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Brasileiros em Conexão

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untitled 12 Fotógrafo flagra momento em que foca escapa de ataque de tubarão

Filhote de foca escapou apenas com um pequeno machucado.

(Foto: Reprodução/Daily Telegraph)

O fotógrafo Chris Fallows, de 38 anos, registrou o exato momento em que um filhote de foca conseguiu escapar de um ataque de um tubarão branco de mais de três metros de comprimento em False Bay, na Cidade do Cabo (África do Sul), segundo o jornal inglês “Daily Telegraph”.

De acordo com o periódico, o grande predador chegou a ter a foca em sua boca na primeira investida, mas não conseguiu cravar suas presas, permitindo que a foca se lançasse com o segurança ao mar. O tubarão ainda tentou outro ataque, mas sem exito.

Conforme outro jornal inglês, o “Daily Mail”, a foca escapou apenas com um pequeno machucado. A batalha entre presa e predador durou cerca de quatro minutos.

Fonte BBC

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“Desistam dos Estados Unidos”

Publicado por Tulio em 7 setembro, 2010.

imagex21 Desistam dos Estados Unidos

A narrativa do equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, um dos dois sobreviventes do massacre de Tamaulipas, no México, impressiona pela crueldade e sangue frio dos assassinos. Entretanto, mais grave do que a chacina, o que transparece é a ineficiência e/ou incompetência da politica de segurança do governo mexicano em lidar com o problema. Estima-se em 28 mil o número de mortos na guerra do narcotráfico desde a posse do presidente Felipe Calderon, em 2007.

No vídeo gravado a bordo do avião que o levava de volta a seu país, e divulgado fartamente pela rede de TV estatal do Equador, Pomavilla adverte seus compatriotas para que não tentem chegar aos Estados Unidos através da fronteira mexicana porque os narcotraficantes não deixam, matam.

Em seu depoimento, o equatoriano conta que para chegar à fronteira dos EUA ele fez um longo caminho que passou por Honduras, Guatemala até chegar ao norte do México. No sábado a noite, continua o equatoriano, o grupo foi cercado por três carros dos quais sairam oito homens bem armados que os colocaram em outros veículos. Daí foram levados para uma casa onde foram amarrados em grupos de quatro pessoas com as mãos para trás e deitados de barriga para baixo.

Daí em diante começa o fuzilamento que terminou com a morte de 72 migrantes, inclusive dois brasileiros. Pomavilla recebeu uma bala na nuca que saiu pela boca e milagrosamente escapou. Ele se fingiu de morto e só se levantou quando percebeu que os homens tinham ido embora. Mesmo ferido, caminhou durante toda noite até encontrar os militares mexicanos que o levaram a um hospital. Na fuga encontrou o hondurenho que também tinha escapado e não estava ferido.

Perguntado pela razões da matança, ele contou que os homens não pediram nada, apenas perguntaram “querem trabalhar conosco?” Como ninguém aceitasse, eles nada disseram, simplesmente começaram o massacre.

Fora a dor da tragédia, ficam no ar as perguntas. O que leva a essa constante migração latino-americana? Será que essa gente deixaria seus países se lhe tivessem dado oportunidades de estudar e se preparar para conquistar um lugar ao sol no mercado de trabalho? Se soubessem que seus filhos teriam escola pública de graça, atendimento hospitalar de urgência e, de um modo geral, segurança de poder ir e vir? Mesmo ilegais, os clandestinos têm direito a isso tudo, tanto quanto os americanos.

E aí está o nó da questão. Os anti-imigrantes norte-americanos descobriram que estão pagando pelo parto das mulheres e pela escola dos filhos dos indocumentados. O sentimento contra os imigrantes cresceu nestes últimos dois anos e envolveu o governo Obama. O presidente é acusado pelos dois lados. Pelos imigrantes de não ter cumprido a promessa de uma reforma migratória logo no primeiro ano de governo e pelos anti-imigrantes de ser frouxo no combate à imigração ilegal.

Uma reforma profunda, que passe pela legalização dos aproximados 12 milhões de indocumentados, poderia ser a solução, com a entrada dessa imensa mão de obra no mercado de trabalho e o consequente crescimento da arrecadação. Mas de difícil aceitação pela opinião pública e pelo Congresso.

imagex2 Desistam dos Estados Unidos

Enquanto não se descobre uma solução, eis que surge a governadora do Arizona, a republicana Jan Brewer (foto), e, em aberto desafio ao governo central, cria uma lei de imigração para seu Estado tornando crime a imigração ilegal e dando poderes à policia de prender qualquer pessoa que não tenha documentos de residência. Uma lei com fortes conotações racistas, que felizmente foi bloqueada na Justiça pelo governo federal, em seus artigos mais polêmicos.

Não sei se praga de imigrante pega, mas o fato é que esta semana a governadora Jan Brewer, candidata à reeleição, participou de seu primeiro debate público na TV na disputa com o democrata Terry Goddard. E logo na fala de apresentação, Brewer deu o maior vexame. Sofreu uma pane mental e não conseguiu completar o raciocínio. Nervosa, só lhe restou sorrir e encerrar a fala atabalhoadamente antes que a coisa piorasse.

Depois do vexame, ela disse que foram os piores 16 segundos de sua vida mas que “errar é humano” e que não participa mais de debate público. Os imigrantes indocumentados estão vibrando e certamente dizendo “bem feito”.

Fonte:  Site Direto da Redação, por Eliakim Araujo

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Momento Manguaça Cultural

Publicado por Tulio em 25 agosto, 2010.

bebum Momento Manguaça Cultural

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.

Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.

Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.

O que fazer agora?

A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.

No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.

Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o ‘azedo’ do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.

Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome ‘PINGA’.

Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de ‘ÁGUA-ARDENTE’

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.

E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

(História contada no Museu do Homem do Nordeste).

* Não basta somente beber, tem que conhecer!

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Teclado para uma mão

Teclado para uma mão (Foto: Roseane Aguirra/G1)

Um software que detecta movimentos da cabeça para controlar o mouse, um teclado para quem tem movimento em apenas uma das mãos e um programa que lê um livro escaneado em voz alta são alguns dos destaques na área de tecnologia apresentados na IX Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech).

O software HeadMouse, desenvolvido pela empresa Indra em parceria com a Universidade de Lleida, na Espanha, reconhece o rosto do usuário por meio de uma webcam. A partir disso, usa os movimentos da face, olhos e boca para controlar o cursor do mouse na tela. Um piscar de olhos, por exemplo, corresponde a um clique no botão esquerdo do mouse.

HeadMouse detecta movimentos do rosto para controlar mouse na tela do computador

HeadMouse detecta movimentos do rosto por meio de uma webcam para depois controlar mouse na tela do computador (Foto: Roseane Aguirra/G1)

Como uma extensão do programa, o Teclado Virtual é um aplicativo que aparece na tela do computador e permite escrever textos por meio das teclas virtuais. O sistema oferece dicionários que incorporam as palavras mais usadas.

Teclado Virtual

Teclado Virtual (Foto: Roseane Aguirra/G1)

Tanto o HeadMouse quanto o Teclado Virtual estão disponíveis para download gratuito na página da Indra (clique aqui para acessar a versão em português). No site, também é possível assistir a um vídeo demonstrativo da tecnologia (em espanhol).

A Indra também desenvolveu outros projetos de acessibilidade, ainda não disponíveis no país. O IdenSound permite que pessoas com problema de audição saibam se ao seu redor soa algum alarme, um telefone ou campainha. Ganas é um gerador de animações para a linguagem de sinais. O Virtual Coach, outro destaque, é um treinador que assiste pessoas que necessitam realizar, entre outros, exercícios de reabilitação.

Teclado para uma mão

Produzido por uma empresa alemã, o teclado desenvolvido para quem tem movimento em apenas uma das mãos foi exibido na feira pela Pró Vista. “Com a curvatura do teclado [veja foto no alto da reportagem], a pessoa chega mais rápido às teclas”, explicou Susanne Oltragge, uma das sócias da empresa. Na feira, o produto pode ser encomendado por R$ 3 mil. Também é possível solicitá-lo na página da empresa.

BookReader lê livros em voz alta

BookReader lê livros em voz alta (Foto: RoseaneAguirra/G1)

Outro item da feira é o BookReader V100, um dispositivo que transforma o conteúdo de livros escaneados em voz. O programa, que funciona com as versões do Windows 2000, XP e Vista, também armazena a leitura dos textos em arquivos MP3 ou WAV, permitindo ouvi-los em aparelhos portáteis. O BookReader ainda permite editar o texto, entre outras funções.

Visitantes da feira podem comprar o produto – comercializado pela BBZ-Visão Subnormal – por R$ 2,6 mil à vista ou R$ 3,2 mil em seis vezes. Depois do evento, o equipamento volta a custar R$ 3,2 mil à vista ou R$ 3,7 mil em seis vezes.

Evento

Além da exibição de produtos e serviços, a Reatech tem programação de teatro e grupos de dança compostos por artistas com deficiências. Há também atividades de pet e equoterapia, galeria de arte, parque infantil adaptado, quadras adaptadas para a prática de esportes, test-drive de carros adaptados, cadeiras de rodas motorizadas e scooters, palestras, congressos médicos, seminários e outras atividades abertas ao público.

Fonte G1, por Mirella Nascimento

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10 sugestões para calibrar a sua imagem profissional

Publicado por Tulio em 15 abril, 2010.

Além de ser uma pessoa que cumpre bem a sua função, para ser visto como alguém especial e que merece uma promoção, o profissional deve atentar – e muito – para a sua imagem.

Para Maria Aparecida Araújo, consultora de comportamento profissional e diretora da consultoria Etiqueta Empresarial, a imagem compõe a sua marca pessoal e profissional. “Se a marca estiver fortalecida, sempre haverá portas abertas”, ensina.

Segundo a consultora de etiqueta corporativa Licia Egger, muito da vida profissional é pautada na percepção que as pessoas têm de nós. Para ajudar a construir uma boa imagem, diz, o trabalhador pode fazer a sua parte como, por exemplo, estar sempre vestido adequadamente, ser gentil e proativo.

Para alimentar bons comentários sobre a sua pessoa, Maria Aparecida sugere que haja uma atenção especial para três itens principais: a aparência, o comportamento e a maneira como se comunica com os outros.

Confira 10 dicas para melhorar a sua imagem, segundo Maria Aparecida Araújo e Licia Egger:

1- Use trajes adequados – As roupas devem estar de acordo com o código de conduta adotado dentro do ambiente profissional. Perfumes e maquiagens devem ser discretos.

2- Não fume - Além de ficar impregnado com o cheiro do tabaco, o hábito está sendo considerado cada vez mais como perda de tempo do funcionário, já que fumar em lugares fechados está proibido.
 
3- Não coma durante o horário do expediente - Você pode ser surpreendido com a boca cheia por uma ligação ou uma conversa, os dentes podem ficar sujos e o hálito ruim.
 
4- Modere o tom de sua voz - Ninguém é obrigado a escutar a sua conversa, pessoalmente ou por telefone, e isso pode atrapalhar a concentração do colega ao lado.

5- Evite o celular - Se a ligação particular for imprescindível, seja breve. Conversas longas e sem conexão com o trabalho são malvistas. Atente também para o toque do telefone. Ele deve ser baixo e o mais discreto possível para não atrapalhar os outros.
 
6- Não use a internet para fins pessoais - Se quiser entrar em sites que não tenham a ver com a sua função, use o horário do almoço ou o fim do expediente. Durante o trabalho, a visita em outras páginas pode denotar que você está desocupado, logo que é um forte candidato a ser substituído. 

7- Evite o uso de gírias – O cuidado com a qualidade do vocabulário é fundamental. A linguagem no ambiente de trabalho deve ser adequada ao mundo corporativo. Ainda que você seja um estagiário, a informalidade não favorece.

8 – Seja proativo - Se o telefone do colega que está ocupado estiver tocando e você tiver a possibilidade de atender, faça-o. É bom estar disponível na medida do possível para atender as necessidades do outro.

9- Mantenha o espaço em que trabalha limpo e organizado - Locais bagunçados podem dar a ideia de que o profissional também é confuso.

10- Sorria - A simpatia e o bom humor tornam o ambiente sempre mais leve e gostoso de trabalhar.

Fonte IG, por Maria Carolina Nomura

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Deixe seu filho se sujar

Publicado por Tulio em 11 abril, 2010.

DSC 26665 300x194 Deixe seu filho se sujar

 

Se você é daquelas mães que têm arrepios ao ver uma criança toda lambuzada de chocolate ou que corre atrás do seu filho com um par de chinelos mal ele tira o sapato, pense melhor. Permitir que a criança se suje não só faz bem a ela, como é essencial para seu desenvolvimento.

“Os pais não podem criar os filhos dentro de uma redoma de vidro”, diz o pediatra e neonatologista Jorge Huberman. Ele explica que cada indivíduo precisa desenvolver sua imunidade. A criança nasce apenas com a imunidade recebida da mãe durante a gestação, e começa a desenvolver seu próprio sistema a partir dos seis meses.

Por isso, é importante que os pequenos entrem em contato com o que muitos pais consideram como “sujeira”: mexer na grama, rolar na terra e colocar alguns objetos na boca, desde que sempre sob supervisão de um adulto, são atitudes recomendáveis. Assim, eles podem criar anticorpos e construir um sistema de defesa natural do corpo, o que se torna impossível se as crianças são sempre mantidas em ambientes assépticos.

Depois da exploração de um ambiente menos higienizado – como um parque ou um quintal – basta dar banho na criança. Mas atenção: o excesso de banhos também é contraindicado pelo pediatra. “No verão, claro que a criança vai entrar mais vezes no chuveiro, até para se refrescar. Mas basta um banho com sabonete – os outros podem ser apenas com água”, recomenda.

Estímulos

Ter contato com sujeira não só é importante para a saúde infantil, mas também para o desenvolvimento psicológico. Segundo a psicóloga antroposófica Sandra Stirbulov, todas as crianças precisam estimular os sentidos do tato, do movimento, do equilíbrio e da vitalidade para garantir um crescimento saudável. “O que não passa pelo sentido físico pode não ser decodificado mais tarde, atrapalhando o desenvolvimento da criança rumo à capacidade de abstração”, diz ela.

E essa estimulação passa, naturalmente, pelo contato mais amplo possível com texturas, cores e cheiros – sempre submetido ao bom senso dos pais. Uma criança que está aprendendo a comer precisa entender que a comida é dada na colher, mas necessita igualmente tocar na comida para senti-la. Não tem mal algum deixá-la brincar com um pouco do alimento do prato.

“Os pais devem estar sempre atentos a proporcionar às crianças diferentes percepções sensoriais”, defende Sandra, o que é impossível se você não deixa seu filho caminhar descalço na terra ou pintar desenhos com tinta a dedo.

Crianças que são privadas desta experimentação por pais excessivamente zelosos, que morrem de medo da criança apanhar uma pneumonia porque andou pela casa descalça ou não permitem que ela role na grama porque vai se sujar de terra, podem criar problemas para os filhos mais tarde. “Elas ficam indispostas a experimentar novas comidas, por exemplo. Antes mesmo de colocarem na boca, rejeitam um alimento novo”, explica Sandra.

A dificuldade também pode se estender para a aprendizagem. “A criança que não entrou em contato com lama, terra, argila e outras materiais pode deixar de desenvolver, por exemplo, a motricidade fina – e ter problemas para segurar o lápis e escrever quando chega a fase da alfabetização”, completa Cássia Franco, psicóloga especializada em terapia de casal e família.

Dicas para deixar seu filho se sujar

- Deixe a criança brincar com tinta e pegar um pouco da comida quando ela ainda está aprendendo a comer

- Promova uma sessão de pintura ou escultura em casa, em família. Se suje junto com seus filhos: pintem um painel coletivo ou mexam com argila

- Permita que seu filho mexa na grama, na areia e caminhe descalço sobre superfícies de texturas e temperaturas diferentes

- Dê a ele brinquedos de materiais diferentes, com diferentes texturas. Evite que a criança tenha só brinquedos de plástico, que tem sempre a mesma textura

- Apresente a seu filho sons diferentes, colocando-o em contato com brinquedos que façam barulho – não os eletrônicos, mas a partir da intervenção da criança

- Estimule seu filho a experimentar cheiros diversos: ofereça uma florzinha ou explore com ele os temperos da cozinha

Fonte Ig

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Navio chinês encalhou em banco de areia de barreira de corais 

 O navio chinês Shen Neng 1 continua encalhado na barreira de coral australiana, ao noroeste do país, desde a noite do sábado (03). Ele partia com 65 mil toneladas de carvão e 975 toneladas de petróleo rumo à China. Após desviar 12 km da rota comercial, a embarcação ficou presa. Para evitar que parta ao meio ou seja levado pela correnteza, um rebocador está estabilizando o navio com cordas. Houve um vazamento de óleo, que está sendo controlado, mas ainda representa uma ameaça aos corais, um dos ecossistemas mais frágeis do planeta.

As autoridades do país estão investigando o que fez o navio se desviar de sua rota e navegar por uma área protegida. A empresa dona da embarcação pode ser multada em até um milhão de dólares australianos (US$ 920.000).
 
Ainda é incerto o tamanho da área atingida. “Dependendo do tamanho e da quantidade de óleo derramado, ele pode dizimar as espécies de uma região”, afirma Fernanda Duarte Amaral, professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) que há 26 anos estuda recifes de corais.
 
Sombra do óleo
Um derramamento de petróleo pode prejudicar os corais de duas maneiras. A primeira é que, como, o coral possui apenas um orifício: a boca, que usa para se alimentar de minúsculos animais e algas. Se o óleo for suficiente para descer até o fundo, ele pode cobrir os corais e causar uma espécie de sufocamento.

A segunda é que mesmo que o vazamento fique na superfície do mar, ele impede que a luz penetre no água, prejudicando a fotossíntese das algas que vivem dentro dos recifes e servem como alimento. 

cdocuments and settingsnmadovmeus documentosdownloadscorais Navio chinês encalhado ameaça a maior barreira de coral do mundo

Corais como este, em St Croix, nas Ilhas Virgens, podem demorar até
seis anos para se recuperar de um vazamento de petróleo (Foto:AP)

Além disso, o derramamento de óleo pode gerar uma reação em cadeia. “Ele impede a reprodução dos corais; peixes e outros animais que se alimentam dos corais não terão mais comida; os peixes de tamanho médio irão se prejudicar, pois a população dos pequenos diminuirá; e assim por diante”, afirma Fernanda. Os golfinhos, as baleias e as tartarugas que frequentam os corais para se reproduzir, alimentar e proteger também serão prejudicados.
 
“O recife de coral pode conseguir se recuperar dependendo da extensão e da duração do problema”, explica Fernanda. “No caso do navio chinês, o que minimiza a preocupação é que esse parece ser um estresse apenas local”, diz Zelinda Margarida de Andrade Nery Leão, uma dos coordenadores do Grupo de Estudos de Recifes de Corais e Mudanças Climáticas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ela estima se o óleo for contido, entre cinco e seis anos a área pode estar recuperada.

Com informações da AP

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Um pé no passado

Publicado por Tulio em 5 abril, 2010.

Copy of DSC 16204 300x225 Um pé no passado

Para quem começou a vida muito cedo e continua curiosa e interessada nos caminhos
do mundo, as coisas às vezes ficam complicadas. É como ter um pé fincado no presente mas também um outro lá atrás, no passado; viver assim é, no mínimo, perturbador.

Esse pé no passado é nossa memória, que não nos deixa esquecer como eram nossos pais, como eles viviam, o comportamento que esperavam dos filhos – e das filhas, sobretudo. Todo mundo finge que acha tudo muito natural, mas os costumes estão mudando rápido, rápido demais, e a gente se assusta.

Com o pé no passado, lembro de coisas que não dá para acreditar: do tempo em que as desquitadas eram malvistas; do amigo que se matou porque descobriram que era gay; das duas mocinhas que frequentavam a mesma praia e eram famosas por serem as únicas não virgens do pedaço; da grande ousadia que era uma moça trabalhar quando seu destino já estava traçado: estudar francês e piano e casar; das mulheres que escondiam que pintavam os cabelos.

Faz tanto tempo assim? Ok, foi no século passado, mas ainda lembro bem. Lembro até de ter ouvido falar que havia médicos especialistas em reconstituir a virgindade para que as meninas pudessem se casar vestidas de branco – dá para acreditar?
Meu pai me proibia de entrar no carro de qualquer rapaz. É claro que eu desobedecia e entrava, mas, quando passava pelos pontos mais estratégicos, abaixava para não me arriscar a ser vista.

As intimidades com os namorados eram levíssimas, e ficar de mãos dadas no cinema era quase um compromisso. O primeiro beijo na boca era contado com emoção à melhor amiga, e detalhe: era um beijo casto. Se algum garoto tentava passar a mão nos seios, e eles tentavam sempre (no cinema, sessão das 8), era considerado grave. Grave, não: gravíssimo.

Hoje, quando vejo as campanhas na televisão incentivando o uso da camisinha no Carnaval, fico grilada e acho que virei careta – vai ver, virei. Será que virei conservadora quando acho (mas não digo) que o mundo está perdido? Não, não é o mundo que está perdido. Sou eu que estou perdida. Mas lembro e tenho certeza: era diferente. Beber, fumar, experimentar maconha, dormir com um homem, chegar em casa com o sol nascendo era um posicionamento diante da vida. Não dá para negar que era divertido, mas era mais que tudo um posicionamento – e sempre muito intenso.

As mesmas coisas são feitas hoje – sexo, principalmente –, mas de maneira banal. É tão simples levar o namorado para dormir no quarto, sob as bênçãos da família, que não pode ter muita graça. Alguma coisa fácil tem graça? Convenhamos: existe algo menos afrodisíaco do que ter que lembrar da camisinha?


Já vai longe o tempo em que ir para a cama com um homem era uma decisão importante, e havia sempre uma razão forte – mesmo fantasiada – para isso. Às vezes se fazia uma certa confusão entre atração física, amor e ideologia, mas assim era o mundo.

Foram muitos os doces erros da juventude, todos perfeitamente perdoáveis; afinal, quando se é jovem demais, não se pode saber tudo. Ainda bem.

Por Danuza Leão

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Vida de pai moderno

Publicado por Tulio em 30 março, 2010.

 
 
 Vida de pai moderno
 
 
“Vida de pai está cada vez mais difícil. Uma simples conversa com o filho pequeno pode gerar perplexidade. O diálogo de João Pedro com seu filho Wilkson, de 10 anos, pode servir como prova desse fosso entre as gerações.”
 
- Que você vai ser quando crescer, filho?
 
- Presidente da República, pai.
 
- Puxa, filho, que legal. Mas por quê?
 
- Pra não precisar estudar.
 
- Não, filho, não é bem assim. Precisa estudar muito.
 
- Então quero ser vice-presidente.
 
- Vice, filho? Por quê?
 
- Pra não precisar estudar. O José de Alencar também só foi até a quinta série primária. Já posso parar.
 
- Não é assim, filho. Ele trabalhou muito e aprendeu.
 
- Pai, todo mundo que se dá bem não estudou: o presidente, o vice, a Xuxa, o Kaká, o Zeca Pagodinho…
 
- É que eles têm um talento…
 
- Ah, entendi, estudar é para quem não tem talento?
 
- Não, filho, pelo amor de Deus. Artista é diferente.
 
- O presidente e o vice não são artistas.
 
- Não, quer dizer, o presidente, de certo modo, até é.
 
- Se eu estudar, vou ganhar mais do que o Kaká?
 
- Menos.
 
- Ah, é? Então quero ir já para a escolinha.
 
- Você já está numa boa escola, filho.
 
- Quero ir pra escolinha de futebol.
 
- Não, filho, você precisa estudar muito. A escola abre caminhos para as pessoas. Pode-se viver dignamente.
 
- Acho que vou querer ser corrupto.
 
- Meu Deus, filho, não diga isso nem de brincadeira.
 
- Na TV disseram que ninguém se dá mal por causa da corrupção e que tudo sempre termina em pizza. Adoro pizza. Quando for corrupto, pedirei só de quatro queijos.
 
- Ser corrupto é muito feio, meu filho.
 
- Ué, pai, se é feio assim, por que Brasília está cheia deles e quase todos conseguem ser reeleitos?
 
- É complicado de explicar, Wilk. Mas isso vai mudar.
 
- Quero ser corrupto e praticar nepotismo.
 
- Cale a boca, filho, de onde tira essas barbaridades?
 
- É só olhar televisão, pai. O Sarney pratica nepotismo e é presidente do Senado. Ninguém pode mexer com ele.
 
- Mas você sabe o que é nepotismo, filho?
 
- Sei. É empregar os parentes da gente.
 
- E você quer fazer isso?
 
- Claro. Assim ia acabar com os vagabundos da família.
 
- Filho, você precisa ter bons valores. Pense numa profissão, numa coisa honesta e que seja respeitada. Não quer ser médico, dentista ou, sei lá, engenheiro?
 
- Não. De jeito nenhum. Tô fora, pai!
 
- Mas por que, filho?
 
- Eles nunca vão no Faustão.
 
- Isso não tem importância, filho. Que tal bombeiro?
 
- Vou querer ser astronauta ou jornalista.
 
- Hummm… Jornalista? Por que mesmo, filho?
 
- Não precisa mais ter diploma pra ser jornalista.

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Ser ou não ser de ninguém

Publicado por Tulio em 11 março, 2010.

Ser ou não ser de ninguém

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços, sorri e dispara: “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração “tribalista” se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, onde “toda ação tem uma reação”.

Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo – beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, “os tribalistas” não namoram.

Ficar, também é coisa do passado. (oi????) A palavra de ordem hoje é “namorix”. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho.

Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando.Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim como só deseja “a cereja do bolo tribal”, enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas.

Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.

Já dizia o poeta que “amar se aprende amando” e se seguirmos seu raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra “namoro” traga tanto medo e rejeição. No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a “comer sal junto até morrer”. Não se trata de responsabilizar pais e mães, ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é causal, mas quem sabe correlacional.

Podemos aprender amar se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados.

Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento… É arriscar, pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também… É não ser livre para trocar e crescer… É estar fadado ao fracasso emocional e a tão temida solidão.

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