esquinas das metrópoles brasileiras com saias minúsculas e seios exuberantes, essas criaturas híbridas conquistaram um espaço enorme no imaginário sexual do país. Todos os dias, milhares de homens se esgueiram por avenidas sombrias para comprar o prazer oferecido por seus corpos alterados. O risco envolvido nesse tipo de operação ficou claro há duas semanas, quando Ronaldo Nazário, o jogador de futebol mais famoso do mundo, transformou-se no protagonista de um escândalo que tinha como coadjuvantes três travestis do Rio de Janeiro. Ele foi com o grupo ao hotel Papillon e, durante a madrugada, desentendeu-se com um deles, Andréia Albertini. Acabaram todos na delegacia, de onde a história ganhou o mundo. A avalanche moral que desabou sobre Ronaldo a partir daí foi incapaz de responder à questão mais simples colocada pelo episódio: por que homens adultos e mesmo famosos arriscam segurança e reputação e vão atrás de travestis?

O antropólogo americano Don Kulick passou um ano vivendo com travestis em Salvador, sabe muito de seu cotidiano e mesmo de suas preferências íntimas. Mas não se arrisca a explicar quem são seus clientes. “Essa é uma grande incógnita. Embora acompanhasse os travestis todas as noites, não consegui distinguir um cliente típico”, diz. O livro de Kulick, professor da Universidade Nova York, sairá em português no fim deste mês, pela editora Fiocruz, com o título Travestis: Prostituição, Sexo, Gênero e Cultura no Brasil. Kulick conseguiu uma descrição razoavelmente rigorosa do que os fregueses exigem dos travestis. Durante um mês, pediu a cinco deles que registrassem o tipo de serviço prestado nas ruas. O resultado de 138 programas: em 52% dos casos os clientes queriam sodomizar, em 19% exigiam sexo oral, 18% queriam fazer aquilo que se costuma chamar de “troca-troca”, 9% pagaram para ser sodomizados e 2% para ser masturbados. “Não é insignificante que 27% dos homens nessa amostragem quisessem ser penetrados por travestis”, escreve s Kulick. “Mas esses homens não são maioria, como os travestis geralmente afirmam.”

A confiar apenas no que dizem os travestis, o porcentual de seus clientes que se portam como homossexual passivo é alto. “Nove em cada dez homens querem ser penetrados”, diz Flávia, a namorada de Mendes. “Se o travesti não for bem-dotado e ativo, não ganha a vida na rua.” Exagero? Talvez. Assim como as prostitutas, os travestis têm uma relação antagônica com aqueles que pagam para usar seu corpo. Muitos não suportam exercer o papel viril que se exige deles na prostituição e o fazem com grande sofrimento, porque não encontram outra forma de ganhar a vida. Vingam-se dessa situação degradante com a mesma arma que a sociedade usa para humilhá-los: questionam a hombridade do freguês e o ridicularizam.

O psiquiatra Sérgio Almeida trabalha com travestis em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, e sua experiência corrobora em alguma medida a versão de Flávia. Cabe a Almeida a tarefa difícil de distinguir entre os travestis – definidos como homens que gostam de agir e sentir como mulher – e os transexuais, que se sentem mulheres aprisionadas em corpo masculino. Para estes, recomenda-se a cirurgia de troca de sexo. Para os travestis, ela equivale a uma mutilação e pode levar ao suicídio. Almeida gasta dois anos com cada paciente até decidir em que categoria ele se encaixa. “Desde 1997, fizemos 95 cirurgias e não tivemos nenhum problema”, afirma. O pós-operatório mostrou ao psiquiatra que ex-travestis são freqüentemente abandonados por seus parceiros quando perdem a anatomia masculina. E que os operados que insistem em continuar na prostituição perdem também a carteira de clientes. Algo de crucial desapareceu na cirurgia. “Não é verdade que os homens procuram travestis porque estes se parecem mulheres”, diz ele. “Eles querem o algo mais que as mulheres não têm.”

Antonio Gaudério

Acima, um travesti espera clientes na noite de São Paulo. Abaixo, Andréia Albertini, travesti que levou Ronaldo à delegacia e às manchetes. Por que os homens arriscam sua honra e sua segurança nesse tipo de aventura sexual

Os próprios envolvidos têm opiniões diferentes. Um leitor anônimo de epoca.com.br enviou depoimento no qual afirma, basicamente, que os travestis são a melhor opção sexoeconômica. Diz ele: “Já saí com vários travestis. O que me atraiu foi justamente o desejo físico pelos bumbuns e seios avantajados. Ficar com uma travesti para mim é conseguir a baixo preço uma mulher de porte e formas que eu jamais conseguiria pagar ou namorar”. Márcia, travesti paulista cuja foto abre esta reportagem, repele qualquer tentativa de analisar os homens com quem sai voluntariamente. “Para mim, homens que saem com travestis são heterossexuais de cabeça aberta, que topam qualquer coisa”, afirma. Advogado, casado, pai de uma moça, diz que tem impulsos de vestir-se e agir como mulher desde criança, mas que isso nunca o impediu de ter relações normais com mulheres: “Quando saio com um homem, ele não importa. O que me interessa é reforçar minha identidade de mulher”.

O mistério em torno dos homens que procuram travestis é proporcional à ignorância que cerca os próprios travestis. Como grupo populacional, eles são escarçamente estudados: não se tem a menor idéia de quantos sejam, no mundo ou no Brasil. Os líderes das organizações de travestis estimam que haja 5 mil ou 6 mil deles no Rio de Janeiro e uma quantidade muito maior – fala-se em 30 mil – em São Paulo. Nenhuma ciência ampara essas estimativas. Sabe-se que há travestis de Porto Alegre a Manaus, inclusive em cidades pequenas. Tem-se a impressão, entre os que lidam com o assunto, que o Brasil é o líder mundial nessa categoria – e o principal exportador para os países europeus, sobretudo Itália e Espanha. “O Brasil tem a maior população mundial de travestis e o maior número de travestis per capita”, afirma Kulick. Trata-se de uma opinião bem informada, mas é apenas opinião. Líderes de organizações de travestis como Keila Simpson, presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, querem que o censo inclua perguntas que permitam quantificar os diferentes grupos sexuais do país. “Como se pode dirigir políticas públicas a uma população de tamanho ignorado?”, diz.

Paulo Alvadia

A palavra-chave quando se trata de explicar a atração exercida pelos travestis parece ser ambigüidade. Eles são percebidos simultaneamente como homem e mulher, uma incongruência que mexe com as profundezas da psique humana. “O travesti mobiliza o desejo como mobiliza a repulsa”, afirma a psicanalista carioca Regina Navarro Lins. Outra psicanalista, Maria Rita Kehl, vê duas razões no fascínio pelos travestis. A primeira é que, por ser uma mulher com pênis, ele captura os restos das fantasias sexuais infantis. A outra está no fato de os travestis encarnarem a feminilidade de uma forma absoluta, que nenhuma mulher contemporânea aceitaria. “Só um travesti saberia ser tão feminino quanto quer a fantasia de alguns homens”, diz Maria Rita. “Se alguém sabe o que é ‘ser mulher de verdade’ (uma ficção masculina), é justamente o travesti.” Os próprios travestis são taxativos ao afirmar que seus fregueses procuram neles a diferença: a mulher com falo, a fantasia, o risco. “Transgressão é essencial. O proibido atrai”, afirma Marjorie, travesti com 20 anos de experiência nas ruas, que hoje trabalha na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro. “As coisas que se dizem sobre os homens que saem com travestis são lendas machistas.”

Paira sobre essa discussão uma palavra que os psicanalistas detestam: patologia. Sim, as pessoas têm o direito inalienável de manter relações sexuais com quem quiserem, desde que haja consentimento mútuo. Posto isso, cabe a pergunta: está bem de cabeça um homem casado (como parece ser a maior parte dos clientes dos travestis) que abre a porta de seu carro na porta do Jockey Club, em São Paulo, e paga R$ 40 por uma hora de sexo com um homem que parece ser mulher? Os especialistas não têm uma resposta unânime a isso.

“Só um travesti saberia ser tão feminino quanto quer a fantasia de alguns homens”, diz uma psicanalista

Liberais dizem que, bolas, desejo é desejo, e não se pode explicar ou reprimir. Há que aceitar. “Entendo que os homens que só se realizam sexualmente com travestis possam estar mal resolvidos em sua orientação sexual”, diz Maria Rita Kehl. “Mas considerar que todos os que gostam de travestis são homossexuais acovardados é uma redução preconceituosa.” Na outra ponta, fala-se em sofrimento e confusão por trás dessa forma específica de prazer. “Para alguns homens é patológico”, afirma o psicanalista Oswaldo Rodrigues, do Instituto Paulista de Sexualidade. “Muitos fazem isso num impulso de autodestruição.”

Há os incapazes de lidar com seu próprio desejo por outros homens. Há os que buscam cumprir seu “papel social” no corpo feminilizado dos travestis. Há de tudo, e nem tudo é a festa do desejo que a modernidade implicitamente recomenda. Onde está o limite? Na dor. De acordo com o psiquiatra Ronaldo Pamplona da Costa, com mais de 30 anos de experiência terapêutica, muitos homens que saem com travestis o procuram em estado de sofrimento. Eis o que diz a respeito a psiquiatra Carmita Helena Abdo, que coordena o Projeto de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo: “Se as pessoas fazem sexo responsável, não estão sofrendo e não me procuram, não quero normatizar a vida de ninguém”.

Fonte Época . Ivan Martins

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cumprimento    Brasil e EUA iniciam negociacão de Acordo de Previdência Social

 

Delegacões dos governos do Brasil e dos Estados Unidos estiveram reunidos em Washington, entre os dias 24 e 28 de agosto, para dar início às discussões sobre a celebracão de um acordo de Previdência Social entre os dois países. Entre outros benefícios, a existência de instrumento bilateral dessa natureza garante aos trabalhadores que contribuíram para os sistemas de seguridade dos dois países o direito de somar os períodos das contribuicões para o fim de obter sua aposentadoria.

 A delegação conjunta do Ministério da Previdência, do INSS e do Ministério das Relações Exteriores foi chefiada pelo Secretário de Políticas da Previdência, Dr. Helmut Schwarzer, que destacou a importância dos EUA como país de acolhida dos brasileiros que vivem fora do país. “Os Estados Unidos impõem-se, seja qual for o critério, como um dos países prioritários no esforço que o Governo brasileiro vem fazendo de estender a cobertura previdenciária dos brasileiros que residem no exterior”, disse.

 As autoridades americanas destacaram os laços de amizade entre os dois países e a importância, para as duas economias, de um instrumento que permita reduzir a cobrança de taxas redundantes e estimule o intercâmbio de capital humano entre Brasil e EUA.

 As equipes de negociadores receberam, no dia 27, a visita do Secretário-Executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, e do Subsecretário-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, Embaixador Oto Agripino Maia, que cumpriam agenda de visitas a autoridades norte-americanas.

 Ao longo das reuniões, as delegações dos dois países esclareceram uma à outra, em termos gerais, o funcionamento dos respectivos sistemas de seguridade social, e começaram a negociar aspectos do texto que deverá servir de base à eventual celebração do acordo. Essa negociação deverá ser retomada em fevereiro próximo, em Brasília.

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Sandália dita a moda dos pés no São João

Publicado por Tulio em 4 julho, 2009.

Havaianas fabrica todo ano pares do calçado com tema junino. Estampa tem a assinatura do artista campinense Fred Ozanan.

A sandália Havaianas dita a moda dos pés no arraial do Parque do Povo, em Campina Grande (PB). Há pelo menos cinco anos a fábrica Alpargatas, com sede na cidade, estampa as “legítimas” com desenhos temáticos e que fazem menção ao que é considerado “O maior São João do Mundo”. A versão “matuta” do calçado tem a assinatura do artista e chargista Fred Ozanan, que é campinense. 

Foto: Glauco Araújo/G1

 O título de “O Maior São João do Mundo” vai escrito no solado da sandália, que também apresenta desenhos estilizados de ícones da festa junina. A cada ano o modelo se renova e surpreende os turistas. O estande da Havaianas no Parque do Povo já é ponto de visita garantido.

 Por dia, centenas de pares são vendidos e o calçado ainda pode ser entregue em casa, junto com um cartão-postal também temático. É uma forma de diminuir o volume da bagagem para quem leva a sandália de lembrança para familiares e amigos. A peça custa R$ 19,99 e, antes mesmo do término do São João, algumas numerações já acabaram.  A fábrica de Campina Grande produz sete pares por segundo e é a responsável pelos calçados vendidos no país e no mundo. Nos Estados Unidos custam em média U$ 24.00 e a cada verão, as revistas de moda divulgam  as sandálias brasileiras em suas páginas.

 Glauco Araújo/G1

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